A cor da elite

05/05/2012 por

Por Cristovam Buarque (*)

Anos atrás, visitando o campus da UnB – Universidade de Brasília com uma professora norte-americana, perguntei qual a diferença da paisagem arquitetônica do nosso campus para um campus nos EUA. Esperei que dissesse: “São parecidos”. Mas, depois de olhar ao redor, ela disse: “Não têm negros”. Respondi que no Brasil, como também nos EUA, os negros não têm boas escolas na educação de base. Ela perguntou: “Por que não adotam cota para negros, como nos EUA?”.

Na próxima semana, o Brasil completará 124 anos da abolição sem ter embaixadores negros. Atualmente há no Congresso Nacional apenas um senador negro e 43 deputados federais que assumiram serem afrodescendentes; temos apenas 2% de médicos, 10% de engenheiros e 1% de professores universitários que podem ser considerados negros.

Os Estados Unidos já elegeram um presidente negro, mas o Brasil dificilmente terá um presidente negro nas próximas décadas.

Na semana passada, depois de nove anos de adotada pela UnB, as cotas raciais foram reconhecidas como legais pelo STF – Supremo Tribunal Federal. Nesse período, três mil alunos foram admitidos pela cota racial na UnB e mil concluíram seus cursos, graças ao ingresso usando as cotas.

Todos os estudos mostram que esses alunos tiveram um desempenho, no mínimo, equivalente à média dos demais alunos. Isso se explica porque todos os alunos beneficiados pelas cotas são necessariamente aprovados no vestibular.

Apesar disso, por quase 20 anos, um intenso debate vem sendo feito entre os que são a favor e os que são contrários a esse sistema, porque até hoje não houve entendimento correto do instituto das cotas raciais e seu propósito, nem entre os favoráveis, nem entre os opositores.

Leia a íntegra em A cor da elite

(*) Cristovam Buarque é professor da UnB e senador pelo PDT-DF.

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O frio encontro entre Dilma e Obama

13/04/2012 por

Por Sandro Vaia (*)

Em volta de uma garrafa de Velho Barreiro, que ao contrário do que andaram dizendo não era cravejada de diamantes e nem custava mais de 200 mil reais, a presidente Dilma e o presidente Obama deixaram as relações Brasil- Estados Unidos no mesmo banho-maria em que vêm cozinhando nos últimos anos.

O resultado mais concreto da viagem é que a cachaça brasileira deixou de ser um tipo de rum e o bourbon americano deixou de ser um tipo de scotch.

O presidente dos EUA está mais empenhado em se reeleger, e naquele dia andava especialmente distraído por uma corrida de coelhinhos de Páscoa no gramado da Casa Branca, e não parecia querer gastar muito mais energia nas conversas com Dilma.

A presidente recitou o seu mantra internacional preferido, atribuindo aos países desenvolvidos o “tsunami monetário” que afeta nossa saúde econômica e nosso comércio, desvalorizando o dólar, prejudicando a balança comercial.

Ao contrário de Angela Merkel, que deu o troco criticando os juros brasileiros, Obama passou ao largo da descompostura e preferiu continuar com o olhar vago perdido no infinito, talvez pensando no coelho de Páscoa ou em Mitt Romney.

Os presidentes não se olharam nos olhos, notaram os argutos enviados especiais da nossa grande imprensa. Os jornais norte-americanos mal registraram o encontro.

De onde vem, afinal, essa frieza?

Os EUA eram os principais parceiros comerciais do Brasil até pouco tempo atrás; com a emergência da China e seu voraz apetite por commodities, passaram para o segundo lugar, mas continuam parceiros importantes, ainda que sua participação geral no bolo do comércio exterior brasileiro tenha caído de 24% para 12%.

No ano passado, compramos 34 bilhões de dólares deles e eles compraram 25,8 bilhões de dólares do Brasil. Em 7 anos, de 2004 a 2011, triplicamos as nossas importações, passando de 11 para 34 bilhões.

O cuidado excessivo que os EUA tinham pela América Latina, que muitas vezes se traduzia em descarada tutela e inconveniente ingerência em nossos negócios internos, (também apelidada de “imperialismo”), típico da segunda metade do século passado, se transformou numa relação diplomaticamente apática.

A emergência econômica e política do Brasil e sua crescente importância no cenário mundial, parece ainda não ter sido captada pelo radar norte-americano.

De nossa parte, alguns afagos excessivos em regimes claramente hostis a Washington (bola empinada por Lula que a atual presidente, com prudência, desinflou um pouco, ainda que mantendo a oposição às sanções contra o Irã) certamente ajudaram a criar esse clima pouco caloroso.

O comunicado conjunto, monótono e burocrático, assinado pelos dois governos, fala muito em “tomar nota” e muito pouco em “fazer”.

Do encontro Dilma-Obama, acabou ficando a impressão de que há muita coisa mais a ser feita entre Brasil e Estados Unidos em termos de intercâmbio econômico vantajoso para os dois países do que legalizar a cachaça e o bourbon.

(*) Sandro Vaia, o autor, é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. E.mail: svaia@uol.com.br

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Dilma é linda!

11/04/2012 por

Dilma é linda!

O Z Castel se apaixona por pessoas declaradamente alvo de grandes paixões.

Se amadas, merecem o destaque por aqui.

E a declaração foi levada ao ar pelo competente Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi, por um artigo sob título  … e tem mais, Dilma é linda.

Escreveu o sociólogo e detentor de altíssimo conhecimento em pesquisa de opinião pública:

“A cada vez que é publicada uma nova pesquisa sobre a popularidade do governo – como essa recente que o Ibope desenvolveu para a CNI -, uma pergunta se recoloca: o que será que seus adversários pensam dos números? Que explicação terão para eles?

Realizada entre os dias 16 e 19 de março, trouxe resultados que devem ter aumentado sua perplexidade. No final de um trimestre marcado por notícias de baixo crescimento econômico e sem que tivessem cessado as denúncias de irregularidades na administração, Dilma cresceu.

Entre dezembro e março, a aprovação da presidente subiu 5 pontos percentuais e foi a 77%, o que fez com que ela voltasse a superar seus próprios recordes de popularidade – considerando a altura em que está do mandato. Nem Lula chegou a isso aos 15 meses.

Perguntados sobre como avaliavam o governo, 56% disseram que o achavam “ótimo” ou “bom”. Outros 34% se mostraram menos entusiasmados, afirmando que o viam como “regular”. Restaram 8% contrários: 4% dizendo que era “ruim” e 4% “péssimo”.

Entre esses últimos deve estar a oposição parlamentar e partidária, à esquerda e à direita. De público, suas lideranças não se perturbam quando saem pesquisas com resultados desse tipo. As ignoram e agem como se não existissem.

Em privado, ficam confusas. Não entendem o que está acontecendo. No máximo, culpam-se umas às outras: é porque não demos o devido valor à “herança de Fernando Henrique”, porque não soubemos reivindicar a paternidade do Bolsa Família, não fomos suficientemente críticos, e por aí vai.

Também faz parte dessa parcela a oposição social, incluídos seus núcleos mais vociferantes e mobilizados. Normalmente, gostam de falar e expressar seus pontos de vista na internet. Mas emudecem nessa hora.

Pelo pouco que dizem, parece que alguns desconfiam que pesquisas assim são “armações”. Que os institutos, mancomunados com o governo, inventam os resultados. Que, “na verdade”, o povo está com eles, na sua cruzada contra o lulopetismo.

E existem os analistas e comentaristas da imprensa oposicionista, alguns apenas folclóricos e outros que levam a sério seu papel. Uns e outros têm dificuldade de compreender a aprovação do governo.

Há os que tendem a explicá-la através da ideia de desinformação, recorrendo – de forma explícita ou nas entrelinhas – à suposição de que a avaliação positiva decorre da ignorância da população. Como não gostam do governo e se acham muito bem informados, deduzem que todos seriam igualmente hostis se tivessem informação.

O problema da hipótese é que ela não explica porque Dilma é mais aprovada que, por exemplo, Fernando Henrique em 1996, no apogeu do Plano Real. A menos que acreditássemos que a ignorância e a desinformação cresceram de lá para cá, o que seria uma tolice.

Há os que usam o argumento do bolso cheio, acreditando que os pobres pensam com a barriga (enquanto os bacanas com o intelecto). Mas o que teria ocorrido de dezembro para cá? Enriqueceram? A cesta de consumo barateou? Se a causa da popularidade é o dinheiro no bolso, como entender que tenha aumentado em um trimestre nebuloso?

E é possível que haja alguns que, secretamente, tenham outro convencimento. Semelhante ao de Simão Bacamarte a respeito de seus concidadãos da Itaguaí de Machado de Assis.

Se os Bacamartes modernos estão certo e se suas convicções são inquestionáveis, resta apenas uma explicação para que exista quem deles discorde: só podem ser loucos.

Que não suceda a nossos comentaristas o que terminou acontecendo ao alienista: quando se deu conta que o errado era ele, foi se trancafiar no asilo de onde libertou os que achava desequilibrados.”

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Sugestão de Martha Suplicy para embaixada americana agita Itamaraty

06/04/2012 por

Sugestão de Martha Suplicy para embaixada americana agita Itamaraty

Aquela sugestão de Marta Suplicy assumir embaixada americana, deixa indignados diplomatas que já sugerem saída o chanceler Antonio Patriota (foto).

Seus colegas criticam sua “atitude acovardada” e até a presidente Dilma, que pela anuência, teria soterrado uma das mais acalentadas conquistas do Itamaraty: a de confiar postos no exterior apenas a profissonais da diplomacia.

“A notícia é uma bomba”, admite um embaixador brasileiro na América Latina, irritado com a “atitude acovardada” do chanceler Antonio Patriota. “Num paralelo com meio militar, tal decisão equivaleria a nomear um civil (ou senadora) para o comando do Primeiro Exército, tamanha a desmoralização para a Casa.”

O precedente preocupa diplomatas mais experientes.

“Se uma Embaixada como a de Washington pode ser chefiada por alguém fora da carreira, qualquer outra poderia. Está aberta – aliás, escancarada – a porteira. Vai ser uma festa.”, diz um integrante da cúpula do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.

De uma maneira geral, os diplomatas estão entre incrédulos, esperando que a presidenta Dilma pense melhor no assunto, e aqueles que acham que o chanceler Antonio Patriota não tem alternativa senão encaminhar seu pedido de exoneração junto com a indicação de Marta Suplicy.

E ironizam, afirmando, que, nas atuais circunstâncias talvez fosse até melhor que a senadora substituísse o próprio ministro Patriota – que, ao contrário do antecessor, “não luta, nem resiste”.

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Fato novo: Hilary x Obama

04/04/2012 por

Fato novo: Hilary x Obama

Hillary Clinton, ao que se comenta com persistência nos meios políticos americanos, só pensa naquilo e sempre a mesma coisa: tornar-se presidente dos Estados Unidos, muito embora já tenha declarado apoio à candidatura para a reeleição de Barack Obama.

Só que a atual secretária de estado do país poderá disputar os votos em 2016, quando o segundo madato de Obama — caso ele vença as eleições deste ano — chegaria ao fim.

Também fui pego de surpresa pela manchete acima, e tanto melhor, porque a princípio a nota deu a entender que a concorrência poderia se dar já na próxima eleição.

* No caso mais distante, Hillary já pode contar com um cabo eleitoral de peso, ninguém menos do que Bill Clinton, o marido dela e ex-presidente dos Estados Unidos, além é claro, do próprio Obama, certo reeleito presidente.

Em entrevista ao “Good Morning America”, Bill Clinton, o maridão, disse que ficaria “muito feliz” se Hillary se candidatasse. “Acredito que ela têm grandes chances de se tornar a nossa próxima presidente democrata”, Clinton falou.

Tudo caminha e conspira pró, depois da eleição do primeiro negro, vem a vez das mulheres, e cancha para assumir o posto a ex primeira dama tem de sobra.

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Oba! Obama na frente!

02/04/2012 por

Por Renato Cardoso (*)

Torço mais pro Obama do que para o meu Corinthians… e olhe que sou corintiano roxo.

E numa segundona, lendo que Obama supera Romney por 9% em estados importantes, quase começo a festejar, porque não consigo imaginar a Casa Branca sem um negro como hóspede. Não sem Barack Obama e família.

O presidente Barack Obama supera por nove pontos o republicano Mitt Romney em 12 estados considerados chave para a eleição de novembro nos Estados Unidos, segundo uma pesquisa do jornal USA Today e do instituto Gallup.

De acordo com a pesquisa, o avanço do presidente foi provocado pelo grande apoio feminino.

Mas tem aquela pegada de marketing que só ele mesmo, desde jogando basquete como os feras do esporte, até cantando aquele sucesso de All Green – Let´s say togheter . E ainda canta bem o danado!

Entre os eleitores registrados, Obama supera Romney por 51% a 42%, segundo a pesquisa. Um mês antes, a diferença era de apenas dois pontos.

Obama faz a diferença com apoio das mulheres com menos de 50 anos, e por razões óbvias, porque enxergam elas no presidente americano, o ídolo, tal qual os cantores de sua preferência.

Em fevereiro, Obama tinha o apoio de metade deste grupo, mas agora conta com mais de 60%, enquanto o apoio a Romney caiu 14 pontos, a 30%.

Romney tem o apoio dos homens com mais de 50 anos, faixa na qual supera Obama com 56% contra 38%. Vê-se aqui o campo em que deve atuar sua equipe de marketing e tudo estará nos conformes próximo às eleições e por conta da certa queda de desemprego e decorrente de ida de brasileiros e outros do mundo todo conhecer a Disney, pois é pelo turismo que o emprego chega a patamar de 7%, suportável e aceito pelos americanos.

Daí a recomendação: quer que o mundo fique melhor com Obama mais quatro anos na Casa Branca… visite a Disney e faça algumas compras em Miami.

A pesquisa, que tem margem de erro de 4% para mais ou para menos, foi realizada nos estados do Colorado, Flórida, Iowa, Michigan, Nevada, New Hampshire, Novo México, Carolina do Norte, Ohio, Pensilvânia, Virginia e Wisconsin.

Ah… depois de ouvir a bela melodia em link acima, que tal Obama cantando “Let´s say togheter”?

(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário e bacharel em direito.

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Lula e sua voz: o retorno

31/03/2012 por

Um clássico do jornalista Gay Talese, traçando o perfil de Frank Sinatra, escrito para a Esquire, nos remete no momento ao ex presidente Lula, que se diz pronto para voltar a botar a bronca no trombone na próxima corrida eleitoral.

Num momento Talese aponta: “Sinatra resfriado é Picasso sem tinta, Ferrari sem combustível – só que pior. Porque despoja Sinatra de uma joia que não dá para pôr no seguro – a voz dele.” Em Sinatra, a falta da voz “mina as bases de sua confiança e afeta não apenas seu estado psicológico, mas parece provocar uma contaminação psicossomática que alcança dezenas de pessoas que trabalham para ele, bebem com ele, gostam dele, pessoas cujo bem-estar e estabilidade dependem dele.”

Trazendo o texto para os dias de hoje e para o Brasil, saudosos do cantor de New York, New York, chegamos ao ex presidente Lula da Silva, muito embora torcendo na linha “Vida longa ao rei”, ficamos com a indagação: será?

Antecipando a resposta e a respeito de seu estado de saúde, disse Lula em entrevista: “Se eu perdesse a voz, estaria morto.”

Ao jornal Folha de S.Paulo, pelas colocações na entrevista, Lula dá a medida do drama que viveu nos últimos seis meses. É um depoimento dramático, emocionado, bem ao seu estilo.

Sobre o tratamento: “Eu vim com um tumor de 3 centímetros e de repente estava recebendo uma bomba de Hiroshima dentro de mim. Preferia entrar em coma”. Sobre a morte: “Tem gente que fala que não tem medo de morrer, mas eu tenho. Se eu souber que a morte está na China, vou para a Bolívia”.

O psicanalista Joel Birman disse que a voz, mais que o olhar, é fundamental para persuadir o outro. “Para um líder político, a voz é ainda mais que isso. É um instrumento insubstituível para tocar as emoções, os sentimentos e os desejos do interlocutor e da massa.”

Hoje podemos comentar com isenção plena de opinião sobre o ator, pois é anunciada sua cura, mas para o líder do petismo, do ponto de vista simbólico e real, a perda de sua voz seria a perda da condição de liderança de sua liderança e da força que move o PT na política nacional.

Disse o psiquiatra Birman, “perder a voz seria para Lula uma experiência de castração absoluta”. Ele se tornaria “um morto-vivo”.

Lula quase sempre conseguiu roubar a cena ao abrir a boca, por mais que gafes cometesse.

E foram gafes e mais gafes, que fossem em palanque regional ou num congresso internacional. Para muitos políticos com estilo de gestão, de gabinete, a voz não tem esse poder, é mais acessória, porém para Lula, um presidente com 80% de popularidade, é diferente. Sua voz rouca, com erros de português, metáforas de futebol e piadas do povão, era o elo com a massa, na versão do sindicalista exaltado ou do lulinha paz e amor.

Carlos Lacerda também foi político com discurso inflamado, mas se expressava com vigor também pela escrita. Lula não. Exerce uma liderança oral.

Ruth de Aquino escreveu para a revista Época, que a maioria da população brasileira não domina a palavra escrita. O brasileiro lê em média quatro livros por ano – e não todos por inteiro. Num país assim, a voz é hipervalorizada como capital político. “A fala é todo-poderosa num país com tantas carências na educação. Vivemos, entre aspas, um analfabetismo nacional”, citando Birman.

Foi ótima a divulgação do fato da ausência de tumor e o início da recuperação de Lula – e assim espera-se que se sentiram todos os homens e mulheres de boa vontade.

Foi muito bom ver o ex presidente Fernando Henrique Cardoso o visitando-o, em ato humano e de solidariedade, muito acima das divergências comezinhas, ideológicas e políticas. Para o Brasil das patrulhas burras e estreitas, é instrutivo ver Lula e FHC num aperto de mãos com sorrisos.

O presidente que cometeu mais gafes no Brasil conseguia quase sempre roubar a cena ao abrir a boca e hoje comenta-se que está pronto para um segundo tempo de jogo, por um milagre operado exatamente pelo seu ex e por seu rival mais sonhado, levando em conta os diversos desafios de Lula na direção de FHC para que os dois subam ao ringue de disputa presidencial. Lula com sua voz e FHC com sua cultura.

(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário e bacharel em direito.

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Água suja de Cachoeira, que manchou nome de senador, de outros políticos mais e até de Stepan Nercessian

31/03/2012 por

Stepan Nercessian, claro que conhecem, aquele ator que virou deputado pelo PPS… estão lembrados? Caso são, vai o “santinho” de quando se candidatou e se elegeu, como normalmente ocorre com astros e estrelas que optam por um caminho tido como mais fácil para se arrumar.

Pois é, e lamentavelmente, o deputado federal Stepan Nercessian, recebeu R$ 160 mil de Carlinhos Cachoeira para comprar apartamento e outros R$ 19 mil para frisas do Sambódromo. Quando se trata de de alguém que usa a fama de artista para chegar à política, parece que o pecado é maior, se acentua ainda mais.

Só que, como essa cachoeira desce com as águas sujas e sobe com as limpas para amenizar o ambiente, o deputado federal e ator Stepan Nercessian (PPS-RJ) enviou ao presidente nacional do PPS, Roberto Freire, pedido de licença do partido. Stepan também vai soilicitar sua saída da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara. A decisão foi tomada depois de reportagem publicada neste sábado pela “Folha de S.Paulo”.

O jornal informa que o deputado recebeu R$ 175 mil, no ano passado, do contraventor Carlinhos Cachoeira. Parte do dinheiro (R$ 160 mil) seria usada para comprar um apartamento. Outros R$ 15 mil, segundo a reportagem, foram gastos para a compra de um espaço (frisa) no Sambódromo, no carnaval deste ano. Em entrevista ao GLOBO, Stepan afirmou, no entanto, que o valor gasto no carnaval foi de R$ 19 mil.

— Me coloquei à disposição. Tenho preocupação com o partido e não me considero nenhum criminoso. Sou um cara que está na vida pública há 44 anos como artista. Tenho todo tipo de amigo. Conheço o Carlinhos (Cachoeira) há mais de 20 anos e sempre tive relação social com ele. Eu estava comprando um apartamento em junho do ano passado e, em cima da hora, o banco me exigiu um comprovante. A pessoa para quem eu podia pedir ajuda era ele. Liguei e ele me emprestou, mas, depois, o próprio banco aprovou. Aí devolvi os R$ 160 mil para a mesma conta — disse o deputado.

O apartamento que Stepan comprou estaria avaliado em R$ 500 mil. O outro valor, segundo o deputado, foi usado para a compra de frisas no Sambódromo. Segundo ele, Cachoeira já passou vários carnavais no Rio:

— Ele (Cachoeira) e um grupo de amigos de Goiás queriam uma frisa. Aí ele me depositou R$ 19 mil e eu comprei. Essas foram as duas relações com ele.

O PPS vai pedir explicações ao deputado na comissão de ética da legenda.

Com informações do Blog do Noblat.

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Aécio, que gosta de queijo, de Letícia e que quer ser presidente

30/03/2012 por

Aécio, que gosta de queijo, de Letícia e que quer ser presidente

Bem que o presidente de honra do PSDB, ex presidente Fernando Henrique Cardoso vinha sugerindo, até que enfim, após o senador Aécio Neves (PSDB-MG), passar temporada em Nova York com a namorada Letícia Weber (estão morando juntos), subiu o tom das criticas ao governo: “Tudo parece fora do lugar”.

Tudo leva a crer que a estratégia de Aécio é não bater diretamente na presidente Dilma Rousseff: sua metralhadora giratória, ainda disparando pouco, será voltada para a economia, recuo no crescimento, desindustrialização, para começo de conversa.

Mais atacado do que varejo.

Aécio aposta que, até o final do ano, o estilo Dilma não produzirá resultados e acabará se voltando contra ela, que “não tem o carisma de Lula”.

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Apelação anti Obama

29/03/2012 por

Apelação anti Obama

Daqui dá pra sentir que a corrida eleitoral nos Estados Unidos cria corpo macabro, com pelo menos um candidato fazendo uso de um corvo grasnando… um pé de sapato virado… céu escuro…. um carrossel em baixa rotação em um parque vazio.

Daqui sentimos que t]Todos esses ingredientes de um filme de terror reunidos em um vídeo de campanha presidencial de Rick Santorum, retrata uma aterrorizante “Obamaville”, conforme estão rotulando os jornais de todo o mundo.

Com toda essa apelação o vídeo do pré-candidato republicano mesmo assim vem chamando a atenção pelo uso de temas e imagens assustadoras e inovadoras no mundo da propaganda política.

O vídeo foi lançado num momento em que Santorum está atrás de Mitt Romney na corrida republicana para escolher um candidato para desafiar o presidente Barack Obama, do Partido Democrata, na eleição de 6 de novembro.

O vídeo é concluído com uma música estranha, em forma de teaser para uma série de oito partes que se parece com uma mistura do filme “Horror em Amityville”, da série “The Twilight Zone” e de roteiros do cineasta Alfred Hitchcock.

O republicano pinta um retrato de um futuro assustador caso Obama seja reeleito, com uso de ferramentas testadas pelos mestres do horror.

Em algumas cenas, o movimento da câmera diminui e faz uma aproximação, uma técnica favorita dos cineastas para deixar o espectador desconfortável.

“Esses tipos de tomadas são comuns em filmes pós-apocalípticos de zumbis. Você meio que espera um zumbi aparecer virando a esquina”, disse Spencer Parsons, que ensina produção de filmes na Universidade Northwestern e está terminando de trabalhar em seu próprio filme de terror.

O filme dá a entender que tem como cenário uma cidade decadente chamada “Obamaville”, voltando no tempo e chegando a 2014, depois que o presidente democrata é reeleito.

Dezenas de imagens icônicas do cinema de terror preenchem o vídeo de um minuto de duração: árvores improdutivas, ruas vazias, um relógio com ponteiros em rápida rotação, uma vela cuja chama se apaga, um bebê.

“As pequenas empresas estão se esforçando e as famílias estão preocupadas com seus empregos e seu futuro”, diz o narrador de voz profunda, em tom ameaçador. “A espera para ver um médico é cada vez maior. Os preços do gás estão no topo e sua liberdade de religião está sob ataque.”

Parece que por aí a corrida eleitoral irá pegar fogo! Sinta o vídeo:

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Carla Bruni fala à “Elle”

29/03/2012 por

Carla Bruni, a bela atriz e primeira-dama francesa, falou com exclusividade à revista “Elle” sobre temas por ela pouco comentados, como o casamento com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, os compromissos políticos e também sobre sua filha, Giulia, que nasceu em outubro de 2011.

“Disseram que as primeiras fotos feitas de você com sua filha pelos paparazzi foram uma encenação para beneficiar a campanha de Sarkozy à reeleição. Isso te deixou muito irritada?… é apenas uma das apimentadas perguntas feitas à bela Carla.

Ao que respondeu: “Dizer que eu poderia usar minha filha para isso é coisa de quem não me conhece e me dá nojo. Isso é maldoso e muito cínico. Eu não posso impedir a ação dos paparazzi e que façam fotos minhas, mas em relação às crianças acho complicado. Naquele dia eu estava saindo do pediatra, estava calor e não quis cobrir a cabecinha dela. Vi o fotógrafo, coloquei Giulia no carro e fui falar com ele. O paparazzo disse que não ia publicar, mas tinham outros três por perto. O que posso fazer? Somos um país livre.”

Mais a respeito, só mesmo pela “Elle” e com ela, a bela primeira dama da França, aqui em foto de destaque com o primeiro maridão, que tem seu nome mais consistente visando a reeleição.

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Não se trata de novela: encontraram Collor

25/03/2012 por

Não se trata de novela: encontraram Collor

É que o ex presidente Fernando Collor de Mello, depois de quase quatro anos se esquivando do oficial de justiça, finalmente se deixou encontrar no Senado,  para ser citado judicialmente no processo de pensão alimentícia movido por Rosane Collor, sua ex esposa.

Collor recebeu a citação bem ao seu estilo, não movendo  um músculo como reação.

Collor terá quinze dias para pagar os atrasados — uma bolada de 270 000 reais. Collor, claro, ainda pode usar os advogados para protelar a decisão.

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Dilma, além de tudo, é chique demais!

22/03/2012 por

Além de todo o poder e da coragem, a presidente Dilma tem uma lado artístico encantador e mostra isso aos poucos e sempre quando pode.

Agora dá sinais de que é craque nos pincéis e se dedica à pintura, mesmo diante de tantos compromissos.

Quanto a seu lado político, sua popularidade só vem aumentando e por razões como bem retrata Carlos Magno, de O Globo, em foto, abaixo:

Recentes pesquisas de opinião dão conta de que a presidente Dilma Rousseff não só tem conseguido manter sua popularidade, como teria aumentado a aprovação popular.

Analistas do governo veem esse resultado como aprovação ao enfrentamento que Dilma vem travando com aliados, contra o chamado toma lá dá cá.

Em dezembro, a avaliação do governo Dilma de 56% de ótimo/bom já era recorde na série histórica da pesquisa do Ibope feita para a Confederação Nacional da Indústria para o primeiro ano de mandato presidencial.

Depois, pesquisas regionais encomendadas por partidos´, reforçam a percepção de que Dilma tem conseguido mais apoio da opinião pública.

Esse crescimento teria ocorrido entre eleitores da classe média, ou seja, junto ao público mais esclarecido.

Os dados reservados reforçam a decisão d´Ela não aceitar pressão da base governista, mas não significa que irá romper com os tradicionais aliados. Por enquanto, a estratégia é só mudar a relação com o Congresso, no que está certa e se apresentando ainda mais poderosa, impondo interdependência entre os poderes.

O mentor, ex-presidente Lula, embora fora dos holofotes, já emite sinais de concordância com a nova linha adotada por Dilma, a ponto de cancelar um encontro com o ex-presidente Fernando Collor, um dia após o senador alagoano ter feito um discurso em que advertiu Dilma sobre o risco de governabilidade, citando seu impeachment.

E mais: também não tirou fotos ao lado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA), mas o fez ao lado do novo líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), escolhido por Dilma, e também com a ex-senadora Marina Silva (ex-PT-AC).

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Pressão sobre Ana de Hollanda

21/03/2012 por

Pressão sobre Ana de Hollanda

Só mesmo a ministra cantando aquela do irmão, aludindo aos seus inimigos do poder: “afastem de mim esses cálices”,.

É que Ana De Holanda se vê cada vez mais pressionada no cargo, conforme afirmou nesta quarta-feira (21).

Disse a parlamentares que sofre uma “campanha de má-fé” para tirá-la da pasta. Apesar de ter ouvido críticas dos próprios deputados na Comissão de Educação e Cultura, ela preferiu não nomear quem deseja afastá-la do cargo.

“Essa campanha não pode ser levada a sério”, disse a ministra, ao tratar das críticas que recebe pela criação de um órgão para supervisionar o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), que não é ligado à pasta da Cultura.”Não estamos contemplando o Ecad como alguns gostariam. Mas o que há é má-fé.”

A ministra agradeceu pelas “puxadinhas de orelha” que recebeu dos parlamentares. O Senado também espera ouvi-la em uma comissão, nas próximas semanas.

Sobre o Ecad, Ana de Hollanda afirmou: “há uma preocupação, sim, com a defesa dos direitos autorais. Para isso, estamos trabalhando num projeto de lei que trata do assunto, mas não posso aceitar informações errôneas, que distorcem os fatos”.

Foto de reprodução.

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Lula emagreceu 18 quilos

16/03/2012 por

Lula emagreceu 18 quilos

Do Blog do Noblat

Uma foto do ex presidente Lula da Silva, de autoria de Ricardo Stuckert causou considerável espanto e preocupação hoje não só no universo político mas em todos que à ela tiveram acesso.

Pela foto vê-se Lula da Silva muito magro (emagreceu 18 quilos desde o início do tratamento contra o câncer na laringe).

Hoje, ele recebeu a visita do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), novo líder do governo.

Denota-se que em termos políticos ou eleitorais, o ex presidente não está pronto para partir em apoio ao seu pupilo Fernando Haddad.

A torcida é para que o ex presidente recupere o peso e supere a doença acometida que tem feito com que se obrigue a tratamento à base de rádio e quimioterapia.

Há dias a presidente Dilma visitou Lula da Silva e os dois, mais Marisa Letícia caíram em choro copioso.

A foto estampada, publicada no original no Blogo do Noblat provoca preocupação em todos que à mesma tem contato.

Oremos!

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