Sobre mulheres inteligentes

18/05/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recife

Mulheres inteligentes são assim: MultiTask.

Porque ser inteligente não é de todo difícil. Mas quero ver ser inteligente, levar o menino pro dentista, pegar o carro na oficina, lembrar do aniversário da sogra, comprar o corretivo certo para seu tom de pele, saber que soutien com alça de silicone não se usa (nem sob tortura) e ainda almoçar salada usando aquela calcinha que está te apertando mas que, se tudo der certo, vai fazer o maior sucesso logo mais a noite.

Então, minha admiração por mulheres inteligentes que são lindas, descoladas, têm doutorado e ainda sabem a diferença entre pó compacto e iluminador, só aumenta.

Vamos aos fatos:

Bruna Caputo – advogada concursada. Concursada, repito.Voltando de Garanhuns (onde trabalha) para Recife, deu um duplo mortal carpado com o carro. Leia-se: capotou várias vezes porque um cachorro atravessou a BR . Quando aterrizou ela pensou: bem que a moça da concessionária avisou que esse carro tem tecnologia de fórmula 1 (seja lá o que isso signifique). Na seqüência, o alívio: meu shiseido está intacto, ufa.

*Se você é homem, inteligente e concursado e mesmo assim não sabe o que é shiseido, acabo de provar minha teoria: mulheres são phoda.

Fabiana Moraes – melhor jornalista em linha reta do Norte/Nordeste (incluindo a Bahia). Tem mais prêmio do que bingo de quermesse. Por esses dias postou uma matéria escrita por ela. O título da matéria: Os limites da infodiversão – resgate do jornalismo impresso, televisivo ou online e sua relação com o entretenimento. O título da postagem: “é tudo mentira, eu só penso em rímel.”

Porque ser inteligente é fácil, quero ver ser inteligente e usar rímel à prova d’água ao mesmo tempo.

Futilidades, diriam os espertos.

Concordamos. Deixemos eles preocupados com as coisas importantes desta vida: peladas (do futebol e do canal para adultos).

A gente se preocupa com o resto.

*Mas se a gente tivesse uma ajudinha, ia ser massa. Fica a dica.

Acordei tão feminista hoje. Por isso, se quiser abrir a porta para eu passar ou pagar a conta do jantar, fique à vontade.

Nota do Z Castel: Téta Barbosa é também mulher inteligente!

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Caio Vinícius ataca mais uma vez!

08/05/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recife (*)

Exilado em São Paulo, o pernambucano Caio Vinícius anda aprontando mais uma vez. Além das bijus/arte (favoritas das famosas e estilosas do eixo Rio/Sp) o fashion designer ataca de vídeo maker.

Dessa vez ele divide o crédito com Suchi (irmã dele/amiga minha) que foi passar as férias em sampa e… de quebra editou o filme do brother. Que promoção hein? Dupla cheia de talento, os irmãos finalizaram o filminho a seguir com a nova (e escandalosamente linda) coleção de Caio.

#OrgulhoDeSerNordestino Moment!

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Feliz Páscoa!

07/04/2012 por

Por Téta Barbosa direto de Recife

Nem vou entrar na controvérsia óbvia de que coelho não bota ovo e que o certo mesmo seria ter a galinha da páscoa. Ou o pato da páscoa. Ou o ornitorrinco da páscoa. Porque, se a ideia era ter um mamífero como símbolo da ressurreição de Cristo, que fosse pelo menos o único mamífero que bota ovo: o ornitorrinco!

Coitado, mais feio que Elk Maravilha depois de um acidente de trem, o pobre do ornitorrinco jamais poderia ser símbolo de coisa alguma, muito menos da subida de Jesus ao céu.

- Maria, se coelho não bota ovo, o que danado ele está fazendo na páscoa?

- Ô tia, é um símbolo. Só um símbolo. O coelho representa fertilidade.

Hummm, essas professoras primárias realmente trabalham duro nessa época do ano pra conseguir colocar Jesus, Pilatos, Coelho e Ovo tudo na mesma história.

Sem falar que, quando as palavras fertilidade e coelho estão na mesma frase, é muito difícil não imaginar a cena do coelhinho transando loucamente com a coelhinha debaixo da moita. Cena esta que dificilmente combina com o filho de Deus subindo aos céus sob fortes luzes e muito gelo seco #PaixãodeCristoFeelings.

Ok, deixemos o ato sexual coelhístico de lado para imaginar a historinha, contada alegremente pelas professorinhas primárias, na semana que antecede o feriadão da Semana Santa.

Aposto que é mais ou menos assim:

“Era um vez um belo príncipe chamado Jesus que morava no reino tão tão distande da Galileia. Lá, coelhinhos tarados tinham filhotes e mais filhotes que eram todos amiguinhos de Jesus. Na páscoa os coelhos roubavam os ovos das galinhas e distribuíam para a população. Judas, que era um amiguinho do mal, não ganhou ovo. Aí, ele ficou puto e traiu Jesus com um beijo. Pilatos, que estava com as mãos sujas de chocolate, lavou as mãos e mandou Jesus para a cruz. O filho de Deus foi crucificado mas ressuscitou depois de três dias. Aí, foram todos felizes para sempre.”

Não, não, nada disso faz sentido.

Na real, pouquíssima coisa faz sentido nesta história religiosa.

É melhor simplesmente acreditar e nem tentar entender.

Mas, alguns fatos podem ser cientificamente provados:

1 – O coelho tem mais marketing pessoal que o ornitorrinco.

2 – Esse feriado cristão é longo e eu estou lisa. O que me faz passar muito tempo em casa pensando besteira e escrevendo abobrinhas.

Uma páscoa com muito chocolate e pouco ornitorrinco para você!

São os votos do Batida Salve Todos.

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Embrulhada pra presente!

29/03/2012 por

Por Téta Barbosa direto de Recife (*)

“Quem quer casar com a Dona Baratinha…
… quem tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?”

De uma maneira geral as recifenses ainda são muito conservadoras quando o assunto é cabelo! Os lisos (naturais ou químicos) e longos predominam geral. Acho uma pena! Mesmo. Dá pra fazer/usar tanta coisa nas madeixas que não vejo sentido na mesmice. Cinquenta centavos de ousadia não mata ninguém viu?

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Suspiros

28/03/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recife (*)

Eles nascem no pulmão, percorrem a traquéia e acabam no desejo.

Uns, os mais bipolares, nascem no desejo pra só então, chegar ao pulmão!

Podem ser de amor, de desgosto ou de açúcar. Mas suspiros são, invariavelmente, sinceros.

Há uma verdade quase melancólica nos suspiros.

Entre o inspirar e o expirar, cabe o começo o meio e o fim da história (quando existe uma história)

A palavra suspiro, suspira.

Eu suspiro, tu suspiras, ele guarda os suspiros num pote. Pra não gastar!

Hoje em dia gasta-se o desejo à toa.

Na próxima encarnação não quero vir uma samambaia nem gelo-baiano.

Quero vir suspiro!

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Vestida de coração!

16/03/2012 por

Por Téta Barbosa

Saí assim: vestida de coração.

De coração com asas de borboleta.

De coração e mais nada.

Sem roupa de marca, sem a bolsa da última coleção, nem o sapato assinado pelo estilista francês.

De coração simplesmente.

Com todas as metáforas e dramas que a palavra coração carrega dentro dela.

Porque corações têm parágrafos e mais parágrafos (que contam a história do mundo) dentro deles e carregam vírgulas e muitas, muitas reticências.

Corações são responsáveis pelas primeiras impressões, segundas intenções e todas as ideias que ficam nas entrelinhas.

Por isso saí assim: vestida de coração.

Simplesmente.


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Purple Rain!

14/03/2012 por

Por Téta Barbosa
Atendendo a pedidos, voltam os posts LOOK DO DIA!

Foi só ficar levemente nublado no domingo que a louca se jogou na echarpe (para combinar com o cabelo Amelie Poulan Complex) e saiu por aí, fingindo morar na França.

Toda trabalhada no Brechó+promoção+loja de departamento, montei um look que não custou 70 reais. ADORO.

Muita atenção ao batom vermelho para “combinar” com o vestido roxo: porque nem só de pretinho básico e cinza asfalto vivem as coleções de inverno!

*Carão de modela é bóia!

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Deglutindo batráquios!

08/03/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recifre

Hoje engoli dois atrasos, quatro metáforas e um subway de rosbife.
No fim do mês, meu médico não entende porque o meu estômago não ta lá uma Brastemp.

Engulo ironias sem sofrer. Pessoas irônicas são, em sua maioria, inteligentes. Então engulo com um fiapo de inveja entre os dentes e bebo um gole de “como eu não pensei nisso antes” para facilitar aquela descida incômoda pela garganta a baixo.

Engulo algumas desculpas esfarrapadas, ideias estranhas e filmes ruins (não engulo livros ruins).

Engulo arte, devoro poemas, lambo fotografias, trago músicas, mastigo silêncios.

Não engulo sapos.
Desculpem!

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O Brown é Pop!

07/03/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recife.

Carlinhos Brown é um baiano universal.

Entendeu desde cedo que música, estilo e carisma andam de mãos dadas quando o assunto é sucesso! O cara é o pop. Como o Batida anda querendo invadir a Bahia (proposta de o programa ir pra lá também, uahuahauahua) tô de olho no style dos baianos há tempo. Quem veste o que, quando e como. E o Oscar de melhor figurino vai mesmo pro Brown

Ele acabou usar figurinos exclusivos para seu SARAU DU BROWN, um mega evento que rolou na cidade do acarajé (Salvador, of corse my horse) e que juntou um monte de atrações e convidados. O baphon é patrocinado pela Club Social (que fez umas latinhas modernas inspiradas no figurino do cara). E ele, pop e descolado, usou as latinhas como instrumento de percussão.

Sim , o figurino (lá vai eu perdendo o foco) é assinado pela estilista paulistana (radicada na Bahia) Valéria Kaveski com estampas exclusivas da designer Pat Assumpção.

Segue um vídeo do evento inconfundível pra mostrar o lado fahion da Club Social na Bahia.

Este post é um publieditorial!

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Maria Tereza

06/03/2012 por

Maria Tereza

Por Téta Barbosa direto de Recife (*)

Ele pode ser platônico, físico, intenso, materno ou eterno. Pode ser líquido, como as relações mundanas e modernas. Pode ser de muito!

E de muito foi o amor deste casal! Namoro, casamento e 15 anos depois, a primeira filha: Maria Tereza. A menina já nasceu famosa e está nas manchetes dos principais jornais da cidade dos arrecifes.

Não é famosa porque nasceu com alguma anomalia. Não é super dotada, não foi o primeiro bebê do ano nem nasceu em berço esplêndido. É normal, chorona e dorme o dia todo, como convém a bebês recém-nascidos.

O que faz de Maria Tereza tão especial é que os pais dela são pais. Os dois!

A menina é a primeira criança, concebida in vitro, filha de uma relação homoafetiva, devidamente registrada e reconhecida pela Justiça.

“Ninguém tem o direito de reduzir o entendimento sobre a aplicabilidade de qualquer regra para ignorar aquilo que a vida já reconheceu. O seu nascimento trouxe a esperança de uma sociedade mais justa, feliz e menos preconceituosa” diz a carta escrita pelo promotor da primeira Vara da Família da Capital, Adalberto Vieria, endereçada à pequena.

Na carta o promotor ainda cita a lenda de Teseu, o herói grego que matou o Minotauro. Teseu tinha dupla paternidade; era filho do rei de Atenas, Egeu, e de Poseidon.

Ele finaliza parabenizando os pais pela coragem e pioneirismo.

Na seqüência, o juiz Clicério Bezerra e Silva assinou a sentença autorizando o registro de Maria Tereza com o nome dos seus dois pais.

“…E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:

vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,

ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,

vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;

mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;” João Cabral de Melo Neto.

E o amor pode ser assim mesmo: platônico, materno ou eterno. Pode ser com ou sem preconceito.

O Recife escolheu sem.

Deixando pra trás toneladas de coronelismo. Derramando sobre os mangues litros de machismo apadrinhados pela falta de amor. Deixando escorrer pelas veias rios de discriminação e mares de arrogância em oceanos de ideias pejorativas e superficiais.

Nos libertamos, já tarde, da nossa herança de crenças equivocadas e estereotipadas dos nossos senhores e senhoras de engenho.

Agora enfim concordamos: amor tem que ser de muito!

Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa ali e fora dali. Escreve aqui sempre às segundas-feiras sobre modismos, modernidades e curiosidades. Ela também tem um blog – Batida Salve Todos

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O Batida com sotaque carioca!

01/03/2012 por

O Batida com sotaque carioca!

Por Téta Barbosa direto do Recife

Está rolando o Rio Content Market, evento de conteúdo audiovisual. E sabe quem tá se amostrando por lá? O programa do Batida Salve Todos para tv! Esse programa é igual a dona, todo espaçoso. #orgulho .

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Árvore são os outros

28/02/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recife (*)

Não sou árvore.

Tentei.

Li todos os poemas de Manoel de Barros*, mas não escutei a cor do passarinho.

Não agarrei o rabo do vento nem peguei a voz do peixe.

Sou asfalto. E poeira, e fios, e poluição e viadutos. Nasci na cidade, nos prédios altos, no calor do Recife, no cheiro das pontes.

Não sou árvore, sou poste.

Poste com fios e energia elétrica. A mesma energia feita pela Chesf*, onde meu pai trabalhou a vida inteira. A energia que virava luz, a luz que vinha de um rio com nome de homem: Francisco!

E o senhor Rio São Francisco pagava nossas contas.

Na casa do poeta Manoel, o rio era uma cobra de vidro mole, na minha vinha em forma de contra-cheque. Um rio-salário líquido (que sempre tinha uma grande diferença em relação ao rio-salário bruto).

Coisa que eu nunca entendi, se tratando de um rio.

Imaginava apenas que um rio líquido era um rio sem barragens nem adutoras.

Um rio que circulava livremente e que tinha, dentro dele, novas espécies da fauna ainda não descobertas pelos biólogos especialistas: o jacaré Xingó, a garça Paulo Afonso e a sucuri Itaparica.

O rio do poeta conversa com as rãs e por lá falam de poesia.

O meu rio é amigo das hidroelétricas e os dois, velhos conhecidos, versam sobre linhas de transmissão.

Manoel de Barros é árvore.

Meu pai é rio.

Eu sou poste. Mas, sabe que pode haver muita poesia num poste?

*Chesf – Companhia Hidro Elétrica do São Francisco

* Manoel de Barros – Poeta Mato Grossense, autos do poema “Árvore”

(*) Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa ali e fora dali. Escreve aqui sempre às segundas-feiras sobre modismos, modernidades e curiosidades. Ela também tem um blog – Batida Salve Todos

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Maria Filó para C&A!

27/02/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recife (*)

Não adianta correr para a loja: a coleção da Maria Filó para C&A só chega nas araras dia 15 de Março.

Enquanto isso, ficamos na vontade dando uma espiada no making of da campanha de lançamento.

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Aos bêbados, com amor!

24/02/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recife.

A verdade verdadeira é que o bom senso é um chato intrometido.

É ele o responsável por toda a burocracia da vida afetiva-artística-libertária.

Ou o que poderia ser uma vida afetiva-artística-libertária.

Mas, no lugar disso, você dá o play, segue as instruções e se transforma num cidadão exemplar com direito a foto de funcionário de mês na parede.

O bom senso te guia! Assine aqui, beije aqui, durma aqui.

Mas você queria assinar ali, beijar lá e dormir acolá.

A menos que…..

A menos que você seja louco, ou bêbado ou esteja naquele estágio do sono entre o quase dormindo e o dormindo de verdade. Só nesses raríssimos momentos se consegue enganar o bom senso, driblar algumas regras sociais e fazer o que você realmente quer fazer.

Ou dizer.

Ou beijar.

Ou entender.

Ou, ou, ou.

Não, não é uma ode ao uísque.

É uma homenagem ao estado de embriaguez da alma (que pode, ou não, vir acompanhado de um porre etílico ou over dose de falta de lucidez).

A verdade é que os bêbados são sinceros, os loucos são honestos e os quase-dormindo são quase-felizes.

No Carnaval estão quase todos loucos e quase todos bêbados.

Por isso, e só por isso, o Carnaval é a vida como ela deveria ser!

Onde, mesmo com fantasias, estão todos sem as máscaras.

No dia seguinte, só uma ressaquinha moral e aquelas três mensagens que você não deveria ter mandado, mas que ainda bem que mandou!

Não, não vou responder porque estou sóbria e esse bom senso não larga do meu pé!

*É de fazer chorar, quando o dia amanhece e obriga o frevo a acabar. Oh quarta-feira ingrata chega tão depressa só pra contrariar!

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Franjas urgentes. Looks nem tanto!

23/02/2012 por

Por Téta Barbosa direto do Recife (*)

É uma destranquilidade!

Um dia acordo e penso: preciso de uma franja.

E é um precisar urgente e verdadeiro. Como se, a partir dela, eu fosse entender todo o resto. Nunca entendo, o que não me impede de continuar tentando.

Foi assim no domingo de Carnaval.

Acordei e disse: preciso do abridor de amanhecer (da poesia de Manoel de Barros), de uma máquina do tempo e de uma franja.

Como era Carnaval e feriado, só consegui resolver o problema da franja!

A tesoura estava na caixa de costura e a coragem no compartimento do juízo.

Cortei. Me arrependi, claro. Ficou torta e curta demais (sempre fica curta demais).

Mas é melhor assim.

Com franja eu enxergo melhor as coisas do mundo.

Me escondo menos, observo mais.

Continua torta mas, às vezes, ver as coisas meio tortas, faz bem à poesia do dia!

Look do sábado de Carnaval (ainda sem franja)!

Look da Segunda – Com franja!

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