A sutileza a partir de Jeruzalém
Por Renato Cardoso (*)
É comum ouvir que Deus nos fala por pequenos sinais. Depois que passei a dar importância na mensagem, passei a viver movido por pequenos sinais, e por eles, sinto que as coisas estão bem melhores para mim e para os meus.
Ontem vi e ouvi o show de Roberto Carlos gravado em Jeruzalém e transmitido pela Rede Globo, e mais uma vez fui na máxima que move meus dias: Deus falou por pequenos DETALHES e o mundo todo pode ter parado para refletir que a paz é possível.
Mais pelo perfil de São Paulo do que de São Pedro, fui querer entender cada detalhe da proposta e posso afirmar com segurança que o show chegou a todos nós como um pequeno sinal de que a paz é possível, mesmo naquela parte do mundo tão disputada e onde, por acaso, foi o caminho mais constante de Jesus Cristo.
10 de setembro de 2.011, quando só se comentava os dez anos passados do fatídico dia em Nova York, um rei simples, usando trajes brancos que simbolizam a paz, em plena Jeruzalém e cantando em vários idiomas. Logo ele que é perfeccionista e jamais se permitiu tamanha ousadia.
Cantou até em hebraico, com plena coragem e com tanta autenticidade mesclada por ousadia e simplicidade, que até os que confrontam devem ter chegado à emoção.
O show de Roberto Carlos, num 10 de setembro, 10 anos após o fatídico ataque às Torres Gêmeas, foi engendrado por poderosos e artistas, que se juntaram para promover uma forma especial de dizer: a paz é possível e está ao nosso alcance… basta querermos. Claro que teve mão de Deus que postou na mesma mesa o Jaime Monjardin, com altas cúpulas do Brasil, Israel, países aliados e o núcleo de artistas da “plin-plin”.
Tudo teve uma razão de ser, a começar pelos poucos passos ensaiados pelo rei com Glória Maria (os dois quiseram dizer que as cores das peles – branca e preta – são apenas detalhes tão pequenos daqueles dois e de todos nós).
O olhar do rei para o deserto, a prece no Muro das Lamentações, a orquestra mesclada por brasileiros, judeus e muçulmanos, foi outro pequeno detalhe que procurou simbolizar que o mundo será bem melhor quando todos tivermos “um milhão de amigos”.
Poderoros e experientes em estratégias puderam ter ontem uma ótima lição. Sabe-se que há estrategistas de guerras, mas ontem vimos um conjunto de ações emanadas por estrategistas da paz.
Quero creditar que o espetáculo gravado a partir de Jerusalém e transmitido para todo o Brasil pela Rede Globo e para o mundo todo pela Globo Internacional, veio a ser a forma mais eficaz para que insistissemos na busca pela paz em definitivo, ou pelo menos enquanto Deus nos enviar pequenos sinais para que a façamos com toda intensidade.
O repertório cantado pelo rei foi meticulosamente estudado e até quando “eu cheguei em frente ao portão… meu cachorro me sorriu latindo” teve razão de ser e foi inserida no timer adequado. O rei insinuou que vivemos num universo cósmico, criado por Deus, onde homens, a naureza, os animais… tudo e todos se completam e são dependentes uns dos outros.
Cantou Lady Laura, como que conversando com Nossa Senhora, pois mãe é mãe, e Ela tinha que estar ali… naquele contexto… naquele momento, e daquela forma especial como o nosso rei conversa com a mãe que já se foi, mas que permanecesse, conforme conferimos, viva em seu coração.
O “rei” foi ao passado e cantou uma linda canção que diz: “pensamenos que afligem… sentimentos que me dizem… dos motivos escondidos, na razão de estar aqui;
As perguntas que me faço, são levadas ao espaço…
E de lá eu tenho todas as respostas que eu pedi.
Quem me dera que as pessoas que se
encontram… se abraçassem como velhos conhecidos…
Descobrissem que se amam e se unissem na verdade dos amigos.”
E continua:
E no topo do universo
Uma bandeira
Estaria no infinito iluminada
Pela força desse amor
Luz verdadeira
Dessa paz tão desejada
Pensamentos que me afligem
Sentimentos que me dizem
Dos motivos escondidos
Na razão de estar aqui
E eu penso
Nas razões, na existência
Contemplando a natureza nesse
mundo
Onde às vezes
Aparentes coicidências
Têm motivos mais profundos
Se as cores
Se misturam pelos campos
É que flores diferentes vivem
juntas
E a voz dos ventos
Na canção de Deus
Responde todas as perguntas
Pensamentos que me afligem
Sentimentos que me dizem
Em seguida Roberto Carlos cantou “Jesus Cristo”.
(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário e bacharel em direito.









Belo texto Renato…Não pude assistir a esse show do Roberto Carlos, mas imagino a emoção q passou pelo seu relato…Parabéns…Vera