Filme Tancredo – A Travessia

02/11/2011 por

O mineiro Tancredo Neves é um dos políticos mais importantes da história do Brasil, pois foi a figura central na transição do regime militar para a democracia. Pacífico e articulador, mantinha relacionamento estreito com autoridades políticas de diferentes correntes ideológicas; por estabelecer uma aliança forte com a esquerda e a direita, sagrou-se o primeiro presidente após a redemocratização. Sem ater-se com minúcias aos aspectos humanos e íntimos de Tancredo, o doc Tancredo: A Travessia, de Silvio Tendler, aborda o perfil do político, desde o tempo em que era Ministro da Justiça do Governo Getúlio, até sua morte, antes da posse, em 1985.

Narrado por Christiane Torloni, Beth Goulart e José Wilker (de A Hora e a Vez de Augusto Matraga), o filme de Tendler não apresenta narrativa ousada e preza pela sobriedade, com o uso do off dos narradores durante a exibição de vídeos históricos, e até a colagem de uma interessante reconstituição dos últimos momentos da vida de Getúlio, quando, num jantar, vários militares o pressionavam a renunciar. Apesar de didático, com certo ar de ‘filme de currículo escolar’, o longa não aborrece o espectador, pois os depoimentos são costurados com elegância, com uma montagem que estabelece ritmo adequado.

Personalidades políticas como Fernando Henrique Cardoso, o neto Aécio Neves e o vice José Sarney (que assumiu o Governo após a sua morte) são alguns dos que dão depoimentos a favor de Tancredo Neves na obra. Sim, Tancredo: A Travessia é, de fato, uma obra a favor, que não faz questão de revelar polêmicas e controvérsias sobre o personagem. Há uma aura mítica em torno deste que usa uma frase de Napoleão para definir o sentido de política: “política é destino”. No entanto, a alcunha de ‘chapa-branca’ é simplista, pois a obra é, mais do que nunca, o retrato de um homem que, com seu talento, ajudou a redefinir os rumos da Política Nacional. E, nesse sentido, não se pode questionar: Trancedo foi um nome importante.

Os disparates na Política Nacional de ontem e de hoje são evidentes e a corrupção, infelizmente, é o primeiro atributo associado à classe. Porém, devemos entender que certos homens, por insistirem nas mudanças de um presente sórdido, considerado como “anos de chumbo”, contribuíram para moldar um futuro com perspectivas otimistas. Tancredo foi um deles.

Por: Bruno Mendes

Tancredo, o filme, e a arte de ceder a vez na política

O ex-tudo José Serra (ex-prefeito, ex-secretário, ex-governador, ex-deputado, ex-senador, ex-ministro) estava presente na semana passada à pré-estreia em São Paulo do documentário Tancredo, do cineasta Silvio Tendler.

Sentou-se à esquerda do senador Aécio Neves, o qual por sua vez tinha o governador Geraldo Alckmin à sua direita.

Serra tem destaque entre os que deram depoimento. Seria importante que ele, além de falar no filme, tenha podido ouvir – e refletir.

Se o filme tem um clímax dramático, mais do que a própria morte de Tancredo haveria de ser a surda disputa travada, nos bastidores da oposição ao regime militar, entre o governador de Minas e o Sr. Diretas, Ulysses Guimarães.

Uma elegante esgrima entre cavalheiros. Assim como Tancredo, Ulysses procedia da universidade de sutilezas chamada PSD. Tido como celeiro do conservadorismo, o berço partidário de Ulysses e de Tancredo nunca deixou de ter, quando necessário, a urgência da ruptura. O regime militar que o diga.

Ulysses seria o candidato natural se a emenda das diretas passasse no Parlamento. Não passou. Na eleição indireta, pelo Colégio Eleitoral, cedeu a precedência a Tancredo. Sabia que o mineiro era um político capaz de somar mais do que ele próprio. Noblesse oblige, não é, José Serra?

Os dois, Ulysses e Tancredo, fizeram da política um tributo à inteligência e uma arte de sagacidade. Sabiam dizer verdades duras em amáveis conversas ao pé do ouvido, reservados, discretos, avessos ao exibicionismo gratuito dos holofotes, mas capazes de, ao subir ao palanque da liberdade, incendiar o coração de toda a gente.

Tancredo, o documentário, é uma aula de História, a melhor e mais oportuna que poderia sacudir a atual safra dos desiludidos da política. O retrato de uma geração, nem tão distante assim da nossa, que fez da vida pública, no delicado momento em que a democracia se prenunciava mas a ditadura se aferrava, uma lição de destemor, de dignidade e, no particular caso de Ulysses, de desprendimento.

PS: um detalhe que passa meio despercebido em Tancredo, o filme, é a ausência de qualquer menção ao ex-governador da Bahia e ex-senador Antonio Carlos Magalhães. À época, no esplendor de seu poder autocrático e de sua arrogância insolente, ACM houve por bem pular fora da trincheira da ditadura, renegou a candidatura oficial de Paulo Maluf e foi ajudar a fundar a Frente Liberal, que apoiaria Tancredo no Colégio Eleitoral. Veja concedeu a ele a entrevista das páginas amarelas naquela semana de alta temperatura política. O cara não era pouca coisa, não. Passados 27 anos, percebe-se, pelo silêncio da posteridade, que a figura de ACM se escafedeu na poeira da estrada. Talvez na Bahia alguém ainda se lembre dele.

Sinopse: A trajetória de Tancredo Neves é esmiuçada neste documentário que revisita diversas páginas cruciais da história do Brasil que contaram com a decisiva intervenção do hábil político mineiro. Examina-se suas ligações com Getúlio Vargas, a quem apoiou até o fim; suas gestões para permitir a posse de João Goulart no clima instável após a renúncia de Jânio Quadros; e também seu trânsito junto ao marechal Humberto de Alencar Castello Branco, o primeiro presidente militar. Da mesma forma, traça-se sua importância na tarefa de organizar a oposição ao regime militar, como um dos fundadores do MDB, e, anos depois, como um dos participantes da Campanha das Diretas, ao lado de Ulysses Guimarães.

A morte de Tancredo Neves e o Brasil que não foi

Por Arnaldo Jabor para a Rádio CBN

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Richard Gere leiloando sua coleção de violões…

12/10/2011 por

Richard Gere leiloando sua coleção de violões…

Por Baby Garroux (*)

Richard Gere arrecadou nesta terça-feira quase US$ 1 milhão (R$ 1,7 milhão) no leilão de sua coleção de cerca de cem violões e guitarras, na famosa casa de leilões de Nova York, Christie’s..
O dinheiro com certeza vai para projetos humanitários: “Todo o lucro da venda será destinado a causas humanitárias ao redor do mundo”, disse o ator em comunicado….
O instrumento que atingiu o preço mais alto foi uma Gibson Les Paul de 1960, guitarra favorita de músicos como Eric Clapton e Keith Richards, vendida por US$ 98,5 mil (cerca de R$ 107 mil). Apesar do valor de alguns de seus instrumentos, Gere nunca se viu como um colecionador. Ele comprou uma a uma suas guitarras ao longo de 40 anos porque gostava de como soavam, disse à agência Efe o responsável pelo departamento musical da casa de leilões, Kerry Keane. O funcionário afirmou que o ator é um excelente músico e toca muito bem violão, guitarra, piano e trompete….

“Os instrumentos foram minhas verdadeiras amigas durante épocas boas e más”, acrescentou Gere, quem reconheceu que foi doloroso se desfazer deles. O ator chegou a demonstrar seus dotes musicais nos filmes “Uma Linda Mulher” e “Cotton Club”, de Francis Ford Coppola…

Entre as peças mais cobiçadas do leilão estava outra da marca Gibson: um comprador pagou US$ 74,5 mil (R$ 126 mil) por uma guitarra elétrica em forma de V fabricada em 1958 e que pertenceu ao músico Albert King. Esse não foi o único instrumento com um ex-propietario célebre: uma Gibson de 1960 de Peter Tosh foi vendida por US$ 20 mil (R$ 34 mil).

Mais pelo site de Baby Garroux

Nota do Z Castel

Li na Wikipedia que Richard Gere é filho de um fazendeiro metodista que se tornou vendedor de seguros, cresceu ao lado dos quatro irmãos numa fazenda próxima a Syracuse (Estado de Nova Iorque). Ganhou uma bolsa como ginasta para estudar filosofia na University of Massachusetts e apresentou-se em bandas de rock.

Deu início à carreira teatral em musicais da Broadway e passou dois anos em Londres. De volta a Nova Iorque, fez papéis dramáticos e estreou no cinema em Report to the Commissioner (1975). Em seus três primeiros filmes de destaque (Cinzas no Paraíso, 1978, Gigolô Americano, 1980, e A Força do Destino, 1982), interpretou personagens inicialmente destinados a John Travolta, que os recusou.

Retornou à Broadway para atuar em Bent (1979) e, durante os anos 80, não foi muito feliz na escolha dos filmes que estrelou. Foi apenas com Justiça Cega e Uma Linda Mulher, ambos de 1990, que recuperou seu prestígio.

Trabalhou em seguida com o diretor japonês Akira Kurosawa (Rapsódia em Agosto, 1991) e contracenou com estrelas como Kim Basinger e Uma Thurman (Desejos, 1992), Lena Olin (Mr. Jones, 1993), Jodie Foster (Sommersby, 1993) e Sharon Stone (Intersection, 1994). Estima-se que seu cachê seja atualmente de US$ 8 milhões.

Foi casado com a artista plástica brasileira Sylvia Martins e com a modelo Cindy Crawford. Teve romances com Diane von Fürstenberg, com a atriz Penelope Milford e com a produtora Dawn Steel. Depois de separar-se de Cindy, foi visto com a modelo britânica e aspirante a atriz Laura Bailey.

Converteu-se ao budismo, tornou-se vegetariano e está ligado a causas ligadas à paz, aos direitos humanos e aos direitos dos animais em todo o mundo. Entre os projetos que contam com seu apoio, está o Oásis para a Paz, uma cidade criada conjuntamente por judeus e palestinos em território israelense, como forma de provar que a convivência pacífica entre os dois povos é possível.
Gere fez um comercial com a atriz brasileira Carolina Ferraz em 2008. Ferraz foi aos Estados Unidos para gravar o filme. O comercial foi para um produto da empresa Niely cosméticos, embalado pela canção que é tema do filme mais conhecido da carreira de Gere, Uma Linda Mulher. É a primeira vez que Gere faz um comercial para uma empresa de cosméticos do Brasil.

Com permissão de Baby Garroux, posto a seguir um momento sublime do ator, ao lado de Júlia Roberts, no filme “Uma linda mulher”, com trilha sonora que rendeu e fez muito sucesso na interpretação de Roy Orbison:

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Quero minha parte em tour

02/10/2011 por

Quero minha parte em tour

Por Renato Cardoso (*)

Eureka foi a palavra mais pronunciada nos meios de analistas econômicos do mundo todo e a referência ia na direção da Grécia, país que nove entre dez analistas internacionais apostam que, apesar da ajuda de fora e das medidas de austeridade, deverá mesmo decretar calote de sua dívida externa, ou seja, um legitimo presente de grego à comunidade internacional – e aos bancos.

O plano de recuperação da Grécia, à propósito, chama-se Eureka (“encontrei!”, em grego), expressão famosa do matemático Archimedes (sic Giba Um).

Todos nós brasileiros teremos um crédito junto ao belo País que, de tão belo, suscitou em seu povo mais paixão pelo turismo do que pelo trabalho duro, conforme opinião dos países vizinhos que compartilham o Euro com o belo país europeu, belo por suas praias à beira do mar Egeu, mar Mediterrâneo e o mar Jônico, pelo qual tem ligação com a Itália.

Analistas políticos mais críticos atribuem à dívida altíssima com relação ao PIB grego, o fato de ser a Grécia o berço de nascimento da democracia, da filosofia ocidental, dos Jogos Olímpicos, da Literatura ocidental e da historiografia, bem como da ciência política e dos mais importantes princípios matemáticos, assim como berço de nascimento do teatro ocidental, incluindo os gêneros do drama, tragédia e o da comédia. Críticos esses, em maioria alemães, que focam suas vidas quase que tão somente no trabalho e na produtividade, não se conformam com os valores gregos assimilados pelo berço de tantos braços que somam na formação cultural e filosófica do planeta.

A Grécia é um país desenvolvido, embora os graves problemas de ordem econômica. É membro da União Europeia desde 1981, membro da União Econômica e Monetária da União Europeia desde 2001, OTAN desde 1952, OCDE desde 1961, UEO desde 1995, membro fundador da Organização de Cooperação Econômica do Mar Negro e membro da AEE desde 2005.

Atenas é a capital; outras importantes cidades do país são Salónica, Pátras, Iráclio, Lárissa, Vólos, Ioannina, Cavala e Rhodes.

Depois desses conhecimentos, meu interesse em voltar e ficar por lá até consumir todo meu ativo junto aos gregos aumentou consideravelmente. Acho a Grécia o país mais belo do planeta e jamais me saiu da cabeça um filme ousado para a época em que correu o circuito de cinemas (1982), “Amantes de Verão”.

O filme mostra a trama de um jovem casal de namorados americano que foi passar as férias de verão numa ilha da Grécia e se envolve com uma francesa arqueóloga que trabalha no local. Formam então um triangulo amoroso perfeito.

O filme mereceu do crítico Rubens Ewald Filho, o comentário seguinte: “É impressionante como o cinema (em particular o americano) ficou careta e moralista. Basta rever este filme onde há grande quantidade de nudez frontal e casual além de uma historia amoral e romântica.

Na verdade, passou no Brasil com cortes que estão restaurados em cópias. O diretor (gay) Kleiser é pouco competente, mas conseguiu fazer um panfleto turístico promovendo a Grécia no verão, com suas praias de nudismo, noites alegres e amor livre (muita discoteca, aliás a trilha musical do filme é muito datada, repletas de canções da época, o que acaba até ajudando).”

O filme representou para mim mais a possibilidade de releitura das ricas paisagens do que a trama, muito sugestiva para o local, embora a época de sua narrativa e exposição ao público altamente rigoroso em termos morais.

Recomendo o filme, hoje disponível em poucas locadoras, até para que se encantem com o endividado país. Não tendo nada no Youtube, vai um vídeo com lindas imagens da Grécia, cujo problema econômico oro para que seja resolvido e que voltem os gregos e turistas a dançar como Anthony Quinn, em Zorba, o Grego, com vídeo memorável que também posto.

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Dilma no cinema

24/07/2011 por

Dilma no cinema

Tudo indica que a atriz Ana Beatriz Nogueira (foto de reprodução) é a que tem mais chances de assumir a vaga de Dilma, na película anunciada para ser produzida a partir deste semestre.

Li isso na coluna da Joyce, que lembrou da recusa de Marieta Severo ao convite do produtor Antônio de Assis para protagonizar o filme sobre a vida da presidente da República.

De fato há muita especulação a respeito da escolhida para o papel, que chegou a Marieta Severo, a lembrada em primeiro plano, porém recusando o convite por razões sabemos lá quais.

A direção do filme fica por conta do estreante Leandro Néri. O longa deve chegar às telonas em dezembro de 2012.

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Catherine Deneuve em São Paulo

11/06/2011 por

Catherine Deneuve em São Paulo

Por Suely Couto (*)

Olha só quem foi a interprete de Catherine Deneuve num festival de cinema francês em São Paulo: minha amiga e vizinha a atriz Tuna Dwek que depois do enorme sucesso na novela Ti Ti Ti como a repórter Sueli Pedrosa se prepara para voltar na novela “O Astro” plim plim.

Em sua passagem pelo Brasil para o lançamento do filme “Potiche”, a atriz francesa Catherine Deneuve criticou a cidade de São Paulo. ”Pelo que vi, não há muitas árvores, não há verde…E também não há muita cor nos imóveis, é tudo um pouco cinza. Tem também muitos fios de eletricidade”, avaliou à “Folha de São Paulo”. A atriz, que fumou em local proibido e não topou dar entrevistas para a TV e nem posar para os fotógrafos individualmente, justificou sua agenda limitadíssima. ”Alguns jornalistas dizem que fui fria ou desagradável, mas nas entrevistas, como na vida, as coisas se passam melhor com umas pessoas do que com outras”, disse ela.

Vejam a linda Catherine Deneuve em Sugar Baby Love, por imagens abaixo:

(*) Suely Couto é jornalista, relações públicas e presidente da Abime SP.

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Rita Hayworth: a bela da década de 1.940

28/05/2011 por

Rita Hayworth: a bela da década de 1.940

Vi essa foto incrível e busquei saber de quem se tratava.

Encanto: trata-se de Rita Hayworth, estrela do cinema, nascida em 17 de outubro de 1918 e falecida em 14 de maio de 1987).

Hayworth foi uma atriz e dançarina americana que alcançou fama na década de 1940 como uma das principais estrelas da era.

Ela apareceu em 61 filmes durante 37 anos e está listada no American Film Institute ‘s Greatest Stars of All Time.

Seu nome verdadeiro era Margarita Carmen Cansino, nascida no Brooklyn, Nova Iorque,
Hayworth era filha de espanhóis e foi criada como católica romana. Seu pai queria que ela se tornasse uma bailarina quando sua mãe esperava que ela se tornasse atriz.

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A foto que não tem preço

07/03/2011 por

A foto que não tem preço

é citado como autor desta foto incrível, obtida em Columbus de Ohio nos EUA, tendo como modelos pais e seis filhos recém nascidos.

Trata-se da foto que não tem preço.

A foto nos remete a uma releitura da história da fotografia, paixão de milhões de pessoas em todo o universo.

História da fotografia

A história da fotografia pode ser contada a partir das experiências executadas por químicos e alquimistas desde a mais remota antiguidade. Por volta de 350 a.C., aproximadamente na época em que viveu Aristóteles na Grécia antiga, já se conhecia o fenômeno da produção de imagens pela passagem da luz através de um pequeno orifício. Alhazen em torno do século X, descreveu um método de observação dos eclipses solares através da utilização de uma câmara escura. A câmara escura na época, consistia de um quarto com um pequeno orifício aberto para o exterior.

Em 1525 já se conhecia o escurecimento dos sais de prata, no ano de 1604 o físico-químico italiano Ângelo Sala estudou o escurecimento de alguns compostos de prata pela exposição à luz do Sol. Até então, se conhecia o processo de escurecimento e de formação da imagens efêmeras sobre uma película dos referidos sais, porém havia o problema da interrupção do processo. Em 1725, Johann Henrich Schulze, professor de medicina na Universidade de Aldorf, na Alemanha, conseguiu uma projeção e uma imagem com uma duração de tempo maior, porém não conseguiu detectar o porquê do aumento do tempo. Continuando suas experiências, Schulze colocou à exposição da luz do sol um frasco contendo nitrato de prata, examinando-o algum tempo depois, percebeu que a parte da solução atingida pela luz solar tornou-se de coloração violeta escura. Notou também, que o restante da mistura continuava com a cor esbranquiçada original. Sacudindo a garrafa, observou o desaparecimento do violeta. Continuando, colocou papel carbono no frasco e o expôs ao sol, depois de certo tempo, ao remover os carbonos, observou delineados pelos sedimentos escurecidos padrões esbranquiçados, que eram as silhuetas em negativo das tiras opacas do papel. Schulze estava em dúvida se a alteração era devida à luz do sol, ou ao calor. Para confirmar se era pelo calor, refez a mesma experiência dentro de um forno, percebendo que não houve alteração. Concluiu então, que era a presença da luz que provocava a mudança. Continuando suas experiências, acabou por constatar que a luz de seu quarto era suficientemente forte para escurecer as silhuetas no mesmo tom dos sedimentos que as delineavam.O químico suíço Carl Wilhelm Scheele, em 1777, também comprovou o enegrecimento dos sais devida à ação da luz.

Thomas Wedgwood realizou no início do século XIX experimentos semelhantes. Colocou expostos à luz do sol algumas folhas de árvores e asas de insetos sobre papel e couro branco sensibilizados com prata. Conseguiu silhuetas em negativo e tentou de diversas maneiras torná-las permanentes. Porém, não tinha como interromper o processo, e a luz continuava a enegrecer as imagens.

Schulze, Scheele, e Wedgewood descobriram o processo onde os átomos de prata possuem a propriedade de possibilitar a formação de compostos e cristais que reagem de forma delicada e controlável à energia das ondas de luz. Porém, o francês Joseph-Nicéphore Niépce o fisionotraço e a litografia. Em 1817, obteve imagens com cloreto de prata sobre papel. Em 1822, conseguiu fixar uma imagem pouco contrastada sobre uma placa metálica, utilizando nas partes claras betume-da-judéia, este fica insolúvel sob a ação da luz, e as sombras na base metálica. A primeira fotografia conseguida no mundo foi tirada no verão de 1826, da janela da casa de Niepce, encontra-se preservada até hoje. Esta descoberta se deu quando o francês pesquisava um método automático para copiar desenho e traço nas pedras de litografia. Ele sabia que alguns tipos de asfalto entre eles o betume da judéia endurecem quando expostos à luz. Para realizar seu experimento, dissolveu em óleo de lavanda o asfalto, cobrindo com esta mistura uma placa de peltre (liga de antimônio, estanho, cobre e chumbo). Colocou em cima da superfície preparada uma ilustração a traço banhada em óleo com a finalidade de ficar translúcida. Expôs ao sol este endureceu o asfalto em todas as áreas transparentes do desenho que permitiram à luz atingir a chapa, porém nas partes protegidas, o revestimento continuou solúvel. Niépce lavou a chapa com óleo de lavanda removendo o betume. Depois imergiu a chapa em ácido, este penetrou nas áreas em que o betume foi removido e as corroeu. Formando desta forma uma imagem que poderia ser usada para reprodução de outras cópias.

Niepce e Louis-Jacques Mandé Daguerre iniciaram suas pesquisas em 1829. Dez anos depois, foi lançado o processo chamado daguerreótipo.

Este consistia numa placa de de ouro e prateada, exposta em vapores de iodo, desta maneira, formava uma camada de iodeto de prata sobre si. Quando numa câmara escura e exposta à luz, a placa era revelada em vapor de mercúrio aquecido, este aderia onde havia a incidência da luz mostrando as imagens. Estas, eram fixadas por uma solução de tiossulfato de sódio. O daguerreótipo não permitia cópias, apesar disso, o sistema de Daguerre se difundiu. Inicialmente muito longos, os tempos de exposição encurtaram devido às pesquisas de Friedrich Voigtländer e John F. Goddard em 1840, estes criaram lentes com abertura maior e ressensibilizavam a placa com bromo.

William Henry Fox Talbot lançou, em 1841, o calótipo, processo mais eficiente de fixar imagens. O papel impregnado de iodeto de prata era exposto à luz numa câmara escura, a imagem era revelada com ácido gálico e fixada com tiossulfato de sódio. Resultando num negativo, que era impregnado de óleo até tornar-se transparente. O positivo se fazia por contato com papel sensibilizado, processo utilizado até os dias de hoje.

O calótipo foi a primeira fase na linha de desenvolvimento da fotografia moderna, o daguerreótipo conduziria à fotogravura, processo utilizado para reprodução de fotografias em revistas e jornais.

Frederick Scott Archer inventou em 1851 a emulsão de colódio úmida. Era uma solução de piroxilina em éter e álcool, adicionava um iodeto solúvel, com certa quantidade de brometo, e cobria uma placa de vidro com o preparado. Na câmara escura, o colódio iodizado, imerso em banho de prata, formava iodeto de prata com excesso de nitrato. Ainda úmida, a placa era exposta à luz na câmara, revelada por imersão em pirogalol com ácido acético e fixada com tiossulfato de sódio. Em 1864, o processo foi aperfeiçoado e passou-se a produzir uma emulsão seca de brometo de prata em colódio. Em 1871, Richard Leach Maddox fabricou as primeiras placas secas com gelatina em lugar de colódio. Em 1874, as emulsões passaram a ser lavadas em água corrente, para eliminar sais residuais e preservar as placas…

 Fonte: Wikipédia.

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Momentos da entrega do Oscar

01/03/2011 por

Momentos da entrega do Oscar

Gostei da festa, gostei de quase tudo que vi. Gostei da premiação pela academia na noite deste domingo, final de janeiro de 2.011. Os premiados foram quase todos que previ aqui em forma de “insinuação”, por uma crônica ainda em destaque (Pisei no Tapete Veremelho).

Gostei do diferencial deste ano com apresentadores modernos – e carismáticos. A festa transcorreu num ritmo muito bom, mais liberal a ponto de permitir até piadas sobre o atraso atávico (atávico é muito, né?) da cerimônia.

Fiquei encantado mais uma vez com os convidados que estavam super elegantes, porém mais descontraídos.

Quanto a entrega das estatuetas, bem, aí gostei mas nem tanto, mas continuo insistindo que insinuara os premiados por um ensaio imaginário e tendo Ana Maria Bahiana, entendida no assunto, ao meu lado, em forma de sonho.

Conforme esperado e mencionado, a distribuição de estatuetas foi razoável. Tudo indicava que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood finalmente tinha chegado ao século 21.

Muito legal como senti avanço quanto a brasileiros passaram a dar mais valor ao evento que premia os melhores do ano, dos produzidos para a telona no ano anterior. Este ano o assunto ocupou muito mais espaço na mídia.

Não fiquei até o final, mas deu para acompanhar Anne Hathaway já estava no seu terceiro vestido – sem contar o que ela usou na entrada do tapete vermelho.

Também consideremos que ela ainda entraria com mais cinco “modelitos” diferentes, isso dá, mais ou menos, a média de um “look” (até o cabelo mudava!) para cada 20/25 minutos! – já pensou a correria nos camarins para vesti-la e “desvesti-la” com tanta rapidez? Também deu para imaginar até que horas a festa iria e bateu um sono.

Vi Christian Bale recebendo o prêmio de melhor ator coadjuvante. Que barba era aquela? O novo visual de Batman? Será que o “cavaleiro das trevas” agora também é “feio, sujo e malvado”? Não…Em minha opinião, Geoffrey Rush, como o homem que indiretamente faz “O discurso do rei”, deveria ter levado. Bale está bem em “O vencedor”, mas pegando emprestado uma crítica que li, não me lembro bem onde – acho que foi na “New York” –, o problema com ele nesse filme é que você nunca acredita que ele está “vivendo” o personagem (a bizarra “lenda do boxe”, Dicky Eklund), mas sim “interpretando para ganhar um Oscar” o tempo todo.

Quanto ao prêmio para atriz coadjuvante – Melissa Leo, como a mãe de Dicky –, em minha opinião foi merecido (assim como os de roteiro adaptado, para “A rede social”, e original, para “O Discurso do Rei”. Detalhando mais: Anne Hathway adentra ao palco, já na sua terceira roupa, com um modelo exagerado a tal ponto de ofuscar James Franco, quase mal-ajambrado em seu smoking “simplezinho”. Mas Hathaway tem um rosto tão magnético, que conquista imediatamente meu perdão, por qualquer excesso que venha a cometer durante a noite…

Perto da meia noite vem Hugh Jackman, bem elegante ao lado de Nicole Kidman – que finalmente ouviu o clamor das massas e diminuiu um pouco suas aplicações de botox. Kidman estava bonita e usando um vestido bordado, seguindo a tendência deste ano. Quase natural, ela chegou para apresentar o Oscar de melhor trilha sonora, que foi para Trent Raznor! Trent Reznor!, produzida para o filme “A rede social” (é mesmo muito boa!)

Não estranehm não, porque é tradicional na Academia dedicar prêmio para a música contemporânea (influência da velha guarda). Novos tempos no Oscar – prêmios novos e para músicas mais modernas e quebrando a tradição.

Entra James Franco – a bordo de uma gravata borboleta que sinceramente incomodou. Chama Matthew McConaughey e Scarlett Johansson para apresentar os prêmios técnicos de som. McConaughey, sem graça como sempre. Já Scarlett emprestava sua beleza para o primeiro momento de glamour que conferi na noite (não vi o tapete vermelho…). “A origem” leva as duas estatuetas (mixagem e edição de som) – e a única sensação do momento foi o que me pareceu um beijo na boca que Lora Hirschberg deu em alguém que parecia ser sua companheira! Mas eu posso estar enganado…

O assunto irá longe se der mais detalhes, porque depois vieram os já divulgados prêmios para os prêmios técnicos e outros para categorias importantes, mas que o grande público não dedica assim a maior atenção.

Vamos direto ao que esperam: prêmio para melhor canção, levando em consideração àquelas citadas pelo Presidente Obama (“The time of my life”, “My heart will go on”, “Beauty and the beast”). Nessa categoria, todas as canções mais previsíveis estavam lá, até mesmo “As time goes by”, indicada pelo tal Obama… Mas aí, quando Kevin Spacey aparece para chamar duas das indicadas, tem-se a certeza de que a categoria está obsoleta: nenhuma dessas canções serão lembradas em premiações futuras. Ouvimos os temas de “Toy story 3” e “Enrolados” sem a menor emoção – ou mesmo a memória de que um dia as ouvimos no cinema.

às 00:17 Anne Hathaway, surge com novo vestido, agora ainda mais bonita – de vermelho! – e ofusca Jennifer Hudson (que apesar de estar com uma cor parecida, não é páreo para Anne. Hudson chama mais duas canções candidatas – e quando vejo que é Florence Welsh (do Florence and the Machine!) que vai cantar o tema de “127 horas”, dou um pulo do sofá! O Oscar nunca esteve tão moderno! Meu entusiasmo, porém, levou um balde de água fria quando descubro que é Gwyneth Paltrow que vai cantar a música seguinte… Gwyneth, querida, larga esse microfone e volta para as telas, por favor! Quem leva o prêmio é Randy Newman, pela canção de “Toy story 3” – chata… Mas só de ter visto Florence Welsh no palco do Oscar, já ganhei a noite!

Celine Dion (gosto dessa cantora) cantou para homenagear as pessoas envolvidas com cinema que morreram no ano passado (mais que no filme Titanic, cuja trilha sonora teve sua interpretação).

Vi que o volume foi demais da conta, afinal foram tantos, que eu tive a impressão que ela teve de fazer uma versão remix da música vencedora em sua oportunidade.

Ah, não posso deixar de mencionar Sandra Bullock (aquela do beijo estonteante), que chegou para fazer a mesma coisa que Jeff Bridges fez, só que para anunciar os candidatos a melhor ator. Quem levou?… claro, é Colin Firth – que faz um discurso de agradecimento ainda mais longo do que o de Natalie Portman, e para o bem do espetáculo, não tentou dizer o texto no mesmo estilo de seus personagem em “O discurso do rei” antes de ter se curado da gagueira… Aí teria levado horas!

Aí bateu o sono e não deu pra continuar. O resultado segue, sem comentário detalhado por razão óbivia: não estava lá para conferir e daí, como comentar.

Os premiados foram:

DIREÇÃO DE ARTE: “Alice no País das Maravilhas”

FOTOGRAFIA: “A origem”

ATRIZ COADJUVANTE: Melissa Leo – “O Vencedor”

CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO: “The Lost Thing”

LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO: “Toy Story 3

ROTEIRO ADAPTADO: “A Rede Social”

ROTEIRO ORIGINAL: “O Discurso do Rei”

FILME DE LÍNGUA ESTRANGEIRA: “In a Better World” (Dinamarca)

ATOR COADJUVANTE: Christian Bale – “O Vencedor”

TRILHA SONORA ORIGINAL: “A Rede Social” – Trent Reznor e Atticus Ross

MIXAGEM DE SOM: “A Origem”

EDIÇÃO DE SOM: “A Origem”

MAQUIAGEM: “O Lobisomem”

FIGURINO: “Alice no País das Maravilhas”

DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM: “Strangers no more”

CURTA-METRAGEM: “God of love”

LONGA-METRAGEM: “Inside Job”

EFEITOS VISUAIS: “A Origem”

MONTAGEM: “A Rede Social”

CANÇÃO ORIGINAL: “We Belong Together” – Toy Story

DIRETOR: Tom Hooper, por “O Discurso do Rei”

ATRIZ: Natalie Portman – “Cisne Negro”

ATOR – Colin Firth – “O Discurso do Rei”

FILME: “O Discurso do Rei”

Contrariando o Oscar, o prêmio Framboesa de ouro de 2.011 é só surpresa, cada prêmio é inesperado.

Seguindo o perfil do evento, nessa festa não vale ter dó de ninguém, o mais interessante é que muitos atores se divertem com a festa.

Veja a lista de indicados e piores do ano:

FILME:

Vencedor – O Último Mestre do Ar

Indicados:

Caçador de Recompensas

Sex and the City 2

A Saga Crepúsculo: Eclipse

Os Vampiros que se Mordam

ATOR

Vencedor – Ashton Kutcher – Par Perfeito e Idas e Vindas do Amor

Indicados:

Jack Black – As Viagens de Gulliver

Gerard Butler – Caçador de Recompensas

Taylor Lautner – A Saga Crepúsculo: Eclipse e Idas e Vindas do Amor

Robert Pattinson – A Saga Crepúsculo: Eclipse e Lembranças

ATRIZ

vENCEDORAS – As quatro amigas – Sex and the City 2

Indicadas:

Jennifer Aniston – Caçador de Recompensas e Coincidências do Amor

Miley Cyrus – A Última Música

Megan Fox – Jonah Hex

Kristen Stewart – A Saga Crepúsculo: Eclipse

ATOR COADJUVANTE

Vencedor – Jackson Rathbone – O Último Mestre do Ar e A Saga Crepúsculo: Eclipse

Indicados:

Billy Ray Cyrus – Missão Quase Impossível

George Lopez – Marmaduke, Missão Quase Impossível e Idas e Vindas do Amor

Dev Patel – O Último Mestre do Ar

Rob Schneider – Gente Grande

ATRIZ COADJUVANTE

Vencedora – Jessica Alba – The Killer Inside Me, Entrando numa Fria Maior Ainda com a Família, Machete e Idas e Vindas do Amor

Indicadas:

Cher – Burlesque

Liza Minnelli – Sex and the City 2

Nicola Peltz – O Último Mestre do Ar

Barbra Streisand – Entrando numa Fria Maior Ainda com a Família

DIRETOR:

Vencedor – M. Night Shyamalan – O Último Mestre do Ar

Indicados:

Jason Friedberg e Aaron Seltzer – Os Vampiros que se Mordam

Michael Patrick King – Sex and the City 2

David Slade – A Saga Crepúsculo: Eclipse

Sylvester Stallone – Os Mercenários

ROTEIRO:

Vencedor – O Último Mestre do Ar

Indicados:

Entrando numa Fria Maior Ainda com a Família

Sex and the City 2

A Saga Crepúsculo: Eclipse

Os Vampiros que se Mordam

CASAL OU ELENCO

Vencedores – O elenco de Sex and the City 2

Indicados:

Jennifer Aniston e Gerard Butler – Caçador de Recompensas

A cara de Josh Brolin e o sotaque de Megan Fox – Jonah Hex

O elenco de O Último Mestre do Ar

O elenco de A Saga Crepúsculo: Eclipse

PRELÚDIO, REMAKE, CONTINUAÇÃO OU PLÁGIO

Vencedor – Fúria de titãs

Indicados:

Sex and the City 2

O Último Mestre do Ar

A Saga Crepúsculo: Eclipse

Os Vampiros que se Mordam

3-D

Vencedor – Fúria de Titãs

Indicados:

O Último Mestre do Ar

Como Cães e Gatos 2

Jogos Mortais – O Final

Nutcracker 3-D

By Jânio

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E o Oscar foi para “O Discurso do Rei”

01/03/2011 por

E o Oscar foi para “O Discurso do Rei”

Conforme previsto pela maioria, o filme “O discurso do rei” foi o grande vencedor da 83ª edição do Oscar, realizada na noite deste domingo (27.02) em Los Angeles. Indicado em 12 categorias, o longa-metragem de Tom Hooper saiu da cerimônia com quatro das principais estatuetas, incluindo a mais cobiçada: melhor filme, ator, diretor e roteiro original.

Principal rival de “O discurso do rei” na premiação, “A rede social”, de David Fincher, recebeu três troféus: roteiro adaptado, trilha original e edição.

Como já se esperava, “A origem”, de Christopher Nolan, dominou os chamados prêmios técnicos da noite, levando os Oscars de efeitos visuais, fotografia, mixagem e edição de som. O longa também estava indicado ao prêmio de melhor filme e direção, entre outros.

Concorrendo na categoria documentário, a coprodução Brasil/Reino Unido “Lixo extraordinário”, sobre o trabalho do artista Vik Muniz com catadores do aterro do Gramacho, não levou a estatueta. O troféu ficou com “Trabalho interno” (“Inside job”, no original), que joga luz sobre a grave crise financeira dos Estados Unidos de 2008.

Sinopse de “O discurso do rei”Desde os 4 anos, George (Colin Firth) é gago. Este é um sério problema para um integrante da realiza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. George procurou diversos médicos, mas nenhum deles trouxe resultados eficazes. Quando sua esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter), o leva até Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta de fala de método pouco convencional, George está desesperançoso. Lionel se coloca de igual para igual com George e atua também como seu psicólogo, de forma a tornar-se seu amigo. Seus exercícios e métodos fazem com que George adquira autoconfiança para cumprir o maior de seus desafios: assumir a coroa, após a abdicação de seu irmão David (Guy Pearce).

Veja a lista completa de vencedores do Oscar 2011:- Melhor fime: “O Discurso do Rei”
- Melhor diretor: Tom Hooper, por “O Discurso do Rei”
- Melhor ator: Colin Firth, por “O Discurso do Rei”
- Melhor atriz: Natalie Portman, por “Cisne Negro”
- Melhor ator coadjuvante: Christian Bale, por “O Lutador”
- Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo, por “O Lutador”
- Melhor roteiro original: “O Discurso do Rei”
- Melhor roteiro adaptado: “A Rede Social”
- Melhor filme estrangeiro: “Em Um Mundo Melhor”, Dinamarca
- Melhor trilha sonora: “A Rede Social”
- Melhor canção original: “Toy Story 3″, com “We Belong Together”
- Melhor fotografia: “A Origem”
- Melhor montagem: “A Rede Social”
- Melhor direção de arte: “Alice no País das Maravilhas”
- Melhor figurino: “Alice no País das Maravilhas”
- Melhores efeitos especiais: “A Origem”
- Melhor animação em longa-metragem: “Toy Story 3″
- Melhor animação em curta-metragem: “The Lost Thing”
- Melhor mixagem de som: “A Origem”
- Melhor edição de som: “A Origem”
- Melhor maquiagem: “O Lobisomem”
- Melhor curta-metragem: “God of Love”
- Melhor documentário em curta-metragem: “Strangers No More”
- Melhor documentário: “Trabalho Interno”

Segue trailer do filme vencedor:

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Prêmio Framboesa de Ouro

27/02/2011 por

Prêmio Framboesa de Ouro

Ligadíssimo poir neste final de semana e dá lhe cinema. Filmes em avaliação e julgamento. Prêmios de melhores e também de piores.

O Framboesa de Ouro é famoso porque premia os piores do ano. E quanto ao ano passado, os vencedores são: Sex and the City 2 e Ashton Kutcher. Eles acabam de ganhar o Framboesa de Ouro

Mas, de verdade, o filme de ação “O Último Mestre do Ar” foi o grande vencedor na premiação do Framboesa de Ouro 2011, que elege as piores produções de Hollywood todos os anos.

A série “Sex and the City 2″ também fez sucesso na cerimônia: levou as estatuetas de pior atriz, pior elenco e pior sequência.

Ashton Kutcher, que atuou no longa-metragem “Idas e Vindas do Amor”, ficou com o prêmio de pior ator.

“A Saga Crepúsculo: Eclipse”, que estava entre os favoritos, levou somente um prêmio, o de pior ator coadjuvante, com Jackson Rathbone.

Vamos aos vencedores:

Pior filme
“O Último Mestre do Ar”

Pior ator
Ashton Kutcher (“Idas e Vindas do Amor”)

Pior atriz
Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis e Cynthia Nixon (“Sex and the City 2″)

Pior ator coadjuvante
Jackson Rathbone (“O Último Mestre do Ar”)

Pior atriz coadjuvante
Jessica Alba (“Idas e vindas do amor”)

Pior diretor
M. Night Shyamalan (“O Último Mestre do Ar”)

Pior roteiro
“O Último Mestre do Ar”

Pior casal ou elenco
“Sex and the City 2″

Pior sequência, versão ou paródia
“Sex and the City 2″

Pior uso de 3D
“O Último Mestre do Ar”

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Mauro Rasi e a dramaturgia

27/02/2011 por

Mauro Rasi e a dramaturgia

Vivendo Bauru… estamos avançando com nossa proposta. Já inserimos no site www.vivendobauru.com.br o Mauro Rasi, bauruense ilustre, falecido precocemente e um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira.

O bauruense Mauro Rasi, filho dos queridos e também saudosos Osvaldo e Pérola Rasi, tem agora sua página no site www.vivendobauru.com.br .

Em sua página, tudo sobre sua vida, sua arte, suas predileções, perfumes, livros, cinema e muito mais.

Mauro Rasi fica para a história da dramaturgia brasileira como um dos mais famosos, pelo primor de toda sua obra.

Desde menino Mauro foi focado na arte, e até ensaiou um drama, ouvindo Copphin, para que seus pais lhe comprassem um piano. Era exímio pianista e que o digam suas tias.

O Vivendo Bauru, aos poucos, se transforma num museu histórico de Bauru, sem no entanto perder a característica de proposta inicial de ser o portal de Bauru, de ontem, de hoje e do amanhã.

O site está aberto ao compartilhamento de bauruenses, que podem enviar fotos, informações, textos, vídeos e o que mais puder, para enriquecer ainda mais este que aos poucos segue rumo à primeira posição no Google dentre os sites de Bauru, embora a concorrência por sites de notícias, fotos de baladas e mesmo o oficial do município, pelo qual se fazem downloads de guias para recolhimentos de impostos municipais e outros serviços.

Fica o convite para uma visita amiga.

www.vivendobauru.com.br .

Outros vídeos no www.vivendobauru.com.br .

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A postos senhores cinéfolos

25/02/2011 por

A postos senhores cinéfolos

Muito nervosismo. Neste instante eis que estamos próximos do grande dia, quando teremos a conclusão da frase O Oscar vai para…

A dica serve para hollywoodianas e hollywoodianos, pois é chegado o grande momento que vocês tanto esperavam (além do Oscar, é claro).

Agora lançado oficialmente o internacionalmente famoso Oráculo do Oscar edição 2011, o evento cresce em importância.

Você aí, tem uma idéia de quem serão os vitoriosos da noite de domingo com o mesmo poder oracular de Renato Félix e Weliton Vicente, detentores do título em 2010, que acertaram 20 das 24 categorias? Caso não, quem sabe, bater o recorde da verdadeira pitonisa do Oscar, a carioca Danielle Lima, que cravou 21 acertos em 2009 e é a recordista de acertos do Oráculo?

Camos às regras, que são muito simples: mande seus votos para o email oraculo2011@bol.com.br até o meio dia (horário do Brasil) de domingo, dia 27 de fevereiro. Mande apenas para este endereço de email, e somente até o meio dia de domingo. Votos enviados depois deste horário não serão considerados.  Você pode corrigir ou emendar seus votos, mas apenas a última versão será levada em conta _ as demais serão deletadas. Não  esqueça de incluir seu nome (completo ou artístico –sei lá, você pode ser o Banksy…) e um email para contato. Ter os votos todos na mesma ordem agiliza muito o processo.

“Os resultados  serão anunciados aqui, com grande pompa, fotos e entrevistas , assim que minha cabeça voltar a funcionar depois do evento e conseguir contar os votos. O que, em termos práticos, é em torno de terça feira, 1 de março”, escreveu Ana Maria Bahiana, que dá origem ao post, por um belo artigo (ela é fera em cinema e premiados).

Além da suprema honra de ser aclamada/o neste mesmo espaço onde, durante o ano, trafegam estrelas e cineastas do primeiro time, a/o Oráculo(s) 2011 receberá uma seleção de mimos exclusivos da temporada de prêmios. Por  motivos legais, não posso enviar DVDs. E, por motivos de segurança e de custo, também não posso mandar grandes objetos (os comestíveis e bebíveis se foram há muito tempo). Não se preocupem – tem muita coisa super bacana para escolher.”

A propósito do assunto, a fera em cinema, Ana Maria Bahiana faz suas apostas e comenta com muita propriedade. Saiba clicando aqui.

Pronto, dado o recado, agora a postos?

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Bauru shopping e cinema 6 D

22/02/2011 por

Bauru shopping e cinema 6 D

Para quem deseja assistir a um filme e se sentir parte da história, o Cinema 6D, que está em cartaz no Bauru Shopping proporciona uma experiência inesquecível através de efeitos especiais que estimulam todos os sentidos. Enquanto as cenas são exibidas é possível sentir o aroma de uma imagem ou ter contato com o ar e a água, além da movimentação das poltronas enquanto as cenas são exibidas, proporcionando uma sensação de realidade nunca antes vivenciada.

Com duração de cinco minutos, o cinema exibe seis filmes de gêneros diferentes indicados para toda a família, como uma aventura em uma mina de ouro, um passeio por um trem fantasma, conhecer uma fábrica de chocolate, fazer uma viagem espacial ou pelo mundo submarino, além de conhecer uma ilha de dinossauros.

O cinema 6D fica em cartaz até 06/03, na praça de alimentação do Bauru Shopping e as sessões com capacidade para oito pessoas acontecem das 10h às 22h de segunda a sábado e das 14h às 20h aos domingos.

Agenda

Cinema 6D
Quando: Até 06/03
Horário: Segunda a Sábado das 10h às 22h
Domingos das 14h às 20h
Onde: Praça de alimentação

Sessões: 8 pessoas por sessão

Participantes: todas as idades
Duração: 5 minutos por sessão

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Só pra não ficar por fora

21/02/2011 por

Só pra não ficar por fora

Entre Lençóis, filme por onde a heroína de Insensato Coração, Paola Oliveira (foto) mostra suas intimidades na cama com Reynaldo Gianecchini, exibido pelo Telecine, já era, pois agora o mesmo Telecine está colocando no ar um dos maiores fracassos do cinema brasileiro, Budapeste, inspirado no livro de Chico Buarque – e com a mesma motivação, certamente. Na primeira parte, Paola Oliveira – de novo – protagoniza cenas de nu frontal. Com um detalhe: é conservadora numa das áreas exibidas.

Nada a ver com o tema acima e com todo respeito, presto minha homenagem à mulher brasileira, que terá seu dia comemorado no próximo dia 08 de março.
O Dia Internacional da Mulher será comemorado no próximo mês como há anos não víamos. São muitos os preparativos para referenciar aquelas que Rita Lee cantou sempre com alusão ao sexo frágil.
Com o advento de termos a primeira presidente do sexo feminino, a data vem merecendo melhor atenção e muitos são os eventos anunciados.

A própria presidente Dilma Rousseff fará parte de alguns, de público, por programas de televisão. Deverá participar do programa Mais Você, de Ana Maria Braga e ainda não está decidido se a Chefe do Governo estará nos estúdios ao vivo, se gravará antes ou se a participação será via satélite, como acontecerá na festa da Rede TV! marcada para dia 1º de março, de estréia (gravada) do programa de Hebe Camargo. Nos dois casos, Helena Chagas, secretária da Comunicação da Presidência, quer receber, com antecedência, as perguntas que serão feitas à presidente.

Sobre a mesma presidente que está encantando os que olham para a política com seriedade e certa dose de entendimento, analisam com critério os primeiros resultados de pesquisa nacional que encomendou, para avaliar as primeiras semanas do governo Dilma e ainda suas ligações, quase umbilicais, com o ex-presidente Lula.

Apura-se que 40% acreditam que o atual governo será melhor do que o anterior e 17% apostam que será pior; 38% gostam do estilo mais discreto de Dilma e 21% preferem o jeito de Lula se comunicar, mais popularmente; e 65% entendem que Lula continuará tendo muita influência no governo Dilma e só 11% acreditam que ele não terá influência.

Mais: a popularidade da presidente ainda está ligada diretamente à popularidade de Lula, que ainda permanece alta, ou seja, se ela não tivesse sido eleita em conseqüência de um trabalho pessoal do ex-presidente, seria precoce medir seus índices de popularidade antes dos primeiros 100 dias de governo.

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Amor e outras drogas – lindo!

20/02/2011 por

Amor e outras drogas – lindo!

Ontem lavei minha alma ao ter contato com mais uma obra prima do cinema (adoro cinema).
Assisti uma relíquia exibida na telona e fiquei encantado com dois jovens e belos artistas (Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway – ela, a jornalista do Diabo veste Prada, com Merril Street em papel principal).
O filme dá margem a muitas interpretações e imagino ser a mais comum, de ser ele uma proposta de marketing a fim de divulgar produtos farmacêuticos e duas poderosas indústrias do meio.

Entendi de forma diferente e aí é que me encantei, porque adoro quando a arte engana o poderio econômico e tudo termina bem para todos (poderosos achando que levaram vantagem e os mais sensíveis concluindo que eles, na proposta, não passaram de simples babacas e marginais.

O pega do filme está exatamente nas duas situações antagônicas. Uma (o filme retrata o ano de 1.988), que dá mostras que o produto Viagra e seu concorrente (não sei o nome porque não uso qualquer dos dois) vieram para retornar aos impotentes ou impossibilitados da prática do sexo, a condição para voltar a ver o bicho de pé.

A outra exibe a tristeza com que são forçados a conviver portadores de Mal de Parkinson e seus parentes. Uma doença até hoje (13 anos após o ano em que retrata o filme) como das mais terríveis e percebe-se no filme uma crítica sutil à pesquisa científica e indústria farmacêutica, por se dedicarem mais a produtos que proporcionam o prazer do que a produtos que tiram pacientes do sofrimento.
O filme é belo, nos leva à mais profunda emoção e promove em nós a sensação de impotência, eis que todos estamos sujeitos a mudar nossas vidas para sempre, caso cheguemos a contrair uma doença como esta.

Interessante no filme é a mudança de clima em suas poucas horas de duração. Proporciona cenas de sexo da mais pura beleza, com o ingrediente da sinceridade na troca de carícias culminando com o ato em si, e parte, ato contínuo para a fase triste promovendo choros nos mais sensíveis, quando nos deparamos com o definhar da bela Anne Hathaway, que no filme se apresenta portadora da triste doença.
Recomendo com absoluta segurança e em especial a quem não busca em filme apenas motivos para aguçar ou motivar o “tesão”. Sugiro mais a quem busque o aspecto mais sério da proposta. A atriz, em minha opinião, por este papel, está credenciada a concorrer a todos os prêmios em disputa em importantes eventos com esta finalidade.
Ganhei o final de semana e tenho em minha mente e em meu coração mais uma lição de vida, com motivo para uma oração ferrenha para encontrarmos solução à doença terrível, que desestabiliza famílias na medida em que a mesma avança do nível um à fase terminal. Uma das mais tristes doenças sem dúvida e com solução ainda sem anúncio por parte dos pesquisadores.
O filme mostra o lado podre da relação da indústria farmacêutica com profissionais de medicina.
Merece ser assistido por muitos aspectos.

Sinopse: Maggie (Anne Hathaway) é uma mulher de espírito livre que não quer se amarrar a alguém de maneira alguma. Ela só não esperava conhecer Jamie (Jake Gyllenhaal), um charmoso vendedor de produtos farmacêuticos que tem todas as mulheres aos seus pés. Aos poucos, o relacionamento evoluiu e ambos descobrem que estão sob a influência da droga mais forte já inventada: o amor.

(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário, bacharel em direito e apaixonado por cinema.

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