Os excessos na criação dos filhos

08/05/2012 por

Por João Bosco Leal (*)

Apesar de milhões de pessoas no mundo não possuírem acesso à alimentação, saúde e educação, outras são literalmente infelizes pelo simples fato de haverem nascido em lares que lhes proporcionam de tudo, até em excesso.

Elas normalmente se tornam duras, desacreditando de tudo e de todos, se seus amigos, namoradas ou esposas estão ao seu lado por elas ou por outros interesses. Tornam-se totalmente inseguras, não conseguindo acreditar quando recebem amor verdadeiro.

Apesar de possuírem os mais diversos bens materiais que o dinheiro pode comprar, como carros, motos, iates, aviões e frequentando os lugares mais luxuosos e caros do país e do exterior, percebe-se com muita facilidade a infelicidade de muitas dessas pessoas.

Normalmente isso se deve ao fato de seus pais terem permanecido durante tantos anos trabalhando em busca do aumento de suas fortunas, que não tiveram tempo de lhes fornecer algo que mais importaria na formação do ser humano e que, financeiramente, não custa absolutamente nada: afeto, carinho e amor dos pais. E para compensar seu afastamento, davam-lhes bens materiais.

Já no início de sua convivência social, frequentando os primeiros anos de escola e por possuírem cada vez mais coisas que seus amiguinhos, elas já começam a ser marginalizadas pela grande maioria que não possuem aqueles bens e, talvez até para compensar esse fato, cada dia mais tentem se sobressair e ganhar simpatia dos outros, ostentando objetos exclusivos ou de posse rara, agravando a situação e tornando-se ainda mais isoladas ou cercadas de interesseiros.

Essas crianças então vão percebendo que, apesar de possuírem muitos bens, são pouco queridas e isso vai provocando consequências na formação de sua personalidade e do ser humano em relação à sociedade.

Na juventude, seus desvios de caráter já podem ser notados com mais facilidade. Discussões desnecessárias, brigas, envolvimento em diversos tipos de escândalos, acidentes, bebedeiras e uso de drogas são, proporcionalmente, muito mais comuns entre os que materialmente têm em excesso, do que entre os que pouco ou nada possuem.

As crianças e os jovens sem limites de hoje, resultado desses tipos de comportamentos, certamente serão os adultos sem limites de amanhã, de convivência difícil em sociedade, pois acostumados a fazer só o que desejam, terão de respeitar as leis e os limites como todos.

Serão obrigados a se submeterem às leis do condomínio do prédio ou do residencial onde moram, as do trânsito e todas as outras que regem a convivência social. E mesmo utilizando seu avião ou jatinho particular, terão que obedecer às ordens das torres de comando dos aeroportos, autorizando a decolagem e o pouso destes.

Enfrentarão filas nos cinemas, teatros, lojas, restaurantes, postos de gasolina e aeroportos, como qualquer um. E no final de suas vidas, serão enterrados ou cremados no mesmo espaço destinado a outros cidadãos.

E necessitarão de suporte financeiro para manter esses excessos, mas não terão, pois os que sempre lhe deram tudo um dia faltarão, e deixarão aquele que sempre só recebeu sem saber buscar sequer o próprio sustento, o que é vergonhoso e humilhante para qualquer ser humano.

Aquele que materialmente pouco tem e consegue crescer financeiramente, sempre valorizará o que possui, mas dando aos seus em excesso, certamente comprometerá seu futuro.

Ao invés de excessivos presentes, nossos filhos precisam de amor, carinho e de serem preparados para administrar o patrimônio que receberão.

(*) João Bosco Leal, é jornalista, escritor e produtor rural. Mantém na web o site www.joaoboscoleal.com.br

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O céu de Bauru!

08/05/2012 por

O céu de Bauru!

Por Renato Cardoso (*)

Bauruenses já nem sabem mais como definir sua cidade, levando a conversa para o aspecto marketing, querendo “vendê-la” ao mundo da melhor forma possível.

Falar que aqui surgiu Pelé, o atleta do século XX, e que só agora pode estar sendo ameaçado no futebol por outro santista, o Neymar, é chover no molhado, porque até a Rainha da Inglaterra diz: “Pelé from Bauru”.

Dizer que a nossa Bauru já foi em bons tempos o maior centro rodo-ferroviário-hidroviário e energético do Brasil, é repetir o que foi dito também no século passado, até finais dos anos 80, porque “todos os caminhos convergiam a Bauru”, no estado de maior dinamismo do País.

Mas tem o sanduíche bauru, preferência de pelo menos cinco de cada dez consumidores de boa alimentação com ingredientes à base de picles, queijo derretido, rosbife e pão francês. Um único sanduíche com história contada no mundo, com direito a um site, pelo qual se informa a respeito e por onde se pede o credenciamento com direito a obter certificado pelo COMTUR, de ser um point que vende o tradicional, sugerido a partir do Ponto Chic em São Paulo, pelo então estudante de direito, Casimiro Pinto Neto. Aliás, visite o site do sanduíche bauru.

Poderíamos falar dos ícones do século XX da aviação no Brasil, Ozires Silva e Marcos Pontes. Ozires Silva, é bom que se saiba, o primeiro a ser sondado dos brasileiros a receber o prêmio Noblel do Brasil e só não foi indicado porque, conforme ouviu-se dos drs. da fundação que elege os contemplados, que no Brasil é comum brasileiros destruírem seus mitos.

Muito a falar, para chegar, enfim, ao céu de Bauru, que não por acaso, é pano de fundo para o maior espetáculo da terra com aeronaves sem motores.

Não por acaso, Bauru foi escolhida para ser a capital nacional do planador. Tem toda uma história para ser contada, a respeito, e o bom mesmo, para a melhor e completa informação, é se dirigir ao site do Aeroclube de Bauru.

A história do planador começa a partir das acrobacias em círculo, dadas pelos urubus, esse bicho que mais é lembrado por sua missão indigesta para nós de limpar o que não nos interessa como alimento, assim como a outros animais. Mas os planadores usam o mesmo princípio dos urubus, voando em razão das térmicas, daí pouco movimentar suas asas e deixar o contraste térmico promover aquele trajeto tranquilo e sereno, que para se ter noção do prazer, só mesmo viajando a bordo de um planador. Aliás, em Bauru, um dos melhores passeios turísticos, é voar de planador, a um custo pouco maior de R$ 100,00, cujo valor vai para um caixa que se direciona ao treinamento de novos pilotos e demais profissões ligadas à aviação.

Mas planadores no ar e no céu de Bauru, promovem um espetáculo sem igual, mais mesmo aos finais de semana e quando o céu é de brigadeiro, conforme dizem os apaixonados pelo esporte e quase profissão, ou início de profissão visando pilotagem de aeronaves de todos os portes.

Voei de planador e me sentindo nos céus lá em cima, num dia muito especial, quando olhei para minha Bauru e vi a Cidade Sem Limites lá, tranquila e serena, como que o trânsito fluísse normalmente, sem congestionamentos, que hoje é o tema mais nítido das manchetes de jornais.

Uma sensação múltipla, pois podia olhar para minha Bauru, para o céu mais próximo, para outros planadores que “viajavam” pelas térmicas próximas e cheguei ao máximo de emoção.

Por acaso, e numa dessas coincidências da vida, era tempo de campeonato, e lá de baixo, com sua potente máquina fotográfica, a competente Luciana Gonçalves colhia os melhores momentos, de um desses eventos que quase anualmente acontecem em Bauru.

Lindas as fotos, a ponto de, movido pela emoção em razão do passeio recente e ainda com aquele barulho tranquilo do vento soprando em meu ouvido, provoquei minha veia inspiratória e deu no que deu, postado logo abaixo, gentilmente acomodado no Youtube por conta de um profissional de fotografia, design, e por acaso também piloto de planador, Alexandre Cruz Nicolas.

Aquela tranquilidade mesclada com a forte emoção, remeteu-me a uma melodia inesquecível, levada ao mundo por conta do filme Midnight Cowboy, em 1.969, tendo no elenco, o pai de Angelina Jolie, Jon Voight, com o incrível Dustin Hoffman. O filme ficou marcado e a música de Nilson alcançou muito sucesso, sendo para mim uma das mais belas e com um embalo que me remeteu ao movimento de um planador, pois a melodia se sobrasai numa evidência incrível e imaginei-a de pano de fundo às fotos, promovendo aquele embalo gostoso, que igual mesmo, só a bordo de um planador.

Na montagem, me vi a bordo de um planador, com um assobiar de vento ao ouvido, com a bela melodia, deu no que deu, e vai a seguir:

(*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista, publicitário e bacharel em direito.

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‘Lula Seja Louvado’: deputado caiu na pegadinha

07/05/2012 por

‘Lula Seja Louvado’: deputado caiu na pegadinha

As mídias sociais bombaram hoje com uma falsa  notícia de que a presidente Dilma Rousseff teria pedido, e recebido a aprovação, para que o Banco Central colocasse a inscrição ‘Lula Seja Louvado’ nas cédulas de real, no local onde atualmente se lê  ‘Deus seja Louvado’.

Quem caiu na pegadinha foi o deputado feral Roberto Freire, que demorou quase  dez minutos para o perceber que a ‘notícia’ não passava de uma piada,  feita por um site que cria notícias falsas como se fossem verdadeiras.

Veja como ficou o texto fictício levado ao ar, anunciando a aprovação da mudança, a pedido de Dilma:

“Banco Central colocou em circulação nesta segunda-feira (7) notas de real com a frase ‘Lula seja louvado’. De acordo com o BC, a mudança foi um pedido da Presidente Dilma Rousseff, que quis homenagear o ex-presidente Lula”.

O assunto rendeu e o respeitado político se irritou com a falsa informação e escreveu: “isso é uma ignomínia!”, ao postar a ‘notícia’. Apesar da rápida correção, os internautas não perdoaram, e levaram o nome do deputado aos Trending Topics, bem como a hashtag #LulaSejaLouvado.

“Deveria ter analisado melhor o fato e visto que a ignomínia era demais para ser verdade. Peço desculpas pelo erro.”, escreveu Freire a uma seguidora, ao se desculpar pela falha.

O deputado até que tentou se justificar a diversos internautas que criticaram sua “inocência”, e fizeram piada do erro.

Quando leu que deveria fazer um curso de computação, por exemplo, o político respondeu: “bom conselho, mas vou continuar aqui e também fazendo oposição sem ódio e sem medo ao governo incompetente e corrupto de Lula/Dilma”.

Fonte e foto: Portal Terra.

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A Rádio do Amaury Júnior

07/05/2012 por

Buemba… o apresentador e jornalista Amaury Júnior (foto), está pondo na web sua nova rádio, com um repertório pra lá de requintado, como não poderia ser diferente.

No clique  direto ao site do Amaury, a possibilidade de ler as últimas, tendo ao fundo,  músicas da melhor qualidade, como podem ser conferidas a um simples clicar em A Rádio de Amaury Júnior.

Ao escutar as belas músicas levadas ao ar pela Rádio de Amaury Júnior , não tem como não sentir saudade do Club A, requintado espaço que tem a mão do poderoso,  no auge de sucesso que alcança.

E vai mais uma: a coluna de Amaury agora participa do portal UOL, de onde saiu a foto de reprodução.

Já sei como trabalhar mais feliz a partir de agora.

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Futebol é do Brasiiiilllll!

07/05/2012 por

Pergunta-se: por que o futebol caiu tanto no gosto dos brasileiros?

O gingado tem a ver, a adequação ao clima, a falta de um esporte para os brasileiros chamarem de seu?

Podem ser muitas as perguntas, mas o futebol, bom que se saiba, vem do inglês association football ou simplesmente football, jogado em todo mundo entre dois times de 11 jogadores cada um e um árbitro que se ocupa da correta aplicação das normas. Tpo Santos x Corinthians, por exemplo… uma ótima demonstração de futebol.

É considerado o desporto mais popular do mundo, pois cerca de 270 milhões de pessoas participam das suas várias competições. É jogado num campo retangular gramado, com uma baliza em cada lado do campo. O objetivo do jogo é deslocar uma bola através do campo para colocá-la dentro da baliza adversária, ação que se denomina golo (português europeu) ou gol (português brasileiro). A equipe que marca mais gols ao término da partida é a vencedora.

Pergunto agora: novidade alguma?

Pois bem: o jogo moderno foi criado na Inglaterra, com a formação da Football Association, cujas regras de 1863 são a base do desporto na atualidade. O órgão regente do futebol é a Fédération Internationale de Football Association, mais conhecida pela sigla FIFA. A principal competição internacional de futebol é a Copa do Mundo FIFA, realizada a cada quatro anos. Este evento é o mais famoso e com maior quantidade de espectadores do mundo, o dobro da audiência dos Jogos Olímpicos.

E quem irá sediar a próxima Copa do Mundo? Quem respondeu o Brasil, precisa se segurar, porque com o andar da carruagem, ops, da construção dos estádios, há ainda quem duvide.

Na dúvida, oremos, porque se o futebol foi criado na Inglaterra, foi aqui que se desenvolveu, por mais que madrilenhos e argentinos queiram chamar o esporte de seu.

Aqui, por exemplo, teve Pelé e Tem Neymar, e só por aí podemos começar a defender a volta da capital do time mais popular do mundo ao Brasil.

Se alguém ainda duvida, vai uma pequena demonstração do que os brasileiros são capazes de fazer com a bola nos pés.

Antes, não deixe de saber tudo sobre o Futebol, clicando em Futebol na Wikipédia.

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Marisa Monte: “O Que Você Quer Saber De Verdade”

07/05/2012 por

É sobre Marisa Monte que preciso falar… e urgente!

A bela e talentosa cantora está prestes a começar a turnê do seu novo disco, “O Que Você Quer Saber de Verdade”, que estreia no Brasil no dia 1° de junho, em Curitiba, vai chegar à Europa no último trimestre e deve ir para os Estados Unidos em 2013.


Os ingressos para os shows em São Paulo, uma temporada de quatro semanas a partir do dia 21 de junho, começam a ser vendidos no próximo dia 12.

Marisa fala sobre seu novo trabalho e não perde oportunidade para manifestar seu orgulho por ser brasileira. “Gosto de me definir como artista brasileira, porque pertenço a uma cultura que está aberta a todas as outras. O Brasil é formado pela confluência de culturas diferentes, essa é a nossa maior força. E é o exemplo que o Brasil pode dar para o resto do mundo. Somos um país jovem com muito para oferecer.”

Vai o clipe oficial de “O Que Você Quer Saber De Verdade”.

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Talento!

07/05/2012 por

Por Aline Viezzer direto de Gramado

No concerto que acontece nesta terça, com entrada gratuita, mediante cadastro, nas elegantes dependências do Teatro do CIEE, em São Paulo, a Filarmônica Bachiana SESI- SP será regida pelos maestros (foto) João Carlos Martins e Edson Beltrami com peças dedicadas a Schubert.

No final, JCM fará uma apresentação ao piano, em vista da melhora significativa, após operação a que foi submetido.

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Flash a partir de Gramado

07/05/2012 por

Por Aline Viezzer direto de Gramado (*)

Patricia Nascimento, estilista mineira reconhecida por suas criações luxuosas, elegeu a atriz Juliana Paes para ser a grande estrela da campanha de sua coleção “Preciosidades”.


As fotos foram feitas em estúdio, no Rio de Janeiro. Diferente da personagem Gabriela, a atriz aparece na campanha com a peça mais luxuosa da coleção – um vestido de palha de seda Off White com detalhes em ouro lixado. Foto de Robert Schwenk.

Mais pela coluna de Aline Viezzer.

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Congresso da ABIME -Brasil em Aracaju

07/05/2012 por

Sob a organização da presidente da Abime-SE (Associação Brasileira de Imprensa de Mídia Eletrônica, capítulo Sergipe), Fabiana Chaves, e da presidente nacional da associação, Vera Tabach, acontece em Aracaju (SE), no período de 24 a 28 de maio, o III Congresso Nacional da Abime. A extensa programação inclui a abertura com autoridades sergipanas e apresentação do carismático ilusionista MaKaNa (www.ilusionistamakana.com), que já participou de grandes encontros nacionais e internacionais.

          As organizadoras do congresso – Fabiana Chaves (Abime-SE) e Vera Tabach (Abime Brasil)

Além disso, também acontecerão exposições fotográficas, de tecnologia para a imprensa, saúde e beleza; reunião da Abime, sob os temas “Ética, Profissionalismo, Respeito entre os profissionais de Imprensa”, “Como se filiar à Abime”, “Vantagens de ser um associado da Abime” e “Agenda e Ações da Abime para o ano de 2012”.

Durante o encontro, também serão apresentadas palestras, que incluem “Mídias Eletrônicas x Turismo”, “A Importância para o Estado de Sergipe sediar o III Congresso Brasileiro de Imprensa de Mídia Eletrônica”, “O Turismo no Nordeste”, “Case de Sucesso no setor de Turismo: Experiências pelas quais, o estado de Santa Catarina, foi premiado pela terceira vez consecutiva como o ‘Melhor Destino Turístico do Brasil’”, “Abordagem sobre as ações da Setur que vem alavancando o Turismo no Estado de Sergipe”, “O que representam as Mídias Eletrônicas no contexto da Emsetur”, “Potencial Turístico dos Estados do Nordeste”, “Inclusão do Turismo como prioridade na atual Administração do Governo do Estado de Santa Catarina”, “Funturismo”, “Desenvolvimento Sustentável através do Turismo”, entre outros. Destaque também para as apresentações de Marcos Fiori (“Um doce balanço a caminho do sucesso”) e Helcio Hime, presidente da Hime Systems, uma das mais premiadas empresas do mercado global (“Empreendedorismo, Uma Maneira de Ver a Vida” e “Como a Mitologia Grega Pode Ajudar a Sua Empresa a Vender Mais e a Atender Melhor ao Público Interno e Externo”).

Também acontecem visitas técnicas e encontros sociais, incluindo Baile de Máscaras (“La Belle Èpoque”); “Uma Noite de Queijos e Vinhos”; ida à fazenda Boa Luz Eco Parque Hotel e à Cachaçaria Boa Luz, com performances regionais (quadrilha, jantar junino, apresentações musicais); e jantar de encerramento no Restaurante Picuí Gourmet, com o chef Wanderson Medeiros.

Já estão confirmadas as presenças dos presidentes dos capítulos de Alagoas (Gigi Accioly), Mato Grosso do Sul (Edson Neves), do Relações Públicas da ABIME Brasil (Jefferson Severino e e da presidente da Abime Brasil -Vera Tabach), entre outros.

Texto Gigi Accioly
Fotos: (Claudemir Mota)

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Cartas de Londres: Bancos que oferecem poesia em vez de dinheiro

07/05/2012 por

Por Mariana Caminha (*)

Em uma de suas primeiras comédias, intitulada Love’s Labour’s Lost (Trabalhos de Amor Perdidos, em português), William Shakespeare faz uma homenagem à primavera. A peça é cantada, e em tom de humor brinca com o espírito da estação, na qual os pássaros cantam, as mulheres se revelam e os homens se “perdem”…

Voltando aos tempos de agora, nem sinal de primavera para quem vive aqui em Londres. Ano passado, nesta época do ano, eu já estava passeando com o filhote sem precisar de tanto casaco. Costumávamos aproveitar os dias de sol sentados em um dos vários bancos de madeira espalhados pelos parques daqui.

 Num banco em Regent’s Park, Londres

 Por falar nisso, assim como aconteceu com as caixas de correio das quais falei outro dia, foi casualmente que descobri a história e o valor de um banco de madeira.

É costume por aqui, e isso já vi nos Estados Unidos também, “adotar” um banco (de praça ou de parque) com significação particular para um amigo ou parente que já tenha partido. E como se faz essa adoção? Simplesmente com alguns dizeres escritos em uma placa de metal.

Geralmente são palavras de amor, ou registros de uma lembrança especial.

Já topei com vários desses bancos adotados por aqui, e para mim é inevitável pensar naqueles que se sentaram naquele mesmo lugar, e fizeram daquilo simplesmente… poesia.

A chamada “bench poetry” também chamou a atenção do jornalista Stephen Emms, colunista da revista Time Out e de outros importantes jornais da Inglaterra.

Certa vez, enquanto caminhava por Hilly Fields, Emms topou com um desses bancos e se perguntou, curioso: “Como terá sido a vida desta pessoa que foi homenageada aqui?” E saiu à procura delas. O resultado, uma série de crônicas publicadas e um universo de histórias interessantes.

Um dos bancos encontrados por Emms trazia uma inscrição curiosa, algo como: “Homenagem ao Marido Desconhecido. Sempre imaginado. Muito desejado. Nunca encontrado.” Imagino que a mulher responsável pela placa tenha chorado muito naquele banco… E vocês?

As homenagens prestadas com a ajuda dos bancos de Londres estão cada vez mais interessantes, e modernas. Um exemplo disso é o banco em homenagem ao músico Ian Dury, no conhecido Poet’s Corner, em Richmond Park.

Trata-se de um banco de madeira com dispositivo que capta energia solar. Nele, os fãs e curiosos têm a oportunidade de plugar seus fones de ouvido e escutar oito músicas do artista.

O banco de Ian Dury foi batizado de “Razões para ser Feliz”. Para mim, não haveria melhor nome para um banco de madeira. Isso porque, quando estou sentada em um deles (o meu preferido fica ali em South Bank), é fácil perceber que a felicidade pode, sim, estar nas coisas simples da vida. E a poesia, em lugares tão inesperados quanto um banco de madeira.

Por que não adotar a ideia no Brasil? É uma bela maneira de homenagearmos pessoas que nos são especialmente queridas: fazê-las continuar vivas, no silêncio dos parques ou na agitação humana das praças…

(*) Mariana Caminha é formada em Letras pela UnB e em jornalismo pelo UniCEUB. Fez mestrado em Televisão na Nottingham Trent University, Inglaterra. Casada, mora em Londres, de onde passa a escrever para o Blog do Noblat sempre às segundas-feiras.
Publicou, em 2007, o livro Mari na Inglaterra – Como estudar na ilha…e se divertir

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Palavras

07/05/2012 por

Por Elton Simões (*)

O tempo ensina muita coisa. Uma das mais importantes parece ser apreciar e dar valor às coisas simples da vida. Eu, por exemplo, gosto de palavras. Para mim, poucos prazeres se comparam a ler um bom livro, diante de uma xícara de café.

Ler um bom livro é a possibilidade de sonhar e imaginar significados para palavras. É viajar e conhecer sem sair do lugar. É aproveitar tudo aquilo que as palavras têm a oferecer.

Palavras têm vida própria. Uma vez ditas, as palavras pertencem aos ouvintes (ou leitores). Estes, por sua vez, interpretam as palavras baseados em suas próprias percepções e experiências. Como camaleões, palavras têm diferentes significados dependendo do tempo e contexto em que são usadas.

Por isso, aquilo que é entendido por quem as lê ou ouve, dificilmente corresponde exatamente ao que pretendia aquele que as disse ou escreveu.

Neste sentido, palavras são, na melhor das hipóteses, mensageiros imperfeitos de pensamentos e sentimentos. A diferença entre a intenção de quem disse (ou escreveu) e interpretação de quem ouviu (ou leu) está na raiz de boa parte dos conflitos.

Nas ultimas décadas, tem crescido a percepção de que os indivíduos, ao se comunicarem mais eficientemente, são capazes de resolver suas diferenças pacifica e rapidamente. Nesses casos, a mediação tem sido vista como uma das formas mais eficientes de resolução de disputas.

Mediação é a tentativa de melhorar a eficiência do uso da palavra como mensageira das ideias e sentimentos de cada parte envolvida na disputa.

Na mediação, as partes envolvidas na disputa devem, ao mesmo tempo, assumir a responsabilidade da busca por uma solução; e estar dispostas a compreender as motivações das outras partes.

O papel do mediador é ajudar a esclarecer, através de perguntas, as verdadeiras origens do desentendimento: os interesses de cada parte.

O mediador separa o problema das pessoas de sorte que as partes possam construir uma interpretação comum dos fatos e utilizar as palavras como solução, e não como causa, do conflito.

Mediação implica em reduzir a distância entre o que é dito e o que é entendido. Se isso acontecer, a disputa pode ser resolvida.

Na maior parte das vezes, diferenças não são incompatibilidades. O simples conhecimento das diferenças expõe soluções possíveis e compatíveis. São as palavras, sempre elas, que apontam o caminho.

Mediação é ajudar as partes a ouvir com mais atenção. Afinal, não ouvimos aquilo que é dito. Ouvimos aquilo que estamos preparados para ouvir.

(*) Elton Simões mora no Canadá há 2 anos. Formado em Direito (PUC); Administração de Empresas (FGV); MBA (INSEAD), com Mestrado em Resolução de Conflitos (University of Victoria). Email: esimoes@uvic.ca .

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Bauruenses na Indy

07/05/2012 por

A etapa São Paulo da Fórmula Indy contou com presença no box de bauruenses amigos de um dos patrocinadores, Washington Cinel, por sua empresa Gocil.

Vistos por lá: Ricardo Coube com sua Marcela Carneiro da Cunha, o prefeito de Bauru, Rodrigo Agostinho com sua noiva Dani Módolo e Renato Zaidén com esposa Suélen.


Foto do Facebook

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O sertão vai virar vinho!

07/05/2012 por

Por Téta Barbosa (*)

Já que o assunto da última crônica foi o bode à moda da casa do bodódromo de Petrolina, nada mais justo do que hoje falar do vinho produzido na mesma cidade sertaneja. Se bode harmoniza (palavra chique dos entendedores de gastronomia) com vinho, aí já é outra história que eu vou deixar para os enólogos de plantão.

O fato é que o semiárido pernambucano é o segundo maior centro produtor de vinho do país. Calma amigos baianos, vou dividir com vocês o título, porque é ali, na divisa entre Pernambuco e Bahia que fica a primeira região vinícola tropical da história.

O verdadeiro movimento tropicalista do vinhedo!

Tropicalistas, graças a Deus, diriam os produtores locais que, graças ao clima quente (bota quente nisso) e seco (bota seco nisso), colhem uva o ano todo. Se a gente vive reclamando do eterno calor, as uvas fazem a festa!

E num é que é justamente do sol que torra nossa cabeça que as danadas gostam? Quem diria hein, amigos chileno, italianos e franceses!

Se foi o próprio Jesus que transformou água em vinho, e não em cerveja, é porque a bebida só pode ser divina. “Bebo, logo existo”, diz Roger Scruton em seu Guia de Um Filósofo para o Vinho, provando que além de celestial, a bebida é responsável pela sociedade civilizada.

Paz e perdão ficam mais acessíveis depois de uma taça de vinho, diz o expert.

Não bebo vinho com aquele pantim* de cheirar, bochechar, dizer que tem aroma de grama molhada ou vestígios de noz-moscada da Indonésia. Bebo e sei dizer se é gostoso ou tem gosto de vinagre. Ok, minha expertise passa longe dos sommeliers que cospem, sempre para meu espanto, antes de validar a safra da uva em questão.

Minha experiência no assunto vem mesmo da repetição: bebo vinho todos os dias. E, antes que me chamem de cronista bebum, bebo apenas o suficiente para acalmar a alma.

Se o Sertão vai virar mar, não posso garantir, mas que está no prumo certo de virar um grande e bem sucedido vinhedo, isso eu posso garantir.

E se o senhor se empolgou para vir provar o bode à moda da casa, aproveite e dê um golinho nos vinhos de Petrolina e do Vale do São Francisco. Não, ainda não sei se vinho harmoniza com bode, mas que harmoniza com gente feliz, isso eu tenho certeza.

*Pantim no nordestinês quer dizer: frescura, manha, onda.

(*) Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa ali e fora dali. Escreve aqui sempre às segundas-feiras sobre modismos, modernidades e curiosidades. Ela também tem um blog – Batida Salve Todos

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Obra-prima do dia (Semana André Kertész)

07/05/2012 por

Por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

Publicado originalmente no Blog do Noblat

Fotografia: Distorções (1933)

A obra:
Kertész não foi convencional. Então também não serei: falo dele, de sua vida, mas as imagens que trago para vocês, e que verão entre um parágrafo ou outro, são fotos de dois de seus mais marcantes projetos: Leitura e Distorções.

Começo com essas últimas, fotos que ele fez no ano de 1933, em Paris. São cerca de 200 fotografias das modelos Najinskaya Verackhatz e Kasine Nadia retratadas nuas e distorcidas em várias poses, refletidas em espelhos, daqueles utilizados em parques de diversões para retorcer as pessoas. Veremos três hoje e três amanhã.

O artista:
André Kertész (nascido Andor Kertész em 2 de julho de 1894, na Hungria), ficou conhecido por suas composições provocadoras e é considerado um dos pais dos ensaios fotográficos. Em vida, os ângulos pouco ortodoxos de suas fotos, que impediam descrições alongadas das imagens, foram os responsáveis pelo fato de seu nome não se tornar muito conhecido.

Hoje em dia, no entanto, Kertész é considerado uma das figuras seminais do foto-jornalismo. Basta mencionar o que disse dele Henri Cartier-Bresson: “Todos nós devemos alguma coisa a Kertész”.

Nascido em Budapest, filho de um livreiro, Kertész aprendeu sozinho a usar uma câmera: arrumando o sótão de casa, encontrou um velho manual sobre como tirar fotos. Leitor compulsivo e curioso, resolveu ler e desde esse episódio, seu interesse pela fotografia só fez se consolidar. Comprou uma câmera e passou a fotografar sempre que podia. Isso foi em 1913.

Seu pai morreu ainda jovem, vítima da tuberculose, deixando sua mãe viúva com 3 filhos. O tio materno, Lipót Hoffman, corretor na Bolsa de Valores de Budapeste, responsabilizou-se pela família da irmã. Foram todos viver na casa de campo de Hoffman.

Em 1914, Andor alistou-se no exército austro-húngaro; foi nesse período, em plena I Guerra Mundial, que publicou sua primeira foto. Decidiu que seria fotógrafo profissional. Ferido, foi dispensado do exército mas teve que ficar um ano imobilizado. Em 1917, todos os seus negativos foram destruídos durante a Revolução Húngara e ele, desiludido, acabou aceitando o destino que a família traçara para ele: trabalhar com o tio na Bolsa de Budapeste.

Mas aquele não era seu caminho, como veremos durante esta semana. Não é a primeira vez que falamos em Kertész aqui no Blog do Noblat. Mas vocês não acham que sendo um dos pais do foto-jornalismo ele merece essa homenagem?

• Acervo Espólio André Kertész

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A Música do Dia – Oba la la

06/05/2012 por

Publicado originalmente no Blog do Noblat

Jorge Ben Jor
 

Ouça Oba La La, de João Gilberto

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