Amor, I love you

24/05/2012 por

Amor, I love you

Interpretação no original com Marisa Monte, por Arnaldo Antunes:

A propósito:

“… tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!

Ergueu-se de um salto, passou rapidamente um roupão, veio levantar os transparentes da janela… Que linda manhã!

Era um daqueles dias do fim de agosto em que o estio faz uma pausa; há prematuramente, no calor e na luz, uma certa tranqüilidade outonal; o sol cai largo, resplandecente, mas pousa de leve; o ar não tem o embaciado canicular, e o azul muito alto reluz com uma nitidez lavada; respira-se mais livremente; e já se não vê na gente que passa o abatimento mole da calma enfraquecedora.

Veio-lhe uma alegria: sentia-se ligeira, tinha dormido a noite de um sono são, contínuo, e todas as agitações, as impaciências dos dias passados pareciam ter-se dissipado naquele repouso. Foi-se ver ao espelho”

Eça de Queiroz

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Google Chrome supera Internet Explorer como navegador mais usado na web

24/05/2012 por

Fonte: Site O Filtro

As estatísticas já mostravam que seria questão de tempo o Google Chrome se tornar o navegador (browser) mais usado na web. Segundo dados da StatCounter, a hora da virada do browser do Google sobre o Internet Explorer, da Microsoft, parece ter chegado. Pela primeira vez, o Chrome ficou por uma semana no topo do ranking da empresa que monitora há anos como os internautas navegam na rede.

Há seis meses, o Chrome passou o Firefox para assumir a vice-liderança entre os navegadores. E meses atrás, segundo o site do The Wall Street Journal, chegou ao topo do ranking por um dia, mas nunca por uma semana.

O WSJ informa que a porta-voz do Google, Lily Lin não quis comentar as estatísticas do StatCounter, mas afirmou que a empresa continuará concentrando esforços para criar uma experiência de navegação cada vez melhor e, assim, as pessoas poderem aproveitar cada vez mais a web. O WSJ destaca que, apesar de o Chrome não contribuir diretamente para o faturamento do Google, ajuda e muito a empresa a definir os padrões usados na web.

O Chrome do Google, que prega sua habilidade de carregar as páginas rapidamente, mexeu com o mercado de browsers desde seu lançamento, em 2008. O uso do Chrome, que é gratuito, não contribui muito em receita para o Google diretamente. Mas, como um fabricante de navegador, o Google pode ajudar a definir novas características gráficas que podem ser utilizadas pelos sites na web, assim como fazer as pessoas utilizarem seu mecanismo de busca – a principal fonte de receita da empresa.
O gráfico abaixo mostra o ranking dos principais navegadores durante um ano, por semana. Na semana passada, o Chrome teve 33% do mercado global, contra 32% do IE e 25% do Firefox. Analistas da web ressalvam que o Firefox permite ao internauta impedir que seus dados sejam lidos pelo StatCounter. A estimativa é de que 10% dos usuários desse browser usem essa ferramenta – o que não alteraria a ordem do ranking.

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Obra-prima do dia (Semana das grandes bibliotecas)

24/05/2012 por

Por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa (*)

Arquitetura: Biblioteca da Abadia de Melk (século XII)

A Abadia de Melk, ou Convento Melk, é uma das mais célebres entre as escolas monásticas. Fundada em 1089 quando Leopoldo II, Margrave* da Áustria, família que dominava aquela região até a ascensão dos Habsburgos, doou um de seus castelos aos monges beneditinos da Abadia de Lambach (*título do antigo Império Germânico).


No século XII os monges criaram ali uma escola e a partir desse momento a biblioteca ficou muito conhecida pela sua imensa coleção de manuscritos. Em seu scriptorium foram copiados centenas de manuscritos com iluminuras preciosas.

No século XV a abadia tornou-se o centro da Reforma Melk, movimento que revigorou a vida monástica na Áustria e no sul da Alemanha.

Tudo no Convento impressiona. É realmente estupendo. O hall de acesso, todo em mármore, é um espetáculo. Suas paredes são em estuque de mármore, as esquadrias e o piso em mármore da província de Salzburg. Vale à pena descrever seu teto, pintado por Gaetano Fanti (1687/1759): Palas Atena (Minerva) numa biga puxada por dois leões, simbolizando a sabedoria e a moderação, tem a ajuda de Hércules, que está à sua esquerda, para derrotar o cérbero das três cabeças: o inferno, a noite e o pecado.


Mas os dois legados mais importantes dessa construção barroca são a Abadia, com seus belíssimos altares, afrescos e imagens, e a Biblioteca, que guarda incontáveis manuscritos, incluindo uma admirável coleção de partituras.

Devido à sua fama Melk conseguiu escapar da dissolução por várias vezes; apesar de invadida e agredida, acabou sempre por resistir. Do reinado de José II, passando pelas invasões napoleônicas até o surgimento do nazismo, quando a escola e a abadia foram confiscadas pelo Estado, Melk sofreu mas resistiu. Aos ditadores não agradam as bibliotecas…

Aos apaixonados por livros, extasia a coleção de livros históricos que preenchem a biblioteca. Ao entrar no salão, aquelas prateleiras que vão até o teto, ocupadas por encadernações deslumbrantes, são de tirar o fôlego. Toda a decoração da biblioteca acompanha os tons dourados do couro trabalhado em ouro: o ambiente resplandece.

O valor artístico de sua decoração mostra o apreço que os monges tinham pela biblioteca. No teto os afrescos de Paul Troger (1731/32) fazem um retrato alegórico da Fé. Ela está no centro, cercada pelas quatro virtudes cardeais: Sabedoria, Justiça, Coragem e Moderação.

As quatro esculturas em madeira, uma de cada lado das duas portas principais, representam as quatro faculdades: Teologia, Filosofia, Medicina e Direito.

Ao todo são doze salas que guardam cerca de 1888 manuscritos, 750 incunabula, 1700 livros do século XVI, 4500 do século XVII e 18000 do século XVIII. Juntando com os livros modernos, são cerca de 100.000 volumes. No salão principal (abaixo), estão aproximadamente 16000 livros.


Curiosidade: sua influência e reputação como centro de aprendizado e cultura foram homenageados por Umberto Eco em seu admirável “O Nome da Rosa”. A um de seus personagens, na realidade o narrador da história, ele deu o nome de Adso von Melk, como um tributo à abadia e à sua riquíssima biblioteca.

 

Melk, Vale de Wachau, Áustria

(*) Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa publica seus artigos e crônicas originalmente no Blog do Noblat (não deixem de conhecer: o mais influente jornalista no campo político do País).

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A foto mais querida da Casa Branca

24/05/2012 por

Por Ricardo Noblat

Imagem simboliza um tema importante e pouco citado por Obama: sua etnia

O Globo

Todo fotógrafo sabe quando tem uma foto única. Mas o repórter fotográfico oficial da Casa Branca, Pete Souza, não imaginava que a imagem do pequeno Jacob Philadelphia, de cinco anos, tocando a cabeça do presidente Barack Obama fosse cair nas graças dos funcionários e seguiria por tanto tempo nas paredes dos aposentos da Ala Oeste — uma tradição de décadas, em que fotografias do presidente no trabalho ou em momentos de diversão, ficam penduradas nas paredes.

A cada nova imagem, a antiga foto deixa o local de destaque para dar lugar à próxima. Três anos depois de ser feita, no entanto, a foto de Pete Souza ainda está lá.

O motivo é simbólico: além de ser terna, a foto consegue expor um dos temas de que poucas vezes falou o presidente negro: sua etnia. Sem ter uma qualidade espetacular — a cabeça do pai do pequeno Jacob, ex-empregado da Casa Branca, está cortada e seu irmão, Isaac, aparece desfocado — a imagem reflete o grande exemplo que Obama continua sendo para os americanos negros, segundo mostra reportagem do “New York Times”.

Como candidato e presidente, Obama sempre evitou discutir o tema, exceto em casos raros, quando ele parecia ter pouca escolha — em resposta a palavras racistas de seu ex-pastor, por exemplo. Alguns líderes negros criticam Obama por não abordar diretamente o tema ou propor políticas específicas para eles.

— Como fotógrafo, você sabe quando tem um momento único. Mas eu não sabia até que ponto a foto poderia ganhar vida própria. Aquela imagem se tornou na mais querida da equipe. Acho que as pessoas são atingidas pelo fato de que o presidente dos Estados Unidos estava disposto a curvar-se e deixar que um menino colocasse a mão em sua cabeça — afirmou Souza.

No dia do clique, Jacob Philadelphia estava na residência presidencial justamente porque era o último dia de trabalho de seu pai no Conselho de Segurança Nacional (ele foi contratado pelo ex-presidente George W. Bush). Em sua despedida, Carlton Philadelphia, ex-marinheiro, pediu o que pedem muitos empregados da Casa Branca: uma foto de sua família com o presidente.

O que não imaginava Philadelphia é que seu filho, o mais novo, tinha uma pergunta inesperada e peculiar a Obama: “Quero saber se meu cabelo é igual ao seu”, disse em voz baixa o menino, de cinco anos, vestido de terno e gravata.

Depois de pedir para que ele repetisse a pergunta — ele não tinha ouvido —, Obama foi simpático: respondeu que a única maneira de tirar a prova seria tocando em seu cabelo. O presidente então, se agachou para ficar na mesma altura de Jacob: “Pode encostar”. Foi neste momento, quando o pequeno colocava a mão sobre a cabeça do presidente americano, que foi tirada a a foto mais querida da Casa Branca. “Sim, é igual”, constatou, satisfeito.

Jacob, agora com 8 anos, conta que realmente quer ser presidente. Ou piloto de teste.

Publicado originalmente no Ricardo Noblat

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Dica de bom filme: Um homem de sorte

24/05/2012 por

Está em exibição um filme com um conteúdo lindo, além da trilha sonora, fotografia, mensagem e interpretação dos atores.

Trata-se de um drama, com censura para menores de 12 anos, que conta com direção de Scott Hicks.

Impecáveis em seus papéis os atores Zac Efron, Taylor Schilling, Blythe Danner, Jay R. Ferguson, Riley Thomas Stewart, Joe Chrest, Adam LeFevre e Courtney J. Clark

Sinopse:

Um sargento da Marinha dos EUA, Logan Thibault (Zac Efron) retorna de seu terceiro turno de serviço no Iraque com o que ele acredita que salvou sua vida: uma fotografia que encontrou de uma mulher que ele nem conhece. Ao descobrir que seu nome é Beth (Taylor Schilling) e onde ela mora, o sargento aparece em sua porta e acaba por aceitar um emprego em seu canil familiar local.

Apesar da desconfiança inicial de Beth e as complicações em sua vida, um romance acontece entre eles, dando a Logan a esperança de que Beth pode ser muito mais do que seu amuleto da sorte.

Vai o trailer:

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Bater na madeira: Elton John é internado em estado grave

24/05/2012 por

Bater na madeira: Elton John é internado em estado grave

Tanto que teve que cancelar quatro shows que faria em Las Vegas neste final de semana, após ser diagnosticado com uma grave infecção respiratória, informou o site TMZ.

O cantor Elton John teve que dar entrada ao hospital Cedars-Sinai, em Los Angeles, nesta quarta-feira (23), às 6h. Após ser submetido a uma bateria de exames, John recebeu a recomendação de ficar em repouso absoluto e não se apresentar por sete dias. O artista também fará tratamento com antibióticos para prevenir danos.

Em conversa com o TMZ, Elton John se desculpou pelos cancelamentos. “Tudo que posso dizer para os fãs é ‘desculpe, não poderei estar com vocês”.

Disse também que sente pelos cancelamentos pois adora se apresentar com o show “Million Dollar Piano”. “É uma sensação estranha de não ser capaz de realizar os shows do ‘Million Dollar Piano” no Coliseu (casa de shows em Las Vegas). Eu adoro apresentar esse show e eu vou ficar feliz quando voltar ao Coliseu em outubro, para completar os 11 concertos”, disse ele.

Ouça Elton John pela Rádio Uol.

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Depoimento de Xuxa vira assunto internacional

24/05/2012 por

O depoimento que Xuxa deu ao Fantástico no último domingo está rendendo e foi assunto até na revista “Forbes” desta semana.


O ponto de maior ênfase internacional é aquele que diz respeito ao pedido de casamento que Michael Jackson fez à ela, afirmando que os rumores “vieram de uma fonte muito confiável, da superstar brasileira Xuxa Meneghel”.

A Forbes ainda deu destaque ao momento em que prova que o amor pelas crianças não era a única coisa em comum entre os dois. A apresentadora já saiu na “Forbes” como a celebridade sul-americana mais bem sucedida no inicio da década de 1990.

Xuxa no entanto, ao contrário de Michael Jackson,  conseguiu se proteger dos escândalos, e, além disso, ao longo dos anos ela também provou ser uma boa empresária, acumulando uma fortuna estimada em US$ 100 milhões.

E o assunto não rendeu lá fora, apenas. Especialmente aqui no Brasil, só nos dois primeiros dias desta semana, o Disque Direitos Humanos – Disque 100, recebeu 285.051 mil ligações. Segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, órgão responsável pelo serviço, o total de ligações recebidas nessa segunda-feira (21) e terça-feira (22) representa aumento de 30% em comparação ao mesmo período da semana anterior.

Leia tudo a respeito em Direitos humanos da criança e do adolescente.

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Cartas de Paris: A crise na perspectiva francesa

24/05/2012 por

Por Ana Carolina Peliz (*)

Outro dia me perguntaram como anda a crise aqui na França. Eu poderia ter afirmado, como fazem muitos, que as coisas estão piores, que a pobreza aumentou e que estamos sofrendo muito. Mas a verdade é que eu não consigo ver toda essa crise. Preferi dizer que acho que o significado da palavra crise muda de acordo com a perspectiva e a vivência de cada um.

Eu, por exemplo, tenho a impressão que nasci e vivi, durante boa parte da minha existência, em meio às mais diversas tribulações financeiras.

Quando era criança o bicho papão se chamava “inflação galopante” e, por causa dela, os preços das coisas mudavam várias vezes por dia. Vi coisas que até Deus duvida, como um presidente que resolveu, um belo dia, pegar o dinheiro que as pessoas tinham na poupança.

Conheci várias moedas, cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro real e real. Durante minha adolescência e nos anos da faculdade, todos meus colegas eram economistas: classificação de risco, austeridade e déficit faziam parte de nosso vocabulário diário.

Costumo contar para meus amigos franceses, e sei que algum dia usarei isso contra meus filhos, que até racionamento de eletricidade eu conheci.

Toda esta experiência forjou minha concepção de crise, e acho que o ponto de vista francês é bem diferente do meu.

É bem verdade que o mercado de trabalho está engessado, e o desemprego aumentou, mas é necessário considerar que a França tem um sistema de previdência social muito complexo e que dá enormes garantias para os trabalhadores.

O sistema de saúde pública também perdeu muito nos últimos anos. Mas continua sendo considerado pela Organização Mundial da Saúde como um dos melhores do mundo.

Em relação ao sistema educacional, apesar da diminuição dos professores, principalmente do ensino fundamental, as escolas públicas francesas ainda são muito melhores que as particulares.

Se os problemas da Grécia e da Espanha contaminarem a França e regras de austeridade forem aplicadas, os franceses devem perder alguns direitos, talvez tenham que arcar com uma parte dos gastos com a saúde e aceitar uma redução das indenizações trabalhistas. Para eles, esse cenário é o de uma grave crise financeira. Para mim, nem tanto.

Eu sei que conseguiria mais simpatizantes se me unisse ao coro dominante dos que dizem que a França “já era”, mas tenho que reconhecer, não sem uma certa inveja que, apesar de ter a mesma ortografia no português e no francês, a palavra crise tem significados bastante diferentes nos dois países.

(*) Ana Carolina Peliz é jornalista, mora em Paris há cinco anos onde faz um doutorado em Ciências da Informação e da Comunicação na Universidade Sorbonne Paris IV.
Publicado originalmente no Blog do Noblat

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Entendendo o turismo

24/05/2012 por

Engana-se quem imagina que o turismo ocorre de forma natural e espontânea, sem uma metodologia de trabalho que ocorre da preparação à realização de eventos e passando por aspectos coligados, como recepção, atendimento, assessoria e muitos outros.

Interessados em turismo, podem ver uma entrevista muito completa com o executivo do Rio Convention Bureaux, Paulo Senise.

Assista clicando em Paulo Senise.

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Parceiros!

24/05/2012 por

Por Aline Viezzer direto de Gramado

Secretária de Turismo do RS Abgail Pereira, Diretor de Marketing da Santur (SC), Flavio Agustini; Presidente da Fundação de Turismo de MS Nilde Brunn; Secretário de Turismo do Paraná Faisel Saleh; diretores da BNT Jair Pasquini e Geninho Goes, este também diretor do Beto Carrero; gerente de marketing do Beto Carrero Juliana Murad, e Vice Prefeito de Balneário Camboriú Claudio Dalvesco, na BNT o ano passado, que inicia mais uma excelente edição dia 25 de maio, em Balneário Camboriu.

Mais pelo site de Aline Viezzer

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Kony

24/05/2012 por

Por Téta Barbosa, a partir do Recife

Atenção, este post não é indicado para menores de 18 anos (ou pessoas que entendem tudo de internet). O texto pode conter pais revoltados, crise de meia idade explícita e linguagem confusa e fragmentada.

*Texto longo. Se você gosta das figurinhas, melhor virar a página.

- Victor, sai desse computador A-G-O-R-A.

Essa frase não sai mais da minha boca. Engoli cada letra junto com seis dígitos de orgulho.

Eles vão dominar o mundo. Não, na verdade eles já dominaram o mundo! Quem? Os adolescentes, minha gente!

Digo isso porque essa semana estava lendo uma matéria da Veja (do mês passado) que falava do abismo que separa nossas gerações (a minha e a do meu filho de 15 anos).

Ok, já comecei atrasada na competição mas,achei de cara, a revista muito da despreparada porque “tá pensando o que, minha filha? Eu sou uma mãe moderna, antenada e participante do mundo virtual”. A revista não respondeu, como é o costume desses meios de comunicação. No que a matéria continuou falando (sozinha) sobre um vídeo blockbuster do youtube, recorde de views. Praticamente o disco de ouro do site de compartilhamento de vídeos. Kony 2012 era o nome do best seller imagético. Um filme, segundo a Veja, assistido por quase todos os jovens do planeta azul.

Alto lá! Eu sou jovem e até a presente data, o filme em questão não tinha entrado na minha lista de top five, nem ao menos nos mais citados do meu twitter, nem facebook e posso apostar, que se ressuscitasse o Orkut, ele também não estaria lá. Nenhum amigo viu, compartilhou, indicou, linkou, xingou, elogiou, comentou. A reportagem, muito da amostrada, continuava falando que uma pesquisa (feita por alguma Universidade Americana de nome impronunciável) mostrou que enquanto a maioria esmagadora dos jovens tinha assitido ao vídeo, poucos adultos tinham conhecimento do fato (na pesquisa havia números e porcentagens, mas eu não anotei por isso não vou chutar). Mentira, vou chutar: era uma coisa assim tipo 60% dos jovens contra 13% de adultos.

Antes mesmo da curiosidade me levar ao youtube para ser a milionésima quinta pessoa a assistir, minha indignação me levou ao facebook – local mais provável de eu encontrar meu rebento.

- Victor, dá uma olhada nesse vídeo e me diz o que tu acha (link do vídeo).

- Oxe, já assisti Kony 2012 faz mais de um mês!

- (silêncio)

- Esse filme é velho mamy.

- (silêncio).

Meu mundo caiu. Me enquadro sim, na porcentagem da pesquisa da Universidade americana referente ao “grupo dos mais velhos e desinformados”.

Eu? Jornalista, blogueira, mãe solteira, tatuada, fã de Pink Floyd e de Big Mc! Eu, a mãe mais descolada (eu achava) em linha reta da América Latina.

Quem manda não ler tirinhas de meme, não assistir a Globo e só ler revistas de consultório médico com um mês de atraso?

Imediatamente consultei uns cinco amigos (entre 30 e 40 anos) que, para meu alívio também não tinham assitido Kony 2012. Liguei até pro meu pai, porque, sei lá, esse pessoal aposentado passa mais tempo na internet do que os pré-vestibulandos. Nada. Nunca tinha ouvido falar.

No que vocês devem estar, desavisadamente, imaginado que o filme em questão é algum clip tosco estilo “ai se eu te pego” ou estranho estilo Lady Gaga usando uma roupa feita de filé mignon. Não, amigos idosos, o filme não é um “sanduíche-iche” nem um “Luiza foi pro Canadá”. A porra do vídeo é um documentário de 30 minutos sobre a guerrilha na Uganda e Joseph Kony, o Darth Vader da África. O cara, Kony, é responsável por seqüestros de crianças para formar seu exército num sei que lá, num sei que lá (só assistindo pra entender). Praticamente a história do Lampião moderno e seus feitos terríveis na esquecida e mal tratada amiga África.

O vídeo já foi contestado, elogiado, já disseram que era mentira, exagero, já teve apoio de Obama, já arrecadou mais de 15 milhões de dólares para ajudar a capturar o Lex Luthor africano….. E, enquanto tudo isso acontecia, onde eu estava? Mandando Victor sair do computador.

Coisa que, espero que ele não leia esse post, eu nunca mais vou fazer!

Segue o vídeo que teve 100 milhões de visualizações só na primeira semana de exibição.

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Maria Antonieta versão clubber!

24/05/2012 por

Por Téta Barbosa direto de Recife

Maria Antonieta sempre foi pop! Se tivesse nascido na geração milenium, teria iphone, cabelos coloridos, dançaria em raves e usaria, como convém a uma menina rica, roupas chanel. Sim, ela era pop, pero no mucho. Pop com aquele pézinho de sapatinho de cristal, logo ali na burguesia. Um Patricinha fashion, por assim dizer. Seria It Girl com certeza. Frequentaria as primeiras filas dos desfiles de moda internacionais, mas por outro lado, sua foto estaria estampada em revistas de fofoca em mais algum escândalo envolvendo sexo, drogas e rock’n roll.

A versão Chanel da rainha pop é um pouco menos fatalista que a minha. Para Lagerfeld, que fez seu último desfile (pré coleção primavera 2013) no castelo de Versailles, sua musa inspiradora é linda, chique, cor de rosa e tem uma leve (muito leve) tendência rock/clubber. Mais clubber do que rocker, aqui pra nós. Um coleção quase ousada, na minha opinião. Quase, como convém a meninas ricas quase modernas!

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A nova Gabriela – clipe completo!

24/05/2012 por

A nova Gabriela – clipe completo!

Mais do que a expectativa em torno da nova série Gabriela, com base em livro de Jorge Amado “Gabriela Cravo e Canela”, Juliana Paes tem sido citada a todo instante, levando a conversa para tempos atrás, quando no papel de Gabriela, esteve a poderosa e impecável Sônia Braga.

Aos poucos concorda-se que Juliana Paes poderá ser uma verdadeira Gabriela, conforme proposta do autor.

Para comprovar, ela aparece sensual no clipe de lançamento de “Gabriela”.

A estreia do remake de “Gabriela” na Globo tem programação para 19 de junho, quando será levado ao ar o primeiro capítulo.

Sobre Gabriela e Jorge Amado

A novela “Gabriela”, produção com a qual a Globo pretende homenagear o centenário do nascimento de Jorge Amado, será dirigida por Roberto Talma e Mauro Mendonça Filho e teve cenas gravadas em Junco do Salitre, na Bahia.

Jorge Amado tinha 46 anos quando escreveu “Gabriela”, seu primeiro romance com nome de mulher. O livro vendeu 50 mil exemplares em apenas cinco meses, o que foi um marco no mercado editorial da época. Depois vieram “Dona Flor e seus dois maridos”, “Tereza Batista Cansada de Guerra” e “Tieta do Agreste”, obras que em função do estilo acabariam por lhe dar fama, já que todas falam das ruas, do povo, de todos os santos e da sensualidade natural da Bahia, tudo o que o grande escritor conseguiu resumir em “Gabriela”.

- Gabriela e sua história somos todos nós, todos nós as entendemos, sem precisar de explicação. São também, de uma forma ou de outra, nossa história na voz de um dos maiores romancistas do mundo, que escreveu sobre seu povo com um amor, uma ternura e um carinho que dificilmente encontrarão rival – explica o também baiano João Ubaldo Ribeiro, que está preparando um texto para homenagear os cem anos do nascimento do conterrâneo.

Para que você tenha uma ideia de como a história caiu no gosto popular, basta lembrar um pequeno detalhe: o nome Gabriela virou febre nas certidões de nascimento da época.

- Gabriela é totalmente atípica em se tratando de mocinhas de novela. Para começar, ela é totalmente indiferente ao mito da Cinderela. Subir na vida não faz parte de seus projetos. Ela vive o presente, responde unicamente a seus desejos. É justamente quando Nacib resolve enquadrá-la num estereótipo de esposa que a perde. É como diz a música da novela “O que fizeste, Sultão, da minha alegre menina?” – explica Cristiane Costa, professora da Escola de Comunicação da UFRJ e autora de “Eu compro essa mulher”, livro que analisa as novelas da TV brasileira.

Quando Sônia Braga interpretou “Gabriela”, Juliana Paes, que hoje está com 33 anos, sequer tinha nascido. Filha de militar, que dizem alguns familiares, desejava um filho homem, foi criada jogando bola e atirando com espingarda de chumbinho. Ela mesma afirma que nunca foi “menininha” e que continua assim, principalmente porque agora tem que administrar uma carreira de sucesso, um filho de 1 ano e meio e um salão de beleza em sociedade com a mãe e a irmã.

- Quando recebi a notícia que seria a Gabriela, estourei de felicidade. Depois veio o medo… – confessa Juliana, acrescentando, que sua personagem “é gente boa, destemida. Ela tem personalidade, é autêntica, faz aquilo que acredita ser certo. Por isso ela conquista. Gabriela tem uma pureza que desconcerta”.

Gabriela promete cenas apimentadas com a musa Juliana Paes.

No clipe de lançamento da trama, a morena aparece em cenas bem à vontade.

Vai postado abaixo com a recomendação para que tirem as crianças da sala, porque “Gabriela” vai trazer episódios superpicantes.

O teaser ainda conta com cenas no bordel de Maria Machadão (Ivete Sangalo), e uma cena caliente entre Juliana Paes e Humberto Martins.

Se despertou curiosidade, corra para o vídeo a seguir:

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Camus superstar

24/05/2012 por

Por Luis Fernando Veríssimo (*)

Paris — Nos últimos anos criou-se um novo tipo de intelectual francês, produto da televisão e misto de filósofo e pop-celebridade. Eles aparecem nos painéis de discussão política ou debate cultural na televisão — e como têm painéis de discussão política e debate cultural na televisão francesa! —, são bem articulados, muitas vezes controvertidos e acima de tudo fotogênicos. Na sua maioria são jovens e têm uma quantidade assustadora de cabelo.

Eu estava vendo um desses programas em que eles aparecem e me ocorreu o seguinte: o Albert Camus nasceu na época errada. Tinha tudo para ser uma estrela da mídia, só que não existia a mídia, pelo menos não na maneira avassaladora com que existe hoje.

Era um homem bonito, e devia muito do seu destaque no mundo intelectual de Paris — e certamente sua vantagem na comparação com o outro filósofo público da época, Jean-Paul Sartre — ao seu ar de galã noir. Segundo maldosa fofoca contemporânea, os dois tinham sorte com as mulheres, o Sartre só precisava se esforçar mais um pouquinho.

Tanto Camus quanto Sartre eram celebridades, mas de um círculo restrito. Suas diferenças mais evidentes, e as opiniões políticas que acabaram determinando o fim da sua amizade, foram expostas em artigos e réplicas e tréplicas na imprensa de esquerda, com escassa repercussão fora do círculo. Pode-se imaginar os dois debatendo suas ideias num programa de televisão moderno.

Como no debate entre Kennedy e Nixon, que, segundo se diz, definiu a eleição de Kennedy e inaugurou o uso efetivo da televisão como arma eleitoral, Camus e Sartre talvez empatassem nas ideias, mas Camus ganharia longe nos quesitos imagem e simpatia. Como o carismático Kennedy ganhou do lúgubre Nixon.

Por menor que seja o público dos seus debates, os novos filósofos eletrônicos têm sempre uma plateia algumas centenas de vezes maior do que a que ouvia Sócrates, por exemplo, na Grécia, ou a dos admiradores de Camus ou Sartre em volta de uma mesa de café em Paris.

No caso de Camus, só se pode lamentar seu nascimento precoce. Se há um filósofo que mereceria uma projeção e um público de superstar é ele. Bom, Sócrates também, mas duvido que ele se acostumasse com as luzes.

(*) Publicado originalmente no Blog do Noblat.

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Daniela Mercury em Portugal

24/05/2012 por

Daniela Mercury vai à Portugal divulgar o DVD Canibália e já prepara um projeto para os festejos de São João, no mês que vem.

A baiana embarca esta semana para Portugal onde vai divulgar seu mais recente DVD, o Canibália – Rítimos do Brasil, trabalho que já é o quarto mais vendido em terras lusitanas.

“A Daniela chega a Portugal nesta quarta-feira (23). Lá ela fará um show fechado e tem uma extensa agenda de imprensa. Vai divulgar o DVD em programas de rádio e tevê, além de conceder entrevistas para a imprensa local”, explica a assessoria da cantora.

Este trabalho foi lançado em novembro do ano passado e com ele Daniela vem acumulando elogios da crítica e de público.

Daniela Mércury fica em Portugal até o dia 28, quando retorna ao Brasil para retomar a agenda de shows nacionais.

“A Daniela também já prepara um projeto especial de São João, que será apresentado a partir do próximo mês, nos festejos juninos. Será uma mini-turnê, que ainda está sendo mais detalhada e em breve será divulgada”, conclui a assessora.

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