Sabedoria indígena
Enviado por Eloah Segalla Passareli






Se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só. Mas, se morre, produz muito fruto (Jo 12,24).
Jesus, morto e sepultado, ressuscitou! Aleluia!
Ele produz frutos de vida eterna, aleluia!
Páscoa é tempo de reflexão e renovaçao!
É preciso renovarmos a cada dia o nosso coraçao, nossas ações, descartando os pensamentos e sentimentos negativos, para que possamos viver no amor e na justica, tendo atitudes positivas com relação a nós mesmos e aos outros!
Que a Páscoa possa ser comemorada no dia a dia, numa atitude constante de renovação!
leia maisPor João Cruzué
O vazio tem muitas formas e praticamente duas origens. Eu sei que Deus pode falar ao seu coração através desta mensagem. Tenha bom ânimo; o que vou escrever aqui são minhas experiências com Deus, que desejo compartilhar com você. O salmista disse que Deus criou você para ser feliz e uma bênção para todos que o/a rodeiam. Se você estiver angustiado/a precisa ter um encontro com Ele.

A primeira forma de vazio é a falta de Cristo dentro da alma, do coração, que não se pode preencher com filosofia, religião, álcool, sexo, maconha, cocaína, crack, pornografia, anti-depressivos, calmantes, viagens, namorados, futebol, nada. Ele vai sempre continuar lá, enquanto o Senhor estiver ausente.
É uma tristeza silenciosa, que pode se esconder atrás de uma “máscara”, até mesmo sorridente. Você vai estar sorrindo apenas por fora. Mas eu Temos boas notícias! No evangelho de São João está escrito: ” E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim, nunca terá sede. João 6:35. E, no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. João 7:37 .
Este tipo de vazio só pode ser preenchido por uma pessoa: Jesus Cristo. E ele só virá, se você convidá-lo, pessoalmente, em oração, para morar em seu coração. Isso pode ser feito da maneira mais direta e simples possível. Sobre este mesmo assunto, leia nossa mensagem, clicando no link : Como se Reconciliar com Deus
Há um segundo vazio. Uma sensação de abandono espiritual. Também está escrito: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. Eclesiastes 3:1. Então, há tempos em que você ora e Deus responde com bênçãos. Emprego, cônjuge, universidade, concursos, carros, promoções, vendas magníficas. Você está lá no alto do monte. Mas para compensar estes dias; para saber se você ama a Deus apenas no “monte” acontece, às vezes, que você começa a perder tudo. Ficar sem amigos, emprego, cargos na Igreja, aparecem as dívidas em sua empresa, problemas familiares… é a temporada do “Vale” ou do fundo do poço. Aí, você se sente só, desamparado, sem amigos, com muitas necessidades e fragilidades. Sozinho.
Em passado recente, você era querido(a) admirado(a). Agora todos o(a) desprezam. Isto é muito freqüente. Saiba que antes de você, muitos outros servos de Deus passaram pelo mesmo tipo de aflições. O Espírito não o abandonou, embora você não consegue sentir a presença dEle. Jó foi repreendido por Deus porque andou resmungando… reclamando, mas não murmurou. Jesus teve a mesma sensação e orou: “Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Mateus 27:46.
Quando estamos no “vale”, o adversário costuma alimentar nossos pensamentos com sensações de tristeza e abandono. Não confie no que você estiver pensando. Aprenda a identificar a fonte maligna desses pensamentos e repreenda. O diabo é eficicente em seus ardis quando não é percebido, identificado. ” Sujeitai-vos a Deus, e resisti ao diabo e ele fugirá de Vós” O melhor combate, nesta hora, é procurar um lugar íntimo e orar ao Senhor pedindo a vitória. Fiz assim durante um longo tempo de provação. Cada dia é uma nova batalha. Fique firme para vencer sua guerra. No tempo do vale, o adversário procura trazer a nossa mente, culpas e pecados do passado. Se eles já foram confessados a Cristo – já foram perdoados.
Aqui, cabe quatro bons esclarecimentos para resolver problemas de consciência. Primeiro: Pecados praticados antes de ter aceitado Jesus como seu Senhor e Salvador, por favor, leia no blog “Curso Bíblico”, no link acima citado, a mensagem “Como se Reconciliar com Deus”. Segundo, pecado praticado sozinho e em oculto: o perdão pode ser pedido ao Senhor, e basta. Caso ainda se sinta desconfortável, converse com o Pastor da Igreja. Terceiro: pecado cometido envolvimento outra pessoa: este, não pode ser tratado apenas com Deus. Deve ser dito ao pastor da Igreja. Quarto: escândalos públicos, isto é, coisas que a comunidade fica conhecendo, solução: confesse diante da Igreja, em ocasião apropriada. Uma ilustração: Se o pneu do carro está furado, não adianta consertar a porta ou trocar o escapamento.
Jó foi constantemente acusado pelos “amigos” de que seu sofrimento era conseqüência de pecado. Mas não era. Por trás, o tempo todo, era o diabo que tinha inveja de Jó. Só Deus sabia disso e nunca falou para Jó. Em nenhum momento, Jó aceitou as acusações dos amigos, pois não encontrava em seu coração pecado de morte.
Esta temporada no vale vai passar. E, quando ela passar, você vai estar com sua fé fortalecida. O tempo no vale é permitido por Deus para ensinar a não confiar em nós mesmos, quando estamos lá no alto do monte.
. “Tudo posso naquele que me fortalece”
Também serve para melhorar nosso caráter, temperamento, ensinar humildade. Serve para confortar os outros, que estão passando pelas mesmas dificuldades, com palavras de ânimo e inspiração. Como agora estamos fazendo.
Do site Curso Bíblico, com imagem de Lenita Jankovitz – “Vazio d’alma” – acrílica sobre tela – l.jankovitz@uol.com.br
Nova Odessa/SP
Em forma de retribuição aos milhares que acessam o Z Castel, vai a melhor forma de agradecimento e personalizadamente.
Feito exclusivamente para cada um de nossos visitantes, nossa homenagem vai em forma de surpresa e musicada, na certeza de que irão gostar (todos os visitantes ao site).
Apenas a dica para que cliquem em Eu curto o Z Castel! e depois cada pode inserir seu nome (ou da namorada), e a seguir em Submit e aí apenas aguardar… que virá nossa homenagem.
Por enquanto:

Por Chico Xavier
Se eu morrer antes de você, faça-me um favor: Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado.
Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu
respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam.
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.
Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase: – “Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!” – Aí, então derrame uma
lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus.
Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas?
Então ore para que nós vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu…
“Ser seu amigo… já é um pedaço dele…”
leia maisPor Renato Cardoso (*)
Caroline Rayel escreveu: “De repente, sem mágoa, sem rancor, sem ódio, os homens cantam uma só canção, um só hino, o hino da liberdade. De repente, os homens esquecem o passado, lembram-se do futuro venturoso, de como é bom viver. De repente, os homens lembram-se da maior dádiva que têm: a vida. De repente, tudo se transforma e chega o ano radiante de esperança, porque só o homem pode alterar os rumos da vida. De repente, o grito de alegria, pelo novo ano que aparece.”

O ano que vem promete, ao menos se levarmos em conta o que informou o psicólogo canadense Steven Pinker, ao dizer que a humanidade vive o seu período mais pacífico da história, ‘o melhor dos tempos’.
Aliás, muitos têm comentado isso, alguns dos líderes mundiais até deixando claro que não se pensa, nem de longe, na possibilidade de uma terceira guerra mundial. Por favor, não reprovem trazer aqui o tema, num dia anterior à passagem do ano, quando todos falam em paz, harmonia, fraternidade, prosperidade e até mesmo em saúde e dinheiro.
Mas não podemos ignorar um dos ditames mais importantes nos desejos: PAZ!
PAZ é um dos desejos mais firmes que se pretende a todos e devem todos propor nesta passagem de ano, ao menos se levarmos em conta que os muitos que pensam que os últimos 100 anos foram os mais pacíficos da humanidade não conhecem história.
Muitos sabem e alguns não, mas 55 milhões morreram na Segunda Guerra Mundial, 6 milhões de judeus foram exterminados no Holocausto e do brutal desaparecimento, entre 2003 e 2010, de pelo menos 300 mil pessoas sucumbiram na guerra civil de Darfur, no Sudão. Isso sem falar do terrorismo, que, apenas neste século que se inicia, já matou milhares nos Estados Unidos, na Europa e em dezenas de países da Ásia e do Oriente Médio.

Nos seus desejos aos amigos e os nem tanto, lembre-se de que ainda há a violência urbana: os moradores das grandes metrópoles se sentem crescentemente assediados por vândalos, assassinos e ladrões. A sensação de que a violência permeia nossa vida (reforçada pelo fato de que vivemos cercados de policiais ou seguranças) desafia qualquer um a defender o pacifismo, ainda que relativamente. Quanto ao aspecto, vai a sugestão para um olhar sobre os últimos 100 anos.
O psicólogo canadense Steven Pinker, que não é tolo nem ignorante, se lançou à tarefa de demonstrar que o mundo nunca foi um lugar tão seguro para viver. Esse judeu canadense de 57 anos é desses intelectuais que ganham fama graças à sua capacidade de traduzir, para o grande público, ideias complexas que se tornam correntes no meio acadêmico.
Só que Steven Pinker, para sustentar a tese de que nunca se matou tão pouco na história, muniu-se de dados que sugerem a tendência cada vez mais pacífica da humanidade. Os cálculos, na maior parte das vezes, são emprestados de outros especialistas, como do criminologista europeu Manuel Eisner. Pesquisando em arquivos históricos, Eisner constatou que as taxas de homicídios em países da Europa têm caído século após século. Na Londres do século XIV, a cada 100 mil habitantes, 50 morriam assassinados. Hoje, a mesma estatística em Londres é de dois assassinatos por 100 mil. Na Europa como um todo, o número de mortes violentas por 100 mil varia entre um e três.
Os dados, que ouso reproduzir do original publicado pela revista Época, estão aí apenas para reforçar minha proposta para que o desejo de PAZ a todos os homens de boa vontade seja um contínuo desejo por todos e a todos, não só no ano que está aí, mas também para os próximos, que terão uma humanidade aumentada na proporção três vezes maior que na última década em termos de velocidade geométrica. Consideremos ter nascido, em 2.011, o terráqueo de número 7 bilhões e encerraremos esta década com próximo a 10 bilhões.
Haja comida para este povo todo e aí entra a importância daqueles que cuidam do planeta. Daí mais uma vez o importante olhar para o mundo em paz, porque a fraternidade nunca como agora e nos futuros próximo e a seguir será tão determinante. Cada país, se é que ainda barreiras físicas haverão no futuro, cumprirá seu papel, e louve-se o nosso Brasil, com sua vasta área, que cumpre e cumprirá o dever de alimentar os sete bilhões de habitantes e seus derivados na proporção de mais de 50%, superando com orgulho a primeira colocação que incrivelmente ainda está nas mãos dos Estados Unidos, embora a condição de um país quase que totalmente desmatado e com terra muito inferior às férteis de nosso Brasil varonil.
Vejam como a intercomunicação será determinante e, quanto ao aspecto, quando entrarmos com o vasto território e o maior volume de água “bebível” do planeta, os ainda mais avançados aqui virão para proporcionar aos nossos homens do campo a tecnificação. O mundo, nunca como agora precisou tanto de troca de experiências e potencialidade, daí mais uma vez… PAZ!
William Shakespeare um dia insinuou: “Em tempo de paz convém ao homem serenidade e humildade; mas quando estoura a guerra deve agir como um tigre!”.
Uma ousadia, mas opto por princípios religiosos, sugerindo por princípios de paz quando a guerra se insinuar, porque mal sempre deve ser combatido com o bem. Se a legião dos de boa vontade for maior, não será necessária nenhuma das insinuações da frase.
Concluindo esta viagem por diversos temas, muita paz a todos os homens de boa vontade e, a partir de 2.012, o desejo de que mais e mais conquistem pares para este time, porque a messe é grande e os homens de boa vontade precisam se apresentar na proporção exata ou maior do que o mundo irá se apresentar, com aqueles que ainda pensam na conquista pelo caminho que sempre insere irmãos na submissão. Levemos em conta, quanto ao aspecto, a necessidade de uma descoberta de como nos relacionarmos com os muçulmanos que até o final da década serão maioria nesta Terra que roda solta no sistema solar. Que a paz seja plenamente descoberta na relação entre os vários seguidores de seitas religiosas, pois a fé será determinante quanto ao aspecto. O nosso Deus se apresenta sob outras formas de apresentação, mas Ele sempre é o mesmo!
Albert Einstein, que reconhecidamente passou para a história como um cientista da paz, disse e deixou o legado: “A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos.”
(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário e bacharel em direito.
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Por Rubem Braga (*)
Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse — “ai meu Deus, que história mais engraçada!”. E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre.
Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria — “mas essa história é mesmo muito engraçada!”.
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse — e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aqueles pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse — “por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!” . E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago — mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina”.
E quando todos me perguntassem — “mas de onde é que você tirou essa história?” — eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história…”.
E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.
(*) Rubem Braga, o autor,foi jornalista, exerceu as funções de repórter, redator, editorialista e cronista em jornais e revistas do Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife. Foi correspondente do “Diário Carioca” na II Guerra Mundial; correspondente de “O Globo” em Paris, em 1947, e do “Correio da Manhã” em 1950. Foi nomeado Chefe do Escritório Comercial do Brasil em Santiago, no Chile, em 1953. Em 1961, sendo chanceler Affonso Arinos de Mello Franco, foi embaixador do governo Janio Quadros no Marrocos. No Rio, fundou, com Fernando Sabino e Otto Lara Resende, a Editora Sabiá. Quando faleceu, era funcionário da TV Globo.
Rubem Braga nunca se afastou do jornalismo.
Ele gostava de declarar que um dos versos mais bonitos de Camões (“A grande dor das coisas que passaram”) fora escrito apenas com palavras corriqueiras do idioma. Exatamente por isso, suas crônicas são eternamente atuais, temas simples, linguagem coloquial, um dos mais belos momentos de nossa literatura.
A crônica acima foi extraída do livro “A traição das elegantes”, Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 91. (Cachoeiro de Itapemirim, 12 de janeiro de 1913 — Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 1990) é um de nossos maiores cronistas.
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Por Renato Cardoso (*)
Estou com saudade dos tempos em que conversava fluentemente com você e você me ouvia e atendia quase todos os meus pedidos.
Jamais me esqueço daquela bicicleta, linda, que ao primeiro uso bati de frente a um muro e quase quebro o braço de uma irmã pequena que andava na garupa.
Mas tudo era muito belo naquela infância que podia falar com você de peito aberto e do meu jeito, sem precisar me esforçar como faço agora, quase deixando de ser autêntico.
Sabe Papai Noel, se é que você escuta pedidos de adultos ou quem pensa ser adulto, pois tento em toda vida jamais fazer morrer a criança que habita em meu interior e certamente no interior de todos.
Queria pedir muito pouco, ou algo que certamente já está ao seu alcance, pois de tão simples, você já colocou em meu coração e o difícil no momento é abrir essa caixinha complicada e fazer valer seu resultado. Sabe Papai Noel, neste Natal, o que mais quero, é ter paz de espírito e meu coração limpo e puro para amar a todos de forma escancarada e sem medo de ser feliz.
Confesso que tenho sido difícil no trato com as pessoas e hoje mesmo rezei ao meu Pai do céu para me dar muita paz nesses dias tão singelos na vida de todo mundo.
Sinto que os pedidos de tempos de criança eram mais fáceis de serem atendidos, porque, não viesse a bicicleta, os pais logo arrumavam uma desculpa e trabalhavam com nossos sonhos, alimentando-os mais ou menos no estilo “no próximo Natal Papai Noel lhe trará o que pediu. Desta vez ele atendeu quem mais precisava, talvez até uma criança que precisava de uma para ir de casa á escola.”
Quero mais um neto, ou dois, e um, muito em especial, que sei que você está fazendo de tudo para que esteja conosco no próximo Natal. Mas quero os dois a caminho na mesma intensidade. Quero o João Victor jogando tênis, o Enrico começando aula de música e o Rafael molhando a árvore que plantou em nosso pomar. Quero esposa e filhos em torno de nossa árvore de Natal e rezando para que todos sejam atendidos em seus pedidos. Se não, que lhes sejam dadas uma bela desculpa e que eles acreditem de verdade para não se frustarem.
Sei, Papai Noel, que o final de ano não está lá aquelas coisas e estou preocupado com o nosso comércio que estocou demais esperando euforia de compra. Pense nos empresários do setor para que logo no início do ano eles possam encontrar uma forma de escoar seus estoques e cumprir com seus compromissos. Sabe como é, tendo conta pra pagar tudo complica na vida das pessoas.
Não peço nada com relação à política, pois bem sei que você, do bem, não gosta de se envolver quanto ao tema, mas faça o impossível para abrir o coração dos que estão mandando e faça com que criem juízo. Caso seja difícil, pelo menos lhes abra as cabeças, porque estão radicalmente no caminho avesso, do avesso, do avesso… no côncavo do convexo.
Papai Noel, o Natal está aí e quando me dei conta, o tempo passou e o ano está praticamente terminando.
Sei que teremos um próximo ano muito corrido e faça com que os relógios deem um tempo, porque sinto que estou ficando velho mais rápido agora do que quando era mais moço. Sabe aquele papo maluco que tenho de vez em quando no sentido de ficar velho envelhece? Pois é, estou mais velho e, em sendo por aí, estou sentindo que mais velho estou envelhecendo mais rapidamente. Caso seja o rumo certo e traçado, que assim seja, e quem sabe possa ser eu o Papai Noel do próximo ano.
Pois é, fico imaginando o que é ser Papai Noel de pelo menos umas 3 bilhões de crianças do planeta. Sei lá se tem essa conta, mas como já nasceu a criança de número sete bilhões, imagino termos pelo menos próximo a metade na condição de criança mesmo, ou na idade, ou ainda na condição de sonhar com os presentes que sempre são trazidos em seu trenó.
Papai Noel, podemos contar que um dia você trará em seu trenó o Menino Jesus, ou me engano ao ler as escrituras, que deixam claro que ele nasceu e nasce à cada ano. Isso bem sei que é tema um pouco mais complicado para entender, mas nada melhor do que acreditar no que diz a Bíblia e deixar de ficar querendo entender por caminhos lógicos. O bom mesmo, neste e na maioria dos sentidos, é acreditar e pronto!, não é mesmo? Ah, a isso é que se chama de fé? Se for assim, prometo: vou acreditar no nascimento do menino Jesus e só, sem questionar. Se não sei nem mesmo como conversar direito com as pessoas, como poderei querer entender pelo caminho lógico uma coisa que é tão simples se confiada de que tudo é verdade e que tudo está escrito… tudo se renova à cada ano.
Seria pedir muito ou ousadia demais pedir para que dê uma atenção maior às crianças mais pobres? Ousadia a minha, porque é fato que a preocupação maior se dá na direção dessas e seu coração de idoso, mole como imagino, se derrete todo quando se depara com um olhar de uma criança pobre querendo apenas um doce para saborear na noite de aniversário do Menino Jesus. Eu querendo questionar o que já está explicado, pode ser?
Ah, lembrei de uma coisa e acho que até poderei levar um puxão de orelha, mas vamos lá: tem como mudar a cabeça desse povo que manda e desmanda pelo caminho político, mesmo sabendo que tudo está fora da nova ordem mundial? Sei que você pode tudo, porque tem orientação lá do céu, mas teria chegado a hora de acontecer algo para um arranjo mundial visando esse nosso planetinha aqui que está ficando pequeno para abrigar todos? Por favor, pense nisso, pois está aí uma situação que tem tirado meu sono.
É isso, agora vou dormir o sono dos justos porque abri meu coração com você e me sinto muito mais leve. Para o amanhecer, preciso ser acordado logo às sete, porque tenho compromisso com meu neto e não posso falhar, porque o menino é rigoroso comigo e não perdoa meus atrasos.
Boa noite Papai Noel e descanse bastante porque sei que terá muito trabalho neste final de semana. A propósito, viu como está seu trenó? Tudo certo com a mecânica e com as renas mágicas? Imagino como deve ser pesado carregar tudo aquilo com tudo que todos pedem. A propósito, cuide bem das renas, porque elas terão também muito trabalho no final de semana, por acaso Natal, quando comemoraremos o nascimento do menino Jesus, ou seu aniversário de mais um ano conosco, como queira.
Se puder, atenda os pedidos de todos de minha casa, não querendo ser oportunista.
Boa noite Papai Noel!
(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário e bacharel em direito.
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Soneto de Natal
Machado de Assis
Um homem, – era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço no Nazareno, –
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,
Quis transportar ao verso doce e ameno
As sensações da sua idade antiga,
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.
Escolheu o soneto… A folha branca
Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
A pena não acode ao gesto seu.
E, em vão lutando contra o metro adverso,
Só lhe saiu este pequeno verso:
“Mudaria o Natal ou mudei eu?”
Hoje recebi a mensagem que posto abaixo, recebida de Eloah Segalla Passareli.
Outras, criativas, merecerão espaço por aqui, aproveitando para somar o Feliz Natal que desejamos em nome do time.
Sempre muito aguardada a cada ano, a nova mensagem de Natal do Grupo Zaffari pela primeira vez está sendo veiculada com antecedência nas redes sociais, antes de ganhar as telas da televisão e do cinema neste fim de semana. Na fan page da empresa no Facebook (www.facebook.com/ciazaffari), a produção pode ser vista e compartilhada na internete.
Conta a bela história de Natal de uma família e destaca o significado de estar junto às pessoas queridas nesta data. Embalando o filme, uma famosa canção da música popular brasileira promete, mais uma vez, emocionar o público.
Criada pela Agência Matriz, de Porto Alegre, com produção da MFX Filmes e Gogó Conteúdo Sonoro, o filme será veiculado no Rio Grande do Sul, pela televisão, e em São Paulo, nas telas de cinema.
Vamos à mensagem em primeiríssima mão:
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De Baruch Spinoza.
Se Deus tivesse falado: “Para de ficar rezando e batendo no peito!
O que Eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Para de me culpar por tua vida miserável:
Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir.
Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Para de ter tanto medo de mim.
Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo.
Eu sou puro amor.
Para de me pedir perdão.
Não há nada a perdoar.
Se Eu te fiz…
Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos os meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é a única que há aqui e agora, e a única de que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre.
Não há prêmios nem castigos.
Não há pecados nem virtudes.
Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado a oportunidade que te dei.
E, se houver, tem certeza de que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste…
Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Para de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.
Eu não quero que acredites em mim.
Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Para de louvar-me!
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem.
Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato?
Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?
Expressa tua alegria!
Esse é o jeito de me louvar.
Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás.
Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.
Legenda: Retrato de Bento de Espinosa, aproximadamente de 1665.
Enviado por Eloah Segalla Passareli.
leia maisO tempo passa … passa… passa…
O fotógrafo Nicholas Nixon iniciou em 1975 seu conhecido projeto em andamento – “As Irmãs Brown” – uma compilação de fotos bastante singular. A série é composta por um único retrato (em preto e branco) de quatro irmãs sempre na mesma ordem da esquerda para a direita.
Aclamada pela crítica a série foi exposta em diversos museus de arte.
A intenção de Nixon foi mostrar como o tempo age sobre nosso corpo. No início as irmãs tinham idade variando de 15 a 25 anos e a mais velha delas, Bebe, é esposa do fotógrafo.
1975

1977

1979

1981

1983

1985

1987

1989

1991

1993

1995

1997

1999

2001

2003

2005

2007

2008

2010

O fotógrafo Nicholas Nixon naturalmente envelheceu junto com a mulher e as cunhadas.
Pode-se perceber claramente algo que tentamos esquecer: o tempo é impiedoso para todos…
Mas nos possibilita valorizar os bens eternos em contraponto aqueles que são apenas transitórios.
Nós não estamos aqui a passeio. A velha e batida frase “Não se deve julgar o livro pela capa” encontra, na observação dessas fotos, a sua verdadeira intenção.
Está vendo como o tempo caminha rápido ?
E… tem pessoas que perdem tempo com: ódio, raiva, inveja, futricas, etc., etc….
Enviada a mensagem por um amigo que conhece um pouco da vida!
Nota do Z Castel:
Faça o contrário e olhe as fotos de 2.010 até a data primeira da pose das quatro irmãs. Olhe com olhar de quem passou um bom tempo nesta vida e, ao voltar, faça um exame de consciência com relação a tudo que lhe foi atribuído e podido compartilhar.
No caminho de volta, pense em cada momento de seu comportamento e se faria tudo da mesma forma.
Veja que o tempo é implacável e de fato estamos de passagem. Ao olharmos a primeira foto (2.010), vemos o peso da idade não só no aspecto, na fisionomia ou na pele cansada, nos cabelos brancos, mas vemos olhos cansados e quase que pedindo para sair de cena, para que outros novos jovens comecem a traçar sua trajetória.
Lembrando Steve Jobs: “O velho dá lugar ao novo”
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“Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos.”
(J.Campbell).
Para uns, a jornada é curta e agradável.
Para outros, a jornada é acidentada, e em alguns momentos, dá vontade de desistir…
Ao contrário do que você pensa, é nesses momentos que algo muito maior está acontecendo.
Estamos aqui para aprender, não para sofrer… Abandone o passado… desbloqueie sua paralisia afetiva.
À medida que ganhamos experiências, um pouco mais nos é revelado. Abra-se!
Ninguém é igual a ninguém e ninguém é perfeito.
A vida vai dando coisas com que você consegue lidar, conforme você vai aprendendo a lidar com elas.
É assim que a vida funciona. Avançamos no caminho espiritual através dos relacionamentos.
Deepak Chopra escreveu:
“Seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, ele foi aquilo de que você precisava naquele momento.”
Repare: Nada é por acaso. Nós nos colocamos em uma espécie de “trilha”, que sempre esteve aí, o tempo todo, à nossa espera. Você elegeu seu destino.
A vida que você tem que viver é essa mesma.
“Você não consegue mudar o que não consegue encarar” (James Baldwin).
Por isso, onde quer que você se encontre, é exatamente onde precisa estar, neste momento.
Quando você estiver pronto para fazer uma coisa nova, de maneira nova, você fará.
Há sempre alguém à espera da pessoa na qual você está se transformando.
Talvez, você ainda não esteja pronto para reconhecê-la.
À cada momento,cada um de nós está passando pelo processo de Ser e de se tornar. Como as pessoas, os nossos relacionamentos também mudam.
E ainda há muito a aprender sobre o AMOR…
Ainda há muito a ser realizado. Apesar de muitos problemas, há Esperança, Fé, Alegria e há o AMOR…
Deus sabe de tudo que nos é necessário para evoluir, antes mesmo de nós!
“Obrigado, Deus, por me amar o suficiente e permitir que me aconteça somente aquilo com que eu consigo lidar, quando acontece.
Obrigado por Quem eu me tornarei através de tudo que me acontece.”
De autor desconhecido.
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O líder espiritual Dalai Lama está na capital paulista, para proferir palestra, e hoje o público presente girou em torno de 500 empresários.
Lama mostrou ótimo humor, mas recolheu-se às 18h, com duas horas de atraso de seu hábito.
Dentre muitas dicas muito boas, disse que “tem que haver mais altruísmo nos negócios para reduzir a grande distância entre ricos e pobres”.
Disse ainda: “Vocês, empresários, são muito importantes e influentes. Cabe a vocês liderarem as pessoas para um futuro mais brilhante, em que a ética moral se desenvolva em cada pessoa”.
Dentre muitos importantes do setor empresarial, religioso e político, registramos presenças de Ângelo Calmon de Sá, Henry Sobal, Monja Coen e Ricardo Young.
A Sua Santidade o 14º Dalai Lama, chegou ao Brasil na tarde desta quinta-feira para realizar esta palestra exclusiva para convidados no teatro do World Trade Center, na zona sul de São Paulo. Com o tema “Nova Consciência nos Negócios – Valores para um Mundo Sustentável – Um Movimento de Transformação”, o líder religioso atraiu a presença de empresários e do vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos, que, sentado na primeira fila, assistiu à palestra ao lado de monges budistas. Em sua quarta visita ao País, a missão do Dalai Lama foi inspirar a reflexão de lideranças empresariais sobre a economia do novo milênio.
O Líder religioso, sempre bem humorado, subiu ao palco às 16h39, ladeado por seguranças e por tradutores.
Esboçando sorriso, mas a passos lentos, disse que chegara quase na hora de dormir e que era apenas um monge budista em meio a muitos empresários. “Geralmente eu me descrevo como um simples monge budista. Não há nada o que discutir com empresários se eu sou um simples monge budista”, brincou. Em sua partipação no evento, que durou uma hora, o 14º Dalai Lama pregou o altruísmo e a ética moral para reduzir o fosso entre ricos e pobres no mundo.
“Temos de prestar séria atenção para reduzir a lacuna entre ricos e pobres. E vocês (apontando para a plateia de empresários) têm condições de ajudar. Ajudem mais os outros. Se vocês, honestamente, genuinamente, tiverem atitudes mais altruístas, vocês terão mais amigos e mais respeito, mais confiança com demais membros da comunidade. Claro, todos somos egoístas, mas é muito melhor ter um egoísmo sábio do que tolo. E aos industriais, prestem atenção aos problemas da ecologia. Os atentados de 11/9 também aconteceram em função de erros ou sintomas dos erros do século passado. Tudo isso é um sintoma de erros e negligência. Temos de tentar criar e fazer o século 21 o século do diálogo. É impossível eliminar os problemas, mas cabe a nós solucionar sem o uso da força. Uma negociação a partir do diálogo”, propôs.
O líder lembrou ainda a crise econômica de 2008 e refletiu sofre as consequências dos problemas mundiais na área. “Temos o desenvolvimento da ciência e da tecnologia que por si só talvez nem sempre podem garantir uma felicidade maior. O dinheiro também não pode manter isso. Por causa do dinheiro temos essa imensa lacuna entre ricos e pobres. O nosso futuro depende da humanidade como um todo, e não dessa ou daquela nação. Portanto, esse conceito “nós” e “eles” é a base do conceito da guerra e da destruição do seu vizinho. mas hoje a destruição do seu vizinho é a destruição de si mesmo”, afirmou Dalai Lama.
Respondendo a perguntas da plateia após 30 minutos de discurso, o Dalai Lama pregou um economia sustentável no Brasil, com a proposta de planos econômicos com sentido mais holístico. “Temos de pensar nos recursos da natureza. Não faz sentido passar batido todos os recursos naturais em prol do desenvolvimento. É melhor então preparar sua mente, porque haverá limites. Sem falar em desastres recentes também (citando o crescimento da economia do Japão e o recente terremoto). Acho que o Brasil tem muito sucesso como Estado. Penso que um plano econômico (no País) deve ser mais holístico e sustentável. O resto da América Latina está de olho nesse País. Porque simplesmente copiar a América ou Estados Unidos? Não. Pensem em uma economia mais sustentável, com danos ecológicos mínimos e reduzir, finalmente, a lacuna entre ricos e pobres, e desmilitarizar”, pregou o Dalai Lama, que também criticou o sistema educacional no mundo.
“A educação de hoje não presta a atenção adequada à importância das questões do coração. As pessoas que planejaram os ataques de 11/9 tinham um cérebro ótimo, mas conduzido pelo ódio. Há tantas conquistas científicas maravilhosas usadas para gerar mais sofrimento. Não há nada errado na ciência ou tecnologia, mas às vezes o uso envolve alguma coisa errada. Portanto, precisamos encontrar uma educação universal, uma educação moral. Se dependermos só da fé religiosa, jamais será algo universal. É por isso que a educação secular com foco no coração, isso sim, pode ser universal”, disse.
O Dalai Lama afirmou ainda que o Brasil deve servir de exemplo para o mundo e conduzir o seu desenvolvimento econômico com base nas questões morais e com foco no altruísmo. “Acho que vocês, do Brasil, podem mostrar aos demais o trabalho dos negócios com princípios morais, com uma motivação mais altruísta. Se você se centra muito em si, você se torna um prisioneiro. Portanto, pratiquem uma atitude altruísta, não necessariamente para praticá-lo pura e simplesmente ou por uma atitude religiosa. Se você fizer bem para os outros, você terá benefícios. É a lei da causalidade. E deve haver também um terceiro caminho, sem falar na religão, mas usando nossa experiência com bom senso”.
Teste de paciência
A chegada do Dalai Lama a São Paulo, e posteriormente ao local da palestra, foi um “teste de paciência”. Devido às condições climáticas, o avião que trouxe o líder religioso da Argentina demorou a pousar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. Ao pousar, Dalai Lama deixou o aeroporto de helicóptero em direção à zona sul para reduzir o atraso. Porém, no meio do trajeto, a aeronave teve de retornar, novamente, por falta de teto. De volta a Guarulhos, a Sua Santidade foi transportada de carro para o World Trade Center, acompanhado de batedores da Polícia Militar. Foram duas horas de atraso para o início da palestra, inicialmente marcada para às 14h30.
Para “descontrair” a plateia, o mestre de cerimônias, o ator João Signorelli, que interpretou um guru na novela global Caminho das Índias (2009), convidou empresários a dar declarações sobre o motivo de sua presença na palestra. Emsintonia com o evento, a maioria refetiu sobre “busca por inspiração”. O ex-ministro Ozires Silva, ex-presidente da Petrobrase da Embraer, atualmente presidente do Fórum de Líderes Empresariais, comentou as declarações e destacou a importância da palestra do Dalai Lama ao empresariado brasileiro. O Fórum foi o responsável por convidar a classe.
Além do vice-governador do Estado, Guilherme Afif, que passou a maior parte do tempo antes da palestra lendo mensagens em seu aparelho celular, participaram do evento o ex-deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), munido com uma câmera fotográfica, o empresário Ricardo Young, ex-candidato do PV ao Senado por São Paulo nas eleições de 2010, e o rabino Henry Sobel.
Ao término da palestra, às 17h46, Gabeira saiu apressado, dizendo que tinha uma entrevista marcada com o Dalai Lama, mas que não sabia se seria possível falar com líder religioso devido ao atraso na programação. Os demais saíram do local sem dar declarações. Dalai saiu como entrou: sorrindo.
(*) Com informações do Jornal do Brasil
leia maisPor Renato Cardoso (*)
É comum ouvir que Deus nos fala por pequenos sinais. Depois que passei a dar importância na mensagem, passei a viver movido por pequenos sinais, e por eles, sinto que as coisas estão bem melhores para mim e para os meus.
Ontem vi e ouvi o show de Roberto Carlos gravado em Jeruzalém e transmitido pela Rede Globo, e mais uma vez fui na máxima que move meus dias: Deus falou por pequenos DETALHES e o mundo todo pode ter parado para refletir que a paz é possível.
Mais pelo perfil de São Paulo do que de São Pedro, fui querer entender cada detalhe da proposta e posso afirmar com segurança que o show chegou a todos nós como um pequeno sinal de que a paz é possível, mesmo naquela parte do mundo tão disputada e onde, por acaso, foi o caminho mais constante de Jesus Cristo.
10 de setembro de 2.011, quando só se comentava os dez anos passados do fatídico dia em Nova York, um rei simples, usando trajes brancos que simbolizam a paz, em plena Jeruzalém e cantando em vários idiomas. Logo ele que é perfeccionista e jamais se permitiu tamanha ousadia.
Cantou até em hebraico, com plena coragem e com tanta autenticidade mesclada por ousadia e simplicidade, que até os que confrontam devem ter chegado à emoção.
O show de Roberto Carlos, num 10 de setembro, 10 anos após o fatídico ataque às Torres Gêmeas, foi engendrado por poderosos e artistas, que se juntaram para promover uma forma especial de dizer: a paz é possível e está ao nosso alcance… basta querermos. Claro que teve mão de Deus que postou na mesma mesa o Jaime Monjardin, com altas cúpulas do Brasil, Israel, países aliados e o núcleo de artistas da “plin-plin”.
Tudo teve uma razão de ser, a começar pelos poucos passos ensaiados pelo rei com Glória Maria (os dois quiseram dizer que as cores das peles – branca e preta – são apenas detalhes tão pequenos daqueles dois e de todos nós).
O olhar do rei para o deserto, a prece no Muro das Lamentações, a orquestra mesclada por brasileiros, judeus e muçulmanos, foi outro pequeno detalhe que procurou simbolizar que o mundo será bem melhor quando todos tivermos “um milhão de amigos”.
Poderoros e experientes em estratégias puderam ter ontem uma ótima lição. Sabe-se que há estrategistas de guerras, mas ontem vimos um conjunto de ações emanadas por estrategistas da paz.
Quero creditar que o espetáculo gravado a partir de Jerusalém e transmitido para todo o Brasil pela Rede Globo e para o mundo todo pela Globo Internacional, veio a ser a forma mais eficaz para que insistissemos na busca pela paz em definitivo, ou pelo menos enquanto Deus nos enviar pequenos sinais para que a façamos com toda intensidade.
O repertório cantado pelo rei foi meticulosamente estudado e até quando “eu cheguei em frente ao portão… meu cachorro me sorriu latindo” teve razão de ser e foi inserida no timer adequado. O rei insinuou que vivemos num universo cósmico, criado por Deus, onde homens, a naureza, os animais… tudo e todos se completam e são dependentes uns dos outros.
Cantou Lady Laura, como que conversando com Nossa Senhora, pois mãe é mãe, e Ela tinha que estar ali… naquele contexto… naquele momento, e daquela forma especial como o nosso rei conversa com a mãe que já se foi, mas que permanecesse, conforme conferimos, viva em seu coração.
O “rei” foi ao passado e cantou uma linda canção que diz: “pensamenos que afligem… sentimentos que me dizem… dos motivos escondidos, na razão de estar aqui;
As perguntas que me faço, são levadas ao espaço…
E de lá eu tenho todas as respostas que eu pedi.
Quem me dera que as pessoas que se
encontram… se abraçassem como velhos conhecidos…
Descobrissem que se amam e se unissem na verdade dos amigos.”
E continua:
E no topo do universo
Uma bandeira
Estaria no infinito iluminada
Pela força desse amor
Luz verdadeira
Dessa paz tão desejada
Pensamentos que me afligem
Sentimentos que me dizem
Dos motivos escondidos
Na razão de estar aqui
E eu penso
Nas razões, na existência
Contemplando a natureza nesse
mundo
Onde às vezes
Aparentes coicidências
Têm motivos mais profundos
Se as cores
Se misturam pelos campos
É que flores diferentes vivem
juntas
E a voz dos ventos
Na canção de Deus
Responde todas as perguntas
Pensamentos que me afligem
Sentimentos que me dizem
Em seguida Roberto Carlos cantou “Jesus Cristo”.
(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário e bacharel em direito.
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