29/10/2011 por ZCastel
Christine Yufon (foto em destaque), como não sabem os jovens, mas muito bem o sabem os senhores e as senhoras da sociedade bauruense, foi presença constante na “cidade sem limites” e pelos muitos encontros e cursos promovidos pelo saudoso Paulo Medina, requintado empresário do setor de modas e bufês finos, que infelizmente já nos deixou.
Muitos se lembram das festas de alto requinte na Capristor e dos muitos desfiles de moda conduzidos por ela, que nasceu em Pequim, China, na década de 1920, estudou em uma escola norte-americana ainda em seu país.
Youfon, em 1947, casou-se com Georges Constant Collet, filho de um engenheiro civil francês que chegou à China com a missão de construir uma ferrovia ligando este país à Rússia. Morava em Xangai com seu marido quando, com a tomada da cidade pelos comunistas, em 1949, tiveram de abandoná-la em direção a Paris. Todos os bens do casal, incluindo algumas propriedades agrícolas e uma fábrica de cigarros, foram confiscados pelo novo regime.
A partir da França, realizou o sonho de emigrar para América do Sul, um continente que reservava muitas promessas de uma nova vida. Chegou ao Brasil em 1951 e estabeleceu-se em São Paulo, no bairro de Higienópolis. Foi por acaso, no início dos anos 1960, que Christine iniciou sua profissão de modelo ao ser convidada por Ricardo Amaral, então jovem colunista social, para participar de um grande baile em São Paulo. Depois foi manequim da antiga Casa Vogue. Foi nessa época que fundou a sua escola de etiqueta, pioneira no Brasil, dedicada a ensinamentos de postura visual, filosofia e valores de vida para o público em geral e também personalidades da política, do mundo artístico e da sociedade.
Nos anos 1970, junto com sua sócia Angioleta Miroglio-Cattani, na galeria de artes, jóias e antiguides Miroglio & Yufon, nos Jardins em São Paulo, lançaram vários artistas e uma série especial de joalheiros do Brasil, com nomes como Alfonso Molinero, Francisco Guzmán Carmona, Julio Cesar Andreazza, Kjeld Boesen, Renato Wagner, e Roger Rene Rex e escultores como Domenico Calabrone, que também tinha peças expostas em sua galeria.
No decorrer dos anos, descobriu uma nova forma de expressão e começou a produzir esculturas. Realizou algumas exposições, duas das quais no Museu de Arte de São Paulo (MASP), nos anos 1980. A convite do governo chinês (1987-1990), apresentou suas obras de arte em sua terra natal, onde também ministrou palestras sobre comunicação, postura visual e etiqueta internacional.
Pela chinesa a atração de alunos de várias partes do Brasil em busca de aprender sobre boas maneiras.
Tem gente que nasce com o gene da elegância. Outros tentam “adquiri-lo” em aulas de boas maneiras, nas quais aprendem a se portar, a arte de receber bem e até como evitar gafes. Há, ainda, quem fuja de regrinhas, por vezes ultrapassadas, e busque um diferencial no comportamento. É quando toca o telefone de Christine Yufon, uma chinesa de coração brasileiro, que há mais de quatro décadas vem encantando alunos da alta classe paulistana com uma aula de etiqueta que foge do convencional.
Engana-se quem pensa que vai ter o bê-á-bá na primeira aula. De cara, Christine dá uma lição de vida, contando um pouco da sua história e falando sobre valores. “Se eu dissesse que minha aula é de filosofia, não haveria nenhuma interessada. Mas, no fundo, é isso o que cada uma aprende”, diz a elegantíssima senhora de olhos marcantes e postura formosa.
E para que ninguém saia da sua aula inaugural sem sentir o gostinho do que virá pela frente, Christine bota as pupilas para desfilarem pelo seu tapete vermelho. Impossível não perceber uma certa tensão. Mas a experiente professora age naturalmente e analisa cada passo, o peso da pisada, o equilíbrio, o rebolado e detalhes que, até então, eram imperceptíveis para cada uma. O diagnóstico é personalizado e vem com dicas de como realçar o que se tem de bonito e até como usar aquilo de que não se gosta.
Bem, depois de contar um pouco a história de Christine Youfon, com base no que está contido no Wikipédia, ocorre a ideia de trazê-la a Bauru, para uma homenagem, considerando sua presença quase mensal na “Cidade Sem Limites”, para promoção de cursos de etiqueta social, postura, elegância no convívio com as pessoas e muito mais do que sabia e sabe e que jamais se furtou em repassar aos interessados. Tudo, em anos passados, por iniciativa de Paulo Medina, importante empresário que fez a diferença em Bauru que abriga uma alta sociedade requintada e com o saber repassado tanto por Youfon como pelo próprio Paulo Medina.
Youfon tinha muita admiração, respeito e amizade para com o empresário Paulo Medina, com perfis idênticos. Medina sabia que precisava aprender mais com a amiga e expert em etiqueta social, e por ela buscava promover “up grade” social em todos e todas que se interessavam por posturas eticamente e esteticamente corretas.
Youfon e Métne

Na mesma linha e no mesmo patamar de conhecimento em “stylist”, temos hoje como grande nome, Cláudia Métne (foto), presença constante em colunas sociais e técnica em apresentação e comentários em importantes programas de televisão, como de Luciana Gimenez, quando o tema é moda, comportamento, etiqueta e relacionamento entre pessoas com “finesse”. Hoje Cláudia Métne praticamente repassa o que aprendeu “no berço” e com lapidação por muitos cursos… muitos deles com a própria Christine Youfon, sempre citada em suas entrevistas.
A proposta, com base no título, é de se promover pelo circuito dos colunistas sociais, palestras por Cláudia Métne, em várias cidades, a partir de Bauru, sempre referenciando Youfon como uma das mais importantes profissionais da área.
Ainda voltaremos ao tema, depois de entendimentos com Ovadia Saadia, presidente da APACOS – Associação Paulista dos Colunistas Sociais e parceiros de associação.
leia mais
Comentários