27/04/2010 por Equipe ZCastel

O ex tenista e organizador de muitos eventos ligados ao tênis em nossa cidade, Paulo Cleto (foto), deu destaque em seu blog ao fato de Bauru recepcionar o circuito da Taça Davis.
Vejam o que ele escreveu: “A CBT escolheu a cidade de Bauru, no interior de São Paulo, como sede do confronto da Copa Davis contra o Uruguai. Pessoalmente fico feliz em ver a cidade de volta ao circuito do tênis. Bauru foi um celeiro do tênis nacional por décadas, sob a custódia de Jose Stockl e Claudio Sacomandi no Bauru Tênis Clube, e durante anos foi uma das etapas do Circuito Satélite do Interior Paulista que realizei na década de oitenta.
Não sei por que a cidade, especialmente o Bauru Tênis Clube, perdeu o embalo, mas a vontade de realizar um evento como a Davis demonstra que a chama ainda perdura.
Na minha época de garoto, que está mais para a Guerra Fria do que para Vietnã, o grande tenista da cidade era o canhoto Roberto Cardoso, que jogou a Davis pelo Brasil em 1953 e era dono de um sólido revés com as duas mãos muito antes de o mundo aceitar o golpe como algo além de bizarro. Seus contemporâneos foram Luis Carlos César, bi-campeão universitário em 53 e 55, e Caio Brissola.
Outros tenistas da região que fizeram um impacto no tênis brasileiro, apesar da péssima memória nacional, foram, entre outros, os irmãos Segalla, sendo o mais velho o meu algoz nos tempos infantis, as irmãs Cury e Joaquim, Renato Joaquim, um dos maiores talentos que nosso tênis já teve, Roger Guedes, Julio Góes e Claudia Faillace, originalmente de Lençóis Paulista.
A CBT não divulgou onde serão realizados os jogos na cidade, só enfatizou que a escolha ficou entre São Paulo e Bauru, pelo lado técnico, onde foram ouvidos Emilio Sanches e João Zwetsch, e que o comprometimento da prefeitura fez a diferença. Ao contrário do que aconteceu na época de Fernando Meligeni, que reclamou que o confronto em Minas Geraes foi feito a sua revelia, mas engoliu o sapo, pelo divulgado a equipe técnica teve voz ativa na escolha, como foi durante todos os anos em que fui capitão. Bem melhor assim.
O piso será o saibro, também o favorito dos uruguaios, mas essa é a preferência do nosso principal tenista, Thomaz Bellucci. Como o capitão é o próprio técnico do tenista a decisão ficou fácil. Os uruguaios têm Pablo Cuevas, tenista talentoso, perigoso e instável atravessando um momento de incerteza na carreira, Marcel Felder e Martin Cuevas. O Brasil é o favorito, de longe, a não ser que Thomaz jogue abaixo das expectativas e Cuevas acima do esperado.
O evento acontecerá de 7 a 9 de Maio, semana do Torneio do Estoril e no início de Madrid, o que faz com que os tenistas envolvidos sacrifiquem ambos eventos. E com a nova direção técnica a cargo de João Zwetsch, um técnico de tênis, e não mais de algum paraquedista, o sucesso fica um pouco mais visível.”
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