Quero minha parte em tour
Por Renato Cardoso (*)
Eureka foi a palavra mais pronunciada nos meios de analistas econômicos do mundo todo e a referência ia na direção da Grécia, país que nove entre dez analistas internacionais apostam que, apesar da ajuda de fora e das medidas de austeridade, deverá mesmo decretar calote de sua dívida externa, ou seja, um legitimo presente de grego à comunidade internacional – e aos bancos.
O plano de recuperação da Grécia, à propósito, chama-se Eureka (“encontrei!”, em grego), expressão famosa do matemático Archimedes (sic Giba Um).
Todos nós brasileiros teremos um crédito junto ao belo País que, de tão belo, suscitou em seu povo mais paixão pelo turismo do que pelo trabalho duro, conforme opinião dos países vizinhos que compartilham o Euro com o belo país europeu, belo por suas praias à beira do mar Egeu, mar Mediterrâneo e o mar Jônico, pelo qual tem ligação com a Itália.
Analistas políticos mais críticos atribuem à dívida altíssima com relação ao PIB grego, o fato de ser a Grécia o berço de nascimento da democracia, da filosofia ocidental, dos Jogos Olímpicos, da Literatura ocidental e da historiografia, bem como da ciência política e dos mais importantes princípios matemáticos, assim como berço de nascimento do teatro ocidental, incluindo os gêneros do drama, tragédia e o da comédia. Críticos esses, em maioria alemães, que focam suas vidas quase que tão somente no trabalho e na produtividade, não se conformam com os valores gregos assimilados pelo berço de tantos braços que somam na formação cultural e filosófica do planeta.
A Grécia é um país desenvolvido, embora os graves problemas de ordem econômica. É membro da União Europeia desde 1981, membro da União Econômica e Monetária da União Europeia desde 2001, OTAN desde 1952, OCDE desde 1961, UEO desde 1995, membro fundador da Organização de Cooperação Econômica do Mar Negro e membro da AEE desde 2005.
Atenas é a capital; outras importantes cidades do país são Salónica, Pátras, Iráclio, Lárissa, Vólos, Ioannina, Cavala e Rhodes.
Depois desses conhecimentos, meu interesse em voltar e ficar por lá até consumir todo meu ativo junto aos gregos aumentou consideravelmente. Acho a Grécia o país mais belo do planeta e jamais me saiu da cabeça um filme ousado para a época em que correu o circuito de cinemas (1982), “Amantes de Verão”.
O filme mostra a trama de um jovem casal de namorados americano que foi passar as férias de verão numa ilha da Grécia e se envolve com uma francesa arqueóloga que trabalha no local. Formam então um triangulo amoroso perfeito.
O filme mereceu do crítico Rubens Ewald Filho, o comentário seguinte: “É impressionante como o cinema (em particular o americano) ficou careta e moralista. Basta rever este filme onde há grande quantidade de nudez frontal e casual além de uma historia amoral e romântica.
Na verdade, passou no Brasil com cortes que estão restaurados em cópias. O diretor (gay) Kleiser é pouco competente, mas conseguiu fazer um panfleto turístico promovendo a Grécia no verão, com suas praias de nudismo, noites alegres e amor livre (muita discoteca, aliás a trilha musical do filme é muito datada, repletas de canções da época, o que acaba até ajudando).”
O filme representou para mim mais a possibilidade de releitura das ricas paisagens do que a trama, muito sugestiva para o local, embora a época de sua narrativa e exposição ao público altamente rigoroso em termos morais.
Recomendo o filme, hoje disponível em poucas locadoras, até para que se encantem com o endividado país. Não tendo nada no Youtube, vai um vídeo com lindas imagens da Grécia, cujo problema econômico oro para que seja resolvido e que voltem os gregos e turistas a dançar como Anthony Quinn, em Zorba, o Grego, com vídeo memorável que também posto.









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