Censura no Twitter?
Não é bem isso e nem é auto censura ou censura aos usuários do miniblog. Ocorre que na mão inversa do Facebook, o Twitter acaba de criar um sistema para censurar mensagens por país.
Quem informa é José Antonio Lima, pelo site ÉPOCA.
Na noite da última quinta-feira (26), por meio de um post em seu blog, o Twitter informou que desenvolveu uma tecnologia que permite censurar determinadas mensagens divulgadas pelo microblog (os tweets) apenas nos países onde elas são proibidas (censura segmentada).
Como o site pretende expandir o uso de sua ferramenta pelo mundo e “vai entrar em países que têm ideias diferentes sobre a liberdade de expressão” daquelas adotadas pela empresa, informou que o desenvolvimento da tecnologia foi necessária.
A China, por exemplo, onde a ferramenta é proibida, o Twitter nem vai tentar estabelecer um escritório.
Na Alemanha e na França, que proíbem a veiculação de conteúdo pró-nazista, o Twitter irá adotar uma postura específica para os mercados.
O Twitter publicou em sua central de ajuda um exemplo (sic Época): “Se o usuário publicar um conteúdo proibido, ele será substituído por uma mensagem no seguinte modelo: “Tweet retido. Este tweet do usuário @usuario foi retido em: país. Saiba mais”. Da mesma forma, usuários também poderão ser retidos e impedidos de publicar no microblog.”
Esta nova tecnologia proposta pelo Twiiter está levantandoquestões sobre até que ponto ela será usada para a censura, uma vez que o microblog se provou uma ferramenta poderosa de organização de ativistas em diversos países, como o Egito e a Rússia, por exemplo.
“Reportagem da Associated Press destaca que a divulgação da nova tecnologia mostra que o Twitter enfrenta as contradições inerentes a qualquer das grandes empresas de internet, como o Google e o Facebook, que buscam expandir seus negócios por países com legislações muito diferentes entre si ao mesmo tempo em que procuram defender a base de atuação, a livre expressão dos usuários.
O que o Twitter não especificou são seus critérios para censurar conteúdo. Banir excrescências como propaganda nazista e pornografia infantil, como o microblog já fez algumas vezes, é fácil. A ferramenta só vai definir sua instância sobre a liberdade de expressão, e sobre o peso que ela tem em sua filosofia, quando for confrontada com pedidos de censura em um mercado no qual tenta expandir seus negócios” informa José Antonio Lima, o autor, que por tempo foi editor do site O Filtro.









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