06/09/2011 por ZCastel
Por Renato Cardoso (*)
Não busco a resposta, pois as duas estão no mesmo patamar de beleza, requinte, postura e elegância.
Num momento em que a disputa pelo poder nos Estados Unidos chega à preocupação, com alguns comentaristas de política chegando a insinuar que por muito menos do que vemos por lá no momento alguns presidentes da história dos Estados Unidos foram mortos, fugimos do tema e optamos por falar das primeiras damas mais belas, mais sensuais e que melhor cumpriram com seu papel, sem função na constituição, mas que por opção própria podem ajudar na imagem do marido.
De tudo que pesquisei a respeito, a primeira dama que mais chamou atenção e ficou na história, sem dúvida foi Jacqueline Kennedy, mulher do ex presidente John Fitzgerald Kennedy.
O escritor Norman Mailer fez uma das melhores descrições sobre Jacqueline Kennedy Onassis. “Ela não é uma celebridade, é uma lenda. Não, não é mais que uma lenda é um arquétipo histórico.” E ela foi exatamente isso. Jackie serviu de modelo para toda uma geração. Todo mundo já foi apaixonado por ela.
Jacqueline Lee Bouvier nasceu, em 28 de julho de 1929, literalmente em berço de ouro. Rodeada de pompa e com uma educação cheia de não-me-toques, Jackie mostrou ao mundo que era muito mais que uma moça bem-nascida. Tanto que, aos 21 anos, deixou a vida de dondoca para ser repórter e fotógrafa no Time Herald, em Washington. Foi aí que Jackie conheceu o futuro presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy. Dois anos depois, estava casada com John e ocupando, para sempre, um lugar especial no coração dos americanos.
Bem-humorada, chiquérrima e culta, ela nunca ficou à sombra de John Kennedy. Muito pelo contrário: brilhou tanto (ou até mais!) que o marido. O número de biografias que inspirou deixa explícito o fascínio que despertava: trinta e duas! Sem falar nas incontáveis matérias feitas por revistas e jornais americanos. Ela também revolucionou alguns costumes da Casa Branca: levou a cozinha francesa e introduziu as artes nas paredes da mansão presidencial.
Com uma personalidade forte e esbanjando beleza, Jackie foi mais que uma primeira-dama: foi quase uma rainha. Até as inúmeras (e famosas) traições de John Kennedy não tiraram o brilho de Jacqueline. Mais tarde, no assassinato de John, Jackie mostrou mais uma vez que era uma mulher imbatível. Foi mãe e pai para os filhos John-John e Caroline e continuou sendo um exemplo para os americanos.
Seis anos depois, casou-se com o bilionário grego Aristóteles Onassis. Com a morte do segundo marido, Jackie herdou U$$ 20 milhões e, finalmente, a liberdade. Voltou a trabalhar, dessa vez, numa editora e assumiu um terceiro casamento com o banqueiro Maurice Templesman.
No dia 20 de maio de 1994, um câncer linfático apagou o brilho de uma das mais poderosas mulheres do nosso século. Jackie não fez grandes ações humanitárias, mas a sua autenticidade serviu e continua servindo de modelo para milhões de mulheres em todo o mundo. recebeu tanta atenção e foi considerada tão popular quanto a atual, Michelle Obama, de 47 anos, que acompanha o presidente dos EUA, Barack Obama, no seu giro latino-americano por Brasil, Chile e El Salvador entre 19 e 23 de março.
Com informações do site Experta.
Michele Obama
Michelle LaVaughn Robinson Obama, nasceu em Chicago, em 17 de janeiro de 1964), e é a esposa do 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a 46ª primeira-dama estadunidense, sendo a primeira afro-descendente a ocupar o posto.
Michelle Robinson nasceu e cresceu em Chicago e graduou-se pela Universidade Princeton e Harvard Law School. Após completar seus estudos, ela retornou a Chicago e aceitou um emprego com a firma de advocacia Sidley Austin, onde conheceu seu futuro marido. Subsequentemente, trabalhou como ajudante do prefeito de Chicago Richard M. Daley, e para a Universidade do Centro de Medicina de Chicago. Ao longo de 2007 e 2008, ela ajudou na campanha do lance presidencial de seu marido e remeteu uma deferência à Convenção Nacional Democrata de 2008. Ela tem duas filhas com Barack Obama: Natasha e Malia Ann. É a irmã de Craig Robinson, técnico de basquetebol masculino na Universidade do Estado do Oregon.
Michelle Obama nasceu Michelle Lavaughn Robinson, em Chicago, Illinois; seu pai era Fraser Robinson III um capitão precinto do Partido Democrata estadunidense e sua mãe, Marian Shields Robinson, uma secretária do Catálogo de Spiegel. Sua mãe ficou desempregada até Michelle entrar no Ensino Médio.
A família Robinson pode traçar suas raízes junto aos afro americanos da região sul dos Estados Unidos do período pré-Guerra Civil Americana; seu tatara-tatara-avô paterno, Jim Robinson, foi um escravo americano no estado da Carolina do Sul, sendo que alguns de seus parentes ainda residem lá.
Ela cresceu na Euclid Avenue na comunidade de South Shore em Chicago.
Ela ingressou na Whitney Young High School, a primeira escola magnata (escola pública com especializações em cursos) de Chicago, onde ela esteve no quadro de honra durante os quatro anos do ensino médio, teve colocações avançadas nas aulas, foi membro da National Honor Society e serviu como tesoureira do conselho estudantil.
A mudança de sua casa no South Side para o Near West Side demorou três horas. Ela foi colega de escola de Santita Jackson, filha de Jesse Jackson e irmã de Jesse Jackson, Jr.
Gradou-se do Ensino médio em 1981[13], e ingressou na Universidade Princeton, estudando sociologia onde ela se graduou cum laude como Bachelor of Arts em 1985.
Comparando as duas belas primeiras damas:

A primeira dama americana Michele tem a vantagem de ser uma advogada independente, e por isso consegue exercer mais influência e em áreas em que Jackie jamais conseguiria”, diz o analista político da Universidade de San Francisco Stephen Zunes.
Uma pesquisa de 8 de março da Universidade de Quinnipiac apontou que a primeira-dama tem aprovação maior que a do marido entre a população. Michelle ficou em primeiro lugar na “tabela de simpatia” com 60,1 pontos, acima do ex-presidente Bill Clinton (59,2), do popular governador de Nova Jersey Christopher Christie (57) e do marido, Obama (56,5).
Os analistas políticos são unânimes ao dizer que a proximidade de Michelle com a população americana vem justamente do fato de a primeira-dama se considerar e se comportar como uma pessoa normal, apesar de receber atenção constante. Ela também conquista o eleitorado utilizando expressões populares e linguagem simples. “O uso de expressões corriqueiras, mesmo quando fala em público, a aproxima das pessoas, a torna mais humana e, por eles serem um casal jovem, com filhas em casa, dá um tom diferente e moderno a todos”, diz Paul Frymer, professor de política da Universidade de Princeton.
Assim como Obama é o primeiro negro presidente, Michelle é a primeira negra na história americana a ocupar o posto de primeira-dama. Ela nasceu na humilde zona sul de Chicago, em 1964. Seu pai era funcionário da fornecedora de água da cidade, e sua mãe trabalhou como secretária até ter Michelle e seu irmão. Pelo lado materno e paterno, seus tataravôs e tataravós foram escravos.
Michelle sempre estudou em escolas públicas. Ela se formou em sociologia e estudos africanos na Universidade de Princeton antes de conquistar o diploma de advogada pela Universidade de Harvard, em 1988.
Em depoimento há três anos à revista The New Yorker, sua mãe, Marian Robinson, contou que Michelle sempre foi muito ativa. “Se uma coisa não está certa, pode ter certeza de que Michelle falará sobre isso. Quando ela estudava em Princeton, seu irmão me telefonou um dia dizendo: ‘Mãe, a Michelle está fazendo uma bagunça aqui, dizendo aos professores que eles não estão ensinando francês corretamente, porque deveriam exigir menos gramática e mais conversação!’ Eu respondi: ‘Meu filho, não a cale, simplesmente faça que você nem a conhece’.”
Depois de formada, Michelle entrou para o escritório de advocacia Sidley & Austin, onde conheceu Obama. Ela foi escolhida como sua mentora quando ele ingressou no escritório. Eles se conheceram em um almoço de trabalho, mas foi só mais tarde, em uma reunião para a organização de uma ação em uma comunidade, que o futuro presidente dos EUA a impressionou. O primeiro encontro do casal como namorados foi para assistir ao filme “Faça a Coisa Certa”, do diretor Spike Lee. Eles se casaram em outubro de 1992.
Depois de alguns anos atuando como advogada, Michelle decidiu trabalhar mais proximamente à comunidade de Chicago e aceitou um cargo na prefeitura da cidade para organizar programas de desenvolvimento. Em 1996, entrou para a Universidade de Chicago com o objetivo de aproximar o campus da comunidade e lançou o primeiro programa de serviços comunitários da instituição. Anos mais tarde, foi contratada como vice-presidente do centro médico da entidade, onde o voluntariado chegou a atingir recordes históricos para as universidades americanas. A então futura primeira-dama exerceu a função até o início da campanha eleitoral do marido para a presidência, em 2007, quando deixou o emprego e o salário de mais de US$ 270 mil anuais.
Mãe, esposa e primeira-dama
De acordo com o site oficial da Casa Branca, quando as pessoas pedem que Michelle se descreva, ela sempre diz que, em primeiro lugar, é a mãe de Malia e Sasha. Só depois vem todo o resto. Durante a campanha eleitoral para a presidência, a primeira-dama tentava acompanhar o marido quando podia, mas fazia questão de não dormir fora de casa mais de uma vez por semana.
Malia Ann, de 12 anos, e Natasha (a Sasha), de 9, moram com os pais em Washington DC e estudam na escola privada Sidwell Friends, a mesma que foi frequentada por outros filhos de presidentes americanos, como Chelsea Clinton, Tricia Nixon Cox e Archibald Roosevelt. Antes que as meninas Obama entrassem na escola, a segurança do prédio e do pátio foi toda reformulada, e os pais de alunos tiveram de assinar um documento afirmando que não dariam entrevistas. Sasha é a criança mais jovem a morar na Casa Branca desde John F. Kennedy Jr.
As filhas do presidente
As filhas do presidente têm uma agenda cheia. Malia faz futebol, dança moderna e teatro, e Sasha frequenta aulas de ginástica olímpica e sapateado. Além disso, as duas têm aulas de piano e tênis semanalmente.
Ícone fashion
Todo o guarda-roupa de primeira-dama recebe atenção, mas Michelle Obama não só demonstra ecletismo e bom gosto (nas escolhas e nos preços dos modelos que veste), como também é tema de dezenas de sites de moda. Entre eles, o www.mrs-o.org é totalmente independente e 100% concentrado em mostrar qual estilista a primeira-dama escolhe a cada dia.
A primeira-dama diz não dar muita importância à moda, mas em vários momentos já mandou recados importantes ao mundo com as suas escolhas. Durante a eleição e posse do marido, escolheu usar somente estilistas americanos (Narciso Rodriguez, Jason Wu e Isabel Toledo). No dia a dia, às vezes veste peças que custam menos de US$ 50 de lojas populares como H&M, Gap e Banana Republic.
Semanas atrás, causou furor ao se apresentar com um vestido Alexander McQueen no jantar para receber o primeiro-ministro chinês. Não porque o vestido fosse vermelho, da cor da bandeira da revolução chinesa. Mas porque era de um estilista britânico, e não americano.
Seja como for, Michelle é sempre mais elogiada do que criticada pelos editores de moda. Talvez porque, conforme explica a editora de moda do jornal The New York Times, entre cintos e bolsas, colares e saias, a primeira-dama tem sempre o acessório perfeito: seu marido, o presidente dos EUA, sorrindo a seu lado.
Primeira-dama não faz política
Frymer diz que tradicionalmente as primeiras-damas americanas não interferem na política. “Quando uma primeira-dama começa a parecer muito cheia de opiniões políticas, como Hillary Clinton durante os mandatos de seu marido, isso pode causar crises na política interna do país. A oposição diz que quem está governando não é o presidente etc. Então é importante haver um equilíbrio”, explica.
Talvez por essa razão, Michelle tenta concentrar suas atividades políticas em áreas de pouco conflito com o trabalho da Câmara ou do Senado: saúde pública e a luta contra a pobreza.
Um ano atrás, a primeira-dama lançou o projeto Let’s Move, para melhorar a qualidade da alimentação infantil e estimular o exercício físico, diminuindo os índices de obesidade das crianças americanas. Michelle chegou a transformar os jardins da Casa Branca em uma horta para alertar sobre as necessidades de uma alimentação correta.
Os republicanos tentam diminuí-la, e a criticaram muito quando a primeira-dama comeu toda a sua sobremesa no jantar oficial para o primeiro-ministro chinês. Tudo porque Michelle havia dito que na sua casa sobremesa não é um direito, mas deve ser conquistada. Grande parte da população americana, porém, acredita que a primeira-dama mereça, sim, o seu sorvete Sunday depois do jantar.
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