11/11/2010 por Equipe ZCastel
O Banco Panamericano com sua fraude de R$ 2 bilhões e meio, colocou duas figuras na parede: Henrique Meirelles, presidente do BC e Maria Fernanda Coelho, presidente da Caixa Econômica Federal.
Henrique Meirelles porque o órgão que dirige deixou passar um furo de bilhões de reais (o Banco Central recebe, diariamente, relatórios dos movimentos de cada instituição financeira e tem instrumentos de controle como Basiléia I e Basiléia II) e Maria Fernanda Coelho, quem exatamente é uma das bem cotadas para formar no ministério de Dilma Rousseff, por ter comprado, em julho, 49% do controle do banco bichado de Silvio Santos (pagou R$ 700 milhões que acabaram não refrescando em nada a situação do Panamericano que, na época, já recorria ao redesconto). Estou indignado, não votei na Dilma e sei no que isso vai dar e sei no que já deu antes das eleições. O mesmo que dizer: rasguei meu voto, pois a eleição não valeu.
Para que tenham uma idéia do rombo, o “Homem do Baú” deu em garantia pela cobertura do rombo, as suas 44 empresas, por conta do empréstimo de R$ 2,5 bilhões ao Panamericano, concedido pelo FGC.
Aí entraram, das lojas do Baú ao SBT, passando pela companhia de cosméticos Jequiti, mais o hotel Jequitimar, no Guarujá. Detalhe: a maioria das empresas não produz nada. São vendedoras e prestadoras de serviços. A jóia dessa coroa ameaçada é o SBT, cuja venda é complicada porque depende de autorização do Governo. Há tempos, Roberto Justus (com a Casas Bahia atrás) teria tentado comprar a emissora e Silvio Santos escreveu num papelzinho US$ 2 bilhões. Mais recentemente um grupo evangélico avisou que pagaria essa quantia e ainda daria a Silvio, pelo tempo que quisesse, as tardes de domingo para apresentar (e ganhar dinheiro) o seu micado senil programa. O homem do baú recusou. Pode?
Hoje até que Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, está com a razão. Postou em seu blog: “Agora já se sabe o motivo pelo qual Silvio Santos esteve com Lula em setembro: pedir ajuda para salvar o Panamericano”. Depois, lembra que, na época da visita, Silvio afirmou que teria pedido a Lula doação pessoal para a promoção Teleton e aproveitou para alfinetar: “Saiu cara a edição do SBT da bolinha de papel jogada em Serra no Rio, hein?”
Já que o assunto é o “Homem do Baú”, um dos demitidos do banco é Rafael Palladino “demitido da presidência”, é casado com a irmã de Íris, mulher de Silvio Santos. Trabalhava na área de vendas, antes de ir para o banco e, numa época, foi personal trainer do animador. Luis Sandoval, presidente do Conselho Consultivo do Panamericano e presidente da holding do grupo que, nos últimos quatro anos, também não notou nenhuma anormalidade no banco, era contrário à indicação de Paladino para a presidência, por não entender nada do mercado financeiro.
Silvio Santos, que tem parentes em outras empresas de seu grupo, dedica quase todo seu tempo à televisão e, na construção do complexo do SBT na Anhanguera, teria levado outra trombada, envolvendo amigos de muitos anos e até familiares. O complexo foi construído num terreno cheio de altos e baixos de 231 mil metros quadrados (85 mil metros quadrados de área construída) e os responsáveis pela construção teriam cometido irregularidades que o animador só soube depois. Na época, até com dose de injustiça segundo alguns, teria afastado Luciano Calegari, Walter Zagari e Guilherme Stoliar, que retornou anos depois. Guilherme é filho de Sara, irmã de Silvio, que mora no Rio e administra suas finanças pessoais.
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