Eu vou chamar o síndico!

19/11/2012 por

Por Téta Barbosa

Síndico de prédio é como político, um mal necessário.

Lá no edifício dos meus pais, a eleição para renovar o cargo do cara que não vai pagar o condomínio é mais emocionante que final de novela das oito.

A começar pelos moradores, que, assim como os traficantes do Rio de Janeiro, se dividem em três facções criminosas (ou ideológicas, não tenho certeza).

Tem o grupo a favor de Seu Amaral*, tem o grupo do contra, liderado pela galega do primeiro andar, e o grupo do “deixa disso, vamos tomar uma cerveja e resolver depois”.

Quando o partido do Seu Amaral está no poder, os outros dois não pagam condomínio em retaliação. Quando o grupo oposto assume, o do seu Amaral e do deixa disso não pagam por vingança. Quando o grupo do deixa disso assume, pensando bem esse pessoal só assume a cota da bebida da festa do final de ano.

Recentemente a facção do Seu Amaral deu um golpe de Estado e, não podendo o próprio Amaral assumir pela terceira vez consecutiva, colocou um Geraldo Júlio* da vez em seu lugar.

O laranja dele, Seu Roberto, só ganhou a eleição porque, depois que o candidato da facção da galega foi eleito pela maioria, Seu Amaral tirou uma carta premiada da manga: o cidadão tinha colocado o condomínio na justiça num passado remoto. Ou seja, a posse foi impugnada e Seu Roberto Laranja de Oliveira assumiu o cargo.

Já no meu edifício a síndica é ghost, dizem que ela existe, mas nunca vi em carne e osso. Assim como em Atividade Paranormal, ela deixa rastros: bilhetes na portaria, mensagens no hall e, posso jurar, já senti um perfume com cheiro de rose, Emily Rose, que imagino ser dela, no elevador. Tudo que sei é que seu sobrenome é o nome do prédio, o que faz dela, automaticamente, a dona do pedaço.

No prédio do meu irmão, o moço criado com a vó disse, em tom solene, na reunião:

- O condomínio precisa dar um jeito no cheiro do cigarro ilegal que vem de alguns apartamentos.

- Eu não sou policial, Seu Gomes, sou só o síndico.

Pra resolver isso, só chamando Tim Maia.

“cuidado com o disco voador
tira essa escada daí,
essa escada é pra ficar aqui fora
eu vou chamar o síndico
Tim Maia, Tima Maia, Tim Maia”.

*Os nomes são fictícios para evitar a retaliação dos respectivos síndicos.

*Geraldo Júlio parece nome de cantor de brega mas é o atual Prefeito do Recife, indicado pelo todo poderoso senhor de engenho, quer dizer, Governador, Eduardo Campos.

(*) Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa ali e fora dali. Escreve aqui sempre às segundas-feiras sobre modismos, modernidades e curiosidades. Ela também tem um blog - Batida Salve Todos.

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Shit happens!

02/09/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recife.

Começo sentindo taquicardia. Na sequência, mãos suando e levemente trêmulas. Pupilas dilatadas denunciam que não vou conseguir me controlar mais uma vez.

Eu sei, eu sei, prometi que não voltaria ao vício. Prometi sair dessa vida e me juntar às moças normais da cidade. Mas, uma ponta do lado esquerdo de meu cabelo me diz que isso não será possível. E o inevitável acontece: pego o telefone e disco o número que sei de cor.

- Julita e Julianne Hair Studio, bom dia.

- Oi, tem horário pra eu cortar meu cabelo no sábado a tarde?

Aí, já viu: shit happens! O corte fica uma merda e eu com cara de playmobil de mangá.

Junte a esta equação o fato de que estou trabalhando na rua e, por isso, usando jeans e tênis diariamente. O que me faz ser muito paquerada….por mulheres! Deixando minha auto-estima lá em cima só que no público-alvo errado!

Minha amiga-irmã caminhoneira perde no quesito Maria Machadão.

É quando você jura que dessa vez vai deixar o cabelo crescer (pelo menos por três meses.)

O consolo? Procurar fotos de mulheres lindas que ficaram ainda mais lindas de cabelos curtos. Não, um corte não vai te deixar com o rosto de Natalie Portman nem com os olhos de Michelle Williams, mas a auto-enganação é uma arte da qual eu não quero me desapegar!

Porque, short hair rocks (mesmo com um corte ruim).

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Salvem os seres humanos!

02/07/2012 por

Salvem os seres humanos!

Por Téta Barbosa(*)

Eu gosto de animais, com ressalvas, muitas ressalvas. Criada em apartamento, eu tinha pavor de galinhas, do tipo que pessoas normais têm de baratas ou aranhas. Eu também temia gatos, coelhos, hamsters e cachorros.

Principalmente cachorros.

Nada contra, juro, só falta de costume mesmo. Meus bichos eram de pelúcia e não tinham cheiro (exceto uma eventual poeira ou mofo) e não babavam. Cresci assim, desacostumada ao reino animal, praticamente a menina da bolha.

Provavelmente por isso nunca entendi o amor incondicional das pessoas por seus bichos de estimação. Não entender não significa ser contra, que isso fique bem claro.

E, na minha ignorância animal, entendi menos ainda a recente comoção nas redes sociais sobre a lei Contra o Abandono de Animais. Veja bem, não sou a favor de poodles ou gatinhos siameses serem largados por aí, muito menos concordo com a crueldade contra peixinhos dourados.

Se bem que, se a gente pensar direitinho, o que soa como crueldade é manter um passarinho numa gaiola, um peixe num aquário de 50cm ou um pastor alemão num apartamento de 90 m2.

Mas não vamos mudar de assunto, voltemos à Lei Contra o Abandono. Assim, como fila de banco, que basta o primeiro reclamar para a fila virar um motim, as redes sociais estão cheias de mensagens de apoio aos Chihuahuas e gatinhos Angorás.

A lei é digna e bonita, concordo, o que não me convence é essa comoção social para defender gatos e cachorros enquanto crianças descalças fazem malabarismo no sinal.

Entenda, eu acho animais legais, mas acho seres humanos mais legais.

Sou contra o abandono de crianças, contra homens revirarem lixo à procura do jantar, contra adolescentes que se prostituem para garantir uma refeição por dia.

Confesso que sempre me revoltei com o Greenpeace porque enquanto eles salvam as baleias, 300 homens e mulheres são assassinados por mês em Pernambuco.

Nunca vi uma faixa comum “Salve os seres humanos” nem com um “Criança passar fome é Crime”. Sempre imaginei, inclusive, que se eu vendesse aquele navio do Greenpeace, o dinheiro daria para alimentar o Coque (comunidade carente do Recife) inteiro durante uns seis meses.

Temos exceções, fato; ONGs e voluntários. Mas esses, infelizmente, não ganham a simpatia das milhões de pessoas que postam fotos de gatinhos fofos no Facebook.

Vou ser a primeira a apoiar os Yorkshires e Bulldogs, no dia em que nenhum ser humano morar debaixo de uma ponte ou se alimentar de lixo.

(*) Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa ali e fora dali. Escreve aqui sempre às segundas-feiras sobre modismos, modernidades e curiosidades. Ela também tem um blog – Batida Salve Todos

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Sem limites!

13/06/2012 por

Por Téta Barbosa a partir do Recife.

A moça do vestido amarelo não tinha limites.

- “Quem tem limite é Município”, dizia seguindo o dito popular.

Ela, obviamente, não era Município. Nem louca, apesar de algumas opiniões contrárias.

Tinha 31 vestidos, uma coleção de garrafas vazias, três óculos escuros e nenhum limite.

Libertador, diriam uns.

Constrangedor, comentariam outros.

Amor sem-limite, ideias sem-limite e, o mais grave, falava e escrevia sem-limites.

- Onde já se viu isso? Perguntou a ruiva do oitavo andar.

- Todo mundo tem que ter limites! Avisou o vendedor de churros.

- E estranha que ela é?! Resmungou o porteiro da noite (aquele que tomava conta das estrelas para se certificar de que nenhuma tinha se apagado desde a noite anterior).

Estranha ela era.

Isso não tinha como negar.

Só bebia água natural (porque gelada não tem gosto), não assistia novela e seu hobby era pescar répteis (com vara, anzol e isca viva).

Estranha ou não, limite estava fora de cogitação. Por que? A resposta está nos sinônimos.

Afinal, quem quer demarcar a vontade, ou delimitar o desejo, ou restringir o abraço, ou pior, reservar a convicção?

Você quer?

Ela não!

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Sobre mulheres inteligentes

18/05/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recife

Mulheres inteligentes são assim: MultiTask.

Porque ser inteligente não é de todo difícil. Mas quero ver ser inteligente, levar o menino pro dentista, pegar o carro na oficina, lembrar do aniversário da sogra, comprar o corretivo certo para seu tom de pele, saber que soutien com alça de silicone não se usa (nem sob tortura) e ainda almoçar salada usando aquela calcinha que está te apertando mas que, se tudo der certo, vai fazer o maior sucesso logo mais a noite.

Então, minha admiração por mulheres inteligentes que são lindas, descoladas, têm doutorado e ainda sabem a diferença entre pó compacto e iluminador, só aumenta.

Vamos aos fatos:

Bruna Caputo – advogada concursada. Concursada, repito.Voltando de Garanhuns (onde trabalha) para Recife, deu um duplo mortal carpado com o carro. Leia-se: capotou várias vezes porque um cachorro atravessou a BR . Quando aterrizou ela pensou: bem que a moça da concessionária avisou que esse carro tem tecnologia de fórmula 1 (seja lá o que isso signifique). Na seqüência, o alívio: meu shiseido está intacto, ufa.

*Se você é homem, inteligente e concursado e mesmo assim não sabe o que é shiseido, acabo de provar minha teoria: mulheres são phoda.

Fabiana Moraes – melhor jornalista em linha reta do Norte/Nordeste (incluindo a Bahia). Tem mais prêmio do que bingo de quermesse. Por esses dias postou uma matéria escrita por ela. O título da matéria: Os limites da infodiversão – resgate do jornalismo impresso, televisivo ou online e sua relação com o entretenimento. O título da postagem: “é tudo mentira, eu só penso em rímel.”

Porque ser inteligente é fácil, quero ver ser inteligente e usar rímel à prova d’água ao mesmo tempo.

Futilidades, diriam os espertos.

Concordamos. Deixemos eles preocupados com as coisas importantes desta vida: peladas (do futebol e do canal para adultos).

A gente se preocupa com o resto.

*Mas se a gente tivesse uma ajudinha, ia ser massa. Fica a dica.

Acordei tão feminista hoje. Por isso, se quiser abrir a porta para eu passar ou pagar a conta do jantar, fique à vontade.

Nota do Z Castel: Téta Barbosa é também mulher inteligente!

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Caio Vinícius ataca mais uma vez!

08/05/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recife (*)

Exilado em São Paulo, o pernambucano Caio Vinícius anda aprontando mais uma vez. Além das bijus/arte (favoritas das famosas e estilosas do eixo Rio/Sp) o fashion designer ataca de vídeo maker.

Dessa vez ele divide o crédito com Suchi (irmã dele/amiga minha) que foi passar as férias em sampa e… de quebra editou o filme do brother. Que promoção hein? Dupla cheia de talento, os irmãos finalizaram o filminho a seguir com a nova (e escandalosamente linda) coleção de Caio.

#OrgulhoDeSerNordestino Moment!

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Feliz Páscoa!

07/04/2012 por

Por Téta Barbosa direto de Recife

Nem vou entrar na controvérsia óbvia de que coelho não bota ovo e que o certo mesmo seria ter a galinha da páscoa. Ou o pato da páscoa. Ou o ornitorrinco da páscoa. Porque, se a ideia era ter um mamífero como símbolo da ressurreição de Cristo, que fosse pelo menos o único mamífero que bota ovo: o ornitorrinco!

Coitado, mais feio que Elk Maravilha depois de um acidente de trem, o pobre do ornitorrinco jamais poderia ser símbolo de coisa alguma, muito menos da subida de Jesus ao céu.

- Maria, se coelho não bota ovo, o que danado ele está fazendo na páscoa?

- Ô tia, é um símbolo. Só um símbolo. O coelho representa fertilidade.

Hummm, essas professoras primárias realmente trabalham duro nessa época do ano pra conseguir colocar Jesus, Pilatos, Coelho e Ovo tudo na mesma história.

Sem falar que, quando as palavras fertilidade e coelho estão na mesma frase, é muito difícil não imaginar a cena do coelhinho transando loucamente com a coelhinha debaixo da moita. Cena esta que dificilmente combina com o filho de Deus subindo aos céus sob fortes luzes e muito gelo seco #PaixãodeCristoFeelings.

Ok, deixemos o ato sexual coelhístico de lado para imaginar a historinha, contada alegremente pelas professorinhas primárias, na semana que antecede o feriadão da Semana Santa.

Aposto que é mais ou menos assim:

“Era um vez um belo príncipe chamado Jesus que morava no reino tão tão distande da Galileia. Lá, coelhinhos tarados tinham filhotes e mais filhotes que eram todos amiguinhos de Jesus. Na páscoa os coelhos roubavam os ovos das galinhas e distribuíam para a população. Judas, que era um amiguinho do mal, não ganhou ovo. Aí, ele ficou puto e traiu Jesus com um beijo. Pilatos, que estava com as mãos sujas de chocolate, lavou as mãos e mandou Jesus para a cruz. O filho de Deus foi crucificado mas ressuscitou depois de três dias. Aí, foram todos felizes para sempre.”

Não, não, nada disso faz sentido.

Na real, pouquíssima coisa faz sentido nesta história religiosa.

É melhor simplesmente acreditar e nem tentar entender.

Mas, alguns fatos podem ser cientificamente provados:

1 – O coelho tem mais marketing pessoal que o ornitorrinco.

2 – Esse feriado cristão é longo e eu estou lisa. O que me faz passar muito tempo em casa pensando besteira e escrevendo abobrinhas.

Uma páscoa com muito chocolate e pouco ornitorrinco para você!

São os votos do Batida Salve Todos.

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Embrulhada pra presente!

29/03/2012 por

Por Téta Barbosa direto de Recife (*)

“Quem quer casar com a Dona Baratinha…
… quem tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?”

De uma maneira geral as recifenses ainda são muito conservadoras quando o assunto é cabelo! Os lisos (naturais ou químicos) e longos predominam geral. Acho uma pena! Mesmo. Dá pra fazer/usar tanta coisa nas madeixas que não vejo sentido na mesmice. Cinquenta centavos de ousadia não mata ninguém viu?

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Suspiros

28/03/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recife (*)

Eles nascem no pulmão, percorrem a traquéia e acabam no desejo.

Uns, os mais bipolares, nascem no desejo pra só então, chegar ao pulmão!

Podem ser de amor, de desgosto ou de açúcar. Mas suspiros são, invariavelmente, sinceros.

Há uma verdade quase melancólica nos suspiros.

Entre o inspirar e o expirar, cabe o começo o meio e o fim da história (quando existe uma história)

A palavra suspiro, suspira.

Eu suspiro, tu suspiras, ele guarda os suspiros num pote. Pra não gastar!

Hoje em dia gasta-se o desejo à toa.

Na próxima encarnação não quero vir uma samambaia nem gelo-baiano.

Quero vir suspiro!

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Vestida de coração!

16/03/2012 por

Por Téta Barbosa

Saí assim: vestida de coração.

De coração com asas de borboleta.

De coração e mais nada.

Sem roupa de marca, sem a bolsa da última coleção, nem o sapato assinado pelo estilista francês.

De coração simplesmente.

Com todas as metáforas e dramas que a palavra coração carrega dentro dela.

Porque corações têm parágrafos e mais parágrafos (que contam a história do mundo) dentro deles e carregam vírgulas e muitas, muitas reticências.

Corações são responsáveis pelas primeiras impressões, segundas intenções e todas as ideias que ficam nas entrelinhas.

Por isso saí assim: vestida de coração.

Simplesmente.


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Purple Rain!

14/03/2012 por

Por Téta Barbosa
Atendendo a pedidos, voltam os posts LOOK DO DIA!

Foi só ficar levemente nublado no domingo que a louca se jogou na echarpe (para combinar com o cabelo Amelie Poulan Complex) e saiu por aí, fingindo morar na França.

Toda trabalhada no Brechó+promoção+loja de departamento, montei um look que não custou 70 reais. ADORO.

Muita atenção ao batom vermelho para “combinar” com o vestido roxo: porque nem só de pretinho básico e cinza asfalto vivem as coleções de inverno!

*Carão de modela é bóia!

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Deglutindo batráquios!

08/03/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recifre

Hoje engoli dois atrasos, quatro metáforas e um subway de rosbife.
No fim do mês, meu médico não entende porque o meu estômago não ta lá uma Brastemp.

Engulo ironias sem sofrer. Pessoas irônicas são, em sua maioria, inteligentes. Então engulo com um fiapo de inveja entre os dentes e bebo um gole de “como eu não pensei nisso antes” para facilitar aquela descida incômoda pela garganta a baixo.

Engulo algumas desculpas esfarrapadas, ideias estranhas e filmes ruins (não engulo livros ruins).

Engulo arte, devoro poemas, lambo fotografias, trago músicas, mastigo silêncios.

Não engulo sapos.
Desculpem!

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O Brown é Pop!

07/03/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recife.

Carlinhos Brown é um baiano universal.

Entendeu desde cedo que música, estilo e carisma andam de mãos dadas quando o assunto é sucesso! O cara é o pop. Como o Batida anda querendo invadir a Bahia (proposta de o programa ir pra lá também, uahuahauahua) tô de olho no style dos baianos há tempo. Quem veste o que, quando e como. E o Oscar de melhor figurino vai mesmo pro Brown

Ele acabou usar figurinos exclusivos para seu SARAU DU BROWN, um mega evento que rolou na cidade do acarajé (Salvador, of corse my horse) e que juntou um monte de atrações e convidados. O baphon é patrocinado pela Club Social (que fez umas latinhas modernas inspiradas no figurino do cara). E ele, pop e descolado, usou as latinhas como instrumento de percussão.

Sim , o figurino (lá vai eu perdendo o foco) é assinado pela estilista paulistana (radicada na Bahia) Valéria Kaveski com estampas exclusivas da designer Pat Assumpção.

Segue um vídeo do evento inconfundível pra mostrar o lado fahion da Club Social na Bahia.

Este post é um publieditorial!

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Maria Tereza

06/03/2012 por

Maria Tereza

Por Téta Barbosa direto de Recife (*)

Ele pode ser platônico, físico, intenso, materno ou eterno. Pode ser líquido, como as relações mundanas e modernas. Pode ser de muito!

E de muito foi o amor deste casal! Namoro, casamento e 15 anos depois, a primeira filha: Maria Tereza. A menina já nasceu famosa e está nas manchetes dos principais jornais da cidade dos arrecifes.

Não é famosa porque nasceu com alguma anomalia. Não é super dotada, não foi o primeiro bebê do ano nem nasceu em berço esplêndido. É normal, chorona e dorme o dia todo, como convém a bebês recém-nascidos.

O que faz de Maria Tereza tão especial é que os pais dela são pais. Os dois!

A menina é a primeira criança, concebida in vitro, filha de uma relação homoafetiva, devidamente registrada e reconhecida pela Justiça.

“Ninguém tem o direito de reduzir o entendimento sobre a aplicabilidade de qualquer regra para ignorar aquilo que a vida já reconheceu. O seu nascimento trouxe a esperança de uma sociedade mais justa, feliz e menos preconceituosa” diz a carta escrita pelo promotor da primeira Vara da Família da Capital, Adalberto Vieria, endereçada à pequena.

Na carta o promotor ainda cita a lenda de Teseu, o herói grego que matou o Minotauro. Teseu tinha dupla paternidade; era filho do rei de Atenas, Egeu, e de Poseidon.

Ele finaliza parabenizando os pais pela coragem e pioneirismo.

Na seqüência, o juiz Clicério Bezerra e Silva assinou a sentença autorizando o registro de Maria Tereza com o nome dos seus dois pais.

“…E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:

vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,

ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,

vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;

mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;” João Cabral de Melo Neto.

E o amor pode ser assim mesmo: platônico, materno ou eterno. Pode ser com ou sem preconceito.

O Recife escolheu sem.

Deixando pra trás toneladas de coronelismo. Derramando sobre os mangues litros de machismo apadrinhados pela falta de amor. Deixando escorrer pelas veias rios de discriminação e mares de arrogância em oceanos de ideias pejorativas e superficiais.

Nos libertamos, já tarde, da nossa herança de crenças equivocadas e estereotipadas dos nossos senhores e senhoras de engenho.

Agora enfim concordamos: amor tem que ser de muito!

Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa ali e fora dali. Escreve aqui sempre às segundas-feiras sobre modismos, modernidades e curiosidades. Ela também tem um blog – Batida Salve Todos

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O Batida com sotaque carioca!

01/03/2012 por

O Batida com sotaque carioca!

Por Téta Barbosa direto do Recife

Está rolando o Rio Content Market, evento de conteúdo audiovisual. E sabe quem tá se amostrando por lá? O programa do Batida Salve Todos para tv! Esse programa é igual a dona, todo espaçoso. #orgulho .

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