O portal Paparazzo dá um show em slides com as rainhas de baterias das escolas de samba do Rio de janeiro.
Se perdeu o carnaval e quer ir direto ao ponto para conferir as beldades que provocaram ritmos entrosados na Marquês de Sapucaí, vai a dica do portal Ego, da Globo.com .
Pelo slide show, rainhas de baterias se despem e mostram toda majestade.
Proibido para menores e vai postado para que sejam realçadas as belezas das feras que animam nosso carnaval e mais diretamente os ritmistas das baterias.
A nomenclatura pode até ser confundida entre madrinha e rainha, mas não importa, aquela beldade desfilando em frente da bateria da Escola de Samba é sempre um colorido a mais nessa festa que é o Carnaval.
Esquecendo então a diferência de semântica as Rainhas de Bateria de 2012 já se mostram pelo espaço Paparazzo do portal mais ligado ao tema carnaval.
Modelo, atriz, cantora, celebridade ou personalidade da comunidade, segue então as Rainhas de Bateria do Carnaval 2012 de São Paulo que já foram selecionadas.
A verdade verdadeira é que o bom senso é um chato intrometido.
É ele o responsável por toda a burocracia da vida afetiva-artística-libertária.
Ou o que poderia ser uma vida afetiva-artística-libertária.
Mas, no lugar disso, você dá o play, segue as instruções e se transforma num cidadão exemplar com direito a foto de funcionário de mês na parede.
O bom senso te guia! Assine aqui, beije aqui, durma aqui.
Mas você queria assinar ali, beijar lá e dormir acolá.
A menos que…..
A menos que você seja louco, ou bêbado ou esteja naquele estágio do sono entre o quase dormindo e o dormindo de verdade. Só nesses raríssimos momentos se consegue enganar o bom senso, driblar algumas regras sociais e fazer o que você realmente quer fazer.
Ou dizer.
Ou beijar.
Ou entender.
Ou, ou, ou.
Não, não é uma ode ao uísque.
É uma homenagem ao estado de embriaguez da alma (que pode, ou não, vir acompanhado de um porre etílico ou over dose de falta de lucidez).
A verdade é que os bêbados são sinceros, os loucos são honestos e os quase-dormindo são quase-felizes.
No Carnaval estão quase todos loucos e quase todos bêbados.
Por isso, e só por isso, o Carnaval é a vida como ela deveria ser!
Onde, mesmo com fantasias, estão todos sem as máscaras.
No dia seguinte, só uma ressaquinha moral e aquelas três mensagens que você não deveria ter mandado, mas que ainda bem que mandou!
Não, não vou responder porque estou sóbria e esse bom senso não larga do meu pé!
*É de fazer chorar, quando o dia amanhece e obriga o frevo a acabar. Oh quarta-feira ingrata chega tão depressa só pra contrariar!
Após um primeiro dia marcado pela presença da cantora Jennifer Lopez no Camarote Brahma, o Rio de Janeiro dá continuidade aos desfiles das escolas de samba do grupo especial nesta segunda-feira (20).
Tudo sobre a primeira noite pra valer do carnaval no Rio de Janeiro.
Falando sério, a Rede Globo deu um baita avanço e o resultado foi um show de transmissão do maior espetáculo da terra.
A partir do camarote mais sofisticado da Marquês de Sapucaí, o mundo viu pela telinha via Globo Internacional o carnaval requintado do Rio de Janeiro.
Este ano uma possibilidade a mais, com internautas tendo ao computador a mesma qualidade de sinal em H.D., restrita até então pelos aparelhos de televisão e com recursos digitais.
Gerou a maior polêmica na internet o post da jornalista Rachel Sheherazade, da TV Tambaú, da Paraíba, sobre um trecho do jornal “Tambaú Notícias” no YouTube.
Sheherazade, no microblog, opina sobre o Carnaval e enumera os pontos negativos, sociais e econômicos, mencionando o fato da festa paralisar o país.
A repercussão do vídeo foi tão grande que seu nome ficou em 9º lugar nos “Trending Topics” do Twitter, entre os dez assuntos mais comentados no Brasil.
Em vídeo posterior, a jornalista comenta a repercussão de suas opiniões e ressalta que sua intenção não era de “polemizar nem lançar críticas vazias ao Carnaval. Foi uma opinião, uma tentativa de incitar nos cidadãos, foliões ou não, reflexões sobre essa festa que paralisa o país por cinco dias, todo ano”.
As informações são do site O Forum e cheguei até ele porque queria exatamente saber a respeito de como é viver o outro lado do carnaval, levando em conta que lá fora o clima está quente e os foliões suando muito e se esfregando uns nos outros e numa boa (nada contra).
Ah, cheguei ao site porque queria exatamente por pra fora esse meu sentimento de estar muito tranquilo vivendo o outro lado “Susse” (sossegado na linguagem da moçada) dos dias de feriados prolongados em razão da maior festa popular do Brasil.
O outro lado, que é ótimo para mim, está aqui, no silêncio do meu canto, ouvindo aquela voz deliciosa de Adele (uns dias de tempo a Ivete Sangallo) e me atrevendo a conversar com você, que certamente como eu, adora o carnaval, mas um pouco só, e pela televisão. Está tão bom que queria escrever sobre o tema e busquei no Google pelas palavras chave “o outro lado do carnaval”.
Não tem como gostar de carnaval popular, à distância, como o da Bahia, por exemplo. Já estive lá, até tentei dar uns passos na Praça Castro Alves (Caetano estava ao lado, por acaso, e esboçou estranheza em razão de um branco como eu, no samba).
O povo de lá gosta e até alguns americanos também gostam, ou brancos como os americanos também adoram. E são tantos que se misturam que até incomodam, atravessam o samba e afetam, a ponto do próprio Caetano Veloso inserir em uma de suas letras: “Americanos ricos já não passeiam por Havana. Veados americanos trazem o vírus da AIDS para o Rio no carnaval“.
Acho que funciona mais ou menos assim para a maioria, com relação ao carnaval: quando menino sonha-se em ser Daniela Mercury no alto de um Trio Elétrico, ou mesmo a diva Ivete. Quando moço, já do lado definido e decidido, porque cada um é cada um, opta-se pelo carnaval e se veste de mulher, pra disfarçar. E se junta àquele bando de homens que pelo menos por umas noites deixam a mão cair e se sentem à vontade na condição de mulher. Alguns gostam e, ao contrário, não ficam e sim saem do armário, enquanto os demais, ficam se guardando para quando o próximo carnaval chegar.
Chico Buarque adora escrever na condição de mulher e são suas obras nesse estágio as que mais gosto (Oh pedaço de mim!). Mas acho que Chico não é assim mais tão carnaval como em tempos em que compôs aquela que continha:
“Quem me vê sempre parado,
Distante garante que eu não sei sambar…
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo,
Sentindo, escutando e não posso falar…
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar”.
Já vi Chico na avenida. Uma ou duas vezes. Não vi mais e não me consta que gosta tanto do carnaval a ponto de se guardar para quando o carnaval chegar.
Sei lá se gosta ou não gosta. Eu gosto, só um pouco, mas defendo a festa, pelo lado felicidade levando em conta os que dão a vida pelo maior espetáculo da terra e pelo lado turístico, que por ser o maior espetáculo da terra, vem a ser um dos maiores atrativos turísticos do país. Gosto muito do carnaval como beleza estética, como o do Rio, e pelo lado cultural, histórico, que devemos levar em conta sob o ponto de vista “enredo”, que exige dos responsáveis por desenvolvimento, pesquisa, depuração, abertura para o samba tema e daí a sugestão para todas as alas. Gosto de rei e rainha, mas gosto muito mesmo é da bateria. Não tem como não gostar.
Eu gosto tanto do carnaval baiano (à distância), que quando lá estive em uma das duas vezes, vi, senti e disse: nada mais me prende aqui. Uma das vezes comprei um abadá e me senti um “será que sou um dono desta festa”.
Na última, vi e senti e fui para um point dos que gostam, mas assim, à meia distância, e tomando umas num local chamado Ponte de Safena. Nem sei se tem ainda o Ponte de Safena, que pelo próprio nome, pode bem dar a entender em que estado estão seus frequentadores.
Fui pra lá com minha thurma e encontrei dois bauruenses que foram ver o que a Bahia tinha e gostaram e de lá jamais saíram. Retornam para ver os parentes, mas já com a passagem de avião de volta comprada, para não se comprometerem mais tempo com os que ficaram.
Os dois, interioranos, depois de mais de trinta anos vendo o que a baiana tem, tornaram-se baianos autênticos, não tão calmos como era Dorival Caymmi e nem tão agitado quanto Ivete Sangallo. Assim: paulistas um pouco baianos.
Mas baianos o suficiente para tirar uma, em tempo de carnaval, quando disse eu que estava de passagem, e por um cruzeiro, que dali iria zarpar para Buenos Aires.
No que ouvi de resposta: compre uma pipa, para ter o que fazer.
Jamais esqueci. Daí repetir que vi, senti, mas nada mais me prende aqui. Numa boa.
Quando olho para o carnaval de Olinda sempre me lembro de uma única recomendação que faço aos meus filhos, mirando para minha velhice eventualmente dependente. Sempre digo a todos: se depender de vocês, por favor, façam de tudo, mas jamais me deixem vestir aquelas tabuletas com frente e costa escrito “compro ouro”, ou ter que sair de boneco no carnaval de Olinda. Será que tem alguém que adora ficar dentro daquilo, no calor e sem ver nada da festa que os outros curtem?
Mas no fundo, “seramente” (sinceramente como dizem os jovens de hoje), eu queria ser um carnavalesco daqueles, como o descrito na letra de Caetano Veloso:
“É hoje o dia da alegria
E a tristeza, nem pode pensar em chegar
Diga espelho meu!”
Mas não sou, daí ficar aqui, numa boa, sem saber se tem alguém mais feliz do que eu, na minha, lendo e vendo e escrevendo, certo de que encontrarei alguém muito mais feliz do que eu, a ponto de pedir: toca a música seu moço!
E eu toco:
(*) Renato Cardoso, o autor, e publicitário e bacharel em direito.
Quando dizemos que o carnaval de rua de Bauru já foi o mais famoso e completo de todo o interior do Estado de São Paulo, poucos acreditam. E tem toda uma história, uma trajetória que ainda pode ser contada por muitos que o curtiram desde seu início, de forma um tanto modesta, porem com o mesmo entusiasmo, por dois ícones que precisam ser mencionados: Caré e Pedro de Campos.
A princípio, lá pelos idos de 1.956, até final da década, a festa acontecia na 1º de agosto, indo logo a seguir para a Rua Batista de Carvalho (isso já em meados da década de 1.960), e claro, no sentido Centro/Falcão, pelo fato de ser descida e por aí com maior facilidade para empurrar os carros alegóricos. Já era grandioso naquela época, com destaque a pelo menos duas escolas, sem dúvida bravas e responsáveis pelo início da festa em Bauru, lideradas exatamente por Caré e suas mulatas e o eterno cocncorrente deste, Pedro de Campos, com outras belas mulatas e sambistas. Um vídeo, infelizmente retirado do Youtube mostrava toda história e o quanto era animado o nosso carnval.
Tuba Ferreira, o responsável, recorreu a fotos e áudio da Bauru Rádio Clube, à época dirigida pela família Simonetti e pelo seu pai, Tobias Ferreira Gomes.
Na Batista de Carvalho, já em 1.969, 1.970, o grupo de radialistas mais competente e famoso da cidade tinha acabado de assumir a Rádio Áuri Verde e nada de televisão a transmitir naquele tempo, tendo ficado aí a disputa entre os remanescentes da PRG8 (dirigida por Célio Gonçalves – eu fazia parte do time) e o grupo liderado por Tobias Ferreira, já pela Rádio Auri Verde, a fazer as transmissões, em parceria com os irmãos Simonetti, tendo Silvio Carlos, Paulo Sérgio e Simonetti Neto a participar de forma muito presente. Não contem ao TUBA, mas o velho Tobias deu uma estranhada quando juntos subimos o carro alegórico pare entrevistar a rainha. Bem na dura, lembro-me do amigo Tobias apelando para a ética profissional (orgulho por ter levado dura do saudoso empresário e radialista).
Olhei agora minha carteira profissional e vi lá que atuava na Bauru Rádio Clube em 1.970 e foi quando participei da transmissão do carnaval de rua, ainda na na Batista de Carvalho. Bauru e região se espremiam para ver o espetáculo grandioso. Estamos falando de 1.970, auge do regime militar, ano exato do Brasil campeão do mundo, no México, e com direito a show de Pelé. O lado triste fica para o campo político, com Médici na presidência forçando a gritaria dos tornedores para acobertar o som sofrido saído dos porões do DOI CODI.
Aí, pela explosão do espetáculo e pela procura intensa pelo público, decidiu-se por transferir o carnaval de rua para a Avenida Rodrigues Alves, que tinha as duas pistas ocupadas, sendo uma pelos carros, blocos, baterias, carro de som, etc., e outra pelo grande público formado por gente de toda região. Um circuito de som corria os postes de pelo menos 10 quadras da avenida e, mesmo distante da tecnologia de hoje, fazia-se um grande espetáculo.
O próprio prefeito saia com sua cúpula administrativa, em um caminhão próprio e ficaram famosos os canhões de Franciscato, jogando confete em todos que presenciavam a grande festa. Mas o que pouca gente sabe, é que eram os clubes sociais que faziam o carnaval de rua, saindo com todos os seus blocos, rei, rainha, carros alegóricos, etc., misturando-se aos pequenos grupos que já insinuavam por escolas de samba.
Era uma disputa acirrada e com direito a concurso de clubes vencedores e tudo mais. O BAC, Luso, Country e Bancários sempre venciam (nunca o BTC houvera ganho uma única apresentação na avenida).
Paulinho Keller, cuja foto ilustra este comentário, tem muita responsabilidade na mudança desse quadro, tendo sido ele o mentor da mais bela apresentação de clubes no carnaval de rua de Bauru, pois a diretoria, de qual era diretor social, foi convidar o então jovem Paulinho Keller para ser o responsável por tudo: decoração do salão, carro alegórico, fantasia da rainha e tudo o mais. E o BTC saiu impecável naquele ano, com a rainha Regina Belgo sendo eleita vencedora e o BTC vencendo todos os quesitos. Lembro-me que a decoração era em preto e espelhado e foi o maior sucesso. Uma beleza que encantou pelo contraste salientado pelas luzes estrategicamente instaladas.
A partir de então, Paulinho nunca mais deixou de ser requisitado para as maiores festas de Bauru e alçando vôos altos, chegando a São Paulo e Rio. Começava ali a integração de clubes sociais com escolas de samba, que formavam o conjunto perfeito da festa de momo de Bauru. Cada clube participante junto a uma escola e todos cumprindo com rigorosidade o que determinavam os enredos. Era o luxo e riqueza saídos dos clubes sociais, misturando-se à animação, samba no pé e ritmo dos carnavalescos, vindos de bairros mais pobres, em sua grande maioria.
Fazendo amarração disso tudo, estavam os que adoravam a festa e cada grupo cuidando de uma escola como se fora sua família. A disputa entre as escolas começou a ser acirrada e à cada ano mais profissional, com diretores das mesmas sendo mais rigorosos. Levava-se a sério o carnaval de rua de Bauru.
Nos clubes sociais, multidões pulavam de quatro a cinco noites e, a princípio, de forma comportada. Com o advento da lança perfume e seus efeitos muito bem contados e cantados por Rita Lee, na música título, o comportamento começou a ser alterado. Havia o carnaval de uma noite só, no Automóvel Clube, que era o de maior luxo. E a Hípica, fazendo a melhor prévia, e às vezes chegando a promover uma ou duas noites. Havia público para todas as festas.
Importante mencionar que o carnaval era uma festa para todas as classes sociais e tinha (lá atrás), o Clube Paulista, que depois teve suas vezes tomadas pelos bailes na “Panela de Pressão” e com apoio da prefeitura, para que ninguém ficasse de fora. Dessa época, com clubes fazendo o carnaval de rua de Bauru, surgiram as escolas de samba que se intercalavam a esses (clubes) e aos poucos foram tomando conta do espaço, deixando-o ainda mais agitado e completo.
Destaque para Robertinho Godoy, que fazia as fantasias mais chiques das senhoras da sociedade, também para Mairton e Élida Farias, que deram o estilo carioca para nosso carnaval de rua, para Paulo Madureira, Carrijo, Cilica, Índia, Regina Ramos, Toledinho e tantos outros que trabalhavam o ano todo para a acirrada competição entre Mocidade Independente, Cartola, Camisa 10, Azulão de Ouro e outras mais (desculpem pelas omissões… coisas do tempo).
Aí já estávamos na Avenida Nações Unidas e destaque à dupla Sampainho e Célio Gonçalves, que cuidava de tudo, cumprindo contrato firmado com a Prefeitura Municipal. Mas a festa, aí, já tinha perdido um pouco do glamour, talvez até pelo excesso de espaço e com isso a diminuição aparente do tamanho da festa. Mas que os dois se dedicaram ao melhor, temos que reconhecer. E tinha a CESP, através de José Cabral, a dar apoio, cedendo inclusive um guindaste, que servia para as emissoras de tvs exibirem toda a passarela (grua).
Foram quatro ou cinco anos de muita festa e uma concorrência muito grande entre as escolas. Bauru ficou carimbada como a cidade que promovia o melhor carnaval do interior do Estado de São Paulo. Era o Plano B para quem não podia se dirigir ao Rio de janeiro. Este espaço é ocupado pelo carnaval que é realizado em nossa capital, hoje. Aí os clubes já se dedicavam mais às suas festas de salão.
Não me perguntem por que, mas sei que depois que o nosso carnaval de rua foi para o “Sambódromo”, foi morrendo aos poucos. Prova de que carnaval é feito de suor, dedicação, envolvimento e muito samba no pé. Cimento não conta para o melhor resultado, como um dos ingredientes.
Depois de dois ou três eventos com sucesso (até pela novidade quanto ao sambódromo), o carnaval começou a deixar de cair no gosto do público e o evento passou para a saudade.
Foi num ano deste século que ousados empresários propuseram um carnaval profissional, liderado pela Equipe A, que tinha experts em eventos. Foi um sucesso em termos de estrutura e até que as escolas se entusiasmaram. Primeira noite muito fraca em razão de pouco público, mas festa sem igual, na terça-feira, com preços subsidiados.
Foi quando se falou em transmissão pela internet pela primeira vez e para todo mundo ver nosso carnaval. A imprensa e autoridades tinham um camarote imponente e com os primeiros computadores ousando o que somente hoje é permitido em termos tecnológicos.
Hoje, em início da segunda década do século XXI, imagina-se o que fazer para o resgate do carnaval. Os que participaram da bela história esboçam esperança e vem a idéia de se promover em Bauru o “Carnaval das Nações”, tomando como base a bela Festa das Nações, na qual os representantes das colônias imigrantes se esforçam para a melhor promoção.
Fala-se em cada colônia assumir uma escola de samba e os organizadores promoverem a concorrência sadia. Poderá ser a melhor oportunidade para todos que aqui chegaram e foram bem recebidos, contarem um pouco (ou aos poucos, pela continuidade) a história de seus paises de origem.
Claro, estamos em cima da hora, mas pode-se pensar a respeito e visando o próximo ano. Só uma coisa: a colônia árabe já tem compromisso com o Camisa 10, que promete voltar com tudo… iniciativa de quem curtiu essa escola.
Pensaram a Assuã contando um pouco da cidade natal dos irmãos Shayeb? Tobias falando dos seus e idem para os Said, Salomão, Saab e tantos patrícios que adoram nossa Bauru como os aqui nascidos e como eu, vindo de Piratininga.
Imagino a colônia espanhola cuidando com muito carinho do Camisa 10 e pelo enredo, falar das touradas de Madrid, José Carreras, Montesserrah Cabalet, Julio Igleias e muitos idolatrados por brasileiros. Portugueses daqui têm tudo a ver com Mocidade Independente e a parceria pode redundar num imenso sucesso.
A colônia japonesa, que sempre esboçou samba no pé, pode assumir uma escola e Julinho Kosaka lidrando a colônia (que rico enrêdo pode dar!).
Por acaso vi na Globonews um Sarau e um carnavalesco falou de David Nasser, aquele da revista Manchete e autor de muitos artigos e de muitas letras de carnavais.
Falou de Alá, meu bom Alá. Porém, como o lado poético pedia mais, acabou completando: Alalaô, lálaô, lalaô.
Isso dá samba com árabes e Beto Guilherme(foto) em parceria, mais Élida estudando para criar o enredo. “Eu fui à tourada em Madri…pararatimbum”, pode dar outro enredo e a beleza poderá estar na conjugação de história do carnaval com a história dos imigrantes, chegando aos times de futebol que mais se parecem times brasileiros, tal a presença de nossos craques por lá. Ah se Pepe fosse vivo!
Não à toa nossos bem vindos sempre foram homenageados pelos criadores dos sambas. Chegou a hora deles sentirem o que é “a minha alegria atravessou o mar… e ancorou na passarela”. Com direito a completar: Akin a telefon culhion marrá, dahil a lá. Alá lá ô, lá la o la la ô.
Carnaval tem muito de passado. No passado, músicas de sucesso eram aquelas que nos reportavam a passados mais ainda e chegando ao começo de tudo que está descrito mais abaixo.
Claro que carnaval de hoje tem que ter passado, pois em todos os temas, que se transformam em enredos, tem que haver passado.
Esperem pra ver a Gaviões da Fiel este ano homenageando o ex presidente Lula.
Teremos Lulas de todos os tipos e de todos os tempos, chegando à sua origem pobre, com muitos irmãos e um pai pouco dedicado. Depois a Gaviões irá reportar ao Lula sindicalista, Lula com todos os dedos, Lula quando perdeu o dedo (e como), Lula político, Lula poderoso, presidente e Lula de hoje, em fase de desapego.
O entrudo (como era chamado o carnaval no passado) chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos “corsos”. Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.
No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.
A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.
Bonecos gigantes em Recife
O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.
Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, são uma das principais atrações desta cidade durante o carnaval.
Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.
Hoje o carnaval de Salvador começa a ganhar fama internacional e é comum beldades de todos os segmentos virem direto para o carnaval da Bahia, para ver o que baianas e baianos têm, e encontram de Ivete Sangalo a Margareth Menezes, passando por Claudia Leitte e Daniela Mércuri. Caetono Veloso se mistura com o povo e raramente sobe a um trio elétrico. Mas quando sobe, com Gil e convidados, vira aquele auê.
Moraes Moreira foi o primeiro artista a cantar em cima de um trio elétrico e é autor, junto com Armandinho, do hino – ou a ‘reza’, como diz – do carnaval baiano, a canção ‘Chame Gente’.
Após mais de uma década afastado da festa, Moraes retornou às ruas dos circuitos soteropolitanos há três anos. Mesmo longe, ele lembra que sentia o espírito da Bahia onde quer que estivesse. “Eu levava o Campo Grande, eu levava a Castro Alves, porque eu sou dessa história, sou um compositor do carnaval”, disse durante entrevista ao G1.
Dono de incontáveis sucessos, o ex-membro do extinto Novos Baianos questiona a estrutura atual da festa. “Será que o povo está feliz? Será que o povo não está muito amassado? Será que o povo não está sem trio?”.
Segundo ele, a sua presença no carnaval simboliza a democratização da festa. “Eu venho fazer o carnaval do povo, venho tocar para o folião pipoca, venho fazer uma música que preza a poesia. Não é o carnaval antigo, é o carnaval eterno”, diz.
Nos clubes o carnaval procura se ajeitar de alguma forma, mas nem de longe se vive o carnaval de salão como há algumas décadas. O auge do carnaval de salão foi entre 1.960 a 1.985. Depois, talvez com o fim da lança perfume, a festa ficou mais desanimada e hoje assanha alguns que têm o carnaval na veia.
Carnaval sempre se misturou com política e muitas eram as marchinhas que faziam menção a políticos. Talvez a mais marcante tenha sido “Salve salve vassorinha”, aludindo a Jânio Quadros, que usava a vassoura de varrer com símbolo.
As marchas daqueles anos tinham uma leve recaída a insinuações que, se comparadas ao “Ai se eu te pego”, podiam ser classificadas como verdadeiras orações. Uma ousada daqueles anos: “mamãe eu quero mamar” – tinha aquela pegada de querer mamar e não na mamãe, que sempre deixava um gosto de quero mais.
Zé Kety talvez tenha sido um dos responsáveis por uma das últimas marchas lentas do carnaval de antigamente, com a Máscara Negra.
Veja quanta pureza numa festa onde jovens e adultos se misturavam no salão e, pasmem, de forma ordenada, com obrigatoriedade de dança caminhando em mão única. Um carnaval organizado, podemos dizer.
Cantava Zé Kety:
Tanto riso, oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
No meio da multidão
Foi bom te ver outra vez
Tá fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele pierrô
Que te abraçou
Que te beijou, meu amor
A mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval
Bate uma saudade e podemos ver e ouvir como era a marchinha pura e ordenada daqueles anos de ouro. Aproveitando, vai a Máscara Negra na voz de Dalva de Oliveira, uma das rainhas do rádio que sempre estavam presentes com suas músicas do ano para o evento que sempre começava na sexta e terminava na terça-feira (de carnaval, é claro!):
Quem “inventou” o Carnaval foi a Igreja Católica, por mais estranho e irônico que possa parecer. No ano 604, o papa Gregório I deliberou que, num determinado período do ano, os fiéis deveriam deixar de lado a vida cotidiana para cumprir 40 dias de jejum.
Era uma forma de lembrar os quarenta dias de jejum e provações passadas por Jesus no deserto antes de iniciar o seu ministério apostólico. Durante a quaresma, quem quisesse garantir o seu lugar no céu deveria esquecer os prazeres da vida material e dedicar-se a elevar seu espírito a Deus. A meditar sobre Cristo e sua ressurreição. Ou seja, nada de festas, brincadeiras, namoros, bebedeiras ou comilanças nesses quarenta dias.
Com o passar do tempo, o sentido utilitarista do povo estabeleceu o costume de realizar muitas festas nos dias imediatamente anteriores a esse longo período de abstinência. A atitude mais humana em relação a todo esse rigor foi a de se esbaldar o mais possível até a hora da privação chegar.
Esse período anterior à penúria começou a ser chamado de “adeus à carne”, ou dias da “carne vale”, em italiano. Hoje pouca gente segue os rigores da Quaresma, a não ser quando se trata de aproveitar o preço mais baixo do bacalhau, favorecido pelo câmbio. Qualquer dia é propício para a esbórnia e as baladas de segunda a domingo.
O Carnaval brasileiro deixou o corso de rua com confete e serpentina e profissionalizou-se a ponto de se tornar um espetáculo televisivo concentrado nos grandes pólos: Rio, Salvador, São Paulo e Recife. Desde menino ouço dizer que Carnaval bom era o de antigamente. Ainda há os que se lamentam da proibição do lança-perfume, éter comprimido em bisnagas de alumínio ou vidro. Quem tinha uma Rodouro metálico era considerado rico.
Aspirar o líquido volátil e perfumado provocava um zumbido nos ouvidos, uma sensação agradável de torpor. Para os mais tímidos o lança-perfume servia para libertá-los das amarras da introspecção e enchê-los de coragem para finalmente abordar a garota paquerada durante o ano todo. Injetar aquele líquido gelado nas costas e nas pernas das garotas que se arrepiavam, mas sentiam-se homenageadas, era o ápice do charme.
As mulheres se tornavam proparoxítonas: sensualíssimas, lindíssimas. Em 1961 o presidente Jânio Quadros, no seu curto período de governo antes de renunciar teve tempo de proibir o lança-perfume e concursos de “miss” com maiô. Foi a sua contribuição à pátria antes de abandoná-la ao caos que deu causa à ditadura.
Vejo o esforço do Pedrinho Romualdo e do prefeito Rodrigo Agostinho de reavivar o Carnaval de Rua de Bauru. Foi muito bom em outros tempos, com Célio Gonçalves, Sampainho e José Cabral que inventaram as arquibancadas na Av. Nações Unidas. Torço para que consigam reavivar essa festa do povo, interrompida quando caminhava para uma profissionalização. Suspensa não pela fala de entusiasmo dos sambistas, mas pela crônica falta de recursos da Prefeitura.
Pobres e ricos se confraternizavam nos desfiles e na criatividade das fantasias. Tivemos grandes carnavalescos como o Horácio e o Paulinho Keller. Dos “sonhos sonhados” nasciam carros alegóricos cada vez mais ricos e esteticamente planejados com engenhos de mobilidade. Apurações na Câmara Municipal eram aguardadas com ansiedade. Muitos protestos, logo abafados pelo ruído dos vencedores. E mais carnaval para festejar o resultado. Agora, “tudo acabado, e nada mais…”
Perguntava o velho Manuel Bandeira (“Variações sobre o Passado”) : “Vale a pena lamentar? Acho que não (…) Quem não estiver contente com o presente, viva, como eu, das saudades do passado”. Na minha surrada fantasia de pseudo-intelectual vou assumir meu lugar no bloco “Ler é o melhor remédio”. Desfilo nele todos os anos, em qualquer sala que não tenha televisão ligada. “Não me leve a mal, hoje é carnaval.”
Jennifer Lopes (foto, já sabe falar “poposuda”, aliás termo que deve lhe dizer respeito, pois o que mais tem é a “derriére” das brasileiras
Mas o importante é que a poderosa Jennifer Lopez, uma das divas latino-americanas, está que está com relação à sua participação do próximo carnaval do Rio de Janeiro, indo se acomodar no camarote da Brahma, ao lado de Zéca Pagodinho e outras beldades.
Jennifer quer aproveitar ao máximo aquela que já sabe que é a festa popular mais gigantesca e organizada do planeta e, para tal, já está aprendendo a falar algumas palavras em português para fazer bonito como atração do camarote da Brahma, no Sambródromo carioca.
Esperem, pois dias antes do megaevento brasileiro, as tevês invadirão sua casa com comerciais contendo a cantora sambando e fazendo gestos aliás distantes de nossas beldades de escolas de samba (isso só mesmo as nossas brasileiras – mulatas e nem tanto).
Segundo a coluna Gente Boa, do jornal “O Globo”, a cantora estaria tendo aulas com o brasileiro Alex Menck e teria pedido para aprender “palavras engraçadas”.
Por enquanto, J.Lo já estaria falando “periguete” e “popozuda”.
Ou do lado do bloco, ou na frente, ou onde você conseguir um lugarzinho para se enfiar.
E no bloco não se usa gravata, não se bate o ponto.
Para ficar junto da orquestra, não é preciso pegar senha nem ficar atrás da linha amarela.
Não precisa pagar entrada nem segurar o mamãe-sacode (não no Recife!).
A catraca não existe. Lugar marcado? Nem pensar.
O Carnaval não tem farda nem crachá.
O Carnaval é anarquista, graças a Deus.
No topo da pirâmide hierárquica, só o cabra que segura o estandarte (que só tem essa regalia porque o negócio é pesado e o coitado merece um espacinho maior).
No mais, é uma organização libertária!
Não, não é um caos.
É desordenadamente feliz!
Desorganizadamente democrático.
O Carnaval não é doutrina, não é religião. É um estado de espírito.
Talvez você, que nunca subiu uma ladeira atrás do EU ACHO É POUCO, nem ido a prévia do AMANTES DE GLÓRIA, não entenda!
O Carnaval não vem de fora para dentro, seu Zé.
Ele vem de dentro para fora!
E só acontece uma vez por ano.
E só uma vez por ano você pode esquecer que o seu salário é mínimo, que seu prefeito é louco e que a sua senha é a número 354.
No carnaval você ó o rei. Ou o índio ou o palhaço.
No carnaval você é feliz!
Eu sou filha do Carnaval! Alias, todos aqui em casa.
Nove meses depois da festa, nascia um!
Talvez, justamente por isso, eu moro dentro do carnaval e ele dentro de mim.
É como meu fígado, meu estômago, meu esôfago.
Na aula de ciências, tenho quase certeza que a professora explicou que ele fica por ali, entre o coração e o pulmão.
E, como uma pessoa consciente da necessidade de Carnaval neste mundo, já até fiz meu registro:
“Declaro, para os devidos fins, que na pós-morte, passo à condição de doadora dos órgãos vitais. Assim sendo, podem doar minhas córneas, meu pâncreas e meu Carnaval!”.
Acho que um sujeito que nasceu em Curitiba, Brasília ou no Acre, poderá fazer bom uso do meu Carnaval depois que eu me for.
E por que eu estou falando de Carnaval em Janeiro?
Por que aqui já começou!
Bora?
(*) Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa ali e fora dali. Escreve aqui sempre às segundas-feiras sobre modismos, modernidades e curiosidades. Ela também tem um blog – Batida Salve Todos
Por Téta Barbosa direto do Recife
A situação é a seguinte: depois de ser maquiada por Teo Miranda e fotografada por Ronald Luv, eu quero largar tudo e me inscrever no America’s Next Top Model! Gente, maquiagem e luz fazem MILAGRES na vida de uma pessoa. Mesmo eu, no “alto” dos meus 1,63m posso virar top model a la Gisele (se eu tivesse Teo aqui em casa todo dia, claro).
Ok, vamos ao que interessa: nos juntamos para preparar um editorial com ideias de maquiagem de carnaval para vocês. Porque, CLARO, o make faz TODA a diferença no seu look carnavalesco.
E o bom do carnaval é que pode tudo. Pode misturar verde com laranja. Pode colocar brilho até enjoar. Pode, pode e pode.
Então vamos aos looks:
No primeiro a gente pensou num look para o dia! Tipo para você que vai subir as ladeiras atrás do EU ACHO É POUCO, vai ver a MANGUEIRA ENTRAR ou vai para prévia do AMANTES DE GLÓRIA. Carnaval de dia. Um look BOCA, ou seja, capricha na cor do batom e te joga.
O look 2 é OLHO tudo e BOCA nada. Pra isso, Teo se jogou numa mistura inusitada: verde com laranja. Muito rímel (muito mesmo) e uma boca cor de boca.
Passada a época de festejos de final de ano, quando o mundo parou para festejar o nascimento de Jesus, o enterro anda e vem outro evento, no Brasil muito participado e comemorado: o carnaval.
É chegado o momento de se preparar e depois curtir o carnaval. Brasileiros fazem e curtem a festa e turistas chegam de todas as partes do mundo para ver de perto esse evento que é tido como o maior do planeta em vários sentidos, especialmente quanto ao número de participantes (pode haver outro em tamanho e número de participantes levando em conta os muitos eventos em todos os cantos e cumprindo a mesma agenda?).
Vinhetas estão aí, em todas emissoras e já fazendo chamadas do evento que já promovem concorrência entre várias grandes capitais.
O do Rio de Janeiro ainda é o que mais dá receita ao município e muitos empresários, além de algumas emissoras de televisão. Também faz a alegria da moçada que se arrisca em sair por uma das escolas do próprio Rio e Niterói. Deve ser o mais organizado como evento de rua e muitos chegam a classificar o carnaval do Rio de Broadway ao céu aberto.
São Paulo avança com seu projeto e garante que ainda, um dia, mostrará o mesmo carnaval do Rio, quanto a qualidade e mais como produto de marketing. Na capital paulista a proposta entra no calendário de eventos que tem como missão dar ocupação à rede hoteleira e restaurantes mais bares e casas de espetáculos que fazem parte do Conventio & Visitors Bureau, entidade que tem como função gerir a atividade turística pelo olhar empresarial.
Baianos defendem o formato de Salvador e aí entram no páreo, de Ivete Sangalo a Caetano Veloso. Juntam-se Xuxa, Claudia Leitte e tem presença elegante, sempre, de Daniela Mercury. Convidados fazem o charme dos camarotes. O de Daniela Mercury é o mais concorrido e muitos americanos famosos reservam a data para se fazerem presentes ao evento.
Os blocos se profissionalizam em Salvador e promovem o conglomerado apertado que os baianos tanto gostam.
Depois, cada um com seu estilo, temos os carnavais de Olinda, Recife, Alagoas, Fortaleza e outros… cada qual do seu jeito e conforme o agrado do povo.
Mas o tema não rende apenas alegria neste ano. Pelo menos se levarmos em conta o comentário de Raquel Sherazade, que por seu editorial causou polêmica na TV. Veja como foi:
Em pleno clima de carnaval já foi dada a largada para a maior festa popular do planeta. Nada, qualquer evento que se queira apontar não supera o carnaval do Brasil, tanto em número de participantes quanto em cenário, envolvimento, alegria, regime anti stress e muito mais.
É uma festa só de norte a sul do País e cada cidade, cada região mostrando seu estilo que, ao final, todos se completam e o resultado é alegria contagiante que fica na saudade e com gosto de quero mais. Gosto de quero mais que sempre provoca o desejo de participar de novo, no próximo evento.
Por mais que se tente, por mais que catástrofes ocorram, por mais que se denigra a imagem especialmente do Rio de Janeirro, mais ainda a festa cresce em tamanho e beleza.
O mundo para para assistir o carnaval do Rio, que este ano terá até Roberto Carlos (que anda preocupado com o pouco de cabelo na testa e, em sendo finos, molhados ficam um horror).
Mas o carnaval do Rio, embora o forte incêndio que praticamente liquidou com muitos carros alegóricos, este ano terá um sabor de solidariedade, já que ninguém sobe e ninguém desce, por conta do imprevisto. Coisas de cariocas bons da gêma.
São Paulo busca seu espaço e aposta no “fazer bem feito”, trazendo mais e mais à cada ano os feras do carnaval do Rio, visando fazer da tada um atrativo tão forte que ocupe todo o período com hotéis, restaurantes e casas noturnas lotadas. Gente fina, em sampa, vai de carnaval em casas privée.
Ivete Sangalo
O contágio é forte e envolve povos de estados mais quentes que precisam sair de casa. Os que mais trabalham no País, baianos, pernambucanos e nordestinos de um modo geral precisam descansar, afinal ninguém é de ferro. Na Bahia, o povo pega pesado no carnaval e pega mole no batente. Coisas que só Cae e Gil pra explicar.
Ivete Sangalo pergunta: vai tirar o pé do chão? A cada ano, novas formas de chamar a atenção e brilhar em cima dos trios elétricos. Vale tudo: o maior trio, figurinos diferentes, convidados, desfiles temáticos…
Contaram quantos anos Ivete Sangalo balança o povo no carnaval da Bahia? 16 anos de carreira, e este ano decidiu se homenagear no Carnaval. O tema de sua folia será Hoje é Dia de Ivete. Em cinco dias de desfiles pelo circuito baiano, a cantora vai comandar três blocos diferentes: Bloco Salvador, Cerveja & Cia e Coruja (que completa 10 anos de existência). Para isso, ela encomendou um super trio elétrico batizado de Demolidor Y. O trio é ecologicamente correto, feito de alumínio, mais leve, consome menos combustível.
Acho que a missão mais difícil será de transformar o ídolo sertanejo-pop Luan Santana num baiano arretado. Mas fã clube o garoto tem. Eles cantarão juntos a música Química do amor. Para hit da folia, Ivete aposta em “Desejo de Amar”, que faz parte do seu CD e DVD Multishow ao Vivo – Ivete Sangalo no Madison Square Garden.
Pra completar a cantora que presta conta com o leão por conta de conta mal explicada em sua empresa voltada à criação de nelores, inaugura, em pareceria com a revista QUEM, seu camarote do circuito Barra- Ondina. O espaço tem 800 metros quadrados, onde Ivete vai receber amigos e celebridades, entre elas, Claudia Raia, Rodrigo Hilbert e Sheron Menezes. Dentro do espaço, em vez dos ritmos baianos, música eletrônica comandada por DJs como Rafa Gouvêa, Malboro, Jesus Luz e Zé Pedro.
Olhe a sofisticação: o Camarote Quem/ Ivete Sangalo terá um aplicativo para iPhone (tecnologia pura), com com as principais informações direto do blog do Camarote, os melhores vídeos que serão produzidos durante festa, dicas turísticas para o folião não se perder pela folia, além da localização da concentração dos blocos, pontos turísticos e restaurantes através do Google Maps.
Os desfiles de Ivete Sangalo serão transmitidos ao vivo, via YouTube. Não percam. Nós por aqui entraremos de carona
Claudia Leitte
A cantora Claudia Leitte que não quer perder por nada, vai levar para as ruas de Salvador o seu trio Transformer, com 26 m de comprimento por 7 m de largura. O palco motorizado ainda conta com passarelas e sistema de elevação que prometem colocar a artistas perto dos fãs.
Claudia Leitte promete surpreender os fãs com seus figurinos. Em coletiva da imprensa realizada na semana passada, a cantora disse que será a “Carmem Miranda do Futuro”.
Sabe quem, sabe quem já confirma presença? a apresentadora Hebe Camargo, que é esperada para subir pela primeira vez em um trio-elétrico no dia 8 de março, quando completará 82 anos. Claudia promete fazer uma homenagem para Hebe, usando um vestido igual ao escolhido pela apresentadora.
Daniela Mercury
A deusa Daniela Mercury, para mim a mais refinada das baianas de sucesso, vai ao seu estilo e irá exibirf em cada um dos quatro dias de desfile, uma arte: teatro, pintura, dança e música.
Daniela promete leva-las todas para cima de um trio de três andares. Bailarinos, atores, artistas plásticos e muita tecnologia ajudarão na tarefa.
Antes de passar pelo circuito Bairra-Ondina, Daniela vai até a Recife, em Pernambuco, para participar, no dia 5 de março, do Galo da Madrugada, uma das festas mais tradicionais do Carnaval nordestino. Ela vai cantar acompanhada da Spok Frevo Orquestra.
Na noite de sábado, Daniela estreia oficialmente na folia baiana cantando no trio independente Pipoca da Rainha. No domingo (6), segunda (7) e terça (8), ela comanda o consagrado Bloco Crocodilo.
Entre os convidados de Daniela para os desfiles, estão a coreógrafa Deborah Colker e os cantores Gabriel Povoas (filho da cantora) e Mariana Aydar.
Para quem pensa que acabou não sabe o que está perdendo:
Margareth Menezes
Menezes certamente irá abrir espaço para divulgar ainda mais a música baiana que é a canção Saudação a Caboclo (Selei, meu cavalo selei), que já é sucesso nas rádios. Neste ano, Margareth comandará o Movimento Afropop Brasileiro, um desfile democrático, sem as tradicionais cordas que separam os foliões que pagam caro por um abadá do povo que fica na “pipoca” (de graça).
O bloco sai nos dias 7 e 8 de março (segunda e terça-feira), no circuito Dodô (Barra-Ondina) e tem como convidados o guitarrista Andreas Kisser (Sepultura), os cantores Tonho Matéria e o camaronês Blick Bassy, além da banda paulista As Valkyrias.
Para o desfile do dia 7, a cantora está convocando os foliões para levarem instrumentos de percussão. “Quero ver todo mundo com sua percussão: vale chocalho, tambor, apito e até panela”, disse, em entrevista coletiva. Será uma homenagem que a cantora quer fazer a um dos elementos mais importantes da música baiana.
Gostei de uma interessante matéria postada no portal Globo.com, pela qual especialistas ensinam a sambar.
Como estamos em clima de carnaval, acho mais que oportuna a matéria e convido a vocês a assistirem os vídeos abaixo.
Às vésperas do carnaval, o professor de dança Raul Faria e a passista Nani Moreira, destaque na escola de samba paulista Vai-Vai, aceitaram o convite do G1 para ensinar passos básicos para quem não sabe sambar. Segundo eles, a malemolência do ritmo está ao alcance de todos.
“Ninguém nasce sambando. Você aprende a sambar na hora em que você quiser, no decorrer da sua vida, com qualquer idade”, afirma a passista Nani, injetando uma dose de ânimo para quem não vai além dos dedinhos para cima.
No vídeo, Nani tem como alunas a secretária Sandra Nunes, de 52 anos, e a estudante Paula Maria Belo, de 19 anos. Sandra conta que até faz aula de dança, mas passa longe quando é de samba. Paula demonstra ter gingado natural. Mesmo assim, não desvia a atenção do que a professora ensina.
“O básico, para a mulher, envolve muito o quadril. Nas aulas, eu uso muito movimento de quadril. Além do ‘um passo à frente, um passo atrás, um passo à frente, um passo atrás’”, detalha Nani.
Quando o samba precisa ser ensinado a um homem, a história muda. O destaque no quadril dá lugar à contagem de passos. “É um, dois, três”, orienta Raul Faria, colocando o pé direito atrás do esquerdo e trocando-o de posição.
“Ensinar o samba para um homem é um pouco mais difícil porque a mulher já vem com um gingado natural, né? Então, para o homem é mais difícil”, compara Raul. Quem aceitou o desafio proposto pelo G1 foi o arquiteto Igor Gomes da Silva, de 27 anos. “Eu não sei sambar. Prefiro mesmo é tango”, dispara o arquiteto.
“A principal dificuldade de quem está aprendendo a dançar, primeiro, é a timidez. Muitas vezes, a pessoa se acha incapaz de conseguir dançar e não sabe como é fácil quando você tem a técnica e aprende o passo a passo. Se torna muito simples”, afirma Raul.
Os professores reconhecem que aprender a sambar exige dedicação, treino e até repetição. E o carnaval é o momento mais que oportuno.
Rainhas são muitas e belas, e ocupando a mídia a todo instante, até para promover o maior espetáculo da terra.
Agora é a vez de um rei, e rei de verdade, Roberto Carlos, que está curtindo sua grande possibilidade de ser homenageado e desfilar com destauqe pela Escola de Samba Beija Flor.
Disse hoje a respeito: “Estou dando uma marombadinha”, sobre preparação para o Carnaval.
Ontem posou para foto com Carlinhos de Jesus na quadra da Beija-Flor e mostrou grande alegria pela homenagem que recebe desta que é uma das maiores. Curte da preparação e irá assim até seu grande dia.
Claro que espera não chover, até para que seus cabelos não se desalinhem e aconteça o que mais tema, salientar os pelos finos e agora ralos na parte frontal.
Roberto Carlos, também demonstrando ansiedade, disse: “Esta é uma das maiores homenagens da minha vida. Estou preocupado porque não quero chorar no desfile. Carnaval não é lugar de choro”, diz. O cantor, cuja vida virou enredo da Beija-Flor, afirma que está se cuidando para fazer bonito na Sapucaí. “Estou dando uma marombadinha para ficar fortinho até lá”, garante o Rei.
A relação do cantor com o samba não é de agora. “Minha relação com o samba aumentou muito desde que a gente passou a levar os ritmistas da Beija-Flor ao projeto ‘Emoções em Alto-Mar’”, afirma. Roberto esteve na quadra da agremiação de Nilópolis e se emocionou com a recepção do público. “Minha ida à quadra foi uma experiência única. O afeto de todos comigo foi maravilhoso”, conta.
Questionado se já sabe o samba de cor, Roberto diz que sim, mas não se sente muito à vontade para cantar os versos compostos em sua homenagem. “Sei o samba da Beija-Flor. Mas acho que um samba em homenagem a mim não é um samba que eu tenha que cantar. Imagina eu me elogiando?”, pondera.
Roberto diz que acompanhou a idealização das alegorias da escola: “Tivemos algumas reuniões para falar sobre o enredo da Beija-Flor”. O Rei virá como destaque do último carro da agremiação, fechando o desfile. Três elevadores foram construídos no carro-alegórico para que Roberto decida por qual deles quer subir. “Não fiz nenhum pedido. Não sei quantos metros tem o carro em que vou desfilar. Acho que tem uns 12″, afirma o Rei.
O cantor assegura que gostaria de assistir a passagem das outras escolas. “Eu adoraria acompanhar todas as agremiações. O problema é que a Beija-Flor fecha o desfile da segunda-feira e eu não quero estar cansado na hora em que entrar na avenida”, conclui.
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