Não devo incorrer em erro ou ser mal interpretado mas: que saudade daquela Gal!

25/08/2012 por

Por Renato Cardoso (*)

Não que não seja mais a Gal Costa que chegou faceira e aos poucos foi mostrando todo seu talento, com um misto de beleza, encantamento, sensualidade, muita afinação e uma voz única, que já é e sempre será inesquecível.

Mas naquele tempo em que cantou as melhores de Roberto Carlos já era uma Gal não tropical e mais sensual, com aquele sorriso maroto que deixava marmanjos e nem tanto boquiabertos.

Esta foto para mim é a que melhor expressa o tempo áureo da cantora e a música a seguir a que mais me toca, tanto pela letra, como pela melodia e, por isso mesmo, vai nos dois formatos:

E o menino com o brilho do sol
Na menina dos olhos
Sorri e estende a mão
Entregando o seu coração
E eu entrego o meu coração

E eu entro na roda
E canto as antigas cantigas
De amigo irmão
As canções de amanhecer
Lumiar a escuridão

E é como se eu despertasse de um sonho
Que não me deixou viver
E a vida explodisse em meu peito
Com as cores que eu não sonhei
E é como se eu descobrisse que a força
Esteve o tempo todo em mim
E é como se então de repente eu chegasse

Ao fundo do fim
De volta ao começo
Ao fundo do fim
De volta ao começo

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O amor de Maiakóvski…, de Gal, e de Caetano!

13/06/2012 por

O amor de Maiakóvski…, de Gal, e de Caetano!

“Ressuscita-me
Para que a partir de hoje
A partir de hoje
A família se transforme
E o pai
Seja pelo menos
O Universo
E a mãe
Seja no mínimo
A Terra
A Terra
A Terra.”

Acima apenas parte da letra que é parte da peça “O Percevejo”, do poeta russo Vladimir Maiakóvski, dirigida por Luiz Antonio Martinez Correa, com a participação de Dedé Veloso como atriz e com alguns poemas musicados por Caetano Veloso.

Uma das canções da trilha, “O Amor”, foi levada ao público por Gal Costa e para o time do Z Castel é definitiva. A letra é intrigante e para ter uma interpretação perfeita de sua mensagem, só mesmo por diversas leituras. Imagina-se poder ser subtraído do poema, muitas mensagens, mas apenas com um foco: “voltar para que ninguém mais tenha que sacrificar-se por uma casa, um buraco”.

Uma das mais belas de seu repertório e pena não tê-la regravado, mas nada como um Youtube da vida para o resgate necessário e reporte àquele momento sublime de encontro de um letrista de primeira grandeza, russo, com um dos maiores musicistas de nosso País.

Veja e ouça no que deu?

Sobre Vladimir Maiakovski

Vladimir Vladimirovitch Mayakovsky (em russo: Влади́мир Влади́мирович Маяко́вский; foi um poeta, dramaturgo e teórico russo, frequentemente citado como um dos maiores poetas do século XX, ao lado de Ezra Pound e T.S. Eliot, bem como “o maior poeta do futurismo”.

Vladimir Mayakovsky nasceu e passou a infância na aldeia de Bagdadi, nos arredores de Kutaíssi, na Geórgia, Rússia.

Lá cursou o ginásio e, após a morte súbita do pai, a família ficou na miséria e transferiu-se para Moscou, onde Vladimir continuou seus estudos.

Fortemente impressionado pelo movimento revolucionário russo e impregnado desde cedo de obras socialistas, ingressou aos quinze anos na facção bolchevique do Partido Social-Democrático Operário Russo.

Detido em duas ocasiões, foi solto por falta de provas, mas em 1909-1910 passou onze meses na prisão.

Entrou na Escola de Belas Artes, onde se encontrou com David Burliuk, que foi o grande incentivador de sua iniciação poética. Os dois amigos fizeram parte do grupo fundador do assim chamado cubo-futurismo russo, ao lado de Khlebnikov, Kamiênski e outros.

Foram expulsos da Escola de Belas Artes. Procurando difundir suas concepções artísticas, realizaram viagens pela Rússia.

Após a Revolução de Outubro, todo o grupo manifestou sua adesão ao novo regime. Durante a Guerra Civil, Mayakovsky se dedicou a desenhos e legendas para cartazes de propaganda e, no início da consolidação do novo Estado, exaltou campanhas sanitárias, fez publicidade de produtos diversos, etc.

Fundou em 1923 a revista LEF (de Liévi Front, Frente de Esquerda), que reuniu a “esquerda das artes”, isto é, os escritores e artistas que pretendiam aliar a forma revolucionária a um conteúdo de renovação social.

Fez inúmeras viagens pelo país, aparecendo diante de vastos auditórios para os quais lia os seus versos. Viajou também pela Europa Ocidental, México e Estados Unidos. Entrou freqüentemente em choque com os “burocratas’’ e com os que pretendiam reduzir a poesia a fórmulas simplistas.

Foi homem de grandes paixões, arrebatado e lírico, épico e satírico ao mesmo tempo.

Oficialmente, suicidou-se com um tiro em 1930, sem que isto tivesse relação alguma com sua atividade literárira e social. Mas o fato é que o poeta estava sendo pressionado pelos programas oficiais que desejavam instaurar uma literatura simplista e dita realista, dirigidos por Molotov e perseguindo antigos poetas revolucionários como o próprio Maiakovski. Em vista disso, aponta-se a possibilidade real de um suicídio forjado por motivos políticos.

Era fanático pela equipe de futebol Spartak Moscou.

Mais sobre Vladimir Maiakovski.

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Meu nome é Gal e estou de volta!

23/03/2012 por

A cantora Gal Costa está de volta aos palcos, depois de seis anos longe distante do público.

A baiana matou a saudade dos seus fãs do Rio, nessa quinta-feira, com o primeiro show do álbum “Recanto”, inugurando uma nova casa de shows na cidade: a Miranda, de Ariane Carvalho, na Lagoa Rodrigo de Freitas.

O show conta com direção de Caetano Veloso e codireção de Moreno Veloso – por acaso os produtores do disco novo – Gal.

A bela subiu ao palco e provou que quem é diva nunca perde a majestade, saindo ovacionada pelo público presente

Gal estava impecável num figurino todo preto criado por Marcelo Pies e abrindo a noite com “Da Maior Importância”.

Um funk básico mas elegante surgiu no momento da interpretação de “Miami Maculelê”, com Gal arriscando até uns passos de popozuda no palco, com direito a mão no joelho e abaixadinha.

Para os saudosistas teve momento como com a “Dia de Domingo”, em cujo momento ela esnoba com seu agudo e imita o grave de Tim Maia em um trecho.

Apenas um detalhe: a presença de poucos e seletos espectadores na platéia, que poderia ter sido justificada pelo preço dos ingressos, que variava de R$ 200 a R$ 800.

O que mais? “Vapor Barato”, “Dom de Iludir”, “Divino, Maravilhoso” e “Folhetim”, só para citar algumas. Ouça as músicas do cd Recanto, clicando aqui.

Quer imagens da noite? Clique aqui.

Veja aqui o que publicou o portal Ego sobre Gal Costa e seu retorno aos palcos.

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Música do Dia – Baby

25/02/2012 por

Que tal acatar a dicar de Ricardo Noblat e ouvir Gal Costa e interpretando aquela que lhe deu o arranque para chegar até onde chegou.

Uma das que mais gosto da baiana.

Ouça Baby, de Caetano Veloso

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Caetano na fase Fina Estampa

27/01/2012 por

Caetano na fase Fina Estampa

Por Renato Cardoso (*)

Caetano é Caetano e Teló é Teló, mas nada contra.

Não tem como não curtir Caetano em todas suas fazes, começando pela chegada ao maior centro consumidor do Brasil (São Paulo), com parceiros que formavam os Doces Bárbaros.

Caetano, como a irmã Bethânia, Gal Costa e Gilberto Gil, daqueles tempos aos de hoje mudaram muito e nem podia ser diferente.

Vieram na proposta Doces Bárbaros para se impor, dizerem ao que vieram e as portas foram abertas. Depois foram se ajustando e se adaptando ao estilo de fina estampa.

Eram tempos de festivais de canções pela TV Record e foram vários que os Doces Bárbaros participaram, indo aos poucos se juntando aos que comungavam dos mesmos propósitos, desde musicais até políticos, chegando então a Chico Buarque de Holanda, Vinícius de Moraes e se reencontrando com João Gilberto. Outros baianos os seguiram de perto e têm sua trajetória aí, anotada e registrada na memória e nada irá apagar.

Especialmente com relação ao Caetano Veloso, foi e é ele um dos meus cantores prediletos e aos poucos foi conquistando o Brasil e o mundo na condição de compositor. Aí foram muitas as fases de criações, que se tornaram sucesso em vozes da irmã Bethânia, do próprio Gilberto Gil (parceiro), outros que sempre pediram uma obra em especial e a maioria para consumo próprio, na interpretação impecável e consumo dos fãs como eu que degustaram e degustam de “Menino do Rio” a “Reconvexo”.

Caetano Veloso nasceu Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, em Santo Amaro da Purificação, em 7 de agosto de 1942 (portanto hoje com 70 anos), tanto quanto Gil, Roberto Carlos e vários outros (João Gilberto chega aos 80).

Com uma carreira que já ultrapassa quatro décadas, Caetano construiu uma obra musical marcada pela releitura e renovação,considerada de grande valor intelectual e poético.

Embora desde cedo já tivesse aprendido a tocar violão em Salvador, escrito entre os anos de 1960 e 1962 críticas de cinema para o Diário de Notícias, conhecido o trabalho dos cantores de rádios e dos músicos de bossa nova — notavelmente João Gilberto, sua maior influência e com quem dividiria o palco anos mais tarde.

Veloso iniciou seu trabalho profissionalmente em 1965 com o compacto “Cavaleiro/Samba em Paz”, enquanto acompanhava a irmã mais nova Maria Bethânia por suas apresentações nacionais do espetáculo “Opinião”, no Rio de Janeiro. Nessa década conhece Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé e participa dos festivais de música popular da Rede Record e compõe trilhas de filmes. Em 1967 sai seu primeiro LP, Domingo, com Gal Costa, e no ano seguinte lidera o movimento chamado Tropicalismo, que renovou o cenário musical brasileiro e os modos de se apresentar e criar música no Brasil, através do disco Tropicália ou Panis et Circensis ao lado de vários músicos. Em 1968, face à ditadura militar, compõe o hino “É Proibido Proibir”, que é desclassificada e amplamente vaiada durante o III Festival Internacional da Canção.

Em 1969, é preso pelo regime militar e parte para exílio político em Londres, onde lança Caetano Veloso (1971), disco triste com canções compostas em inglês e endereçadas aos que ficaram no Brasil. Transa (1972) representou seu retorno ao país e seu experimento com compassos de reggae. Em 1976, une-se a Gal, Gil e Bethânia para formar o Doces Bárbaros, típico grupo hippie dos anos 70, lançando um disco, Doces Bárbaros, e saindo em turnê. Na década de 80, mais sóbrio, apadrinhou e se inspirou nos grupos de rocks nacionais, aventurou-se na produções dos discos Outras Palavras, Cores, Nomes, Uns e Velô, e em 1986 participou de um programa de televisão com Chico Buarque (Chico e Caetano).

Na década de 90, escreveu Verdade Tropical (1997), e o disco Livro (1998) ganha o Prêmio Grammy em 2000, na categoria World Music.

Com A Foreign Sound cantou clássicos norte-americanos e em 2006 lançou o álbum Cê, fruto de sua experimentação com o rock e o underground. Unindo estes gêneros ao samba, Zii e Zie de 2009 — seu último disco lançado até agora — fechou a parceria com a Banda Cê.

Caetano Veloso é considerado um dos artistas brasileiros mais influentes desde a década de 60 e já foi chamado de “aedo pós-moderno”.

Em 2004, foi considerado um dos mais respeitados e produtivos músicos latino-americanos do mundo, tendo mais de cinqüenta discos disponíveis e canções em trilhas sonoras de filmes como Hable con Ella de Pedro Almodovar e Frida de Julie Taymor. Ao longo de sua carreira, também se converteu numa das personalidades mais polêmicas e com maior força de opinião nacional. É uma das figuras mais importantes da música popular brasileira, considerado internacionalmente um dos melhores compositores do século XX, sendo comparado a nomes como Bob Dylan, Bob Marley e Lennon/McCartney.

Para mim, a melhor fase de Caetano Veloso (além da atual, é claro – está no auge) foi aquela relacionada ao seu envolvimento com a música latino americana e com mais força à música portenha. Gostei muito de vê-lo e ouvi-lo cantando músicas de Gardel, Fito Paez, Pablo Milanez (cubano) e outros que constam do seu cd e dvd com o título Fina Estampa – uma relíquia.

E é exatamente do Fina Estampa que subtraio a música “Mano à mano“, um dos clássicos da Argentina, de autoria de Carlos Gardel e que na voz de Caetano ficou com uma roupagem muito mais “digerível” pelos que não viveram aqueles anos em que os tangos invadiam nossas rádios.

Vamos a Mano a Mano:

Com informações da Wikipédia.

(*) Renato Cardoso é publicitário e bacharel em direito.

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Gal paulistana?

10/01/2012 por

Gal paulistana?

Não se entusiasmem Kassab, Fernando Haddad, Chalita e outros candidatos a prefeito de São Paulo, porque Gal Costa não abre mão de votar em Salvador.

Mas paulistanos… comemorem porque a baiana que veio bem com o novo cd em 2.011, já afivela malas para em definitivo fixar residência em São Paulo.

As raízes baianas Gal não abandona por nada e não vai abrir mão do apartamento que tem na Morada dos Cardeais.

O filhote, Gabriel, de Gal, já está matriculado no colégio Dante Alighieri, em Sampa.

Vai “Recanto Escuro”, do novo cd:

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Só mesmo a genialidade de Tom Jobim!

06/01/2012 por

Só mesmo a genialidade de Tom Jobim!

Imaginaram um filme sem palavras, sem legenda, entrevista ou identificação de personagem.

Para quem imagina isso impossível, tem que assistir ao novo filme de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim, “A música segundo Tom Jobim”.

Isso mesmo,, a película é uma colagem de números musicais interpretados por famosos do mundo inteiro, incluindo o próprio Jobim, que sempre dizia que “a linguagem musical basta, cuidado com as palavras”.

Entre tantas surpresas, tem interpretações de Gal Costa, Sammy David Jr., Ella Fitzgerald e até Judy Garland cantando How Insensitive (Insensatez), em 1968.

Achei no Youtube e vai a prova:

E para saber um pouco mais a respeito, clique aqui.

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Champagne: novos cds de Chico, Gal e Marisa Monte

11/08/2011 por

Champagne: novos cds de Chico, Gal e Marisa Monte

O bom gosto musical bem que estava reclamando pela ausência dos mais mais da música popular brasileira.

Caetano Veloso, numa de baiano, até que tem feito sua parte, escrevendo canções para Maria Gadú e com a revelação brasileira fazendo apresentações, seguidas de altos elogios (a menina merece).

Vinha me perguntando: Chico Buarque só compõe em tempos de recessão?

Agora vem a resposta, pela informação de que o grande Chico, irmão de Ana de Hollanda Buarque, está lançando um novo cd.

Uma das melhores, Marisa Monte, idem, E pasmem, pois Gal Costa saiu do refúgio e vem aí com composições inéditas e compostas por Caetano Veloso (o disco inteiro).

Tudo acontece conforme previram os sedentos por música, que apostaram num ano cheio de novidades e grandes discos. Pronto, as novidades estão aí e ocupando espaços nobres dos cadernos culturais e críticos do páis, que apontam os mais esperados:


O novo cd de Chico Buarque vem depois de 4 anos sem o compositor de “A banda” lançar um novo trabalho musical (o último “Carioca”, é de 2006). Chico vinha se dedicando exclusivamente à literatura, tendo ganho inclusive prêmio de melhor livro de ficção por seu best seller “Leite Derramado”.

O compositor promete voltar a música com mais frequência e já dá seus primeiros sinais por um cd que tem merecido altos elogios.

Chico entrou em estúdio contando com a direção musical de Luiz Claúdio Ramos, com que tem trabalhado nos últimos anos. O lançamento é pela Biscoito Fino.

Marisa Monte, anunciada ano passado com um novo trabalho, na verdade só retorna este ano, com um hiato de 4 anos desde o último lançamento da cantora. Pouco se sabe ainda sobre o projeto, mas as parcerias com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, já são ótimos sinalizadores. O samba e o pop devem caminhar lado a lado, e deverá ser seguida de grande turnê. Lançamento Phomotor/EMI.


Agora vou falar minha musa, Gal Costa, que nos últimos anos tem se dedicado ao ofício de mãe, e a cantar fora do país, preparando desde o ano passado, o sucessor de “Hoje”, disco lançado em 2005, com composições inéditas, produzido por César Carmargo, com elementos de jazz e do samba, sofisticado, mas sem o merecido reconhecimento.

O novo cd (também dvd), produzido por Caetano Veloso e Moreno Veloso, vem com material inédito, composto por Caetano especialmente para Gal, trazendo sonoridades eletrônicas e novas psicodelias, tendo a bordo letras comteporâneas, e a verve roqueira que tem pontuado os últimos trabalhos do compositor. O lançamento é da Universal.

Na falta de qualquer das certas belas melodias dos famosos citados, vou de Gal, até pra matar a saudade. Por enquanto uma de Dylan, que aliás gosto também:

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Caetano e Gal na capa da Rolling Stone Brasil

07/08/2011 por

Caetano e Gal na capa da Rolling Stone Brasil

Quem comemora idade nova hoje,  07 de agosto, é Caetano Veloso, que foi capa, ao lado de Gal Costa, da edição de junho da “Rolling Stone Brasil”, que já está nas bancas. Em entrevista à publicação, os dois falaram sobre a parceria de longa data e o novo CD de Gal, que deve ser lançado em setembro e só tem músicas de Caetano.

“Não vai ter nada a ver com nenhum disco que eu já fiz na vida, nem com nenhum disco que ele [Caetano] já fez na vida. Vai ser uma coisa nova, repertório novo, tudo novo, mas é claro que tem a ver com o passado porque a nossa história está impregnada na gente”, explicou a cantora. Ainda não é oficial, mas o novo álbum deve se chamar “Doce”.

Sobre a foto, Caetano comentou no programa do Jô, dessa semana, que odiou o “Photoshop” de sua capa – com Gal – e mostrou que não quer mesmo esconder a passagem do tempo.

Caetano, a propósito, tem duas ótimas razões para comemorar. Uma, é claro o aniversário dos 69 anos que completa hoje e a outra diuz respeito à alta que a mãe, dona Canô, teve ontem do hospital em que estava internada, em Salvador.

Dona Canô, nascida Claudionor Veloso, de 103 anos, recebeu alta na manhã deste sábado, segundo informações da assessoria do Hospital São Rafael, em Salvador, na Bahia. depois que voltou a ser internada na tarde da última terça-feira, com fortes dores nas costas. Ela já esteve internada em Salvador durante sete dias no último mês de julho. Na época, foi transferida de helicóptero de Santo Amaro da Purificação (109 km de Salvador) a Salvador, após apresentar problemas respiratórios.

Com diagnóstico de traqueobronquite (inflamação dos canais que conduzem o ar aos pulmões), apresentou melhora progressiva e recebeu alta após uma semana.

Sobre os feras da música brasileira, pena nada ainda do novo trabalho de Gal, com composições de Caetano, mas como quando se ajoelha, reza-se, vamos à entrevista de Cae a Jô, mais um sucesso de cada um dos bons baianos que chegaram novos e agora estão chegando à idade da plena maturidade. A seguir:

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Como um dia de domingo

10/07/2011 por

Domingão terminando, Fantástico com aquela melodia de encerramento que lembra segunda-feira, daí decidir falar da música “Como um dia de domingo”, gravada por Tim Maia e Gal Costa.

Tremendo sucesso e os dois dão um show integrado na gravação original.

Depois de apenas uma apresentação, cada um seguiu para seu canto e jamais foi divulgado o real motivo da separação dos dois que podiam dividir momentos de muita emoção com os fãs.

Até podemos ter uma ideia do que pode ter havido, mas nada de falar do grande Tim Maia, depois de tanto tempo fora deste patamar.

Tim era um gigante cantando, mas o mundo sabe de seu temperamento em toda sua carreira e os “bafões” que aprontou, como aquele de deixar de aparecer num consagrado programa de televisão e fazer todo mundo correr para cobrir o momento.

Naquele programa da série “Chico e Caetano”, Tim Maia ensaiou, reclamou de tudo e no momento do show não compareceu.

Caetano Veloso, do alto de sua elegância, teceu elogios ao Tim Maia e o programa foi em frente com momentos do ensaio. Um belo momento, diga-se de passagem.

Já que falei da música, segue postada para quem curtiu Tim Maia e curte Gal Costa, que anda sumida mas promete reaparecer.

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Meu nome é Gal

19/06/2011 por

Meu nome é Gal

Maria da Graça Costa Penna Burgos, mais conhecida como Gal Costa, nasceu em Salvador, em 26 de setembro de 1945 (hoje com 65 anos).

Hoje resolvi falar de Gal Costa, filha de Mariah Costa Pena, falecida em 1993 que foi sua grande incentivadora, e Arnaldo Burgos.Sua mãe contava que durante a gravidez passava horas concentrada ouvindo música clássica, como num ritual, com a intenção de que esse procedimento influísse na gestação e fizesse que a criança que estava por nascer fosse, de alguma forma, uma pessoa musical.

Gal jamais conheceu o seu pai, que faleceu quando ela tinha por volta de 15 anos. Por volta de 1955 se torna amiga das irmãs Sandra e Dedé (Andreia) Gadelha, futuras esposas dos compositores Gilberto Gil e Caetano Veloso, respectivamente.

Em 1959 ouve pela primeira vez o cantor João Gilberto cantando Chega de saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais) no rádio; João também exerceu uma influência muito grande na carreira da cantora, que também trabalhou como balconista da principal loja de discos de Salvador da época, a Roni Discos.

Em 1963 é apresentada a Caetano Veloso por Dedé Gadelha, iniciando-se a partir uma grande amizade e profunda admiração mútua que perdura até hoje.Em meados dos anos 90 Gal mudou oficialmente o se nome de Maria da Graça Costa Penna Burgos para Gal Maria da Graça Penna Burgos Costa.

Gal estreou ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Tom Zé e outros, o espetáculo Nós, por exemplo (22 de agosto de1964), que inaugurou o Teatro Vila Velha, em Salvador. Nesse mesmo ano participou de Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova, no mesmo local e com os mesmos parceiros.

Deixa Salvador para viver na casa da prima Nívea, no Rio de Janeiro, seguindo os passos de Maria Bethânia, que havia estourado como cantora no espetáculo Opinião.

A primeira gravação em disco se deu no disco de estreia de Maria Bethânia (1965): o duo Sol Negro (Caetano Veloso), seguido do primeiro compacto, com as canções Eu vim da Bahia, de Gil, e Sim, foi você, de Caetano – ambos lançados pela RCA, que posteriormente transformou-se em BMG (atualmente Sony BMG) – gravadora à qual Gal retornaria em 1984, com o álbum Profana.

No fim do ano conhece João Gilberto pessoalmente.

Aí, clique para saber e ouça uma de minhas preferidas dessa maravilhosa baiana:

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Baby: de volta ao começo

13/05/2011 por

Baby: de volta ao começo

Lembrando aquela linda canção de Gonzaguinha e lindamente interpretada por Gal Costa, diria que estou de volta ao começo, ao ter a poderosa Baby Garroux na parceria aqui no Z Castel.

Que bauruense não morre de orgulho de Baby Garroux, que fez e faz uma trajetória profissional ligada à arte e cultura das mais admiradas!?

Pois é, como o mundo é redondo e a internet tem dessas coisas, agora estamos juntos aqui no Z Castel, que abre o “capital”, como no mercado de ações e acolhe os melhores.
Começamos muito bem, com o privilégio de aceitação de Baby Garroux a nos municiar com as novas dos mundos “fashion”, artístico, cultural, político, social e muito mais.

Já temos conteúdo postado pela santista que chegou criança a Bauru e da terrinha partiu para o mundo.

Feliz estamos e desejando boas vindas e, em sua homenagem, a canção citada acima:

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Gal Costa está voltando

17/10/2010 por

galcostafundotwitterGal Costa (foto de seu Twitter) desde 2005 não voltou mais aos estúdios para gravar um álbum inédito. Os fãs sentiram a música de qualidade brasileira ficou mais pobre.

Muito se especulou a respeito, porque a linda baiana sumiu, nem entrevistas mais concedeu, mesmo que fosse para matar a saudade.

Só que neste 2010, a mudez começa a ser rompida com a edição da caixa “Total”, que inclui 15 discos lançados pela gravadora Philips (atual Universal) entre 1967 e 1983. O ciclo se completará quando Gal lançar, 28 anos mais tarde, o disco de retorno à Universal, que está sendo preparado sob produção de Caetano Veloso e de seu filho Moreno Veloso.

“Vai ser um disco de canções inéditas de Caetano feitas para mim”, adianta.

Gal Costa concedeu entrevista agendada em parceria com a Universal para divulgar o lançamento de Total, que custará em torno de R$ 290 e traz, como atrativos, semi-inéditos dois volumes de raridades editadas originalmente em discos de festival, trilhas sonoras (como a do filme “Brasil Ano 2000″, de 1969), trabalhos de outros artistas (como Erasmo Carlos, Maria Bethânia e Ney Matogrosso) e compactos da própria Gal (o que inclui as hoje pouco conhecidas versões de estúdio dos clássicos “Vapor Barato” e “Sua Estupidez”, do disco ao vivo “Fa-tal”, de 1971).

Gal concedeu a entrevista num salão de hotel de São Paulo, onde tem passado alguns dias após o show de voz e violão que fez no Anhembi.

Gal mostrou-se mais serena, mas reclamando de alergia e de pigarro. Conta que é internauta contumaz (“meu computador fica ligado o dia inteiro”) e constata: “No mundo de hoje a informação é tão rápida que, se você ficar um mês sem fazer nada, parece que você acabou, morreu, sumiu, desapareceu. Não dou bola para isso, sigo meu ritmo, que é o importante”.

Veja a completa entrevista concedida para Último segundo”, do IG, clicando aqui.

Como a proposta do blog é ajoelhar sempre e rezar, vai um sucesso da baianíssima que encontrei no Youtube (de um tempo ái que saudade. Aqui ela canta “Eu sei que vou te amar, e tendo ao piano nada menos que Tom Jobim.

Um clique apenas na seta central da imagem abaixo:

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Os chiques & famosos

01/10/2010 por

galtwitterGal volta aos palcos

Como seguidor de Gal Costa no Twitter, me deparo com “posts” assim: “Bom dia, flores do dia”.

A cantora, que completou 65 anos no último domingo (26), é uma assídua usuária do microblog. “Gosto de computador, tecnologia, amo tudo isso”, contou ela ao UOL Música, destacando que “é bom estar em contato com as pessoas que gostam do meu trabalho”.

Gal refere-se aos quase 25 mil admiradores que acompanham seus comentários sobre o tempo, o estado da bateria de seu celular ou seus desejos de boa semana, bons sonhos e boa noite.

No Twitter, a cantora fala também sobre “Gal Total”, uma caixa com 15 discos seus de 1967 a 1983 remasterizados, mais um CD duplo de raridades e um livreto com textos históricos e depoimentos. “Acabei de ver a caixa ‘Gal Total’ numa loja de discos. Achei super bonita!”, postou no microblog ao escrever para as pessoas que gostam do seu trabalho.

Não vi, apenas, menção sobre o show que ela fará nesta sexta-feira (01) em São Paulo, no Palácio de Convenções do Anhembi.

A apresentação, em esquema voz e violão, é uma releitura de seus grandes sucessos. “Eu Vim da Bahia”, “Vatapá”, “Meu Bem Meu Mal”, “Folhetim”, “Você Não Entende Nada” e “Festa do Interior” devem continuar no roteiro.

Gal divide o palco apenas com Luiz Meira, músico catarinense com quem ela trabalha há 13 anos. O show é mais um passo que ela dá em direção à volta aos palcos brasileiros, depois de uma elogiada e bem-sucedida temporada pelos Estados Unidos e Canadá –uma de suas últimas apresentações em São Paulo foi ao lado da norte-americana Dionne Warwick, em maio do ano passado.

O bom fazer agora é beijar na boca

Bom, pelo menos é o que vi no site de fofocas TMZ.

Com direito a foto, o site mostra que a top model Gisele Bündchen foi flagrada na noite de quinta-feira (30) em um momento íntimo com um homem desconhecido durante um baile de máscaras em Paris.

Pelo visto, ambos se inclinam como que se fossem se beijar, embora os lábios ainda não se toquem.

Gisele se casou com o jogador de futebol americano Tom Brady no dia 26 de fevereiro de 2009. O casal teve um filho, Benjamin, em dezembro de 2009.

Douglas ainda em fase de quimioterapia

O ator Michael Douglas, passa por triste série de sessões de quimioterapia, visando combater um câncer de garganta.

Sua jovem esposa, a atriz Catherine Zeta-Jones até interrompeu sua viagem ao Reino Unido onde ia ver este semana alguns jogos da copa Ryder de golfe para ficar junto a seu marido.

O jornal “Daily Mail”, informa que Catherine, 40, tinha dito que ficaria no País de Gales durante os três dias do evento esportivo, mas ontem à noite voou para Nova York.

Ao mesmo tempo, a atriz renunciou, segundo o jornal, a interpretar o papel de Vivien Leigh no filme “My Week with Marilyn” junto a Kenneth Branagh e Michelle Williams, para não ficar muito tempo afastada de Douglas, 66.

Tanto Catherine como Douglas são grandes fãs de golfe.

A notícia boa veio de Catherine, que disse em Cardiff que seu marido estava “fazendo progressos” e acrescentou que “é forte e os médicos estão muito contentes”.

Hopkins no elenco de “360″

O ator Anthony Hopkins confirmou a participação no filme “360″, que será dirigido por Fernando Meirelles. A informação é do site especializado Collider.

Ainda não foi divulgado o papel que será interpretado pelo ator. Mas ele estará em cena ao lado de Rachel Weisz e, possivelmente, de Frances McDormand e do rapper Eminem –que, também segundo o site, estão em negociação com os produtores do filme.

Com roteiro de Peter Morgan, “360″ é uma adaptação da peça “La Ronde”, escrita em 1900 por Arthur Schnitzler.

George Michael recebe flores de Paul MacCartney na prisão

George Michael continua preso em Londres por dirigir sob efeito de maconha. Hoje ficou melhor, ao receber flores de seu amigo e também cantor, Paul MacCartney, junto a uma carta de duas páginas em forma de apoio.

Segundo o tabloide “The Sun”, McCartney afirma na carta que irá visitar Michael em breve. O ex-Beatle passou 10 dias em uma prisão japonesa por porte de maconha em 1980 e diz na correspondência para o cantor não se deixar abater.

George Michael já cumpriu duas semanas de sua pena de oito semanas de prisão e pode ser solto em breve (será transferido na semana que vem a uma prisão de regime aberto).

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Saudosismo

20/07/2010 por

Sinto muita falta da Gal Costa, com aquela suavidade de voz mais toda sensualidade que sempre foram sua marca.

Bateu fundo a saudade e fui conferir no Youtube “Chuva de Prata”. Vejam que show!

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