Falando em ano novo!
Por Renato Cardoso (*)
Caroline Rayel escreveu: “De repente, sem mágoa, sem rancor, sem ódio, os homens cantam uma só canção, um só hino, o hino da liberdade. De repente, os homens esquecem o passado, lembram-se do futuro venturoso, de como é bom viver. De repente, os homens lembram-se da maior dádiva que têm: a vida. De repente, tudo se transforma e chega o ano radiante de esperança, porque só o homem pode alterar os rumos da vida. De repente, o grito de alegria, pelo novo ano que aparece.”

O ano que vem promete, ao menos se levarmos em conta o que informou o psicólogo canadense Steven Pinker, ao dizer que a humanidade vive o seu período mais pacífico da história, ‘o melhor dos tempos’.
Aliás, muitos têm comentado isso, alguns dos líderes mundiais até deixando claro que não se pensa, nem de longe, na possibilidade de uma terceira guerra mundial. Por favor, não reprovem trazer aqui o tema, num dia anterior à passagem do ano, quando todos falam em paz, harmonia, fraternidade, prosperidade e até mesmo em saúde e dinheiro.
Mas não podemos ignorar um dos ditames mais importantes nos desejos: PAZ!
PAZ é um dos desejos mais firmes que se pretende a todos e devem todos propor nesta passagem de ano, ao menos se levarmos em conta que os muitos que pensam que os últimos 100 anos foram os mais pacíficos da humanidade não conhecem história.
Muitos sabem e alguns não, mas 55 milhões morreram na Segunda Guerra Mundial, 6 milhões de judeus foram exterminados no Holocausto e do brutal desaparecimento, entre 2003 e 2010, de pelo menos 300 mil pessoas sucumbiram na guerra civil de Darfur, no Sudão. Isso sem falar do terrorismo, que, apenas neste século que se inicia, já matou milhares nos Estados Unidos, na Europa e em dezenas de países da Ásia e do Oriente Médio.

Nos seus desejos aos amigos e os nem tanto, lembre-se de que ainda há a violência urbana: os moradores das grandes metrópoles se sentem crescentemente assediados por vândalos, assassinos e ladrões. A sensação de que a violência permeia nossa vida (reforçada pelo fato de que vivemos cercados de policiais ou seguranças) desafia qualquer um a defender o pacifismo, ainda que relativamente. Quanto ao aspecto, vai a sugestão para um olhar sobre os últimos 100 anos.
O psicólogo canadense Steven Pinker, que não é tolo nem ignorante, se lançou à tarefa de demonstrar que o mundo nunca foi um lugar tão seguro para viver. Esse judeu canadense de 57 anos é desses intelectuais que ganham fama graças à sua capacidade de traduzir, para o grande público, ideias complexas que se tornam correntes no meio acadêmico.
Só que Steven Pinker, para sustentar a tese de que nunca se matou tão pouco na história, muniu-se de dados que sugerem a tendência cada vez mais pacífica da humanidade. Os cálculos, na maior parte das vezes, são emprestados de outros especialistas, como do criminologista europeu Manuel Eisner. Pesquisando em arquivos históricos, Eisner constatou que as taxas de homicídios em países da Europa têm caído século após século. Na Londres do século XIV, a cada 100 mil habitantes, 50 morriam assassinados. Hoje, a mesma estatística em Londres é de dois assassinatos por 100 mil. Na Europa como um todo, o número de mortes violentas por 100 mil varia entre um e três.
Os dados, que ouso reproduzir do original publicado pela revista Época, estão aí apenas para reforçar minha proposta para que o desejo de PAZ a todos os homens de boa vontade seja um contínuo desejo por todos e a todos, não só no ano que está aí, mas também para os próximos, que terão uma humanidade aumentada na proporção três vezes maior que na última década em termos de velocidade geométrica. Consideremos ter nascido, em 2.011, o terráqueo de número 7 bilhões e encerraremos esta década com próximo a 10 bilhões.
Haja comida para este povo todo e aí entra a importância daqueles que cuidam do planeta. Daí mais uma vez o importante olhar para o mundo em paz, porque a fraternidade nunca como agora e nos futuros próximo e a seguir será tão determinante. Cada país, se é que ainda barreiras físicas haverão no futuro, cumprirá seu papel, e louve-se o nosso Brasil, com sua vasta área, que cumpre e cumprirá o dever de alimentar os sete bilhões de habitantes e seus derivados na proporção de mais de 50%, superando com orgulho a primeira colocação que incrivelmente ainda está nas mãos dos Estados Unidos, embora a condição de um país quase que totalmente desmatado e com terra muito inferior às férteis de nosso Brasil varonil.
Vejam como a intercomunicação será determinante e, quanto ao aspecto, quando entrarmos com o vasto território e o maior volume de água “bebível” do planeta, os ainda mais avançados aqui virão para proporcionar aos nossos homens do campo a tecnificação. O mundo, nunca como agora precisou tanto de troca de experiências e potencialidade, daí mais uma vez… PAZ!
William Shakespeare um dia insinuou: “Em tempo de paz convém ao homem serenidade e humildade; mas quando estoura a guerra deve agir como um tigre!”.
Uma ousadia, mas opto por princípios religiosos, sugerindo por princípios de paz quando a guerra se insinuar, porque mal sempre deve ser combatido com o bem. Se a legião dos de boa vontade for maior, não será necessária nenhuma das insinuações da frase.
Concluindo esta viagem por diversos temas, muita paz a todos os homens de boa vontade e, a partir de 2.012, o desejo de que mais e mais conquistem pares para este time, porque a messe é grande e os homens de boa vontade precisam se apresentar na proporção exata ou maior do que o mundo irá se apresentar, com aqueles que ainda pensam na conquista pelo caminho que sempre insere irmãos na submissão. Levemos em conta, quanto ao aspecto, a necessidade de uma descoberta de como nos relacionarmos com os muçulmanos que até o final da década serão maioria nesta Terra que roda solta no sistema solar. Que a paz seja plenamente descoberta na relação entre os vários seguidores de seitas religiosas, pois a fé será determinante quanto ao aspecto. O nosso Deus se apresenta sob outras formas de apresentação, mas Ele sempre é o mesmo!
Albert Einstein, que reconhecidamente passou para a história como um cientista da paz, disse e deixou o legado: “A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos.”
(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário e bacharel em direito.









Comentários