Bauruenses saudosos

25/11/2012 por

Na verdade são bauruenses que morrem de saudade um do outro e todos da terrinha, de qual saíram mas que a tal de Bauru não saiu jamais de seus corações.

Eles moram no norte do Brasil, na capital paulista, em outros países, distantes, nem tanto, mas se comunicam o tempo todo e fazem questão de voltar no tempo para pelo menos comentar de quando tinham toda felicidade a dar o clima da amizade e relacionamento.

E aproveitam para informar como estão, se se casaram, se têm filhos, se os filhos se casaram, se já têm netos e tudo que rola numa conversa entre amigos de verdade. Vale falar de tudo, até dos que se foram e deixaram saudade, daquela que foi o grande amor, mas cujo relacionamento se findou e entrando outro em seu lugar, talvez para ocupar espaço ou quase sempre para suprir a falta deixada pela de antes tão preciosa.

De todos os bauruenses saudosos, pelo menos um time decidiu fazer com que a amizade se prolongasse pelo tempo e pela distância e até mandaram construir um site para, através dele, todos ficarem sabendo de todos.

É natural que aos finais de ano bate aquela saudade básica e quando podem, se reúnem, quase sempre em um local campestre e lá colocam os assuntos em dia, morrem de alegria ao contar as passagens marcantes de quando eram jovens, chegam a falar das namoradas, dos casos, das namoradas dos amigos, dos casos que ficaram na memória e até daqueles que se perderam no tempo.

Quase sempre “rola” um churrasco e com muita cerveja, porque afinal o dia é de festa e de comemoração da vida, da amizade, misturadas com muita saudade e, se possível, por um simples tocar em cada um, ter o tempo de volta e reviver tudo novamente, sem tirar nem por um único detalhe.

Falam da Eny e suas meninas, da Batista de Carvalho quando era rua de acesso e em mão única, passando pela Capristor, pela Lalay, depois chegando à Gustavo Maciel (que dava mão na subida) e que passava pelo Bauru Tênis Clube, aquele saudoso, que enfim era palco de encontros memoráveis em todas as épocas do ano, tendo sua explosão no carnaval, quando cinco noites e quatro matinês eram insuficientes para tanta adrenalina e precisavam de pelo menos dois corsos pela Rodrigues Alves, para juntos representarem a cor vermelha e branca do clube, que era sofisticado e fechado, mas que se abria como um local de muita festa para quem era acolhido.

Mas nem com tudo aquilo os jovens se davam por satisfeito e organizavam anualmente o Banho à Fantasia, que de tão inusitado, jamais fora visto em qualquer outro lugar, porque para dele participar, era preciso fazer parte do time do pólo, com Bijinho e Patéli, Sapé e Nando, mais todos os outros que faziam com que todos os cantos do BTC ficassem superlotados de curiosos que buscavam ver aquele momento que enfim era o mais disputado de tudo que ocorria em pleno carnaval.

Os jovens eram tenistas, jogavam pólo aquático, futebol, comiam o delicioso sanduíche do Carlinhos no Cassino do BTC e se reuniam em um canto qualquer para colocar pra fora toda aquela adrenalina, que de tanto, ainda estão no corpo e na mente de cada um e daí a necessidade extrema do reencontro, que afinal se dá em todo final de ano, como dia desses, quando próximo a 200 jovens das décadas de 1.960 e seguintes se reencontraram e se abraçaram como velhos amigos relembrando aqueles velhos tempos, aqueles belos dias.

Mas não foi tudo, querem mais, querem trocar fotos, mandar e-mails criar comunidade no Facebook, querem mais festa, querem estar juntos, querem comemorar, reviver, se reencontrar com todos, … mesmo porque nem todos os assuntos foram esgotados.

Falar das meninas dengosas e pudicas, mas que eram foco das conquistas inevitáveis e como são lembradas por seus bailes de debutante, coisa que se comentada hoje, poderão imaginar tratar-se de mais um conto de fadas, porque a sede do BTC se transformava em castelo e as lindas garotas, quase sempre com idade próxima a quinze anos, desciam deslumbrantes pelas escadarias lindamente decoradas ou por Paulo Medina, ou por Paulo Keller, Roberto Godoy e tantos outros que entram na história como coadjuvantes indispensáveis dessa fase memorável.


O BTC sempre foi palco dessa turma que se reúne anualmente, mas sabe-se que outros grupos fazem o mesmo, porque voltar ao passado é uma forma de reviver pelo menos um pouco cada detalhe de tudo aquilo que foi belo e que fica em nossa memória como algo muito mágico.

Bauruenses pelo mundo são muitos, como são muitos todos de todos os lugares que se misturam nesse mundão sem cerca e sem porteira, quando a necessidade do domínio do inglês, francês, árabe, hebraico e até o mandarim são fundamentais para quem queira enfim andar por aí, de forma leve e solta.

Voltar no tempo é lembrar do Fordeco, com seus fords impecáveis, do Salmen, do Zé Farha com seu corcel bino, dos Rinos que vão do Nilson e chegando ao Ayrton, porém passando por Evaldo, Niltinho e Evandro.

Como deixar de fora o Rodolfo Patélli, carinhosamente chamado de “mão”, que de tão simples e humilde, jamais reclamou do apelido, que era remetido a um pequeno detalhe de sua mão, que afinal ficou como sua marca registrada, porém não sobrepujando seu valor maior que estava no carinho, no afeto, na simplicidade, na forma de se dedicar aos amigos, de se fazer amigo.

Falar daqueles tempos e dos bauruenses pelo mundo, é falar de muita gente que se foi, e ao partirem, por certo levaram consigo o pedaço do coração de cada um. Na verdade eles não morreram, como jamais todos não morrerão, porque a vida que todos têm na memória por todos, é pra sempre, como é pra sempre a vontade incontrolável de ter tudo de volta, como que se possível fosse, a um simples apertar de um botão.

Não dá passar em frente ao BTC e ver lá um escritório para outro fim… não aquele, pois o BTC de verdade era aquele e só ele faz parte de nossas vidas e foi palco de momentos que ficarão marcados para sempre. Aquele restaurante com nada menos que o Zé, que depois foi do Skinão, a dar aquele atendimento primoroso e se não carinhoso a todos, em quaisquer estágio, com umas a mais na cabeça ou não, pelo menos de forma cordial, como mandava o bom tom daqueles anos em que Christine Youfon vinha até Bauru para se atualizar em etiqueta com Paulo Medina.

Hoje são puras recordações e muita saudade de todos, tanto dos que faziam parte do time mais próximo, como daqueles que eram de outras turmas, de mais jovens ou de mais velhos, não importa mais, porque todos se misturam numa única fotografia que se chama passado e todos fazem parte de todos nós, porque todos são a nossa própria história.

Ao visitar o mural de um deles, Nelson Mortari Júnior, aí sim a saudade bateu forte, porque alguns dos muitos que estão guardados em nossos corações estão lá, em fotos e todos esboçando o sorriso pela alegria do encontro, mas com o misto de saudade, e porque, embora com o coração a mil, trazem a marca do implacável tempo, que nem por isso faz dos encontros dos amigos menos valioso e importante.

Bauru sempre teve seu lado mágico, seu lado místico e alguns detalhes podem ter contribuído para tanto, como o próprio BTC, com seu rigor na aprovação de um novo sócio ao mesmo rigor na organização das festas, como nas aulas de tênis pelo Seu Cláudio Sacomandi, ou de pólo aquático pelo Nabo, ou judô, e assim ia com os demais esportes.

Em tudo era preciso ser o melhor, porque a marca BTC era forte e precisava continuar a brilhar no estrelato nacional do esporte, do lazer, da arte, da cultura e em especial das festas.

Naquele tempo música pra valer tinha “pombinha branca eu quero paz”, mas os jovens as tinham para que pudessem ir um pouco mais à frente e nada que uma lança perfume não lançada à mão não fosse o suficiente para que a adrenalina ficasse mais ativa e pelo menos naqueles dias de carnaval o excesso, se não permito, pelo menos fosse possível.

Depois tudo voltava ao normal e todos se encontravam na Lalay, nos cinemas Bauru, São Paulo, ou Capri, ou Vila Rica, onde até alguns “amassos” nas namoradas era possível, porém não permitido, porque tinha um Ponciano a vigiar e ter medo dele era coisa mais que normal.

O tempo é implacável, de novo, mas ái de quem não passou ou passa por ele e atento a cada segundo e por certo aqueles jovens que hoje querem reviver tudo, sem tirar nem por, procuram observar cada momento e aproveitá-lo ao máximo, mesmo que tirando sonos dos pais e causando preocupação nos professores.


Maioria venceu na vida, alguns não, muitos estão com horizontes firmes ainda a perseguir, outros já curtem a aposentadoria, muitos continuam com as esposas originais, outros com a segunda, terceira, sei lá, não importando qual, mas todas sendo bem vindas e se possível todas se dando bem, porque afinal a vida é isso, união sempre e quando não, pelo menos uma convivência pacífica.

Mas enquanto escrevo esse desabafo, levado pela emoção ao ver as fotos e ter uma conversa com um amigo de tempos inesquecíveis, posto fotos intercalando do último encontro, dos mesmos, dos bauruenses pelo mundo, que para sorte dele, do mundo, tem gente nossa em todo lugar, porque bauruense pra valer, leva um pouco do melhor de nossa cidade, que sempre teve e tem por característica a arte de poder contaminar. É quando me lembro do Peninha, que de Bauru passou a ser do mundo e com direito a nome constando da Wikipédia, onde só famosos se inserem.

Ótimo saber que a nossa Bauru se estendeu pelo mundo, que de tão pequeno, cabe nessas mal traçadas linhas e pode ser trazido a todo instante à palma da mão, que se aconchega ao coração e dele sai a expressão: “foi ótimo, e de tanto, quero viver tudo de novo”.

Veja fotos do encontro clicando em Bauruenses pelo mundo.

(*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista, publicitário e bacharel em direito.

leia mais

O Articulador Judeu

02/09/2012 por

Marcelo Veiga da Silva publicou em meu mural: Renato… Fico comovido por sua participação no lançamento do livro , o romance “O Articulador Judeu”.
Sua presença foi fundamental e deu brilho ao evento. Obrigado…
“O Articulador Judeu”, escrito pelo escritor Marcelo José Veiga da Silva, foi lançado na Bienal do Livro, no dia 18 de agosto e agora parte para outros lançamentos em cidades do País.

O autor tem sete romances escritos aguardando publicação, além de contos e poesias. Marcelo participa do livro “Conto Meu Papai Noel, Natal Sempre Natal – Contos, crônicas e memórias”, organizado por Leda Accorsi
Gabrielli..

O “Articulador Judeu”, de Marcelo José Veiga da Silva, é um documento histórico onde ficção e realidade se misturam numa sequência ordenada e hierárquica de quase cem anos. A obra foi lançada anteontem no Auditório Municipal “Helvécio Barros”, no Centro Cultural de Bauru.

O autor Marcelo José Veiga da Silva (foto), relata, através de seu personagem Marcos Benjó, um painel da política, da economia, da arte e das culturas judaica e brasileira sob a ótica de um homem que venceu todas as dores e dissabores com sabedoria, senso de justiça e gratidão. Emoção, riso e curiosidade pontuam o “Articulador Judeu” e o autor, com sua incrível capacidade descritiva, contagia o leitor. Impossível não refletir sobre a vida e seus desafios.

Serviços:

Para programar lançamentos do livro com noite de autógrafo e ou remessa de livros para venda, conversar com o autor pelo Facebook, clicando em Marcelo Veiga da Silva.

leia mais

Um presente em forma de arte

01/08/2012 por

Por Renato Cardoso (*)

Nas datas comemorativas os artistas também se inspiram e sempre, em razão delas, um ou outro, ou todos, esboçam sua forma especial de presentear aquilo ou aquele que merece comemoração, entrando na lista dos lembrados, os municípios, pelos quais seus cidadãos nutrem sentimento de amor.

Hoje, 01 de agosto, quando a cidade de Bauru é lembrada, muitas são as formas de comemoração e e muito através  de eventos,  com o povo festejando, curtindo aquilo a que tem de direito, em atendimento ao  ”Panis in Circense” – a ele, o povo, precisa ser dado pão e circo.

A foto em destaque é um presente para Bauru, aliás mais um, que o artista da fotografia, Celso Melani oferece, tendo como “cliente patrocinador”, a Sicred.

Na produção em destaque, o Dr. em fotografia, professor da Unesp, Celso Melani, um dos mais consagrados do País, dá um show de edição e com recursos de programas apropriados, como o Photoshop, fazendo com que o verdadeiro artista supere até mesmo a tecnolnogia, tida pelos menos ousados como um dos recursos modernos que poderiam chegar para promover concorrência desleal à arte mais simples e tradicional.

A foto em destaque é uma prova de que o artista sabe fazer do limão uma limonada e por mais que avance a tecnologia, imaginando-se estar  nela o obstáculo para que a veia artística deixe de fazer jorrar o sangue da arte e com uma concorrência desleal expressiva aos que antes se serviam até aqui apenas de pedras e rochas.

Celso Melani une competência, arte pura e conhecimento de novas tecnologias, comprovando que a arte jamais irá morrer e todas elas têm seu valor, do rabisco encontrado num papiro ao que vemos, numa cruza de fotos de vários pontos turístico de Bauru, culminando numa única imagem, postada para que o sabor da contemplação seja compartilhado.

Pelo foto em destaque, ou pela arte em destaque, a forma que encontro (apoderando-me), para homenagear Bauru, por seus 116 anos.

Ouso em lançar mão da arte para homenagear minha cidade, por simples questão de proximidade ao autor, ou autores, Celso e Cris Melani, meus afilhados queridos, que jamais se serviram de armas e instrumentos ameaçadores para fazer com que outros apaixonados pela cidade se acovardassem e deixassem de esboçar seu sentimento mais sincero.

(*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista, publicitário e bacharel em direito.

leia mais

O céu de Bauru!

08/05/2012 por

O céu de Bauru!

Por Renato Cardoso (*)

Bauruenses já nem sabem mais como definir sua cidade, levando a conversa para o aspecto marketing, querendo “vendê-la” ao mundo da melhor forma possível.

Falar que aqui surgiu Pelé, o atleta do século XX, e que só agora pode estar sendo ameaçado no futebol por outro santista, o Neymar, é chover no molhado, porque até a Rainha da Inglaterra diz: “Pelé from Bauru”.

Dizer que a nossa Bauru já foi em bons tempos o maior centro rodo-ferroviário-hidroviário e energético do Brasil, é repetir o que foi dito também no século passado, até finais dos anos 80, porque “todos os caminhos convergiam a Bauru”, no estado de maior dinamismo do País.

Mas tem o sanduíche bauru, preferência de pelo menos cinco de cada dez consumidores de boa alimentação com ingredientes à base de picles, queijo derretido, rosbife e pão francês. Um único sanduíche com história contada no mundo, com direito a um site, pelo qual se informa a respeito e por onde se pede o credenciamento com direito a obter certificado pelo COMTUR, de ser um point que vende o tradicional, sugerido a partir do Ponto Chic em São Paulo, pelo então estudante de direito, Casimiro Pinto Neto. Aliás, visite o site do sanduíche bauru.

Poderíamos falar dos ícones do século XX da aviação no Brasil, Ozires Silva e Marcos Pontes. Ozires Silva, é bom que se saiba, o primeiro a ser sondado dos brasileiros a receber o prêmio Noblel do Brasil e só não foi indicado porque, conforme ouviu-se dos drs. da fundação que elege os contemplados, que no Brasil é comum brasileiros destruírem seus mitos.

Muito a falar, para chegar, enfim, ao céu de Bauru, que não por acaso, é pano de fundo para o maior espetáculo da terra com aeronaves sem motores.

Não por acaso, Bauru foi escolhida para ser a capital nacional do planador. Tem toda uma história para ser contada, a respeito, e o bom mesmo, para a melhor e completa informação, é se dirigir ao site do Aeroclube de Bauru.

A história do planador começa a partir das acrobacias em círculo, dadas pelos urubus, esse bicho que mais é lembrado por sua missão indigesta para nós de limpar o que não nos interessa como alimento, assim como a outros animais. Mas os planadores usam o mesmo princípio dos urubus, voando em razão das térmicas, daí pouco movimentar suas asas e deixar o contraste térmico promover aquele trajeto tranquilo e sereno, que para se ter noção do prazer, só mesmo viajando a bordo de um planador. Aliás, em Bauru, um dos melhores passeios turísticos, é voar de planador, a um custo pouco maior de R$ 100,00, cujo valor vai para um caixa que se direciona ao treinamento de novos pilotos e demais profissões ligadas à aviação.

Mas planadores no ar e no céu de Bauru, promovem um espetáculo sem igual, mais mesmo aos finais de semana e quando o céu é de brigadeiro, conforme dizem os apaixonados pelo esporte e quase profissão, ou início de profissão visando pilotagem de aeronaves de todos os portes.

Voei de planador e me sentindo nos céus lá em cima, num dia muito especial, quando olhei para minha Bauru e vi a Cidade Sem Limites lá, tranquila e serena, como que o trânsito fluísse normalmente, sem congestionamentos, que hoje é o tema mais nítido das manchetes de jornais.

Uma sensação múltipla, pois podia olhar para minha Bauru, para o céu mais próximo, para outros planadores que “viajavam” pelas térmicas próximas e cheguei ao máximo de emoção.

Por acaso, e numa dessas coincidências da vida, era tempo de campeonato, e lá de baixo, com sua potente máquina fotográfica, a competente Luciana Gonçalves colhia os melhores momentos, de um desses eventos que quase anualmente acontecem em Bauru.

Lindas as fotos, a ponto de, movido pela emoção em razão do passeio recente e ainda com aquele barulho tranquilo do vento soprando em meu ouvido, provoquei minha veia inspiratória e deu no que deu, postado logo abaixo, gentilmente acomodado no Youtube por conta de um profissional de fotografia, design, e por acaso também piloto de planador, Alexandre Cruz Nicolas.

Aquela tranquilidade mesclada com a forte emoção, remeteu-me a uma melodia inesquecível, levada ao mundo por conta do filme Midnight Cowboy, em 1.969, tendo no elenco, o pai de Angelina Jolie, Jon Voight, com o incrível Dustin Hoffman. O filme ficou marcado e a música de Nilson alcançou muito sucesso, sendo para mim uma das mais belas e com um embalo que me remeteu ao movimento de um planador, pois a melodia se sobrasai numa evidência incrível e imaginei-a de pano de fundo às fotos, promovendo aquele embalo gostoso, que igual mesmo, só a bordo de um planador.

Na montagem, me vi a bordo de um planador, com um assobiar de vento ao ouvido, com a bela melodia, deu no que deu, e vai a seguir:

(*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista, publicitário e bacharel em direito.

leia mais

Prefeito de Bauru resgata carnaval de rua

19/02/2012 por

Prefeito de Bauru resgata carnaval de rua

O prefeito de Bauru, Rodrigo Agostinho (PMDB), de apenas 34 anos, é considerado hoje um dos de melhor resultado quanto sua administração.

Vê-se uma outra Bauru depois que assumiu o mando da prefeitura e injetou sangue novo na administração, promovendo a recuperação da cidade e agora restando um evento que era significativo no calendário de eventos do Estado de São paulo: o carnavl de rua.

Cuidou de tudo e acompanhou pessoalmente a recuperação do sambódromo (Bauru é uma das poucas cidades do interior com espaço próprio para a realização de um evento do porte).

Hoje, com tudo pronto, sairá ele ao lado da noiva (estão de casamento marcado)< Dani Modolo (foto) em várias alas das escolas.

E se é uma coisa que os dois jovens têm é animação, conforme será conferido no Sambódromo, logo mais.

Uma novidade a mais quanto ao evento: a transmissão em tempo real pela internet. Para acompanhar o carnaval de Bauru clique em www.jcnet.com.br

leia mais

Just in time

15/02/2012 por

Por Renato Cardoso (*)

Um assunto pelo menos sobre política precisa ser inserido aqui sob o ponto de vista inclusão e exclusão.

Diz respeito aos tucanos, que vivem um dilema na busca de uma fórmula para lançar José Serra na corrida pela prefeitura paulistana e abortar as prévias preparadas há oito meses.

É que dirigentes do PSDB evocam a autonomia do comando municipal do partido para inscrever nomes até a véspera da consulta interna de 4 de março.

Serra concordando com os incisivos convites, faria com que o tucanato respirasse aliviado, pois com ele pré-candidato, de pronto poderia o PSDB contar com apoio do PSD de Kassab e do DEM, além do PSB de Márcio França, secretário de turismo do Estado de São Paulo.

José Serra, com sua eterna indecisão de reavaliar uma candidatura embola o jogo e tudo parece comédia, com gente grande da política fazendo figa pelo ex governador, para que ele queira sair candidato a prefeito da capital paulista mas não insista para ser candidato pelo partido a presidente da república em 2.014.

Veja como tudo está embolado: José Serra pode até ter razão desta vez por prolongar sua indecisão. É que tem um ingrediente a mais: caso ele queira sair candidato a presidente ou mesmo governador de São Paulo em 2.004, poderá ele, em tese, contar com as portas abertas por Kassab, que tem um sonho de consumo de ver seu partido, o PSD, comandando o estado mais poderoso da federação.

Tem um ingrediente a mais, conforme um dirigente do PSD: “Vai ser um inferno”. Isso porque as conversas entre Gilberto Kassab e o PT estão avançadas em torno da candidatura de Fernando Haddad. O prefeito de São Paulo disse a pessoas próximas que, a essa altura do campeonato, se sentiria “desobrigado” de apoiar Serra, embora essa não seja uma decisão fácil. No cálculo de Kassab, também está o cenário nacional.

Muito confuso até de explicar, mas o bom mesmo é ver o sofrimento dos políticos em torno de necessárias composições.

Política pode ser a arte dos encontros embora os muitos desencontros a que se obrigam seus atores, em determinados momentos, como o vivido no momento pelo tucanato.

Bem feito para todos.

(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário e bacharel em direito.

leia mais

O carnaval de rua de Bauru

09/02/2012 por

O carnaval de rua de Bauru

Quando dizemos que o carnaval de rua de Bauru já foi o mais famoso e completo de todo o interior do Estado de São Paulo, poucos acreditam. E tem toda uma história, uma trajetória que ainda pode ser contada por muitos que o curtiram desde seu início, de forma um tanto modesta, porem com o mesmo entusiasmo, por dois ícones que precisam ser mencionados: Caré e Pedro de Campos.

A princípio, lá pelos idos de 1.956, até final da década, a festa acontecia na 1º de agosto, indo logo a seguir para a Rua Batista de Carvalho (isso já em meados da década de 1.960), e claro, no sentido Centro/Falcão, pelo fato de ser descida e por aí com maior facilidade para empurrar os carros alegóricos. Já era grandioso naquela época, com destaque a pelo menos duas escolas, sem dúvida bravas e responsáveis pelo início da festa em Bauru, lideradas exatamente por Caré e suas mulatas e o eterno cocncorrente deste, Pedro de Campos, com outras belas mulatas e sambistas. Um vídeo, infelizmente retirado do Youtube mostrava toda história e o quanto era animado o nosso carnval.

Tuba Ferreira, o responsável, recorreu a fotos e áudio da Bauru Rádio Clube, à época dirigida pela família Simonetti e pelo seu pai, Tobias Ferreira Gomes.

Na Batista de Carvalho, já em 1.969, 1.970, o grupo de radialistas mais competente e famoso da cidade tinha acabado de assumir a Rádio Áuri Verde e nada de televisão a transmitir naquele tempo, tendo ficado aí a disputa entre os remanescentes da PRG8 (dirigida por Célio Gonçalves – eu fazia parte do time) e o grupo liderado por Tobias Ferreira, já pela Rádio Auri Verde, a fazer as transmissões, em parceria com os irmãos Simonetti, tendo Silvio Carlos, Paulo Sérgio e Simonetti Neto a participar de forma muito presente. Não contem ao TUBA, mas o velho Tobias deu uma estranhada quando juntos subimos o carro alegórico pare entrevistar a rainha. Bem na dura, lembro-me do amigo Tobias apelando para a ética profissional (orgulho por ter levado dura do saudoso empresário e radialista).

Olhei agora minha carteira profissional e vi lá que atuava na Bauru Rádio Clube em 1.970 e foi quando participei da transmissão do carnaval de rua, ainda na na Batista de Carvalho. Bauru e região se espremiam para ver o espetáculo grandioso. Estamos falando de 1.970, auge do regime militar, ano exato do Brasil campeão do mundo, no México, e com direito a show de Pelé. O lado triste fica para o campo político, com Médici na presidência forçando a gritaria dos tornedores para acobertar o som sofrido saído dos porões do DOI CODI.

Aí, pela explosão do espetáculo e pela procura intensa pelo público, decidiu-se por transferir o carnaval de rua para a Avenida Rodrigues Alves, que tinha as duas pistas ocupadas, sendo uma pelos carros, blocos, baterias, carro de som, etc., e outra pelo grande público formado por gente de toda região. Um circuito de som corria os postes de pelo menos 10 quadras da avenida e, mesmo distante da tecnologia de hoje, fazia-se um grande espetáculo.

O próprio prefeito saia com sua cúpula administrativa, em um caminhão próprio e ficaram famosos os canhões de Franciscato, jogando confete em todos que presenciavam a grande festa. Mas o que pouca gente sabe, é que eram os clubes sociais que faziam o carnaval de rua, saindo com todos os seus blocos, rei, rainha, carros alegóricos, etc., misturando-se aos pequenos grupos que já insinuavam por escolas de samba.
Era uma disputa acirrada e com direito a concurso de clubes vencedores e tudo mais. O BAC, Luso, Country e Bancários sempre venciam (nunca o BTC houvera ganho uma única apresentação na avenida).

Paulinho Keller, cuja foto ilustra este comentário, tem muita responsabilidade na mudança desse quadro, tendo sido ele o mentor da mais bela apresentação de clubes no carnaval de rua de Bauru, pois a diretoria, de qual era diretor social, foi convidar o então jovem Paulinho Keller para ser o responsável por tudo: decoração do salão, carro alegórico, fantasia da rainha e tudo o mais. E o BTC saiu impecável naquele ano, com a rainha Regina Belgo sendo eleita vencedora e o BTC vencendo todos os quesitos. Lembro-me que a decoração era em preto e espelhado e foi o maior sucesso. Uma beleza que encantou pelo contraste salientado pelas luzes estrategicamente instaladas.

A partir de então, Paulinho nunca mais deixou de ser requisitado para as maiores festas de Bauru e alçando vôos altos, chegando a São Paulo e Rio. Começava ali a integração de clubes sociais com escolas de samba, que formavam o conjunto perfeito da festa de momo de Bauru. Cada clube participante junto a uma escola e todos cumprindo com rigorosidade o que determinavam os enredos. Era o luxo e riqueza saídos dos clubes sociais, misturando-se à animação, samba no pé e ritmo dos carnavalescos, vindos de bairros mais pobres, em sua grande maioria.

Fazendo amarração disso tudo, estavam os que adoravam a festa e cada grupo cuidando de uma escola como se fora sua família. A disputa entre as escolas começou a ser acirrada e à cada ano mais profissional, com diretores das mesmas sendo mais rigorosos. Levava-se a sério o carnaval de rua de Bauru.

Nos clubes sociais, multidões pulavam de quatro a cinco noites e, a princípio, de forma comportada. Com o advento da lança perfume e seus efeitos muito bem contados e cantados por Rita Lee, na música título, o comportamento começou a ser alterado. Havia o carnaval de uma noite só, no Automóvel Clube, que era o de maior luxo. E a Hípica, fazendo a melhor prévia, e às vezes chegando a promover uma ou duas noites. Havia público para todas as festas.

Importante mencionar que o carnaval era uma festa para todas as classes sociais e tinha (lá atrás), o Clube Paulista, que depois teve suas vezes tomadas pelos bailes na “Panela de Pressão” e com apoio da prefeitura, para que ninguém ficasse de fora. Dessa época, com clubes fazendo o carnaval de rua de Bauru, surgiram as escolas de samba que se intercalavam a esses (clubes) e aos poucos foram tomando conta do espaço, deixando-o ainda mais agitado e completo.

Destaque para Robertinho Godoy, que fazia as fantasias mais chiques das senhoras da sociedade, também para Mairton e Élida Farias, que deram o estilo carioca para nosso carnaval de rua, para Paulo Madureira, Carrijo, Cilica, Índia, Regina Ramos, Toledinho e tantos outros que trabalhavam o ano todo para a acirrada competição entre Mocidade Independente, Cartola, Camisa 10, Azulão de Ouro e outras mais (desculpem pelas omissões… coisas do tempo).


Aí já estávamos na Avenida Nações Unidas e destaque à dupla Sampainho e Célio Gonçalves, que cuidava de tudo, cumprindo contrato firmado com a Prefeitura Municipal. Mas a festa, aí, já tinha perdido um pouco do glamour, talvez até pelo excesso de espaço e com isso a diminuição aparente do tamanho da festa. Mas que os dois se dedicaram ao melhor, temos que reconhecer. E tinha a CESP, através de José Cabral, a dar apoio, cedendo inclusive um guindaste, que servia para as emissoras de tvs exibirem toda a passarela (grua).

Foram quatro ou cinco anos de muita festa e uma concorrência muito grande entre as escolas. Bauru ficou carimbada como a cidade que promovia o melhor carnaval do interior do Estado de São Paulo. Era o Plano B para quem não podia se dirigir ao Rio de janeiro. Este espaço é ocupado pelo carnaval que é realizado em nossa capital, hoje. Aí os clubes já se dedicavam mais às suas festas de salão.


Não me perguntem por que, mas sei que depois que o nosso carnaval de rua foi para o “Sambódromo”, foi morrendo aos poucos. Prova de que carnaval é feito de suor, dedicação, envolvimento e muito samba no pé. Cimento não conta para o melhor resultado, como um dos ingredientes.
Depois de dois ou três eventos com sucesso (até pela novidade quanto ao sambódromo), o carnaval começou a deixar de cair no gosto do público e o evento passou para a saudade.

Foi num ano deste século que ousados empresários propuseram um carnaval profissional, liderado pela Equipe A, que tinha experts em eventos. Foi um sucesso em termos de estrutura e até que as escolas se entusiasmaram. Primeira noite muito fraca em razão de pouco público, mas festa sem igual, na terça-feira, com preços subsidiados.

Foi quando se falou em transmissão pela internet pela primeira vez e para todo mundo ver nosso carnaval. A imprensa e autoridades tinham um camarote imponente e com os primeiros computadores ousando o que somente hoje é permitido em termos tecnológicos.
Hoje, em início da segunda década do século XXI, imagina-se o que fazer para o resgate do carnaval. Os que participaram da bela história esboçam esperança e vem a idéia de se promover em Bauru o “Carnaval das Nações”, tomando como base a bela Festa das Nações, na qual os representantes das colônias imigrantes se esforçam para a melhor promoção.

Fala-se em cada colônia assumir uma escola de samba e os organizadores promoverem a concorrência sadia. Poderá ser a melhor oportunidade para todos que aqui chegaram e foram bem recebidos, contarem um pouco (ou aos poucos, pela continuidade) a história de seus paises de origem.
Claro, estamos em cima da hora, mas pode-se pensar a respeito e visando o próximo ano. Só uma coisa: a colônia árabe já tem compromisso com o Camisa 10, que promete voltar com tudo… iniciativa de quem curtiu essa escola.
Pensaram a Assuã contando um pouco da cidade natal dos irmãos Shayeb? Tobias falando dos seus e idem para os Said, Salomão, Saab e tantos patrícios que adoram nossa Bauru como os aqui nascidos e como eu, vindo de Piratininga.

Imagino a colônia espanhola cuidando com muito carinho do Camisa 10 e pelo enredo, falar das touradas de Madrid, José Carreras, Montesserrah Cabalet, Julio Igleias e muitos idolatrados por brasileiros. Portugueses daqui têm tudo a ver com Mocidade Independente e a parceria pode redundar num imenso sucesso.

A colônia japonesa, que sempre esboçou samba no pé, pode assumir uma escola e Julinho Kosaka lidrando a colônia (que rico enrêdo pode dar!).
Por acaso vi na Globonews um Sarau e um carnavalesco falou de David Nasser, aquele da revista Manchete e autor de muitos artigos e de muitas letras de carnavais.

Falou de Alá, meu bom Alá. Porém, como o lado poético pedia mais, acabou completando: Alalaô, lálaô, lalaô.

Isso dá samba com árabes e Beto Guilherme(foto) em parceria, mais Élida estudando para criar o enredo. “Eu fui à tourada em Madri…pararatimbum”, pode dar outro enredo e a beleza poderá estar na conjugação de história do carnaval com a história dos imigrantes, chegando aos times de futebol que mais se parecem times brasileiros, tal a presença de nossos craques por lá. Ah se Pepe fosse vivo!

Não à toa nossos bem vindos sempre foram homenageados pelos criadores dos sambas. Chegou a hora deles sentirem o que é “a minha alegria atravessou o mar… e ancorou na passarela”. Com direito a completar: Akin a telefon culhion marrá, dahil a lá. Alá lá ô, lá la o la la ô.

Veja galeria de fotos clicando aqui.

Por enquanto mostro “bandeira branca, porque peço paz”.
Porém nada que um empurrãozinho não resolva. Vamos nessa?

(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário e bacharel em direito.

leia mais

Xixi durante o banho

08/02/2012 por

Por Zarcillo Barbosa (*)

No tempo de Jorge III (1738-1820), rei da Grã-Bretanha e da Irlanda, estabeleceu-se que todos os súditos deveriam tomar banho uma vez por ano – e não muito mais -, como medida de combate às emanações supostamente nocivas. Quem conta é o historiador Stanhope. Talvez tenha sido esse tipo de “abuso do poder real” uma das causas da segregação do rei como louco, em 1811, e a criação de uma regência em favor do seu filho primogênito, o futuro Jorge IV.

A água para consumo doméstico era escassa, muitas vezes conseguida em fontes distantes. Para cumprir o édito a família inteira tinha que se banhar na mesma bacia, em ordem hierárquica. Começava pelo chefe da casa. Depois, a matriarca. Seguia-se o filho mais velho até chegar no caçula. No banho final a água estava tão suja que seria possível descartar pela janela o conteúdo da bacia sem se perceber o bebê esquecido no negrume do líquido. Daí nasceu a expressão “jogar a criança com a água do banho”. Outro dia o Supremo Tribunal Federal fez algo parecido com a Lei de Imprensa…

A aluna de Jornalismo pegou-me desprevenido quando quis saber minha opinião sobre a campanha da ongue SOS Mata Atlântica para que as pessoas façam xixi no banho, e economizem água do vaso sanitário. A primeira coisa que me veio à cabeça foi a história do banho inglês. No verão, época propícia por causa das temperaturas mais amenas, nas cidades inglesas centenas de famílias cumpriam suas obrigações como súditos leais à determinação do rei. Logo no primeiro, e raro, dia ensolarado. Fazer xixi durante o banho é um ato tão natural, fisiológico e inevitável.

Independe de qualquer campanha ou consciência cívica. A própria água quente estimula a bexiga a trabalhar. Quando a gente vai nessas fontes termais freqüentadas por multidões de banhistas é fácil perceber no ar o cheirinho acre do líquido segregado pelos rins.

Em todo caso, impossível tachar os ambientalistas de “alienados”, como ocorreu com Jorge III. Eles têm suas razões. O presidente Afonso Pena (1906-1909) dizia que “todo brasileiro tem direito a um banho, aos sábados” e nem por isso foi internado. Segundo dados de um programa de conservação da FAO/ONU, cada descarga gasta doze litros de água. Temos 192 milhões de habitantes.

Nem vou perder tempo fazendo contas. Sei que é água pra rio nenhum botar defeito. O problema é segurar o xixi até a hora do banho. Depois de uma determinada idade o cidadão prostático vive a angústia da incontinência urinária. Lembrei-me também do Chico Ferramenta, lá da minha terra, que recebia os amigos na sua chácara para tomar cerveja e comer churrasco. Quando alguém perguntava sobre o banheiro ela apontava um pé de coqueiro-anão carregado de frutos. Atribuía a performance da planta à uréia natural que irrigava as suas raízes.

O ambientalista Efraim Rodrigues assegura que o perigo não está no desperdício de água nas residências, embora também seja antiético. A agricultura consome 32% da água do mundo e as cidades 6%. Você economiza muito mais água consumindo alimentos da época (que não precisam de irrigação) do que fechando a torneira enquanto escova os dentes. Se fizer as duas coisas, melhor ainda. Nosso problema com a água não é de falta. É de excesso.

No Brasil ainda deixamos de reutilizá-la. Poucas pessoas armazenam água da chuva para lavar pisos e irrigar o jardim. As legislações não exigem reservatórias de águas pluviais nas residências e condomínios verticais. O prefeito Rodrigo Agostinho, conselheiro do Vidágua, quando vereador conseguiu aprovar projeto de lei proibindo a utilização de água tratada para lavar calçada. Por enquanto é letra morta. Mesmo agora, como chefe do Executivo, duvido que tenha coragem de sair multando as donas de casa. Nenhuma delas resiste usar a mangueira como vassoura hidráulica. A varrição dos espaços públicos seria de obrigação da Prefeitura. Não pode reclamar. A cidade lança milhões de litros de esgoto por dia no Rio Bauru. Quem não faz no pé do coqueiro, seja no banho ou no vaso, ajuda a poluir. Faz no próprio pé.

A campanha da SOS Mata Atlântica, organização de respeito e abrangência nacionais usa o seu prestígio para alguma coisa pequena. Até desviante. Chegou a repercutir na nossa Câmara de Vereadores. Coisa de cidade grande. Já temos até gripe suína e alunos com máscaras cirúrgicas. Passamos a perna em Rio Preto, Ribeirão, Marília e outras cidades que disputam conosco o troféu de metrópole interiorana.

O autor, Zarcillo Barbosa, é jornalista e colaborador do JC

leia mais

Faustão com BB12 está rendendo… ainda!

08/02/2012 por

Faustão com BB12 está rendendo… ainda!

Puro marketing da Rede Globo essa do Faustão falar sobre o reality show que ao que indica não emplacou desta vez.

A respeito do dia que diz do último domingo, quando disse que não sei quem tinha que voltar, Faustão, em represália aos comentários daqui e dali, informou que tem liberdade para falar o que quiser em seu programa.

O apresentador afirma que apenas deu uma sugestão e que para ele o caso está encerrado.

Fausto Silva só agora se manifestou sobre a repercussão do comentário que fez em seu programa no último domingo (5). Na ocasião, ele disse que o público deveria decidir se Daniel – expulso do BBB12 – deveria ou não voltar ao reality show global. O modelo saiu do jogo após suspeitas de que teria feito sexo com Monique sem o consentimento da moça,que estaria desacordada.

Após entrevistar no Domingão as três primeiras eliminadas do reality – Analice, Jakeline e Mayara – , Faustão falou no ar sobre o caso de Daniel e ressaltou que o modelo estava convidado para ir a seu programa se defender e contar sua versão do fato.

Os comentários de Fausto, no primeiro programa ao vivo de 2012, geraram mal estar nos bastidores da emissora, que chegou a divulgar uma nota oficial afirmando que o apresentador não conhece detalhadamente as regras do programa. O diretor do programa, Boninho, disse o mesmo, deixando claro que não gostou da interferência do apresentador no problema, que virou caso de polícia e está sob investigação.

O Fuxico entrou em contato com o porta voz de Fausto Silva, que disse que ele deixou a seguinte frase para ser passada à imprensa, caso fosse procurado para comentar sobre a repercussão de sua postura:

“Eu tenho liberdade para falar o que eu quiser no meu programa. Eu dei a minha opinião e a minha sugestão. Para mim o caso está encerrado”.

leia mais

Não me leve a mal..

07/02/2012 por

Por Luciana Gonçalves (*)

Hoje é carnaval, não me leve a mal…

Peço licença para deixar desfilar, na avenida da minha memória, os blocos carnavalescos do passado, episódios inesquecíveis daquele que foi o clímax da juventude dourada dos anos 80. Quero jogar como coloridas confetes, as lembranças alegóricas de um tempo em que o romantismo reinava absoluto nos salões da cidade e hoje adormece em retratos guardados, repletos de sorrisos e de um glamour melancólico que a modernidade veio aos poucos nos roubando.

Tudo começava muito antes, meses antes daquela temporada alegre do mês de fevereiro. Ainda restavam dias felizes de férias quando, já sonhando com a festa no salão, desenhávamos fantasias e planejávamos blocos, convidando os amigos para compor personagens da mais pura criatividade e alegria.

Queríamos incorporar o brilho das lantejoulas e a banalidade fugaz das pequeninas confetes que, de tão comuns, faziam a festa no ar e depois se amontoavam no piso, salpicando de estrelas nosso chão, como diria o seresteiro.

Era época de festa no comércio. As máscaras decoravam as portas das lojas e as serpentinas, anunciavam o reinado de Momo, com sua corte invadindo o cotidiano comum da cidade pequena, ansiosa da festa. No calor das tardes de fevereiro, passeando na antiga Batista, íamos de loja em loja procurando aquela infinidade de objetos que nos introduzia, aos poucos, no espírito do carnaval. Tules coloridos, babados de rendão, metros e metros de cetim, tubinhos de paetês, saquinhos de miçanga, tudo aos montes para completar aqueles inumeráveis desenhos bordados das fantasias.

As tardes de bordado… quantas horas eram somadas em que bordávamos as roupas coloridas? Perdíamos a noção do tempo, apenas imaginando o efeito daquela peça a completar nosso sonho de Colombina encontrando o Pierrot depois que um ano se passou.

Os dias eram marcados no calendário e quando o sábado de carnaval chegava, a rua do comércio ainda fervia com os foliões procurando chapéus de marinheiro, lenços de pirata, colares de flor e cortes de tecido florido para os havaianos improvisados chegarem a contento, à noite, nos salões. Ninguém escapava da fantasia. O traje era silenciosamente obrigatório e quem não se vestia para o carnaval ficava literalmente com as “pernas de fora”. Até os “macacões de posto de gasolina” viravam moda alegórica.

O romance estava no ar quando a Turma da Banda dava os primeiros acordes do Hino Nacional, com o salão ainda vazio, para recepcionar a corte imperial da alegria em tom de nacionalismo surreal. A diretoria do Bauru Tênis Clube sempre estava reunida, em frente ao palco, conferindo os primeiros acordes da banda sensacional que ganhou inúmeros troféus de animação e harmonia perfeita.

Subíamos correndo a rampa enfeitada do BTC. Não havia tempo a perder e a música já se ouvia desde a quinze de novembro, rua calma onde geralmente deixávamos o carro até a madrugada chegar. Ainda ouço o eco daqueles metais afinados e o swing eletrizante dos tambores convocando o ritmo dos nossos corpos tão ansiosos pelo calor da animação.

A primeira festa era para os olhos: a cada ano uma surpresa, quase sempre proporcionada pela criatividade sublime do Paulinho Keller que adornava o salão com novidades alegóricas inimagináveis. O fundo do mar, o paraíso, as selvas tropicais da áfrica, o reino encantado das mil e uma noites. Os temas escolhidos enfeitavam a nave do BTC convidando os foliões para soltarem as amarras de suas imaginações rumo às profundidades dos sonhos infantis.

Já inebriados pelo tom cenográfico da festa carnavalesca, o momento era de vasculhar os salões a procura dos Harlequins, das Salomés, dos Sheiks, das Baianas, dos Piratas, das Melindrosas, dos Cowboys… A festa da procura, a festa do encontro que às vezes coincidia com um verso romântico da marchinha que cantarolava: “a mesma máscara negra esconde o meu rosto e eu quero matar a saudade….”

Cada música que soava era um convite. A banda nos convidava para a saudade, para a glória, para a esperança da vida, para o destino do amanhã, para o desembarque na passarela do maior show da Terra. Todos se sentiam os “donos da festa” no meio daquela nova dimensão em que mergulhávamos torpes de entusiasmo e adrenalina.

Os rostos, sempre iluminados de evidente felicidade, estampavam as emoções típicas do carnaval. Casais se formavam, pares se despediam, amigos se abraçavam cantando e sempre alguém nos abanava com os famosos leques de propaganda de bebida, livrando-nos do calor febril do clube quase sempre lotado.

E assim se passavam os quatro dias e as quatro noites. Entre um baile e outro, a obrigatória festa das matinês a celebrar a participação do sol na tarde carnavalesca das crianças e no inesquecível espetáculo do banho à fantasia.

Eu sempre relutei muito a deixar os salões naqueles tempos. Já no adiantado da hora da última noite, a família indo embora, para me resgatar da folia, dizia: Chega! Ano que vem tem mais !

No fundo do coração, com uma inexplicável melancolia eu já pressentia: como tudo que é muito bom acaba – um dia essa festa vai acabar.

E, no entanto, é preciso cantar. Mais que nunca, é preciso cantar. É preciso cantar pra alegrar a cidade.

(*) Luciana Gonçalves, a autora, é Profissional de Telecomunicações.

leia mais

As Razões do Coração

03/02/2012 por

Por Zarcillo Barbosa (*)

O coração é um órgão simbólico. Ninguém até hoje soube explicar o por quê de carregar tanta expressividade metafórica através dos séculos. Face as suas funções fisiológicas vitais sempre foi temido e respeitado. Todos o tratam bem. Seguimos as recomendações médicas e acompanhamos as novidades ditadas pela Ciência contra os fatores patológicos, em benefício da máquina que nos mantém vivos.

A partir de uma certa idade começa-se a anotar o nome de todos os remedinhos e chazinhos tiro-e-queda contra a pressão alta, recomendados pelos amigos. Antes a gente só guardava o número do telefone das meninas. Depois, o nome dos bons restaurantes. Quando a vida começa a rolar a ladeira as preocupações se concentram nas mínimas possibilidades de brecar a degringolada morro abaixo.

Quem sabe residam nesses fatos a explicação do coração ter sido transformado em repositório e gerador de tantas conotações psicológicas. Serviu e continua servindo de apelo universal aos poetas, aos dramaturgos, aos amantes e cronistas de todos os tempos. Nele concentra-se a idéia dos valores humanos: do amor, da bondade, da amizade, da virtude, da resignação, da pureza, da verdade, da gratidão, ou dos seus contrários: menosprezo, depreciação, ódio, indiferença, ingratidão.

Fernando Pessoa tem um poema onde exalta a complexidade do órgão: “… E assim nas calas de roda gira, a enfrentar a razão/ Esse comboio de cordas. Que se chama coração”.

Pobre coração que se contorce nas coronárias dos dissabores da vida criados pelos conflitos interpessoais e intrapsíquicos… Os males da civilização nele se concentram. “É no coração que residem o princípio e o fim de todas as coisas” – assegurava Tolstói. Partem dele todas as atitudes, a direção dos comportamentos, a elaboração do destino. Sim!

A partir do que representa para o indivíduo estrutura-se o seu destino. Todos os comportamentos sociais estão por ele, direta ou indiretamente afetados, pois nele concentra-se a afetividade. “O coração tem suas razões que a própria razão desconhece” (Pascal). É muita responsabilidade para um órgão só. Que peso extraordinário! Nem sei como agüenta… Daí a freqüência das patologias. Muitas vezes não suporta mesmo. Entra em fibrilações e pára. A alma se desprende e parte.

Ariosto já se resignava dizendo que a gente vê o rosto, ouve o raciocínio do outro, mas “dentro do peito mal se pode julgar”. Só a partir de dentro do coração pode-se compreender a linguagem e decifrá-la. Quando um Renan Calheiros diz “sou inocente!”, ninguém sabe se ele, por dentro, ri ou chora. Mas, na verdade mente.

Mesmos os corações mais empedernidos um dia vão se abrir, nem que seja perante no dia do Juízo. Melhor fazê-lo em vida, aqui na terra, para que a Justiça nos seja leve quando do ajuste de contas. Só merece perdão quem se arrepende desde a profundeza da alma. “Um coração não se vende e não se compra, dá-se”, como disse Flaubert. Não é objeto de transação comercial, nem do poder. É símbolo da vida e do afeto. Mantenha-o aberto.

“Fernando Pessoa tem um poema onde exalta a complexidade do órgão: “… E assim nas calas de roda gira, a enfrentar a razão/ Esse comboio de cordas. Que se chama coração”. Pobre coração que se contorce nas coronárias dos dissabores da vida criados pelos conflitos interpessoais e intrapsíquicos… Os males da civilização nele se concentram. “É no coração que residem o princípio e o fim de todas as coisas” – assegurava Tolstói”

(*) Zarcillo Barbosa, o autor, é jornalista.

leia mais

Caféterapia

27/01/2012 por

Por Luciana Gonçalves (*)

Há alguns anos atrás, foi inaugurada na França a primeira academia de “cafeologia” do mundo: a “Cafeatoeca de Paris”. A idéia foi de uma mulher. A guatemalteca Gloria Montenegro abriu esse charmoso negócio, bem em frente ao Rio Sena, onde a principal atividade é ensinar a degustação da exótica bebida, como antes se fazia com um bom vinho. O espaço já atrai enólogos e sommeliers famosos, loucos para provar e reconhecer as diversas variedades do café, produzido em 70 países.

Leio essa notícia e sinto uma inveja danada. Penso que seria muito mais lógico se essa academia estivesse localizada em alguma das esquinas de nosso país, em cujos balcões se consomem cerca de 115 bilhões de xícaras por ano. Mas por que será que o brasileiro bebe tanto café?

Eu arrisco uma resposta: café tem sabor de gente. E não há povo que adore mais um contato humano do que o nosso. Gostamos de tocar nas pessoas, abraçar nos encontros, beijar desconhecidos. Somos um povo quente e gostamos do calor humano. Daí o café cair como uma luva em nossa cultura de colo, ombro e té-te a té-te.

A academia irá formar expertises, dentro de um perfeito protocolo de degustação. Os “caffeliers” ou qualquer coisa assim, certamente aprenderão a descrever a sensação aromática e o insuperável sabor do pretinho, nas suas milhares de performances culturais. Isso é natural. Mas será que os franceses vão conseguir explicar o toque sobrenatural que envolve a bebida ?
Segundo historiadores especialistas, a palavra café tem origem no termo “cahue” que, em árabe significa “força”. Aqui começa o mistério do grão que foi descoberto para consumo lá pelos idos do século XII. A mesma história cataloga que, no ano de 1.615, logo depois que aportou na Itália, o café foi considerado pela Igreja Católica como “invenção de Satanás”. Na Turquia, dos séculos XVI e XVII, quem fosse pego tomando café era simplesmente condenado à morte. Com ou sem protocolo, nós, brasileiros, somos todos experts no apetitoso cafézinho.

A tradição de servir uma xícara aos visitantes é um hábito que remonta séculos nas casas interioranas. Venho de uma família onde é considerado falta de educação a simples demora em servir um café aos recém chegados. Ao acordar, algumas xícaras já vêm até as camas. Esse privilégio de tomar o pretinho, quase na horizontal, é uma herança da burguesia mas confesso que não há mal costume melhor. Você se sente um verdadeiro imperador pronto para montar seu cavalo em direção às hordas de infiéis.
“Meu reino por um café”. Essa é a frase que atormenta a vida daqueles aos quais os médicos condenaram a uma dieta livre de cafeína. Seja por males do estômago ou por qualquer outro diagnóstico, suprimir o café de uma vida adulta é como arrancar a chupeta de um bebê chorão. Impedidas de consumir a bebida, alguns apenas colocam-na na boca e depois cospem-na, sem engolir. Dizem ficar com o “gosto fingido” no hálito.

Café sempre foi uma bebida agregadora. Gostoso hábito é aquele de marcar encontros para tomar um. Nunca se sabe qual o real motivo de tais encontros, se é a bebida, mesmo, ou se o café é apenas uma boa desculpa para falar da vida, olhar nos olhos, ficar próximo por alguns instantes. E é uma pena durar tão pouco o conteúdo da xícara. No auge do papo, ele acaba. Como um combustível a desencorajar a chama antes, incrivelmente alvissareira.

Quantos pares já não começaram seus casos através de uma simples xícara de café? Quantos negócios já foram regados, quantas mágoas já foram consoladas, quantos desabafos já desfilaram ao seu sabor? Mesmo quando estamos profundamente solitários, o cafezinho cai bem. Ele chega como uma presença líquida a nos confortar, a nos fazer companhia. Exatamente como um tapinha no ombro.

Um convite para um café, às vezes, tem cheiro de emprego, às vezes tem aroma de despedida. Dependendo de quem vem, aumenta até a nossa auto-estima. Tudo isso sem falar na deliciosa sentença que inesperadamente nos sai da boca: “venha, vou te pagar um café”. Em muitas culturas, render-se a este convite equivale a entregar-se a uma espécie de beijo roubado. Você sente a satisfação mas não paga pelo pecado. E, por falar em pecado, lembro-me agora de uma história da história de uma princesa que, ao comer voluptuosamente um sorvete numa noite muito quente, disse: “que pena não ser pecado!”.
Talvez assim também se explique o mistério sobrenatural do café.

Vai um cafezinho?

(*) Luciana Gonçalves, a autora, é bacharel em direito e profissional de comunicação.

leia mais

Um Mac para entender a matemática da balança comercial

12/01/2012 por

Um Mac para entender a matemática da balança comercial

Por Renato Cardoso (*)

Conheço um economista que usa e abusa do direito de descomplicar o conhecimento de economia mas, com tudo que ele explica, ainda, na condição de leigo no assunto, sinto-me confuso quanto às contas a serem feitas para entender quando é bom subir o dólar com relação ao real e quando desce. Quem ganha em qualquer das situações?

E veio por um simples mac, do Mac Donald a explicação mais fácil e que deveria ser distribuída por aí (com um mac de bônus), para que brasileiros e brasileiras se situassem.

Parece que funciona assim: quanto mais nossa moeda está forte, comparada ao dólar, mais caro fica um mac no Mac da esquina. É isso?

Vamos lá, se a moeda está forte, não seria o caso de comprar um mac mais barato no Mac? Aí é que entra a coisa de saber fazer a conta certa. Pelo que entendi, a matriz do Mac, nos Estados Unidos, vende um mac (do mais simpes), por U$S 4,20 (quatro dólares e vinte cents). Acho que estou certo e vamos lá: pegando o dólar no Brasil, que está cotado a R$ 1,87, deveria custar um mac, aqui no Mac da esquina, R$ 7,85. Se custa menos que isso, é sinal que o nosso dinheiro vale mais, ou pelo menos a conta do Ministro Mantega está mais generosa com o Mac do que com os simples comedores de mac.

Sinceridade? Não entendi nadinha ainda. Prefiro ficar com a informação de que o nosso real é a quarta moeda no ranking, comparativamente ao dólar, estando atrás apenas das moedas da Suíça (US$ 6,81), Noruega (US$ 6,79) e Suécia (US$ 5,91). Pelo menos comemos um mac com gosto, ao contrário dos espanhóis que têm que se contentar com uma paeja ou os portugueses com o bacalhau do porto e os gregos, coitados, com aquelas praias lindas mas sem dinheiro para um drink.

Ah, começo a entender quando vem a informação de que nossa moeda, a até então coitada do real, tem uma subvalorização de apenas 35% com relação ao dólar de Obama. OK. Se Demi Moore come um mac (acho que não está comendo ultimamente, se a olharmos agora, muito magra) por U$S 4,20, aqui nós comemos a R$ 5,67 (é isso… bateu… 35% mais caro!).

Na mesma linha de raciocínio, se o real está bonito frente ao dólar, sinal de que posso comprar uma Pajero por 35% a mais do que compra o Bil Gates, certo? Errado e uma Pajero aqui vale no mínimo 80% mais que a Pajero do Gates. É que o preço do automóvel importado no Brasil recebe uma carga enorme de tributos, que o torna um dos mais caros do mundo. Ou seja, pagamos a maior carga tributária de todos os países em desenvolvimento e não podemos comprar uma Pajero, o que seria de direito. Fico com meu C3, que está bom demais e já pago impostos e muito, e não está bom demais assim. Pelo menos compro um carro francês e me sinto um Sarkosi a bordo de Carla Bruni.

Descomplicando a economia, como o real está valendo apenas 35% menos que o dólar, equivale dizer que nossos produtos industrializados chegam no mercado internacional 35% mais barato, certo? Aí é o inverso e a conta ideal seria nossa moeda estar entre as últimas do mercado internacional de dinheiro, para que nossos empresários da FIESP pudessem por a mão mais alegremente em seus lucros. Real próximo do dólar, produtos nacionais sem interesse, perdendo e feio para a China, que está nem aí com a equiparação e quer mais que o Obama se ferre e com sua moeda em baixa, dá-lhe exportação.

Bom, já começo a entender um pouco de economia e passa da hora de ficar aqui ao computador querendo entender de tudo, chegando á conclusão de que falta chão para entender ao menos um pouco.

Só que pensar cansa e dá fome … e fome lembra sanduíche e sanduíche lembra bauru e um bauru em Bauru custa mais de R$ 8,00. Isso porque para comer o bauru em Bauru não é preciso fazer aquela conta toda lá de cima tomando por base o mac do Mac dos Estados Unidos. Aquele que Demi Moore não está comendo.

Não vou brigar com o filho do Zé do Esquinão, o Marquinhos, porque não está fazendo a conta certa. Mas que se dane o custo do sanduíche bauru, que não foi inventado nos Estados Unidos e sim em São Paulo, e por um bauruense que fazia direito no Lardo de São Francisco e pedia um sanduíche delicioso, com picles e rosbife, que aos poucos foi sendo batizado de bauru, em homenagem ao Casimiro Pinto Neto, de Bauru.

No Skinão do Marquinhos come-se lá o verdadeiro, isso é fato e, para mim, pode cobrar mais ainda, porque é bem melhor que o mac do Mac. A propósito, clique aqui para saber tudo sobre o sanduíche bauru, que tem foto ilustrando o post.

(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário e bacharel em direito.

leia mais

O bate papo com Neusa Maria

19/12/2011 por

O bate papo com Neusa Maria

Foi descontraído e muito esclarecedor o papo com Neusa Maria, ocorrido no último domingo, dois dias antes do efetivo lançamento, marcado para o próximo dia 20, terça-feira, na Livraria Nobel, em Bauru.

Este é o lançamento em Bauru e outros ocorrerão pelo País. As músicas já estão sendo ouvidas pelas muitas rádios e sem dúvida, todos adorando.

Sobre o trabalho:

Não só o evento de se gravar um CD de músicas já conhecidas, mas um processo de amizade, música, viagens a SP, sanduiches na madrugada, longas conversas dentro do carro (regadas a muita música), apuramento do ouvido crítico, opiniões, a vida dentro da música e muito amor em fazer, produzir, cantar, sorrir, chorar e enaltecer a “boa” música.

Neusa Maria já vem cantando faz um bom tempo. Desde o grupo Gota D’água, com o seu pai José Vieira, que faz parte da história musical de Bauru e região, conhecido e admirado por muitos, e que tocou em vários lugares da cidade nos anos 1970.
Neusa Maria é uma cantora afinada e com uma voz singular. Quando a escutamos pela primeira vez, parece que ela não vai conseguir cantar mais do que 3 ou 4 músicas, pela sua voz um pouco rouca. Parece alguém que cantou a noite anterior toda e ainda não se recuperou totalmente para uma nova apresentação.

Porém, enquanto o repertório vai evoluindo e o ouvido vai se acostumando, descobrindo as nuanças dessa voz singular, começa o processo de se suspeitar que a aparente rouquidão dessa voz não é realmente cansaço. Os agudos acontecem, os graves saem como um sussurro e a afinação não perde o seu tom.

Acontece que a voz da Neusa é assim mesmo. Tem uma leve rouquidão bem característica e que lhe proporciona uma personalidade própria e única.
Quando se soma a interpretação que ela dá para as músicas, monta-se um cenário bastante emotivo, profundo e que nos chega até o fundo das emoções.

Muito sobre o trabalho na entrevista a seguir:

Curta “Até quem sabe” na íntegra:

ATE QUEM SABE – MUSIC BY JOAO DONATO by BONGOMUSICS

leia mais

Convite – lançamento CD Neusa Maria

17/12/2011 por

Convite – lançamento CD Neusa Maria

Lançamento dia 20 de dezembro, às 20h, na Livraria Nobel – Bauru.

Está chegando a grande noite de glamour e arte, envolvendo artistas, imprensa, autoridadaes e especialmente pessoas com o melhor gosto musical.

Na próxima terça-feira será realizado o coquetel de lançamento do cd “Aconteceu Neusa Maria”, na Livraria Nobel, de Bauru, com direito a autógrafos aos cds adquiridos.

Os convites estão abertos a todos os amigos e apreciadores da arte, com ênfase aos artistas de Bauru e região, pois a noite é de todos.

O lançamento em Bauru é o primeiro da série de muitos outros, já programados, visando conquista nacional do universo fonográfico.

No próxima dia 20, às 20h, o site de Neusa Maria será lançado pelas mídias digitais, nele contidos desde completas informações do trabalho de dois anos da equipe à disposição de algumas músicas.

Você está convidado, porque a noite é de quem quiser, quem vier.

Na próxima terça, dia 20, 20h, a festa será um novo dia que irá começar ao mundo artístico de Bauru.

Neusa Maria convida… clique aqui para se sentir convidado.

Vai a dica de mais uma do cd … sinta a qualidade:

ATE QUEM SABE – MUSIC BY JOAO DONATO by BONGOMUSICS

leia mais
Página 1 de 3123