Amor e outras drogas – lindo!
Ontem lavei minha alma ao ter contato com mais uma obra prima do cinema (adoro cinema).
Assisti uma relíquia exibida na telona e fiquei encantado com dois jovens e belos artistas (Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway – ela, a jornalista do Diabo veste Prada, com Merril Street em papel principal).
O filme dá margem a muitas interpretações e imagino ser a mais comum, de ser ele uma proposta de marketing a fim de divulgar produtos farmacêuticos e duas poderosas indústrias do meio.
Entendi de forma diferente e aí é que me encantei, porque adoro quando a arte engana o poderio econômico e tudo termina bem para todos (poderosos achando que levaram vantagem e os mais sensíveis concluindo que eles, na proposta, não passaram de simples babacas e marginais.
O pega do filme está exatamente nas duas situações antagônicas. Uma (o filme retrata o ano de 1.988), que dá mostras que o produto Viagra e seu concorrente (não sei o nome porque não uso qualquer dos dois) vieram para retornar aos impotentes ou impossibilitados da prática do sexo, a condição para voltar a ver o bicho de pé.
A outra exibe a tristeza com que são forçados a conviver portadores de Mal de Parkinson e seus parentes. Uma doença até hoje (13 anos após o ano em que retrata o filme) como das mais terríveis e percebe-se no filme uma crítica sutil à pesquisa científica e indústria farmacêutica, por se dedicarem mais a produtos que proporcionam o prazer do que a produtos que tiram pacientes do sofrimento.
O filme é belo, nos leva à mais profunda emoção e promove em nós a sensação de impotência, eis que todos estamos sujeitos a mudar nossas vidas para sempre, caso cheguemos a contrair uma doença como esta.
Interessante no filme é a mudança de clima em suas poucas horas de duração. Proporciona cenas de sexo da mais pura beleza, com o ingrediente da sinceridade na troca de carícias culminando com o ato em si, e parte, ato contínuo para a fase triste promovendo choros nos mais sensíveis, quando nos deparamos com o definhar da bela Anne Hathaway, que no filme se apresenta portadora da triste doença.
Recomendo com absoluta segurança e em especial a quem não busca em filme apenas motivos para aguçar ou motivar o “tesão”. Sugiro mais a quem busque o aspecto mais sério da proposta. A atriz, em minha opinião, por este papel, está credenciada a concorrer a todos os prêmios em disputa em importantes eventos com esta finalidade.
Ganhei o final de semana e tenho em minha mente e em meu coração mais uma lição de vida, com motivo para uma oração ferrenha para encontrarmos solução à doença terrível, que desestabiliza famílias na medida em que a mesma avança do nível um à fase terminal. Uma das mais tristes doenças sem dúvida e com solução ainda sem anúncio por parte dos pesquisadores.
O filme mostra o lado podre da relação da indústria farmacêutica com profissionais de medicina.
Merece ser assistido por muitos aspectos.
Sinopse: Maggie (Anne Hathaway) é uma mulher de espírito livre que não quer se amarrar a alguém de maneira alguma. Ela só não esperava conhecer Jamie (Jake Gyllenhaal), um charmoso vendedor de produtos farmacêuticos que tem todas as mulheres aos seus pés. Aos poucos, o relacionamento evoluiu e ambos descobrem que estão sob a influência da droga mais forte já inventada: o amor.
(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário, bacharel em direito e apaixonado por cinema.









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