Museu de Moscou destaca brasileiro

11/04/2011 por

Museu de Moscou destaca brasileiro

Astronauta Marcos Pontes é destaque no Museu dos Cosmonautas em Moscou, com o nome dele eternizado na relação dos primeiros cosmonautas de um país a conquistar o espaço. “Os russos sempre me trataram com muito carinho e respeito profissional”, declara o astronauta brasileiro, convidado especial do governo russo para participar das solenidades oficiais que marcam os 50 anos do voo de Yuri Gagarin, o primeiro ser humano em órbita do planeta… Assim que retornar ao Brasil, Marcos Pontes segue com o lançamento do livro de sua autoria: “Missão Cumprida. A História Completa da Primeira Missão Espacial Brasileira”. Acompanhe a agenda dos próximos lançamentos…

Saiba mais em www.marcospontes.com.br

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Polícia investiga morte de modelo

11/04/2011 por

Polícia investiga morte de modelo

A Polícia Judiciária de Lisboa deve se pronunciar oficialmente hoje sobre a morte da modelo capixaba Jeniffer Viturino, de 17 anos, que despencou do apartamento onde morava seu namorado, o empresário Miguel Alves da Silva, no 15 andar de um prédio situado numa das regiões mais nobres do Centro da capital portuguesa.

O corpo de Jeniffer foi encontrado por um segurança do edifício, às 7h20m de [anteontem]. Segundo a mãe da modelo, Solange Corneau Viturino, ela rompera com o namorado na noite anterior, mas resolveu passar a última noite na casa dele — ela dormindo no sofá da sala, e ele no quarto.

Solange ficou sabendo da morte da filha somente por volta do meio-dia de [anteontem] por meio de um telefonema do próprio namorado.

— Ele disse: ela saltou daqui de casa, da porta da sala — declarou Solange ao G1.

Um bilhete supostamente escrito pela modelo sugere que ela tenha cometido suicídio, uma das hipóteses com que trabalha a polícia — as outras são de homicídio e acidente.

— Não sei como ela escreveu aquele bilhete — disse Solange.

O pai de Jeniffer, Girley Viturino Silva, que mora em Vitória (ES), também duvida da possibilidade de a filha ter posto fim à própria vida. Ontem, ele pretendia embarcar para Portugal, para ir ao enterro.

— Não imagino que ela tenha se suicidado, não passa pela minha cabeça — disse, também ao G1.

Ainda de acordo com Solange, Jeniffer e o namorado se conheceram em 2009, em um evento de moda em Algarve, na região Sul portuguesa. Herdeiro de uma família que tem negócios na área de aviação, Miguel Alves da Silva tem fama de playboy e conquistador.

Segundo veículos de imprensa de Portugal, era comum ele manter vários relacionamentos ao mesmo tempo, o que já havia gerado atritos com outras mulheres. Há até registros de agressões.

— Ele a levava para todos os lugares. Menos quando estava com as outras. Mas ela sabia -— revelou Solange.

Jennifer morava em Portugal desde 2007, onde chegou junto com o irmão, Johnatan, de 19 anos, para viver com a mãe, que já estava no país desde 2005. Desde então, nenhum deles jamais voltou ao Brasil.

Na quarta-feira, Jeniffer tinha feito um desfile para uma marca de cosméticos e pretendia ir para Milão, para se apresentar a uma agência de modelos da cidade.

Fonte: O Globo.

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Arte: Catarina, a Grande (1770)

11/04/2011 por

Arte: Catarina, a Grande (1770)

Sobre a matéria: a porcelana é branca, impermeável e translúcida. Diferente da faiança, que é barro vidrado, e da louça, mais grosseira e opaca, ela se destaca por ser mais resistente e delicada. É preparada essencialmente com caulim podendo ser, ou não, vitrificada, colorida, ou incolor.

Desconhecida dos europeus até Marco Polo (1254-1324) a levar para a Itália, a porcelana é bem mais antiga: 200 anos antes do nascimento de Cristo, já era conhecida na China. Mil anos depois, sua beleza frágil apaixonou os europeus.

Com os navegadores portugueses iniciou-se o grande comércio da porcelana que tanto intrigou e encantou a Europa. Seu valor tornou-se altíssimo, valia tanto quanto o ouro e a prata e ficou conhecida como Ouro Branco.

Sobre o objeto: A estatueta de Catarina II, ou Catarina, a Grande, em porcelana simples, sobre base em bronze dourado, de 1770, é da Fábrica Imperial de Porcelana, São Petersburgo.

Catarina a Grande (1729/1796) foi coroada Imperatriz de todas as Rússias após um golpe de estado orquestrado com seu amante, o Conde Orloff, para depor o marido, o fraco Pedro III. Reinou por trinta e cinco anos.

Durante seu governo realizou ampla reforma na sociedade russa. Autocrata, é considerada um exemplo de déspota esclarecido. Por ser mulher de grande cultura, fez o que pode para a Rússia se nivelar a outras nações européias, preocupando-se em abrir escolas, construir hospitais e com a criação de um sistema de saneamento das maiores cidades russas.

Curiosamente, embora despótica, estrangeira (era natural da Prússia) e namoradeira, foi sempre muito popular.

Acervo Museu Hermitage, São Petersburgo.
Fontes: www.maisonporcelaine.com/
www.fr.wikipedia.org/
www.hermitagemuseum.org/

Por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa para o Blog do Noblat

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Mel Lisboa e sensualidade

11/04/2011 por

Mel Lisboa e sensualidade

A atriz Mel Lisboa mostra toda a sua sensualidade em ensaio seminu, para revista.

Pelas fotos vemos com destaque suas sete tatuagens, além de observar todo seu lado sensual, deixando a lolita de vez para trás.

Mel Lisboa estampa a capa e o recheio da revista Inked, que chega às bancas esta semana.

Clicada em cenários mais cleans pelo fotógrafo Christian Gaul, Mel aparece seminua em algumas fotos, com muito glamour e sofisticação. Negando que ficou ‘mais careta’ depois da maternidade, ela revela que ainda curte algumas noitadas, só não tem mais tempo para a ressaca.

“Eu não encaretei, só fico mais cansada que antes, então, às vezes, tenho preguiça pra sair. Com filho pequeno, não dá pra ficar na cama curtindo uma ressaca”.

Apaixonada por tatuagens, Mel, que tem sete desenhos espalhados pelo corpo, revela que contém um pouco a vontade de se tatuar mais pela sua profissão.

“Se eu não fosse atriz, teria mangas cobrindo os braços”.

Fonte: site O Fuxico.

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U2 estica na noite após show

11/04/2011 por

U2 estica na noite após show

Bono Vox e os músicos do U2 fizeram duas apresentações altamente elogiadas, sábado e domingo últimos, no Estádio do Morumbi, em São Paulo.

Estádio lotado e beldades mais beldades presentes, com direito à esticagem para o Bar Número, que teve recepção por Marcos Campos, que abriu a casa exclusivamente para a comemoração do sucesso dos shows no Brasil.

Passaram por lá, além dos integrantes do U2, Kate Hudson com o marido Matthew Bellamy, do Muse, Alexandre e Johanna Birman, Luiz Otávio Índio da Cosa ( o ex de José Serra na última eleição), e Julian Lennon, filho mais velho de John Lennon, que acompanha a turnê do conjunto.

A festa rendeu e terminou já quase pela manhã.

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Elegância na globalização feminina

11/04/2011 por

Elegância na globalização feminina

Praticidade e elegância celebram a globalização feminina.

A Chenson, marca de bolsas femininas que é apontada como a preferida das brasileiras, optou por fazer quatro coleções anuais e agora está lançando a segunda coleção do ano, sob o nome Conquista. Dessa vez a Chenson aposta na praticidade, especialmente pensando naquelas mulheres que ganharam seu espaço no mercado de trabalho.

Assim uma das linhas traz bolsas com um formato mais geométrico, maiores e com poucos detalhes aparentes. Bolsos externos, alguns com zíperes, reforços de couro sintético e ferragens simples oferecem mais discrição aos modelos.

Outra vertente vem com alças trançadas como detalhe principal. Além dele, fivelas e argolas de metal permitem aumentar a altura das alças em alguns modelos. Outros aparecem suavemente franzidos através de alças e rebites vazados de metal.

Para as mulheres que valorizam demais a praticidade outra linha vem em modelos hobo. Espaço interno amplo e alças mais curtas e largas dão maior conforto na hora de usar. Outras, estilo bowler, têm bolsos externos fechando com zíperes e alças reguláveis.

Derivadas dessas bolsas bowler, aparecem outras mais clássicas, que mantêm o formato ligeiramente quadrado. Correntes com o C da marca complementam discretamente, pendurados nas alças que são reforçadas por aros metálicos.

Há ainda as versões que trazem bolsos externos fechados por zíperes, outras com detalhes franzidos, tiras, recortes e correntes como itens a mais, conferindo charme e originalidade.

As cores neutras são predominantes com preto, marrom, bege e cinza. Aqui e ali azul marinho. Alguns modelos surgem na opção de vermelho, cheio de personalidade!

O slogam da nova campanha publicitária da coleção, assinada pela ZM2 Comunicação, é Chenson – feita para um mundo novo, colocando em foco os espaços conquistados pelas mulheres nas últimas décadas, no campo profissional e também nas áreas econômicas e sociais.

A nova coleção Conquista, da Chenson poderá ser encontrada nas lojas especializadas de todo o país a partir de abril de 2011.

Especializada em bolsas de alta qualidade, em couro sintético, nylon, microfibra e fibras naturais como palha de milho e juta, a empresa foi fundada em 1980, em Los Angeles, EUA. Chegou ao mercado brasileiro em 1995 e, a partir de 2002, quando passou por uma grande reestruturação, com mudanças de diretoria e incremento de sua distribuição e logística teve um aumento gradativo de faturamento e se consagrou entre as consumidoras do país. Com uma produção anual de um milhão e oitocentas mil peças a empresa conta com uma poderosa distribuição e um excelente canal de comunicação com a mídia e público. Suas bolsas têm não apenas a alta qualidade como também seguem as principais tendências de moda e funcionalidade. As três coleções anuais (outono/inverno; primavera/verão e alto verão), com aproximadamente mil modelos diferentes cada uma, são subdivididas nas linhas Young, destinadas ao público jovem, com bolsas em material alternativo e uso de estampas; Fashion, para as mulheres mais antenadas, com modelos arrojados; Glam, que faz do luxo objeto essencial, com bolsas para a noite, ultra sofisticadas e Style, que traz uma releitura do clássico, com elegância e criatividade. Para alcançar seu sucesso e manter a filosofia de melhor atender à demanda criativa e produtiva, a Chenson conta com uma equipe de vendas altamente qualificada em todo o país. Além disso, a empresa tem excelentes fábricas na China, que proporcionam uma produção eficiente. Sua sede no Brasil, showroom e centro de distribuição se encontram em São Paulo.

www.chenson.com.br

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Ivente Sangalo – saúde da voz

11/04/2011 por

Ivente Sangalo – saúde da voz

Para comemorar o Dia Mundial da Voz, 16/04, a cantora Ivete Sangalo emprestou a sua voz e o seu prestígio para defender a saúde vocal A campanha busca chamar a atenção das pessoas para importância dos cuidados com a voz. Para essa finalidade foi produzido um vídeo com a artista baiana. A duração de 15 segundos. Vídeo e cartaz, anexos.

A divulgação faz parte da Semana Nacional da Voz que vem sendo amplamente divulgada pelas professoras Lídia Teles, Kelly C A Silvério, Alcione G Brasolotto, Maria Aparecida M de Paula Machado e Ana Paula Fukushiro, todas do Departamento de Fonoaudiologia da FOB/USP A promoção é da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa).

Nota da Campanha

“Fonoaudiólogos e médicos otorrinolaringologistas do mundo inteiro elegeram 16/04 para alertar e esclarecer à população sobre a importância dos cuidados vocais. Fonoaudiólogos estarão na semana do dia 16 de abril (de 11 a 16/04/11), em todo o país, orientando a população sobre a importância de identificar problemas com a voz e quais os cuidados que se deve ter para manter uma voz saudável. A iniciativa é da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia – SBFa com apoio de universidades públicas e privadas e de Fonoaudiólogos espalhados por todo o Brasil.

Estima-se que 5 a 8% da população tenham alguma dificuldade vocal que possa atrapalhar a comunicação. Cansaço ao falar, perda da voz no meio de frases, falta de ar enquanto fala, dificuldade ao engolir, pigarro constante, rouquidão, dor ou ardência na garganta são sintomas que alertam que a saúde vocal pode estar comprometida. Mais de 70% da população ativa têm na voz o instrumento de trabalho mais exigido. Portanto, uma alteração vocal compromete a qualidade de vida de um indivíduo no trabalho, no lazer e na sua comunicação de uma forma geral, podendo acarretar importante impacto social, econômico, profissional e pessoal”.

Mais informações sobre o Dia Mundial da Voz no Departamento de Fonoaudiologia da FOB/USP, telefone 14 3235-8332.

Luís Victorelli
Assessoria de Imprensa CCB-USP

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Maria Melilo na Playboy

11/04/2011 por

Maria Melilo na Playboy

A ex-BBB Maria Melilo (foto de divulgação), estaria contada para estrelar a capa de aniversário da revista Playboy, em agosto.

Mas, ao que tudo indica, o ensaio sai mesmo no mês de junho, conforme conferi pela coluna Olá, do jornal Agora. Vi que a sister vai mostrar como veio ao mundo antes do esperado.

A também participante do reality show, Jaqueline, aguarda a data para fotografar para a sua capa. Ainda sem local definido, a publicação informa que quer fugir das coisas óbvias como relação com o carnaval ou menção à cantora Beyoncè.

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Claudia Leitte não está grávida

11/04/2011 por

Claudia Leitte não está grávida

A arretada Claudia Leitte garantiu que não está grávida, garante, contrariando os fofoqueiros de plantão.

Mas informou assim, numa boa, sempre simpática, para um grande público que a acompanhou na noite de domingo (10), na micareta Rio Axé, realizada no Sambódromo, na região central do Rio de Janeiro.

“Pra mim é mais do que uma honra cantar hoje no Rio, nesse momento tão delicado não só para os cariocas, mas para todo o Brasil, depois dessa semana muito triste por conta do ocorrido em Realengo”, disse a cantora a O Fuxico.

Aumentando os rumores de uma possível gravidez, Claudinha recebeu a imprensa usando um vestido longo, que escondia suas formas, porém apesar de ter mostrado a barriga durante sua apresentação em cima do trio, não se comentava outra coisa, além de suas formas mais cheinhas.

“Não, não tem nada disso. Ainda não deu para encomendar o bebê. Isso é assunto pra mais pra frente”, declarou Claudinha.

Fonte: O Fuxico, que é o site referência sobre famosos.

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Pitty sem papa na língua

11/04/2011 por

Pitty sem papa na língua

A cantora Pitty fala sobre a polêmica dos crossdressers e defende o cartunista Laerte, que trouxe uma discussão à tona das mais insinuantes.

“Elas não são nem masculinas e nem femininas, elas são os dois ou até um outro terceiro gênero que a gente ainda não sabe dar nome”.

Saiba mais aqui.

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Blu, uma arara azul – Rio de Janeiro

11/04/2011 por

Blu, uma arara azul – Rio de Janeiro

A animação em com o título RIO, sobre as aventuras de uma arara brasileira, decolou nas bilheterias mundiais, arrecadando cerca de 55 milhões de dólares em seu final de semana de .

Quem informa é a distribuidora da produção, que afirmou que antes mesmo de sua estreia na América do Norte na sexta-feira, o lançamento da 20th Century Fox entrou em cartaz em 72 países, ficando em primeiro lugar em quase todos eles.

Entre as maiores vendas estavam a Rússia (10,4 milhões de dólares) e, naturalmente, o Brasil (8,3 milhões de dólares), onde foi a maior estreia da história para uma animação.

O desenho conta a história de Blu, uma arara azul (na voz de Jesse Eisenberg, de “A Rede Social”), que retorna ao Brasil depois de uma vida mimada como um animal de estimação nos Estados Unidos.

O filme foi dirigido por Carlos Saldanha, diretor nascido no Rio de Janeiro, responsável pela trilogia “A Era do Gelo”. “Rio” foi produzido pelos estúdios Blue Sky e distribuído pela Fox.

Os filmes de animação também reinaram nos Estados Unidos e no Canadá, onde o filme com temática de Páscoa “Hop” ficou em primeiro lugar pelo segundo final de semana, arrecadando 21,7 milhões de dólares entre sexta-feira e domingo, totalizando 68,2 milhões de dólares em 10 dias.

O filme foi produzido pela Illumination Entertainment, empresa de animação que produziu o sucesso do ano passado “Meu Malvado Favorito”, e distribuído pela Universal Pictures, unidade da NBC Universal, da Comcast Corp.

Fonte: Bom Dia Bauru

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Um papo pra fim de semana

08/04/2011 por

Um papo pra fim de semana

Um artigo de Rubem Alves sobre o canto gregoriano deu-me vontade de bater um papinho.

Os poetas nos ensinam que a alma, nos seus lugares mais profundos de silêncio, é música.

Fernando Pessoa diz que o poeta escreve para que se possa ouvir, nos silêncios dos seus versos, uma melodia que se encontra além deles.

Também é sua a afirmação: ” Minha alma é uma orquestra oculta. Não sei que instrumentos tange e range, cordas e harpas, timbales e tambores, dentro de mim. Só me conheço como sinfonia.”

“Quando se sente a beleza da música é porque ela já se encontra dentro da alma, adormecida.” ( Rubem Alves)

” A vida humana é composta como uma partitura musical. O ser humano, guiado pelo sentido da beleza, transpõe o fortuito do acontecimento para fazer dele um tema que, em seguida, fará parte da partitura da sua vida. Voltará ao tema, repetindo-o, modificando-o, desenvolvendo-o e transpondo-o, como faz um compositor com os temas de sua sonata. O homem, inconscientemente, compõe a sua vida segundo as leis da beleza, mesmo nos instantes do mais profundo desespero.” ( Milan Kundera)

Que tema você escolheu para compor a partitura da sua vida? Quantas vezes já o repetiu, modificou e voltou ao mesmo tema?

“A música nos salva. Nem toda a dor do mundo será capaz de destruir a beleza da Música. A alma tem a capacidade de separar a música dos ruídos que a perturbam”.( Rubem Alves)

O próprio Rubem Alves dá o exemplo dizendo que, nos tempos dos rádios de válvulas, ele girava os botões à procura de boa música.Mesmo com chuva, relâmpagos e trovões lá fora, com os insuportáveis chiados, assobios e estática produzidos pelo aparelho, ele podia muitas vezes encontrar e identificar um piano que tocava Beethoven e Chopin. A sua alma descartava os ruídos e se deleitava com os belos sons.

Ao ler isso, lembrei-me do meu avô materno, que era um homem simples mas culto, grande apreciador de óperas, músicas clássicas e coisas do gênero. Parece-me vê-lo ainda, com o ouvido grudado no rádio de caixa enorme de madeira, girando os botões com cuidado e fazendo um esforço heróico para ouvir a transmissão de músicas eruditas apresentadas em estações longínquas e vindas de países estrangeiros. Às vezes eu chegava a ter pena dele. Como era difícil satisfazer seu desejo de ouvir as peças musicais que ele conhecia e adorava! Imagino-o hoje, com essa tecnologia toda, com os avanços de aparelhos sofisticadíssimos de áudio, com as possibilidades de ver e ouvir grandes orquestras e concertos fantásticos pela TV, DVD e pela Net! Pobre vovô!

” Temos dois olhos. Com um vemos as coisas eternas, que permanecem. Com outro, as coisa efêmeras, que desaparecem” ( Ângelus Silésius)

E Rubem Alves o parafraseou dizendo:

” Temos dois ouvidos. Com um ouvimos as melodias eternas que permanecem. Com o outro, os ruídos efêmeros, que desaparecem.”

Hoje é preciso tapar com algodão o segundo ouvido e aguçar nosso ouvido “educado” para separar o joio do trigo, para poder sentir o prazer de ouvir a Música que é Arte, é deleite, é emoção, é manifestação da alma, é pano de fundo para os nossos sonhos e é capaz de despertar o que há de melhor em nós.

A autora, Eloah Segalla Passareli, é professora aposentada e escritora.

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Realengo: alguma resposta?

08/04/2011 por

Realengo: alguma resposta?

A decisão governamental de lançar campanha pelo desarmamento na esteira dos assassinatos em série cometidos por um atirador numa escola pública do Rio resulta menos da crença na relação direta entre as duas coisas e mais da necessidade de dar alguma resposta imediata à tragédia de tamanhas proporções.

A ideia de promover uma ofensiva de publicidade institucional antiarmas surgiu pela primeira vez no final de fevereiro, quando a divulgação do Mapa da Violência revelou, entre outras tendências, o crescimento dos homicídios entre a população jovem. De início, pensava-se lançar a campanha em junho, mas agora o cronograma deverá ser antecipado.

Logo depois do evento no Palácio do Planalto em que se emocionou ao falar das crianças mortas no Rio, Dilma voltou para seu gabinete e ligou para Lula, que estava no México. Ao contar o que havia ocorrido, a presidente voltou a chorar.

Por Renata Lo Prete, Folha de S. Paulo;

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E o que fazer agora?

08/04/2011 por

E o que fazer agora?

Um país que tem dinheiro para Copa do Mundo, Olimpíadas e Trem-Bala haverá de encontrar os recursos para fazer das nossas escolas um lugar mais seguro para nossas crianças

Do Blog do Alon

Uma tragédia como o fuzilamento das crianças no Realengo desencadeia impulsos também violentos. É forma de dar vazão ao medo. Poderia ter acontecido com cada um de nós, com nossos filhos, netos, sobrinhos.

Então precisamos de explicações e culpados. Não nos basta a culpa do assassino. Afinal ele já morreu e o sofrimento dele acabou, pelo menos na visão de quem acredita na vida só aqui e agora.

A proibição total do comércio de armas e munições é uma proposta legítima, ainda que não tenha recebido apoio no último referendo.

Passou no Congresso Nacional mas os eleitores mandaram ao arquivo, apesar do quase unânime apoio da imprensa e da opinião pública.

Proibir completamente a venda legal de armas e munições evitaria a barbárie do Realengo? Improvável. Se o sujeito está disposto a realizar uma carnificina não é a falta de lojas de armas que o vai fazer desistir.

Se decidiu que morrer é um bom preço a pagar para poder matar, já ultrapassou os limites. Já atravessou a fronteira que contém as pessoas para não cometerem certos crimes. Já deixou para trás o medo das consequências.

Atenção. Não escrevi que a proibição é certa, nem que é errada. Só escrevi que dificilmente teria evitado o acontecido ontem no Rio.

O tráfico de armas costuma vir conectado com o das drogas. E há políticas para combater ambas. Mas não existe sociedade que tenha conseguido eliminar completamente qualquer uma das duas ilegalidades. Armas disponíveis sempre haverá.

Pode-se aumentar a punição para a venda ilegal de armas? É uma possibilidade. Mas não seria panaceia.

Leia a íntegra do artigo em E o que fazer agora?

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As crianças mortas: por que?

08/04/2011 por

As crianças mortas: por que?

Em 4 de maio de 2007, escrevi um texto chamado A respeito de lágrimas no qual citei um fato escabroso que ocorrera no Rio uma semana antes:

“ (…) um menino de 12 anos, entediado, sem ter o que fazer, pegou emprestada com um amigo uma arma e disse por que o fazia: “ainda não matei ninguém hoje”. Dito e feito. Andou um pouco e matou, com um tiro na cabeça, um outro menino, esse com 11 anos”.

Isso foi em 2007. Estamos em 2011 e um fato como esse dificilmente chegaria às manchetes dos jornais.

Tragédias assim, infelizmente, tornaram-se corriqueiras.

Crimes hediondos eram raros e tanto isso é verdade que ocupavam durante um bom tempo as manchetes. Hoje, filhos matando pais, irmão matando irmão, amante matando amante e, o mais terrível, mães ou pais matando filhos, é notícia que sai no noticiário interno de um jornal.

Para que chegue a ser notícia de monta, é preciso ser deveras tenebroso, ou envolver celebridades ou muito dinheiro. E logo que acontece outro crime, aquele some no espaço.

A banalidade do mal é fato aqui ou em qualquer lugar do mundo. A mim, no entanto, angustia ver no que o brasileiro está se tornando. Já se fala em crimes horrendos com grande naturalidade e sempre procuram justificar o criminoso…

O crescendo da agressividade, da brutalidade, da crueldade, da violência, nas relações familiares ou não, é apavorante.

Claro está que meu coração e minha alma estão voltados para o que nos aconteceu ontem. Evidente que o que li, vi e ouvi ocupam todos os cantinhos de meu pensamento, mas não vou falar nisso.

Não tenho conhecimentos suficientes para falar no assassino. Sobre armas, só sei dizer que acho incrível a facilidade com que compram armas no Brasil. Desejo que quem porta arma, sem licença, ao ser detido numa blitz, por exemplo, um dia vá mofar na cadeia.

Leio sugestões absurdas: instalar detectores de metais nas escolas! Que seja outra das ideias que surgem nas crises e depois evaporam.

Não sei analisar o que houve. Não consigo.

Mas sei que não sou boa. Há uns 30 anos, um homem matou sua mulher. Eram os dois jovens, filhos pequenos. No velório, no mesmo cemitério, a capela dela estava coalhada de parentes e amigos comovidos, verdadeira multidão.

Ele, noutra capela, absolutamente só. Até que a avó da morta levantou-se, conseguiu atravessar o mar de gente e foi rezar junto ao assassino. Eu estava no corredor e a vi entrar, rezar e sair. Depois soube que ela foi pedir a Deus que perdoasse o pai de seus bisnetos. Jamais esqueci essa senhora.

Queria muito ser como ela. Mas não sou.

(*) A autora, Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa escreveu para o Blog do Noblat

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